Louis Hjelmslev
Louis Hjelmslev (Copenhague, 3 de Outubro, 1899 - 30 de Maio, 1965) foi um linguista dinamarquês.
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[editar] Biografia
Foi precursor das modernas tendências da linguística e propositor do termo Glossemática para designar o estudo e a classificação dos glossemas, as menores unidades linguísticas que podem servir de suporte a uma significação: os cenemas e os pleremas, que são os componentes mínimos da Cenemática e da Pleremática, as duas grandes áreas da Glossemática e que se referem, respectivamente, às formas de expressão e formas de conteúdo.
Fundou o Círculo Linguístico de Copenhague (1931), doutorou-se em filologia comparativa (1932) e com Hans Jorgen Uldall, começou a elaborar a Teoria da glossemática (1935) que chamou de verdadeira linguística, capaz de abordar a língua como um todo auto-suficiente e uma estrutura sui generis. Nomeado professor de linguística na Universidade de Copenhague (1937), juntamente com Viggo Bröndal, fundou o jornal Acta Linguística (1939), órgão da linguística estrutural.
[editar] Bibliografia
Os seus principais livros foram Principes de Grammaire Générale (1928), Omkring Sprogteoriens Grundlaeggelse (1943) e Sproget (1963).
- A linguagem – a fala humana – é uma inesgotável riqueza de múltiplos valores.
- A linguagem é inseparável do homem e segue-o em todos os seus atos.
- A linguagem é o instrumento graças ao qual o homem modela o seu pensamento, seus sentimentos, as suas emoções, os seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base última e mais profunda da sociedade humana.
[editar] Ideologia Científica
Louis Hjelmslev esclareceu melhor a ideologia científica: “Os elementos da estrutura linguística trazem à mente as entidades usadas na álgebra. Enquanto seguirmos as condições expressas, podemos representar as entidades algébricas como quisermos [porque a substância dos significantes pouco importa para a significação] […] ” (Hjelmslev 1963/1970: 41). Ou seja, tanto para Saussure como para Hjelmslev, a função da escrita era puramente notacional, visava somente o registro das falas mentais do autor, e a única expressividade admitida era a linguística.