Guinness World Records

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Guinness World Records
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Autor (es) nenhum
Idioma Inglês, Português, Árabe, Chinês, Croata, Tcheco, Dinamarquês, Holandês, Finlandês, Francês, Alemão, Grego, Hebraico, Húngaro, Islandês, Italiano, Japonês, Norueguês, Russo, Esloveno, Eslovaco, Espanhol, Sueco, Turco e mais 12 línguas
Assunto Recordes Mundiais
Série Guinness World Records
Ilustrador Ian Bull, Trudi Webb
Arte de capa Yeung Poon
Tradutor Ana Carolina Mesquita e Otavio Albuquerque
Editora Inglaterra HIT Entertainment
Lançamento 17 de Setembro de 2008 (2009,número 44)
Páginas 289
ISBN ISBN 978-1-904994-18-3.
Certificado
Capa da edição de 2011 do Guinness World Records.

O Guinness World Records (antigo Guinness Book of Records, lançado em português como Livro Guinness dos Recordes) é uma edição publicada anualmente, que contém uma coleção de recordes e superlativos reconhecidos internacionalmente, tanto em termos de performances humanas como de extremos da natureza. Em 2003, o livro chegou a 100 milhões de cópias vendidas, desde a sua primeira edição em 1955, sendo o décimo livro mais vendido da história, o de 2009 é o quinquagésimo-quinto.

História[editar | editar código-fonte]

Em 10 de Novembro de 1951 Sir Hugh Beaver, diretor administrativo da cervejaria Guinness, participou numa caçada e acabou envolvendo-se numa discussão: qual seria a ave de caça mais veloz da Europa – a tarambola ou o tetraz. Foi assim que se deu conta que um livro que fornecesse respostas para este tipo de perguntas talvez fizesse sucesso.

A ideia de Sir Hugh tornou-se realidade quando Norris McWhirter e Ross McWhirter, que administravam uma agência de apuração de fatos em Londres, foram contratados para fazer uma coletânea que viria a tornar-se o Guinness Book of Records. A primeira edição foi publicada em 27 de agosto de 1955 e, no Natal daquele ano, já havia chegado ao topo da lista dos mais vendidos do Reino Unido.

Evolução[editar | editar código-fonte]

Alguns recordes mundiais têm menos tentativas de quebras do que outros: Suresh Joachim, quebrou o recorde mundial de passar roupa, ao fazê-lo durante 55 horas e 5 minutos, no Shoppers World, em Brampton.

Edições mais recentes têm-se centrado no registro dos feitos humanos concorrentes. Concursos vão desde recordes óbvios, como levantamento de peso aos mais incomuns, como jogar um ovo à mais longa distância ou o maior número de cachorros quentes que podem ser consumidos em dez minutos. Além de registros sobre concursos, que contêm fatos tais como o tumor mais pesado, a planta mais venenosa, o menor rio Roe River, o mais antigo teatro em funcionamento Guiding Light, a mais antiga livraria em funcionamento Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, o mais bem sucedido vendedor do mundo Joe Girard, o mais bem sucedido reality show, o grupo musical Girls Aloud. Muitos registros referem-se também à mais jovem pessoa que alcançou uma coisa, como a pessoa mais jovem a visitar todas as nações do mundo, sendo Maurizio Giuliano.

Cada edição contém uma seleção de grande conjunto de registros nos dados do Guinness, bem como os critérios de escolha que tenham mudado ao longo dos anos.

O afastamento de Norris McWhirter de sua consultora de papel em 1995 e a subsequente decisão dada por Diageo plc (public limited company: um tipo de sociedade anônima na Grã-Bretanha) de vender a marca Guinness World Records ajudaram a transformar o Guinness em um livro altamente ilustrado e um produto colorido.

Estas mudanças não fizeram nenhum dano ao seu sucesso comercial: o Guinness Book of Records é o livro mais vendido do mundo com direitos autorais, assim que ganhar uma entrada dentro de suas próprias páginas. Um certo número de livros e séries de televisão também foram produzidos. A marca Guinness World Records é agora propriedade da HIT Entertainment.

O Guinness World Records não registra a categoria de "pessoa com mais recordes", por esta mudar com muita frequência.

Em 2005, o Guinness designou a data 9 de Novembro como "Dia Internacional Guinness World Records" para incentivar a quebra de recordes mundiais, que foi descrito como "um sucesso fenomenal". A versão 2006 foi baptizada "maior evento internacional do mundo", com uma estimativa de 100 000 pessoas em mais de 10 países participantes. A promoção arrecadou 2244 recordes novos crescendo assim 173% relativamente ao ano anterior.

Em 2006, Michael Jackson visitou o escritório do Guinness World Records em Londres para arrecadar 7 Recordes Oficiais Certificados relacionados com a sua bem sucedida carreira como vocalista e compositor de músicas.

Em 9 de Janeiro de 2007, o Guinness anunciou que estava trabalhando com AskMeNow para oferecer acesso móvel para o Guinness World Records na base de dados. A empresa tem vindo a colaborar com o Reino Unido, com base em Texperts já há vários anos e ambas as empresas oferecem acesso exclusivo ao seu banco de dados.

Questões éticas[editar | editar código-fonte]

Vários recordes mundiais foram em dada altura incluídos no livro e removidos posteriormente por razões éticas. Recordes que ponham em causa a segurança e saúde de pessoas e animais são desencorajados. Por exemplo, na sequência da publicação do recorde "O gato mais pesado", muitos proprietários de gatos começaram a dar muita comida ao seus animais para além dos limites do que era saudável. O Guinness Book também retirou em 1991 recordes como de "comer e beber mais..." na categoria "Realizações do Homem" dado que colocava aos potenciais concorrentes perigos sérios na sua saúde além de expor o editor a potenciais litígios na justiça. Estas mudanças incluíram a remoção de todas as bebidas alcoólicas, caso dos recordes de vinho e drinques de cerveja, juntamente com outros incomuns, como consumir bicicletas ou árvores. Outros recordes, tais como "engolir espadas", foram também excluídos por ultrapassarem as barreiras humanas de tolerância. No entanto, aconteceram casos de recordes encerrados e mais tarde reabertos, como por exemplo, "engolir espadas". Este foi listado como encerrado em 1990 e recuperado para o show de televisão Guinness World Records Primetime, que se iniciou em 1998, em que se aceitaram três desafios.

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu Guiness em Los Angeles, California (EUA).

Nos últimos anos, a empresa Guinness tem permitido o franchising dos pequenos museus com monitores baseado no livro, todos atualmente (2005) localizados em localidades populares com turistas: Tóquio, Surfers Paradise, Copenhaga, São Francisco, Santo António, Cataratas do Niágara, Hollywood, Atlantic City, Myrtle Beach, Carolina do Sul, Gatlinburg, Tennessee e Trocadero, em Londres. Enquanto alguns museus são dramáticos, como as estátuas mais altas do mundo, ou vídeos de recordes a serem quebrados, muita da informação é apresentada apenas com texto e fotos.

Séries de TV[editar | editar código-fonte]

O Guinness World Records foi transposto para várias séries televisivas:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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