Livro Negro do Terrorismo no Brasil
O Livro Negro do Terrorismo no Brasil, oficialmente denominado Tentativas de Tomada do Poder é um documento realizado pelo Centro de Informações do Exército (CIEx), em resposta ao livro "Brasil: Nunca Mais", escrito por Paulo Evaristo Arns.
[editar] Origem
Como forma de oposição aos Grupos Políticos Comunistas que queriam implantar no Brasil um sistema igualitario como o de Cuba, os Militares, apoiados pelo povo brasileiro, instalaram o governo militar provisóro que em 1969 tornou-se a oficialmente a Ditadura Militar Brasileira com a promulgação do Ato Institucional nr 5.
O ato Institucional nº 5, de 1965, suprimiu os direitos individuais e coletivos e oficializou a prática de prender qualquer um cujo as ideias eram diferentes do regime e facilitou os orgão de segurança a suprimir a ameaça comunista. Manifestações compostas por artistas, intelectuais, entidades civis, religosos foram perseguidos ou afetados de alguma maneira por ações de grupos ligados direta ou indiretamente ao governo.
Ao término de 21 anos de ditadura militar, em 1985, a Arquidiocese de São Paulo pôde lançar o volume "Brasil: Nunca Mais", organizado por Paulo Evaristo Arns, que denunciava casos de tortura e assassinato de presos políticos atribuídos ao regime. A obra repercutiu na sociedade civil.
Leônidas Pires Gonçalves, general e ministro do exército, designou ao Centro de Informações do Exército (CIEx) a tarefa de preparar, em resposta ao livro da Arquidiocese, um documento relatando a versão dos militares sobre a luta armada.
Visando a resguardar o caráter confidencial da pesquisa e elaboração da obra, foi designada uma palavra-código para se referir ao projeto - Orvil -, livro escrito de forma invertida. Foi elaborado sigilosamente ao longo de três anos, por cerca de 30 oficiais que tiveram livre acesso a documentos classificados (secretos) do exército.
As pesquisas iniciais, realizadas ainda em 1985, demonstraram, que o trabalho ficaria incompleto e ou impreciso historicamente, se fosse cumprido o cronograma inicialmente estabelecido. Assim, ampliaram-se, os limites físicos e cronológicos da pesquisa, retroagindo-se a Marx e Engels, passando pelas origens da Internacional Comunista e pela história do PCdoB – desde a sua criação em 1922 com a denominação de Partido Comunista do Brasil/Seção Brasileira da Internacional Comunista, prolongando-se até a meados da década de 1980.
Concluído em 1988, o livro, dividido em dois tomos, foi batizado de "As Tentativas de Tomada do Poder". O general Leônidas apresentou sua obra ao então presidente da República, José Sarney. No entanto, considerou-se que seu lançamento iria reacender conflitos ideológicos que já haviam causado muito dano, e começavam a ser finalmente apaziguados com a Lei da Anistia. Contra a vontade de Leônidas, o documento foi arquivado, sob a classificação de material reservado.
Pressionado pela imprensa, o general Leônidas acabou confirmando a existência do livro em 2000, mas seu texto na íntegra continuava inacessível ao público. Especula-se que nesta época havia apenas cerca de quinze cópias da obra, acessíveis apenas a um círculo rigorosamente fechado de oficiais da ativa e da reserva.
O general da reserva Leônidas Pires Gonçalves em entrevista ao Correio/Estado de Minas, relata, que, na condição de ministro do Exército, se reuniu com o presidente da República para discutir sobre a versão oficial dos militares para a repressão que o serviço secreto do Exército acabara de concluir. "Eu disse ao (José) Sarney: ‘Eu fiz esse livro. É uma arma que eu tenho na mão’." "Falei para o Sarney que não ia publicar o livro. Para que criar um problema que não existe?", recorda Leônidas. "Esse livro", concluiu o general na conversa com o presidente, "fica como um documento, que nós (militares) podemos ter a necessidade (de divulgar) no futuro." De acordo com Leônidas, Sarney concordou e ambos deram o caso por encerrado.
[editar] Ligações externas
A expressão do terrorismo no Brasil ocorreu principalmente como manifestações de oposições ao golpe que instalou a ditadura militar no país e todas as ações do Estado que dela derivaram.