Lobby sionista

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O lobby sionista ou lobby pró-Israel reúne grupos, organizações e indivíduos que influenciam os governos de países ocidentais no sentido de apoiar os objetivos do sionismo, ou ultra-nacionalismo judaico, em todo o mundo, mas especialmente na sustentação do Estado de Israel. O lobby é particularmente poderoso nos EUA e na Grã-Bretanha, como aponta o livro "O lobby pró-Israel e a política externa dos EUA", de autoria dos professores norte-americanos John Mearsheimer (Universidade de Chicago) e Stephen Walt (Harvard).1

A despeito de majoritariamente composto por indivíduos de origem judaica, o lobby também inclui não-judeus, sobretudo protestantes fundamentalistas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Nos EUA, a principal organização do lobby sionista é o AIPAC - American Israel Public Affairs Commitee (Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel), fundado na década de 1950 e com mais de cem mil membros ativos, é das mais poderosas da política norte-americana.

O apoio do fundamentalismo protestante ao sionismo se dá por conta de uma interpretação controvertida e forçada de profecias bíblicas. Algumas correntes evangélicas sustentam que Jesus Cristo voltará à Terra (é a famosa "Segunda Vinda") somente quando os judeus estiverem reunidos na Terra Santa; como esses grupos supõem a iminência desta evento, eles "fundamentalisticamente" apóiam os objetivos do sionismo internacional, pois isto supostamente "apressaria" a Segunda Vinda.

A idéia de um "sionismo cristão" circula já há mais de um século, mas foi a partir da década de 1990 e do governo de George Bush nos EUA que ele se tornou uma força política significativa, especialmente em parceria com o movimento neo-conservador (neo-con). A exegese evangelista fundamentalista afirma que profecias bíblicas apontam para o “Milênio”, que teria um “governo mundial” com centro em Jerusalém; assim sendo, o “Estado de Israel” é parte do “plano de Deus” e deve ser apoiado pelos cristãos.

Nos EUA, alguns influentes políticos e jornalistas são os principais porta-vozes dos interesses do sionismo. Destacam-se o ex-vice-presidente Dick Cheney; o ex-embaixador dos EUA na ONU, John Bolton; o ex-presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz; e lobistas como Richard Armitage; Elliott Abrams; Richard Perle, entre outros.

Entre os jornalistas, William Safire, A.M. Rosenthal, David Brooks e Thomas Friedman, do The New York Times, e Robert Kagan e Charles Krauthammer, do Washington Post.

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Críticos do lobby[editar]

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Uma ativa organização judaica que se opõe às ações e aos postulados do sionismo em geral é a Neturei Karta - Judeus contra o sionismo (www.nkusa.org). Sua oposição ao nacionalismo judeu e mesmo ao Estado de Israel se assenta em dois fundamentos. O primeiro é religioso, argumentando que não é pela força das armas e do lobby político que os judeus têm direito de expulsar a população autóctone da Palestina e estabelecer um país em moldes do antigo apartheid sul-africano. “A arquitetura da segregação que vi na Cisjordânia e na faixa de Gaza é infinitamente pior que o apartheid”, disse Ronnie Kasrils, político sul-africano. Segundo esses judeus anti-sionistas, é somente de forma pacífica e com as bênçãos de Deus que os judeus voltarão a se reunir de forma definitiva na Terra Santa. O segundo fundamento de sua oposição ao Estado de Israel é humanitário, pois a expulsão dos palestinos de sua terra ancestral e sua contínua opressão e humilhação ao longo das seis décadas, desde a criação de Israel, em 1948, só tem contribuído para engendrar ódio e antissemitismo no mundo.

Nos EUA, são críticos importantes do lobby o ex-presidente Jimmy Carter; o embaixador Charles Freeman; Norman Finkelstein, autor de A Indústria do Holocausto; e os professores John J. Mearsheimer e Stephen M. Walt. Na França, destaca-se o filósofo Roger Garaudy, autor do opúsculo antissionista The Founding myths of modern Israel. Na Inglaterra, o historiador Ilan Pappé, autor do esclarecedor livro Ethnic Cleansing in Palestine (Limpeza Étnica na Palestina), que conta a trágica história de expulsão, assassinatos e brutalidades cometidos por organizações terroristas judaicas como Irgun, Haganah e Gang Stern contra a população palestina, na época de criação do Estado de Israel (1947/48).

Referências

  1. "The Israel Lobby and US foreign Policy. Farrar, Straus & Giroux, 2007.

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Ligações externas[editar]