Louis Aleman

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Louis Aleman
Cardeal da Santa Igreja Romana

Título

Cardeal-presbítero de Santa Cecília
Ordenação e nomeação
Ordenação episcopal Bispo de Maguelone
Arcebispo de Arles
Cardinalato
Criação 1426 pelo
Papa Martinho V
Brasão
CardinalCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento Arbent
ca. 1390
Morte Salon-de-Provence
16 de setembro de 1450 (60 anos)
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Beato Louis Aleman
O Château de l'Empéri, em Salon-de-Provence, residência dos arcebispos de Arles a partir de meados do século XII.
Bispo de Maguelone; Arcebispo de Arles; Cardeal
Nascimento ca. 1390 em Arbent, França
Morte 16 de setembro de 1450 (60 anos) em Salon-de-Provence, França
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 1527 por Papa Clemente VII
Gloriole.svg Portal dos Santos

Louis Aleman foi um cardeal francês. Bispo de Maguelone (1418 - 1423), arcebispo de Arles (dezembro de 1423 - 16 de setembro de 1450) com um intervalo de nove anos durante o qual ele foi excomungado (1440 - 1449), cardeal (1426), beatificado (1527).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma família nobre[1] , Louis Aleman nasceu no castelo de Arbent, perto de Bugey, na diocese de Belley, aproximadamente em 1390[2] .

Ascensão[editar | editar código-fonte]

Formado em Direito canônico, fez uma carreira muito rápida. Graças à influência de um parente, François de Conzié, seu tio, arcebispo de Narbonne e camerlengo, Louis Aleman rapidamente se tornou um personagem importante na Igreja.

Ordenado cônego em 1409, em 1417, vice-camareiro, custos ecclesie Lugdunensis, abade de Saint-Pierre-de-la-Tour em Puy. Foi nomeado bispo de Maguelone em 1418[3] , pelo Papa Martinho V que lhe confiou missões de confiança, como, por exemplo, a transferência de Pávia para Siena do concílio convocado em 1423.

Em dezembro de 1423, assumiu o arcebispado de Arles: tomou posse de sua arquidiocese em 16 de maio de 1424 e foi consagrado pelo Papa Martinho V em Mântua, em 20 de novembro de 1424[4] . Enquanto isso, em 16 de março de 1424, tornou-se camerlengo. Em 1425, foi governador de Bolonha [5] e em 1426 foi promovido a cardeal-presbítero de Santa Cecília.

O Concílio da Basileia[editar | editar código-fonte]

Louis Aleman começou a participar do Concílio da Basileia (1431-1449) em 1434 e, a partir de 1436, passou a desempenhar um papel importante. Tornou-se, na verdade, um membro influente desse encontro, onde junto com o cardeal Giuliano Cesarini, dirigiu o partido conciliarista, que apoiava o domínio da autoridade dos concílios sobre a do papa. Em 14 de fevereiro de 1438, o cardeal Louis Aleman foi o presidente do concílio, mas nos dias seguintes, o papa lançou um anátema contra todas as decisões tomadas.

Em 1439, Louis Aleman ganhou o apoio do imperador Sigismundo e do duque de Milão. Assim, em 25 de junho de 1439, o concílio depôs o Papa Eugênio IV e em novembro elegeu Amadeu VIII, duque de Saboia, conhecido posteriormente como o antipapa Félix V, provocando um novo cisma.

Eugênio respondeu excomungando o antipapa e privando Louis Aleman de todos os encargos eclesiásticos.[6] Assim, por exemplo, Louis Aleman não participou do translado das relíquias das santas Marias Jacobé e Salomé para Saintes-Maries-de-la-Mer, em dezembro de 1448, apesar desta comunidade pertencer à diocese de Arles.

A reconciliação com o Papa[editar | editar código-fonte]

Finalmente, para acabar com o cisma, Félix V, aconselhado pelo ex-arcebispo de Arles, abdicou durante uma reunião episcopal realizada em Lyon em 1449. O novo papa, Nicolau V, que sucedeu Eugênio em 1447, restituiu em seguida, a Louis Aleman todas as suas honras e o nomeou núncio apostólico na Alemanha (1449).

Após seu retorno, Louis Aleman se retirou para Arles, em julho de 1449, onde se dedicou com zelo à administração de sua diocese. Foi visto novamente na cidade provençal desde a primavera de 1434. Morreu em 16 de setembro de 1450 de peste negra em Salon-de-Provence, no château de l'Empéri e no dia seguinte, seu corpo foi transladado para Arles e sepultado na catedral de São Trófimo.

Legado[editar | editar código-fonte]

Por muitos anos, seu túmulo é objeto de culto popular cheio de fervor. Diz-se ser um local de muitos milagres que ocorrem no dia do seu funeral e depois se multiplicaram, criando uma verdadeira peregrinação. Desde 1451 a chegada de peregrinos é comprovada, e doações para as obras na catedral de São Trófimo se multiplicaram. Entre março de 1452 e janeiro de 1453, foi conduzida uma investigação sobre esses milagres cuja conclusão foi mantida em sigilo.

Finalmente, o cardeal Pierre de Foix, seu sucessor, ordenou em 10 de abril de 1454 que se elegesse quatro trabalhadores para administrar as ofertas feitas no túmulo do falecido.[7]

Referências

  1. Ele é filho de Jean Aleman, senhor de Arbent e de Montgefond, e de Marie de Châtillon-en-Michaille
  2. Outras fontes -Beyssac, p. 310 - indicam 1380 ou 1381.
  3. A "1911 Encyclopædia Britannica" indica 1419, mas provavelmente está incorreto.
  4. Na verdade, continuou morando em sua diocese. Chegou na cidade de Arles em agosto de 1433, de onde saiu apenas oito meses mais tarde para o Concílio da Basileia. Reapareceu em Arles, em julho de 1449 depois de se reunir com o papa legitimista Nicolau V. Cf. Jacques Thirion, Saint-Trophime d'Arles dans Congrès Archéologique de France - 1976 - Pays d'Arles, página 364.
  5. Ele deixou a cidade em 1428, em consequência de uma insurreição.
  6. Em 11 de abril de 1440, ele foi declarado herege e cismático e culpado de conspiração contra o Papa Eugênio IV, que em 28 de maio de 1440, privou-o de todos os seus títulos.
  7. Estes quatro trabalhadores são nomeados pelo arcebispo, pelo capítulo e pelo conselho da cidade, que nomeiam um, um e dois, respectivamente.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Wikisource  "Aleman, Louis". Encyclopædia Britannica (11th). (1911). Cambridge University Press. 
  • Wikisource-logo.svg "Bl. Louis Allemand" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  • Le Cardinal Louis Aleman de Perouse (Paris, 1904)
  • Gallia Christiana Novissima d'Albanès et Chevalier (Arles, 1901), páginas 787-830, 1312-79
  • History of the Popes por Pastor (trad. Londres, 1891)
  • Conciliengeschichte, VII por Hefele, página 603
  • Pontificium Arelatense por Saxius, (Aix, 1629)
  • Jacques Thirion - Saint-Trophime d'Arles em Congrès Archéologique de France - 1976 - Pays d'Arles, páginas 364,365
  • Louis Stouff - L'Église et la vie religieuse à Arles et en Provence au Moyen Age, página 158 - Publications de l'Université de Provence, 2001 ISBN 2853994813