Luís II, Duque de Anjou

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Luís II
Duque de Anjou, Rei de Nápoles
250px
Cônjuge Iolanda de Aragão
Descendência
Luís III, Duque de Anjou
Renato I de Nápoles
Carlos I, Conde de Maine
Maria de Anjou
Iolanda
Casa Real Casa de Valois-Anjou
Pai Luís I, Duque de Anjou
Mãe Maria de Blois
Nascimento 5 de outubro de 1377 (637 anos)
Morte 29 de abril de 1417 (39 anos)
Castelo de Angers, Angers

Luís II (5 de outubro de 137729 de abril de 1417) foi Duque de Anjou, Conde do Maine, Provença e Piemonte, e Rei titular de Nápoles.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Toulouse em 5 de Outubro de 1377 , filho de Luís I, Duque de Anjou, e de Maria de Blois. Por parte de pai, era neto do rei João II da França. Seu avô materno era Carlos de Châtillon.

Em 1384, aos sete anos, perdeu o pai, que estava em guerra pelo Reino de Nápoles, do qual fora declarado herdeiro pela rainha Joana I. Luís o sucedeu como duque d'Anjou, sob a regência de sua mãe. Cinco anos depois, em 1 de novembro de 1389, foi coroado rei de Nápoles e de Jerusalém pelo antipapa Clemente VII, embora o referido reino estivesse sob o domínio de Ladislau I, do ramo Durazzo da família angevina. Partiu para a Itália logo depois, assumindo o controle de Nápoles no ano seguinte, até 1399, quando foi expulso por Ladislau. Luís então se retirou para a Provença.

Quando o papa romano Inocêncio VII morreu, em 1406, seu sucessor, o papa Gregório XII, começou a negociar com Bento XII (sucessor de Clemente VII), sugerindo que ambos abdicassem para que um novo papa fosse eleito e reunisse a Igreja Católica. As negociações culminaram no Concílio de Pisa, que, em vez de terminar com o Cisma do Ocidente, já que nem um nem outro concordou em abdicar, elegeu um terceiro requerente ao título papal, Alexandre V. Luís aliou-se a ele, que, como "papa", era suserano do Reino de Nápoles, o qual lhe foi atribuído.

Luís foi a Roma combater o exército napolitano, que ocupava a cidade, e começou uma campanha mal sucedida para reconquistar Nápoles (1409-1410). Chamado novamente a Roma, desta vez, pelo antipapa João XXIII, Luís finalmente derrotou Ladislau em Roccasecca, em 11 de Maio de 1411. No entanto, não foi capaz de manter sua conquista. Perdendo o apoio do papa de Avinhão, que se aliara a Ladislau, ele foi forçado a voltar para a França.

De volta ao reino natal, tornou-se conselheiro real. Em 1415, formou um parlamento em Aix e aumentou os privilégios das universidades de Aix e de Angers. Faleceu aos 39 anos, no Castelo de Angers. Seu corpo foi sepultado na Catedral de Angers.

Casamentos e descendência[editar | editar código-fonte]

Em 2 de agosto de 1384, quando tinha apenas sete anos, Luís foi prometido em casamento a Lúcia Visconti, filha de Barnabé Visconti, senhor de Milão, um aliado de seu pai. O casamento, no entanto, jamais veio a se realizar.

Durante os nove anos em que governou Nápoles efetivamente, em 1393, casou com Maria de Marzano, do qual pouco se sabe a respeito, morta com menos de dez anos de casamento.

Luís casou pela segunda vez em 2 de dezembro de 1400, em Arles-en-Provence, com Iolanda de Aragão, a mulher mais bela e sábia de toda a Cristandade, segundo cronistas da época, filha de João I de Aragão e de Iolanda de Bar. A união selava a paz entre o Reino de Aragão e a Casa d'Anjou, que disputavam o direito sobre Nápoles. O casal teve cinco filhos:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por:
Luís I
Duque de Anjou
Conde de Maine, Provença, Focalquier e Piemonte

20 de Setembro de 1384 - 29 de Abril de 1417
Sucedido por:
Luís III
Rei de Nápoles
em disputa com Ladislau I

20 de Setembro de 1384 - 29 de Abril de 1417
de facto
1393 - 1399