Lobo-marinho

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Como ler uma caixa taxonómicaLobo-marinho
Arctocephalus fosteri

Arctocephalus fosteri
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Otariidae
Género: Arctocephalus
Espécies
Ver texto.

Os lobos-marinhos são mamíferos pinípedes pertencentes à família Otariidae que se classificam no género Arctocephalus.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Habitat[editar | editar código-fonte]

O lobo-marinho vive na Reserva Natural das Ilhas Desertas, no arquipélago da Madeira, Portugal, zonas de costa bastante escarpadas e sempre de difícil acesso por exemplo em grutas que têm entrada submarina. Segundo pesquisas feitas, este não seria o seu habitat inicial.

O lobo-marinho chegou a habitar algumas praias desabrigadas, maioritariamente no concelho de Câmara de Lobos, na Ilha da Madeira, só que com a chegada do homem obrigou a que estes animais procurassem o abrigo de grutas e de locais mais acessíveis para eles.

É também conhecida por foca monge e é a única espécie que vive em território Português, nas Ilhas Desertas do arquipélago da Madeira.

Foi-lhe atribuído o nome de foca monge devido às pregas que possui no pescoço, porque quando está em descanso faz lembrar o capucho de um monge e porque também é um animal de hábitos solitários. O nome de lobo-marinho devido aos sons em tom de urro e por ser um animal carnívoro.

Os primeiros registos escritos portugueses do lobo-marinho remontam ao ano de 1419, quando os navegadores portugueses João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegaram à Ilha da Madeira. Aí, numa baía de costa sul, ter-se-ão deparado com um animal até então desconhecido, que chamaram de lobo-marinho. Este local é ainda hoje conhecido por Câmara de Lobos, designação que deriva da original “Cama de Lobos”

A foca monge é um dos animais mais raros do mundo, um dos mamíferos marinhos mais ameaçados de extinção.

No mundo inteiro restam apenas 300 focas como esta. Esta espécie é conhecida desde sempre na Madeira como Lobo-marinho, uma vez que os seus sons fazem lembrar o uivo de um lobo, Perseguido pelo homem, sem o seu habitat e sem alimento, abandonou a ilha da Madeira e refugiou-se nas Ilhas Desertas. Estas ilhas já têm 40 animais desta espécie.

Um dos pontos muito importantes para a conservação destes animais é a sua reprodução. Por isso os locais de criação sãos zonas de grande protecção e nós os homens temos que respeitar os seus espaços.

A Foca monge deverá ser considerada como um indicador do “estado de saúde” do ambiente marinho. A sua extinção poderá ser entendido como um mau sinal de destruição do ecossistema dos oceanos

Regime alimentar[editar | editar código-fonte]

O lobo-marinho nada em águas até uma profundidade de 100m, por isso a sua alimentação é constituída por peixes que habitam até essa profundidade.

Na fase adulta consome por dia a 4 a 6% do seu peso por dia, pode chegar a comer 12 kg por dia em alimento se pesar em média 250 kg.

Estes animais comem geralmente peixes diversos que varia de acordo com a disponibilidade do meio, polvo (cefalópodes), mexilhões (crustáceos – espécies agarradas nas rochas).

O lobo-marinho procura alimento em locais rochosos e baixos próximos da costa e das suas colónias, mas devido muitas vezes a falta de alimento é obrigado a ir para alto mar onde encontra alimento com mais facilidade, mas em contrapartida corre o risco de ser atacado pelos predadores.

Como é revestido o seu corpo e a sua forma de reprodução[editar | editar código-fonte]

O lobo marinho é um mamífero marinho, tem uma forma modelada para o meio aquático, o seu corpo é uniforme e apresenta 4 membros transformados em barbatanas.

Apesar de habitar em mares temperados, o lobo marinho apresenta uma camada de gordura subcutânea, que serve de reserva alimentação, protecção mecânica e térmica.

O seu corpo é coberto de pelugem castanho-escuro que pode chegar a preto no dorso e vai clareando até ao ventre. A face ventral é uma zona clara, branca que varia de tonalidade sendo por isso utilizada para identificação dos animais.

Na face ventral encontram-se dois mamilos. Pode medir 280 cm e pesar até 400 kg.

Estes animais têm uma baixa natalidade mas em contrapartida vivem de 30 a 40 anos. A sua baixa natalidade deve-se ao facto das fêmeas atingirem a maturidade sexual entre os 4 e 6 anos de vida. O período dos seus nascimentos dão-se entre os meses de Maio e Novembro, sendo que nos meses de Setembro e Outubro nascem mais. Cada fêmea tem normalmente uma única cria de 2 em 2 anos, muito raramente nascem gémeos.

Causas que originem o perigo de extinção[editar | editar código-fonte]

Factores de ameaça:perturbação dos animais no seu habitat natural, provocada por pescadores e turistas, captura acidental em artes de pesca, atos de vandalismo e abate de animais

Estes animais foram alvo de armas de fogo e explosivos, utilizados pelos pescadores, que os culpavam pela redução das pescarias, mas a culpa é dos pescadores porque eles é que aperfeiçoaram os engenhos da pesca costeira e se expandiram no sector. Além dos pescadores, o turismo também se desenvolveu e foram ocupando os habitats utilizados por estes animais, onde faziam a sua reprodução.

Também o lixo que é deixado no mar, como por exemplo as redes de pesca perdidas, e a poluição das águas os perturba. e que o lobo marinho vive mais do que cerca de outros tipos de animais que moram no fundo do mar pois pelo seu tamanho e peso de cerca de 400 kg por isso tem um tempo limitado de vida mais do que os outros animais marinhos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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