Lope Íñiguez

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Lope Íñiguez
Senhor da Biscaia
Predecessor Íñigo Lopes
Sucessor Diego Lopes I de Haro
Pai Íñigo Lopes
Mãe Toda Fortunes (Ortiz)
Morte 1093

Lope Íñiguez (ca.1050-1093), foi o segundo señor de Biscaia depois da morte de seu pai Íñigo Lopes em 1076.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Como o filho primogénito de Íñigo López, sucedeu a seu pai como tenente e senhor de Biscaia. Antes dessa data, ocupou vários cargos palatinos entre 1061 e 1067 na corte do rei Sancho Garcês IV de Pamplona.[2] Âparece em 1063 na documentação do Mosteiro de San Prudencio de Monte Laturce, confirmando como tenente em Nájera. Figura depois repetidamente confirmando diplomas reais, incluindo um deles em 1074 quando o rei Sancho IV faz uma doação ao mosteiro de Valvanera, assinando como tenente em Alberite.

A 4 de julho de 1076, Sancho IV, chamado "el de Peñalén" foi assassinado por seus irmãos e Sancho I de Aragão e Afonso VI de Leão e Castela repartieron-se o reino do falecido rei de Pamplona.[2] Lope Íñiguez com seu pai, sogro e outros magnatas juraram lealdade ao rei de Castela e Leão.[3] [4] Lope assumiu o goberno das tenências de Álava (1081), Biscaia e Guipúscoa (1082),[4] [5] enquanto o governo das terras riojanas incluindo Nájera, foi encomendadou ao conde Garcia Ordonhes,[6] [7] casado com Urraca, irmã do difunto rei Sancho IV .[8] Após a morte de seu pai Lope ïñiguez e do conde Garcia Ordonhes na Batalha de Uclés em 1108, Diego, o filho primogênito de Lope Íñiguez recuperou a importante tenência de Nájera e de Grañón em 1109.[7] Em 1085, Lope Íñiguez tomou parte na conquista de Toledo.

Matrimónio e descendência[editar | editar código-fonte]

Mosteiro de San Millán de Suso beneficiário de doações de Lope Íñiguez e onde foi enterrada sua esposa Ticla.

Casou antes de 1069 con Ticlo Díaz, filha do importante magnata castelhano Diego Alvares de Oca.[9] Uma irmã de Ticlo, chamada Elvira, foi a esposa do conde Gonçalo Salvadores, com quem Lope Íñiguez teve uma relação estreita devido aos seus interesses comuns e o apoio de ambos ao rei Afonso VI.[10] Os filhos deste matrimónio foram: [a]

  • Diego Lopes sucedeu a seu pai no senhorio.[11] Foi nomeado como seu avô materno, um nome perpetuado entre seus descendentes.[7]
  • Sancho Lopes, senhor de Poza.[12] [b]
  • Toda Lopez (m. dezembro de 1121),[13] esposa de Lope Gonçalves,[11] filho de Gonçalo Alvares e Leguntia Gonçalves, tenente em Estíbaliz[c] e em Buradón, e um dos barões de Álava. Maria Lopes, filha deste casamento, foi a esposa de um Fortunio Sanches.
  • Sancha Lopes[11]
  • Teresa Lopes que casou duas vezes: com um Lope com quem teve um filho chamado Garcia Lopes, e depois com Garcia Sanches, chamado de Zurbano.[14] [d]

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^  Em 1093, Ticlo fez uma doação ao mosteiro de San Millán de Suso, confirmando Diego Lopes e suos irmãos Sancho, Toda, Sancha e Teresa, e suo cunhado Lope Gonçalves.
[b] ^  Em 1094, um ano depois da morte de seu pai, Sancho liderou uma expedição que não teve êxito por Álava e La Rioja contra o rei Sancho I de Aragão.Cfr. Balparda de las Herrerías (1933-34), p. 291.
[c] ^  O governo militar de Álava estaba dividido em duas praças de armas; Estíbaliz, onde dominaba Lope Gonçalvez, e Divina, governada por Diego Sanches. No foi até depois da morte de Lope Gonçalves, o esposo de Toda, que suo cunhado Diego governou a tenência de Álava.Cfr.Balparda de las Herrerías (1933-34), pp. 293-294.
[d] ^  Em 1096, Teresa ofereceu ao Mosteiro de São Millán seu palácio e propriedades em Azqueta se ele morresse em sua peregrinação a [[Roma] para a alma de seu marido Garcia Sanches. Seu filho Garcia Lopes e o conde Garcia Ordonhes comfirmaram o documento.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]