Luís XVIII de França

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Luís XVIII
Retrato por Robert Lefèvre, c. 1822
Rei da França e Navarra
1º Reinado 11 de abril de 1814
a 20 de março de 1815
Predecessor Napoleão I
Sucessor Napoleão I
2º Reinado 8 de julho de 1815
a 16 de setembro de 1824
Predecessor Napoleão I
Sucessor Carlos X
Esposa Maria Josefina de Savoia
Nome completo
Luís Estanislau Xavier
Casa Bourbon
Pai Luís, Delfim da França
Mãe Maria Josefa da Saxônia
Nascimento 17 de novembro de 1755
Palácio de Versalhes, Versalhes, França
Morte 16 de setembro de 1824 (68 anos)
Palácio do Louvre, Paris, França
Enterro Basílica de Saint-Denis,
Saint-Denis, França
Religião Catolicismo
Assinatura

Luís XVIII (Versalhes, 17 de novembro de 1755Paris, 16 de setembro de 1824), conhecido como Luís, o Desejado,[1] foi o Rei da França e Navarra de 1814 até sua morte, exceto por um período em 1815 conhecido como o Governo dos Cem Dias. Luís passou 23 anos em exílio, de 1791 a 1814, durante a Revolução Francesa e o Primeiro Império Francês, e depois novamente em 1815 durante os Cem Dias quando Napoleão Bonaparte voltou da Ilha de Elba.

Até ascender ao trono francês, ele manteve o título de Conde da Provença como irmão mais novo do rei Luís XVI. A Convenção Nacional aboliu a monarquia em 21 de setembro de 1792 e depôs o rei, mais tarde executado na guilhotina. Quando o jovem filho de Luís XVI, Luís Carlos, morreu na prisão em junho de 1795, Luís sucedeu o sobrinho como rei titular da França.

Ele viveu na Prússia, no Reino Unido e na Rússia durante a Revolução Francesa e o Período Napoleônico. Quando Napoleão foi finalmente derrotado em 1814 pela Sexta Coligação, Luís foi restaurado para aquilo que ele o os lealistas consideravam como sua posição de direito. Entretanto, Napoleão fugiu de seu exílio em Elba e restaurou seu império. Luís fugiu e a Sétima Coligação declarou guerra ao imperador, que foi eventualmente derrotado. Assim, ele foi novamente restaurado ao torno francês.

Luís reinou por pouco menos de uma década. O regime da Restauração de Bourbon era uma monarquia constitucional diferente do antigo regime absolutista. Sua prerrogativa real foi reduzida substancialmente pela nova constituição francesa. Luís não teve filhos e assim foi sucedido por seu irmão Carlos X. Foi o último monarca francês a morrer durante seu reinado.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Luís (esquerda) junto com seu irmão o Duque de Berry em 1757, por François-Hubert Drouais. No Museu de Arte de São Paulo.

Luís Estanislau Xavier nasceu no dia 17 de novembro de 1755 no Palácio de Versalhes, Versalhes, sendo filho de Luís, Delfim da França, e sua esposa Maria Josefa da Saxônia. Foi chamado de Conde da Provença desde seu nascimento. Era neto do rei Luís XV, sendo um Filho da França como filho do Delfim. Luís foi batizado seis meses após seu nascimento como era a tradição da Casa de Bourbon, não tendo nenhum nome durante esse período. Ao ser batizado, também se tornou membro da Ordem do Espírito Santo. Foi nomeado Luís porque era um nome típico para príncipes franceses, Estanislau em homenagem ao seu bisavô o rei Estanislau I da Polônia, e Xavier em homenagem a São Francisco Xavier, que era um dos patronos da família de sua mãe.[2]

Luís era o quarto na linha de sucessão na época de seu nascimento, atrás de seu pai e seus dois irmãos mais velhos: José, Duque da Borgonha, e Luís Augusto, Duque de Berry. O primeiro morreu em 1761, deixando o Duque de Berry como o herdeiro até a morte prematura do Delfim em 1765. As duas mortes deixaram Luís em segundo na sucessão, enquanto Berry tornou-se o novo Delfim.[3]

Luís encontrava conforto em sua governanta Maria Luísa de Rohan, Condessa de Marsan, já que era o favorito dentre seus irmãos. Aos sete anos ele foi tirado de Maria Luísa, quando a educação de meninos de sangue real e da nobreza era passada para homens. Antônio de Quélen, Duque de La Vauguyon e amigo de seu pai, foi nomeado seu governador.[4]

