Londonderry Air

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Londonderry Air (em português: Canção de Londonderry) é um hino Irlandês, especialmente da Irlanda do Norte. Muito popular entre os emigrantes irlandeses é considerado por muitos o seu hino nacional (que não existe legalmente).

A ária foi coligida por Jane Ross de Limavady, Condado de Londonderry, e foi publicado pela primeira vez pela Sociedade para a Preservação e Publicação das Melodias da Irlanda em 1855 na colectânea The Ancient Music of Ireland, editada por George Petrie, na qual aparece como sendo de autor anónimo.

Teve diversas letras. A mais popular foi Danny Boy ("Oh Danny Boy, the pipes, the pipes are calling") escrita pelo advogado inglês Frederick Edward Weatherly, em 1910 e adaptada à música em 1913. A letra é uma canção amorosa de uma mulher para um homem, ainda que seja por vezes, erroneamente, interpretada como um apelo às armas ou uma canção rebelde.

Letra[editar | editar código-fonte]

A primeira letra adaptada à música foi, quase de certeza, The Confession of Devorgilla , conhecida também como "Oh! shrive me, father".

A canção passou a designar-se por Londonderry Air em 1894 quando Katherine Tynan Hinkson lhe adaptou a letra da sua Irish Love Song:

Would God I were the tender apple blossom
That floats and falls from off the twisted bough
To lie and faint within your silken bosom
Within your silken bosom as that does now.
Or would I were a little burnish'd apple
For you to pluck me, gliding by so cold
While sun and shade you robe of lawn will dapple
Your robe of lawn, and you hair's spun gold.
Yea, would to God I were among the roses
That lean to kiss you as you float between
While on the lowest branch a bud uncloses
A bud uncloses, to touch you, queen.
Nay, since you will not love, would I were growing
A happy daisy, in the garden path
That so your silver foot might press me going
Might press me going even unto death.

Possível tradução[editar | editar código-fonte]

Tivesse-me Deus feito flor de macieira
Que flutua e cai do ramo contorcido
Para se deitar e desmaiar no teu peito de seda
No teu peito de seda, como agora.
Ou fosse eu uma maçã lustrosa
Para que me colhesses, deslizando na frescura
Enquanto sol e sombra manchassem as tuas vestes de relva
As tuas vestes de relva, e o teu cabelo de ouro fiado.
Sim, quisesse Deus que estivesse entre as rosas
Que se inclinam para beijar-te enquanto entre elas deslizas
Enquanto que no ramo mais baixo um botão floresce
Um botão floresce, para tocar-te, rainha.
Não, já que não amarás, fosse eu um rebento
De uma alegre margarida, no caminho do jardim
Para que o teu pé de prata me pudesse pressionar
Me pudesse pressionar, talvez até à morte.