Livro de bolso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Livros de Bolso.

Um livro de bolso ou bolsilivro[1] (em inglês, paperback, softback, softcover ou pocket book)[1] [2] [3] é um livro em formato pequeno, formulado para uma leitura prática e para o barateamento de seu custo. Por seu tamanho reduzido, pode ser facilmente transportado para ocasiões cotidianas, como a espera em uma fila de bancos e de consultórios ou em transportes públicos. O termo em inglês paperback não usado é apenas para livros de pequeno formato, mas também pra designar um tipo de encadernação traduzida como brochura, onde a lombada é colada.[4] A lombada do tipo brochura é chamada de "lombada quadrada".[5] As capas desse tipo de publicação são feitas de papel-cartão ou papelão[6] [7] .

História[editar | editar código-fonte]

Os livros de bolso foram publicados pela primeira vez pela editora alemã Albatross Books em 1931, a britânica Penguin Books introduziu o formato no Reino Unido em 1935[3] e 1939 foi a vez da americana Pocket Books.[8]

Formatos[editar | editar código-fonte]

  • "Formato A" 11,0 cm x 17,8 cm
  • "Formato B" 13,0 cm x 19,8 cm
  • "Formato C" 13,5 cm x 21,6 cm[9]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Livros de bolso da Colecção Argonauta, lançado em Portugal e no Brasil

Os primeiros livros de bolso publicados no Brasil foram da "Coleção Globo" da Livraria do Globo, lançados em 1933, os livros mediam 11 x 16 cm.[10] [11] Além dos formatos tradicionais, são publicados formatos diferentes como a série de livros de espionagem Brigitte Montfort que foi publicada no formato 10 x 15 cm (menor que o formato A).[12] [13] A série de livros de ficção científica alemã Perry Rhodan foi publicada Tecnoprint nos formatos 10,5 x 16 cm e 11,5 x 18 cm e no formato chamado pela editora de superbolso (12 x 21 cm).[13]

Atualmente, os livros de bolso podem ser encontrados em diversas editoras, como a L&PM (Coleção Pocket), a Martin Claret, Paz e Terra (Coleção Leitura), Companhia das Letras (Companhia de Bolso), Editora Objetiva (Ponto de Leitura) entre outras.[14] [15] [16] A Editora Paz e Terra iniciou a publicação de livros de bolso em 1995 e inicialmente imprimia seus livros em papel-jornal.[17] Nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, há algumas estações de metrô que disponibilizam máquinas de livros de bolso, que normalmente têm um preço bastante acessível.[18]

O brasileiro Ryoki Inoue é o recordista no Guinness Book como o autor com o maior número de livros publicados no formato, dominou 95% dos livros de bolso publicados no país. Escreveu 999 livros de bolso em seis anos, entre histórias de faroeste, guerra, policiais, espionagem, romance e ficção científica.[19] [20]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Os livros de bolso sofrem muito preconceito por parte de autores consagrados, leitores e algumas livrarias, os livros são depreciados por conta de seu baixo preço (gerando pouco lucro a livrarias) e pela qualidade inferior a de livros de capa dura.[4] [21] [22] Durante muito tempo os livros de bolso, tal como os pulps, foram considerados "literatura de menor" e os livros tradicionais como "literatura séria".[23] A encadernação do tipo brochura de um livro de bolso, costuma ser inferior a uma encadernação com costura, o livro de bolso não pode ser aberto como um livro tradicional pois, corre o risco de perder suas páginas.[24]

Referências

  1. a b Ryoki Inoue. In: Summus Editorial. VENCENDO O DESAFIO DE ESCREVER UM ROMANCE (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.: s.n.]. 60 pp. ISBN 8532303471, 9788532303479.
  2. Kenneth G. Wilson. Columbia Guide to Standard American English (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: MJF Books, 1998. 221 pp. 9781567312676.
  3. a b Alice Mitika Koshiyama. Monteiro Lobato: intelectual, empresário, editor (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: EdUSP, 2006. 165 pp. 9788531407802.
  4. a b O livro no Brasil: sua história (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: EdUSP, 2005. 670 a 73 pp. ISBN 8531408776, ISBN 9788531408779.
  5. Perguntas Freqüentes sobre a Gráfica Abril (PDF) (em português) Editora Abril. Visitado em 04/05/2010.
  6. Lorenzo Baer. Produção gráfica (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: Editora Senac, 1995. 219 pp. 9788573590050.
  7. Marcus Ramone. Homem-Aranha – Ruas de Fogo Universo HQ.
  8. Eva Hemmungs Wirtén. Global infatuation: explorations in transnational publishing and texts : the case of Harlequin Enterprises and Sweden (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: Uppsala University, 1998. 44 pp. 9789185178285.
  9. Wilson-Fletcher, Honor (11/08/2001). Why Size Matters The Guardian.
  10. Laurence Hallewell. O livro no Brasil: sua história (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: EdUSP, 2005. 9788531408779.
  11. Cronologia Editora Globo.
  12. Brigitte, o fenômeno esquecido e outras fotos das capas O Estado do Paraná (22/12/2003).
  13. a b Roberto de Sousa Causo (24 de outubro de 2009). Nos arquivos da Ediouro Portal Terra.
  14. A República da Pirataria
  15. Alessandra El Far. O livro e a leitura no Brasil (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: Jorge Zahar Editor, 2006. 54 pp. 9788571109186.
  16. Roberto de Sousa Causo (5 de dezembro de 2009). Editora objetiva entra no mercado de livros de bolso Portal Terra.
  17. Editoras líderes investem em livros de bolso para ampliar público Folha Online (14/04/2005).
  18. Nas plataformas Revista Negócios da Comunicação, UOL.
  19. Site Oficial de Ryoki Inoue
  20. Marcelo Spina (Novembro de 2000). Retratos de um mundo estranho Super Interessante Edição 158.
  21. Concorrência é ‘comemorada’ pela L&PM ", copyright Folha de São Paulo Observatório da Imprensa (14/04/05).
  22. Ryoki Inoue. O Livro como Fonte de Renda Site Oficial de Ryoki Inoue.
  23. Celso Cruz. Metamorfoses de Kafka (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: Annablume, 2005. 55 pp. 9788574196930.
  24. Zé Oliboni. Coleção Pocket Panini 5 - Mulher-Hulk (em português) Universo HQ. Visitado em 17/05/2010.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um livro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.