Era um menino inteligente, excedendo nos clássicos. Sua educação era da mesma qualidade que a de seu irmão mais velho Luís Augusto, mesmo com o fato do segundo ser o herdeiro e o primeiro não. A educação de Luís tinha uma natureza bem religiosa, com vários de seus professores sendo eclesiásticos. Antônio colocou no jovem Luís e em seus irmãos o modo como ele achava que príncipes deveriam "saber como se fecharem para gostarem de trabalhar" e "como raciocinar corretamente".[4]

A educação de Luís foi concluida em abril de 1771 e sua própria criadagem foi estabelecida,[5] que maravilhou contemporâneos pela extravagância: o número de criados em 1773 chegava a 390.[6] No mesmo mês que recebeu, Luís XV lhe concedeu vários títulos: Duque de Anjou, Conde de Maine, Conde de Perche e Conde de Senoches.[7]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Luís c. 1771, por Louis van Loo.

Luís se casou em 14 de maio de 1771 com a princesa Maria Josefina de Savoia, filha de Vítor Amadeu, Duque de Savoia, e sua esposa Maria Antonieta da Espanha. Seguiu-se um luxuoso baile seis dias depois.[8]

Luís tinha repulsa da esposa, que era considerada feia, tediosa e ignorante dos costumes da corte de Versalhes. O casamento permaneceu sem consumação por anos; biógrafos discordam sobre o motivo. As teorias mais comuns propõem que Luís era impotente ou que sua falta de desejo se devia pela falta de higiene pessoal de Maria Josefina: ela não escovava os dentes, arrancava as sobrancelhas e não usava perfumes.[9] Luís era obeso na época do casamento e bamboleava ao invés de caminhar. Ele não fazia exercícios e se alimentava com enormes quantidades de comida.[10]

Apesar de Luís não ter se encantado com a esposa, ele gabava-se que os dois tinham vigorosas relações conjugais – porém tais declarações não eram levadas muito a sério pelos cortesãos de Versalhes. Ele afirmava que Maria Josefina estava grávida para aborrecer Luís Augusto e sua esposa Maria Antonieta da Áustria, cujo casamento ainda não havia sido consumado.[11] O Delfim e o Conde da Provença não tinham uma relação armoniosa e frequentemente brigavam,[12] assim como suas esposas.[13] Luís engravidou a mulher em 1774, tendo superado sua aversão. Entretanto, a gravidez terminou em aborto.[14] Uma segunda gravidez em 1781 também terminou em aborto e o casamento permaneceu sem filhos.[2]

Reinado de Luís XVI[editar | editar código-fonte]

Luís c. 1778, por Joseph Duplessis. No Museu Condé.

Luís XV adoeceu com varíola em 27 de abril de 1774, morrendo em 10 de maio.[15] O Delfim sucedeu o avô no trono como rei Luís XVI.[16] Luís recebeu o título de Monsenhor como irmão do rei. Ele almejava influência política, tentando sem sucesso entrar para o conselho real em 1774. O Conde da Provença acabou ficando em um limbo político que ele chamou de "uma lacuna de doze anos na minha vida política".[17] Luís XVI deu ao irmão em dezembro as rendas do Ducado de Alençon. O título deveria aumentar o prestígio de Luís, porém o apanágio gerava apenas trezentos mil livres por ano, uma quantia muito mais baixa que seu pico no século XIV.[7]

Luís viajou pela França mais que qualquer outro membro da família real, que raramente deixavam Ilha de França. Ele acompanhou sua irmã Maria Clotilde a Chambéry em 1774 em uma jornada para encontrar o noivo dela Carlos Emanuel, Príncipe de Piedmont e herdeiro do trono da Sardenha. Ele visitou Lyon no ano seguinte e suas tias Maria Adelaide e Vitória enquanto passavam por Vichy.[6] As quatro viagens provinciais que Luís realizou antes de 1791 totalizaram três meses.[18]

A gravidez de Maria Antonieta foi confirmada em 5 de maio de 1778.[19] A rainha deu à luz a Maria Teresa Carlota em 19 de dezembro, que recebeu o título de Madame Real. O nascimento de uma menina foi um alívio para Luís, que manteve seu lugar como primeiro na sucessão já que a Lei Sálica excluia mulheres de ascender ao trono da França.[20] Entretanto, Maria Antonieta deu à luz ao Delfim Luís José em 22 de outubro de 1781. O Conde da Provença e seu irmão Carlos, Conde de Artois, foram os padrinhos representando o irmão da rainha José II, Sacro Imperador Romano-Germânico.[21] Quatro anos depois ela teve um segundo filho: Luís Carlos.[22]

