Luís Martin e Zélia Guérin

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Bv. Luís Martin (Bordéus, 22 de agosto de 1823 - julho de 1894) e Bv. Zélia Guerín (1831 - agosto de 1877) Ele era relojoeiro e ela rendeira, foram os pais de Teresa do Menino Jesus. Ambos eram filhos de militares e foram educados em ambiente severo. Ele foi educado nos "Irmãos das Escolas Cristãs" e ela nas "Irmãs da Adoração Perpétua". Ela, depois de passar um tempo ajudando a mãe na loja da família, especializou-se no ponto de Alençon na escola de tecelões e rendas, abriu uma pequena fábrica de rendas e obteve relativo sucesso.

Ambos tentam inicialmente a vida religiosa - ele não é aceito na ordem dos agostinianos por não saber latim e ela tenta entrar para a ordem das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo mas percebe que não é o seu caminho. Luís durante três anos vive em Paris para aperfeiçoar-se no ofício de relojoeiro e depois muda-se para Alençon para exercer a profissão. Ela vende rendas para alta sociedade parisiense. Encontram-se em 1858 na ponte de São Leonardo, em Alençon. Depois de poucos meses de noivado casam-se e levam vida piedosa na comunidade paroquial.

Do seu casamento tiveram nove filhos dos quais quatro morrem prematuramente. Teresa, que nasceu em 1873, está entre as cinco filhas que sobreviveram. Educam os filhos para serem bons cristãos e bons cidadãos. Zélia vem a falecer em razão de um tumor no seio. Luís, então, ocupa-se sozinho da família, Teresa tinha nesta época pouco mais de quatro anos. Transfere-se para Lisieux, onde morava o cunhado, e lá vê três de suas filhas entrarem para o Carmelo, Teresa ingressa ali aos 15 anos. Luís faleceu no após perder as faculdades mentais e esteve internado no sanatório de Caen.

O casal foi beatificado pela Igreja Católica em 19 de outubro de 2008, em cerimônia realizada na basílica de Lisieux dedicada à sua filha Teresa e presidida pelo cardeal José Saraiva Martins. Na ocasião declarou o cardeal:

Entre as vocações para as quais os homens são chamados pela Divina Providência o matrimônio é uma das mais nobres e elevadas. Luís e Zélia compreenderam que podiam santificar-se não obstante o matrimônio mas através do matrimônio e que a sua união deveria ser considerada como o início de uma elevação conjunta.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. L'Osservatore Romano, ed. semanal port., n. 4, 25.10.2008. pg.2

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