Lord John Roxton

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde agosto de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Lord John Roxton é um personagem da obra de Arthur Conan Doyle. É um dos personagens principais de O Mundo Perdido.

Ele é um caçador que entra na expedição por que, ao passar pela américa do sul (continente o qual ama) ouviu falar de rumores de dinossauros, ficando assim a favor da teoria de Challenger.

Em 2000, o livro ganhou uma versão adaptada para seriado. Desta vez, seu nome era Lord John Richard Roxton (will Snow), também caçador, porem fazia par romântico com Marguerite Krux (Rachel Blakely).

'"Sob a mira"'

A mira telescópica do rifle vagueia sobre a folhagem, em busca da presa. Mas se a presa por um instante pudesse usar a mesma mira para mirar o caçador, teria pela frente um interessantíssimo objeto de análise.

Ao primeiro olhar, um belo espécime de macho humano. Másculo, viril, a pele queimada pelo sol e pela vida vivida ao ar livre, em viagens e aventuras constantes.

Uns olhos castanho esverdeados, profundos, atentos e observadores.

Olhos habilidosos para ver, quase que pressentir, as surpresas que poderiam se esconder entre as folhagens, pronto para farejar o perigo ou as situações que possam ameaçar a sua segurança e a segurança de seus amigos.

Olhos de um caçador nato, na selva ou na cidade.

Olhos que por algumas horas tiveram o alcance e o poder de ver todas as perguntas e respostas do universo claras e respondidas, e que ainda assim tiveram forças para dar as costas para tais perguntas e respostas e para a imortalidade para voltar aos seus amigos.

Olhos que viram a morte muitas vezes, inclusive pessoalmente, que lutaram com ela, e que venceram sua astúcia na tentativa desesperada de salvar as vidas de seus amigos e de salvar sua própria vida.

Olhos que se surpreenderam e perderam parte de seu brilho dividido com o seu gêmeo cruel. Que foram divididos exclusivamente entre o bem e o mal, mostrando que filosofias maniqueístas jamais produziriam um ser humano completo.

Olhos sinceros que inspiraram confiança aos estrangeiros ou nativos bondosos que encontraram pelo caminho.

Olhos assombrados pela culpa, por uma culpa inexistente de ter matado seu irmão ao tentar salvá-lo do ataque mortal de um gorila.

Olhos eventualmente em fuga para dentro de si mesmo, por se sentir constantemente responsável pela segurança e bem estar de todos ao seu redor, mesmo sabendo não ser Deus.

E quando a presa finalmente conseguisse se desviar dos olhos profundos, veria ainda um rosto nobre e forte, de sorriso doce e aberto toda vez que se apresenta ocasião. Deitando um olhar mais detalhado ao objeto de observação, a presa encontraria um pescoço viril e veria um par de ombros largos encimando braços poderosos.

Ombros acolhedores que tinham amparado o choro eventual de algum dos outros amigos em situação extrema, que tinham aninhado em seu abraço cada um dos seus companheiros em diferentes situações.

Braços fortes que tinham escalado paredões de pedra em busca de riquezas naturais pré-históricas para satisfazer a sede científica do líder da expedição.

Mãos firmes e precisas que tinham empunhado habilmente armas para proteger e defender seus amigos – e também tinham tirado a vida do irmão na tentativa de salvá-lo.

Braços e punhos prontos para a luta corpo-a-corpo, para a mão estendida para os amigos, para ajudar sempre que necessário, para carregar, trabalhar, cuidar e consolar.

E mãos hábeis para o trabalho pesado, para o trabalho na casa da árvore. Para o carinho e o cuidado de alguém. Um peito largo e forte capaz de suportar tanto golpes físicos quanto espirituais, e que comporta uma alma indócil.

Um espírito incansável que não permitiu ao homem entregar-se à solução mais simples e mais definitiva para culpa, fosse pela morte do irmão, fosse pela aparente perda de todos os seus amigos para a morte num jogo final. Que preferiu enfrentar a culpa e conviver com ela do que atentar contra sua vida num gesto covarde de desespero.

Um corpo ágil, atlético e incansável capaz de dar até o último grama de força pelo seu grupo.

Sempre pronto a dar um passo além do que foi solicitado, a andar um quilômetro a mais por uma causa, a ir um pouco além de seus limites para ajudar alguém, a ir ao inferno e voltar se isso significar uma chance de proteger seus amigos.

Um homem capaz de dar o último sopro de ar para a mulher que descobriu amar, com ou apesar de todos os segredos que habitam e assombram o passado dessa mulher.

Um homem desejado por todas as mulheres da sociedade que vai encontrar seu amor na única mulher que apesar de amá-lo insiste em não merecê-lo e em não permitir que esse amor floresça.

Um paradoxo, como todo ser humano …

Eterno herói consumido pela culpa.

Um caçador que recita Whitman.

Um lord que despreza a nobreza e ama a aventura.

Um nobre capaz de encontrar conforto, alento e felicidade no meio de um platô perdido povoado por seres estranhos.

Um homem da sociedade que não sente absolutamente nenhuma falta da sociedade.

Um homem sem família com o coração aberto para adotar a família que a vida coloca acidentalmente para cercá-lo.

Um homem que adotou uma irmã na coragem e nas habilidades de caçadora em Verônica, um irmão mais jovem, inocente e sonhador em Ned, um amigo querido e respeitado em Challenger, um desafio à sua arrogância e auto-suficiência na bondade simples de Summerlee, e a mulher de aço e fogo de sua vida em Marguerite.

A presa se espantaria? Possivelmente não. Seus olhos animais são puramente instinto. Mesmo que mirasse o caçador veria apenas o instinto que explode de todos os poros desse caçador. Porque o homem, naquele momento decisivo do tiro e da caça, também é puro instinto animal, não é humano, é primitivo.

Como todo animal é primitivo.

Mas doma o primitivo e contém seus instintos mais selvagens balanceando-as com todas as qualidades que o transformam num simples homem, enfim …"