Ana Nompar de Caumont, Condessa de Balbi, entrou no serviço de Maria Josefina em 1780. Luís logo se apaixonou pela nova dama-de-companhia da esposa e a colocou como sua amante,[23] fazendo com que a já pequena afeição que o casal sentia entre si desaparecesse completamente.[24] Ele encomendou um pavilhão para Ana que acabou ficando conhecido como Parc Balbi em Versalhes.[25]

Luís vivia um estilo de vida calmo e sedentário até esse ponto, não tendo muito o que fazer desde sua auto-declarada exclusão política em 1774. Ele mantinha-se ocupado com uma enorme biblioteca de mais de onze mil livros no pavilhão de Balbi, sempre lendo durante várias horas pelas manhãs.[26] Ele também contraiu enormes dívidas no início da década de 1780, com seu irmão o rei acabando por pagá-las.[27]

Luís em 1788, por Antoine-François Callet. No Castelo de Vizille.

Uma Assembleia dos Notáveis, que consistia nos magistrados, prefeitos, nobres e clérigos, se reuniu em fevereiro de 1787 para ratificar as reformas financeiras desejadas pelo controlador-geral das finanças Charles Alexandre de Calonne. Isso deu a Luís, que abominava as reformas radicais propostas por Calonne, a oportunidade que há tanto esperava de se estabelecer na política.[28] As reformas propunham um novo imposto sobre imóveis[29] e novas assembleias provinciais eleitas que teriam opinião sobre os impostos.[30] As propostas de Calonne foram rejeitadas de imediato pelos nobres e, como resultado, Luís XVI o dispensou. Loménie de Brienne, Arcebispo de Toulouse, foi nomeado para o cargo. Ele tentou salvar as reformas de seu predecessor, porém não conseguiu convencer os nobres a aprová-las. O rei, frustrado, dissolveu a assembleia.[31]

As reformas de Brienne então foram submetidas ao parlamento de Paris na esperança que fossem aprovadas. O parlamento era responsável por ratificar os éditos do rei, com cada província tendo seu próprio parlamento, porém o de Paris sendo o mais importante de todos. O parlamento se recusou a aceitar as reformas de Brienne e anunciaram que quaisquer novos impostos deveriam ser aprovados em uma Assembleia dos Estados Gerais. Luís XVI e Brienne tomaram uma posição hostil, com o rei implementando uma "cama da justiça", que automaticamente registrava um édito no parlamento parisiense, para ratificar as reformas desejadas. Dois importantes membros do parlamento foram presos em 8 de maio. Houveram revoltas na Bretanha, Provença, Borgonha e Béarn. As prisões foram engenhadas por nobres e magistrados locais. O clero aliou-se a causa provincial e condenou as reformas tributárias de Brienne. Ele aceitou a derrota em julho e concordou em convocar os Estados Gerais para 1789, renunciando do cargo em agosto e sendo substituído pelo magnata suíço Jacques Necker.[32]

Um segunda Assembleia dos Notáveis foi convocada por Necker em 1788 para estabelecer o próximo Estados Gerais.[33] O parlamento de Paris recomendou que os Estados deveriam ser iguais aos da última assembleia de 1614, significando que o clero e a nobreza teriam uma representação maior que o Terceiro Estado.[34] Os notáveis acabaram por rejeitar a proposta da "dupla representação". Luís foi o único nobre a votar pelo aumento da representação do Terceiro Estado.[35] Necker desconsiderou o julgamento dos nobres e convenceu o rei a dar ao povo representação extra – algo que ele fez em 27 de dezembro.[36]

Revolução Francesa[editar | editar código-fonte]

A abertura dos Estados Gerais, por Isidore-Stanislaus Helman e Charles Monnet. Na Biblioteca Nacional.

Os Estados Gerais se reuniram em maio de 1789 para ratificar reformas financeiras.[37] Luís era a favor de uma posição forte contra o Terceiro Estado e suas exigências de reformas tributárias. Em 17 de junho, o Terceiro Estado se auto-declarou a Assembleia Nacional do povo francês. O Conde da Provença pediu ao rei que agisse fortemente contra a declaração, enquanto que o popular Necker tinha a intenção de negociar. Luís XVI permaneceu caracteristicamente indecisivo. A assembleia se declarou em 9 de julho a Assembleia Nacional Constituinte com a intenção de escrever uma constituição para a França. O rei dispensou Necker dois dias depois, causando grandes tumultos por toda Paris. Um regimento de cavalaria comandado por Carlos Eugênio de Lorena, Príncipe de Lambesc, atacou em 12 de julho uma multidão reunida nos jardins do Palácio das Tulherias, com dois dias depois ocorrendo a Tomada da Bastilha.[38]

Carlos, Conde de Artois, fugiu da França com sua esposa, filhos e vários cortesãos em 16 de julho.[39] Ele e a família refugiaram-se em Turim, capital do Reino da Sardenha governado por seu sogro, junto com a família de Luís José, Príncipe de Condé.[40] O Conde da Provença decidiu ficar em Versalhes.[41] Quando a família real planejou fugir de Versalhes para Metz, o conde aconselhou o rei a permanecer, sugestão que Luís XVI aceitou.[42]

A família real foi forçada a deixar Versalhes um dia após a Marcha sobre Versalhes em 5 de outubro.[43] Eles se mudaram para Paris, com Luís e sua esposa alojando-se no Palácio do Luxemburgo enquanto o resto da família ficou no Palácio das Tulherias.[44] A Assembleia Nacional criou uma lei em março de 1791 que delineava uma regência para o Delfim Luís Carlos caso seu pai morresse enquanto ainda era muito jovem para reinar. Essa lei colocava a regência no parente masculino mais próximo do príncipe, que na época era Luís, e depois dele em Luís Filipe II, Duque de Orleães, pulando assim Carlos. Se Luís Filipe estivesse indisponível, a regência seria submetida a uma eleição.[45]

Exílio[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Luís e Maria Josefina fugiram em junho de 1791 para os Países Baixos Austríacos. Ao chegar, se auto-proclamou regente da França. Ele mostrou um documento que havia escrito com Luís XVI[46] antes de fugir, que lhe dava a regência no caso da morte do irmão ou sua incapacidade de realizar suas funções como rei. Luís juntou-se a outros príncipes em exílio em Coblença, onde ele, Carlos e os Condés declararam sua intenção de invadir a França. O rei ficou irritado pelas ações do irmão. O Conde da Provença enviou emissários para várias cortes europeias pedindo por auxílio financeiro, soldados e munição. Carlos conseguiu um castelo no Eleitorado de Tréveris para a corte em exílio, onde seu tio materno príncipe Clementino Venceslau da Saxônia era o Arcebispo-Eleitor. As atividades dos príncipes tiveram fruto quando os governantes da Prússia e do Sacro Império Romano-Germânico se reuniram em Dresden. Eles publicaram a Declaração de Pillnitz em agosto, que pedia para a Europa intervir na França caso Luís XVI ou sua família estivessem em perigo. O apoio do Conde da Provença a declaração não foi bem recebido na França, tanto pelos cidadãos ordinários quanto pelo rei.[47]

Execução de Luís XVI em 1793, por Isidore-Stanislas Helman, Antoine-Jean Duclos e Charles Monnet. Na Biblioteca Nacional.

A Assembleia Nacional declarou em janeiro de 1792 que todos os nobres exilados eram traidores da França, com suas propriedades e títulos sendo confiscados.[48] A monarquia francesa foi abolida pela Convenção Nacional em 27 de setembro de 1792.[49] Luís XVI foi executado em 21 de janeiro de 1793, assim deixando seu filho Luís Carlos como o rei titular. Os príncipes exilados proclamaram o menino como "Luís XVII de França". O Conde da Provença unilateralmente se declarou como regente do sobrinho, que ainda era muito jovem para liderar a Casa de Bourbon.[50]

Luís Carlos acabou morrendo no cativeiro dois anos depois em junho de 1795. Sua única irmã ainda viva, Maria Teresa, não era considerada uma candidata ao trono por causa da tradicional Lei Sálica. Assim os príncipes exilados declararam que o Conde da Provença era o "Rei Luís XVIII". O novo rei aceitou a declaração logo depois.[51] Luís começou a escrever um manifesto em resposta à morte do sobrinho, conhecido como a "Declaração de Verona", que era uma tentativa de apresentar suas políticas ao povo francês. A declaração acenava para a volta da monarquia, "que por catorze séculos foi a glória da França".[13]

Luís negociou em 1795 a libertação de Maria Teresa de seu cativeiro em Paris. Ele queria que ela se casasse com o primo direto Luís Antônio, Duque de Angoulême e filho de seu irmão Carlos. Luís recebeu a sobrinha afirmando que os últimos desejos de seus pais eram para que ela se casasse com o duque, e Maria Teresa obedientimente concordou com a vontade do tio.[52] Luís e a família real acabaram sendo forçados a abandonar Verona em 1796 quando Napoleão Bonaparte invadiu a República de Veneza.[53]

Rússia e Prússia[editar | editar código-fonte]

Luís estava lutando pela custódia de Maria Teresa desde que ela havia sido libertada da Torre do Templo. Ele conseguiu quando Francisco II, Sacro Imperador Romano-Germânico, concordou em abrir mão de seu direito em 1796. Ela estava vivendo em Viena com seus parentes Habsburgo desde janeiro de 1796.[53] Luís se mudou para Blanquemburgo no Ducado de Brunsvique depois de partir de Verona, vivendo em um modesto apartamento de dois dormitórios em cima de uma loja.[54] Ele foi forçado a deixar a cidade quando o rei Frederico Guilherme II da Prússia morreu. Por causa disso, Maria Teresa decidiu esperar um pouco mais antes de se reunir com o tio.[55]

O Palácio de Jelgava, residência de Luís entre 1798 e 1801, e depois de 1804 a 1807.

O imperador Paulo I da Rússia ofereceu a Luís em 1798 o uso do Palácio de Jelgava na Curlândia. Paulo também garantiu sua segurança e lhe deu uma generosa pensão,[54] que entretanto acabou posteriormente retirada.[56] Maria Teresa finalmente se juntou a Luís em 1799.[57] Ele escreveu no final de 1798 e início de 1799 uma biografia de Maria Antonieta chamada Réflexions Historiques sur Marie Antoinette ("Reflexões Históricas de Maria Antonieta"). Luís tentou recriar a corte de Versalhes em Jelgava, onde muitos de seus antigos cortesãos passaram a viver, reestabelecendo cerimônias como a lever e a coucher, que acompanhavam respectivamente o levantar da cama e o ir para a cama.[58]

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Louis XVIII (1755 - 1824) Herodote.net. Visitado em 21 de novembro de 2014.
  2. a b Mansel 1999, p. 10
  3. Fraser 2002, p. 41
  4. a b Mansel 1999, p. 11
  5. Mansel 1999, p. 12
  6. a b Mansel 1999, p. 20
  7. a b Mansel 1999, p. 24
  8. Mansel 1999, p. 3
  9. Mansel 1999, pp. 13–14
  10. Fraser 2002, p. 114
  11. Fraser 2002, p. 115
  12. Fraser 2002, p. 120
  13. a b Mansel 1999, p. 111
  14. Mansel 1999, pp. 14–15
  15. Fraser 2002, pp. 136–138
  16. Fraser 2002, p. 143
  17. Mansel 1999, p. 16
  18. Mansel 1999, p. 21
  19. Castelot, André. Madame Royale. Paris: Librairie Académique Perrin, 1962. p. 15. ISBN 2-262-00035-2.
  20. Fraser 2002, pp. 199, 201
  21. Fraser 2002, pp. 221–223
  22. Fraser 2002, pp. 224–225
  23. Mansel 1999, p. 28
  24. Mansel 1999, p. 30
  25. Mansel 1999, p. 29
  26. Mansel 1999, p. 34
  27. Fraser 2002, p. 178
  28. Hibbert 1982, p. 38
  29. Mansel 1999, p. 40
  30. Mansel 1999, p. 41
  31. Hibbert 1982, p. 39
  32. Hibbert 1982, p. 40
  33. Mansel 1999, p. 44
  34. Hibbert 1982, p. 329
  35. Mansel 1999, p. 45
  36. Hibbert 1982, p. 44
  37. Fraser 2002, p. 326
  38. Lever, Evelyne. Louis XVI. Paris: Fayard, 1985. p. 508.
  39. Fraser 2002, p. 338
  40. Nagel 2008, p. 65
  41. Fraser 2002, p. 340
  42. Fraser 2002, p. 342
  43. Fraser 1999, p. 357
  44. Fraser 1999, pp. 361–362
  45. Fraser 1999, p. 383
  46. Nagel 2008, p. 113
  47. Nagel 2008, pp. 113–114
  48. Nagel 2008, p. 118
  49. Hibbert 1982, p. 180
  50. Nagel 2008, p. 136
  51. Nagel 1999, pp. 152–153
  52. Nagel 1999, p. 165
  53. a b Nagel 2008, p. 190
  54. a b Nagel 2008, p. 203
  55. Nagel 2008, p. 201
  56. Nagel 2008, p. 216
  57. Nagel 2008, p. 206
  58. Nagel 2008, p. 213
  59. Louis XVIII, King of France > Ancestors RoyaList. Visitado em 21 de novembro de 2014.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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