Luís XVI de França

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Luís XVI
Grand Royal Coat of Arms of France & Navarre.svg
Rei de França e de Navarra
Ludvig XVI av Frankrike porträtterad av AF Callet.jpg
Rei Luís XVI
Governo
Reinado 10 de Maio de 177410 de Agosto de 1792
Coroação 11 de junho de 1775
Rainha Maria Antonieta de Áustria
Consorte Maria Antonieta de Áustria
Antecessor Luís XV
Herdeiro Luís Carlos
Sucessor República (Revolução Francesa)
Casa Real Casa de Bourbon
Dinastia Casa de Bourbon
Títulos Rei de França e de Navarra, Co-príncipe de Andorra, Conde da Provença, Conde de Valentinois, Conde de Diois, Conde de Barcelona, Conde de Cerdagne, Conde de Rousillon, Conde de Forcalquier e das ilhas adjacentes e Delfim do Viennois.
Vida
Nome completo Louis Auguste de France
Nascimento 23 de Agosto de 1754
Versalhes
Morte 21 de janeiro de 1793 (38 anos)
Paris
Sepultamento Basílica de Saint-Denis, França
Esposas Maria Antonieta de Áustria
Filhos Maria Teresa Carlota
Luís José Xavier Francisco
Luís Carlos
Sofia Beatriz
Pai Luís, Delfim de França
Mãe Maria Josefa de Saxônia
Assinatura Assinatura de Luís XVI de França

Luís XVI de Bourbon, nascido em 23 de agosto de 1754 em Versalhes e executado em 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei da França (1774-1791), depois rei dos Franceses (1791-1792). Era filho do delfim Luís e de Maria Josefa de Saxônia e esposo de Maria Antonieta da Áustria (com quem se casou com 16 anos).

[editar] História

Quando subiu ao trono em 1774, quando estava com 20 anos, as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Aconselhado por Maurepas, escolheu para seus ministros homens de talento como Turgot e Malesherbes. Reconvocou o Parlamento mas este voltou a fazer-lhe oposição. O rei teve de abandonar seus ministros reformistas (1776) substituindo-os por Necker, também destituído depois de ter publicado a Prestação de contas ao rei sobre o estado das finanças (1781).

Não pôde nem evitar a Revolução, apoiando as reformas econômicas e sociais propostas por Turgot e Necker, nem tornar-se líder popular, por não compreender as aspirações do povo.

A política externa praticada por Vergennes e o Tratado de Versalhes restauraram o prestígio da França. Mas, no interior do país, a oposição cresceu. A situação econômica deteriorou-se pela incapacidade dos ministros de aplicar reformas sem se chocar com os interesses dos privilegiados. Calonne, seguido de Loménie de Brienne, tentaram em vão resolver a crise financeira. Convocou a altamente aristocrática Assembléia dos Notáveis (1787) e nada conseguiu. A crise levou Luís XVI à ter de chamar de volta Necker (1788) e prometer a convocação dos Estados Gerais, que estavam à margem do governo havia 175 anos. Os Estados Gerais, que se reuniram em Versalhes em 1789, eram a reunião das três ordens da sociedade desde a Idade Média: o clero, que reza (1º estado); o nobre, que luta (2º estado); e o camponês, que trabalha (3° estado). Estes fatos marcaram o início da Revolução.

A execução de Luís XVI.

Os deputados do Terceiro Estado constituíram a Assembléia Nacional e depois Assembléia Constituinte. A família real foi trazida à força de Versalhes para Paris (outubro de 1789) e sua tentativa de fugir do país foi frustrada em Varennes (20 de junho de 1791). A família real foi, então, feita prisioneira da Comuna insurrecional (10 de agosto). A monarquia foi abolida em 21 de Setembro de 1792. Luís XVI, desmoralizado por sua tentativa de fuga e por suas negociações com o estrangeiro, perdeu completamente a popularidade. Encerrado no Templo e acusado de traição, foi julgado pela Convenção (julgamento iniciado em 11 de dezembro de 1792[1]) e condenado à morte, sendo guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. A rainha consorte Maria Antonieta foi executada seis meses depois. A sua morte provocou a união dos soberanos europeus contra a França revolucionária.

Pensa-se que as chamas da Revolução, em parte, foram atiçadas pelas mentiras que rodearam o famoso escândalo do colar, pelo fato do rei dar ouvidos à sua esposa, imprudentemente, sobre assuntos políticos e ainda ao ódio que muitos membros da nobreza e clero tinham contra Maria Antonieta, da linhagem da Casa de Habsburgos, eternos rivais da Casa de Bourbon e pela sua frivolidade e gosto pelo luxo.

[editar] Descendência

Do seu casamento com Maria Antonieta, arquiduquesa da Áustria, teve os seguintes filhos:

Referências

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Precedido por:
Luís XV
Rei de França
Sucedido por:
Napoleão Bonaparte (de facto Imperador, por golpe de estado)

Luís XVII (de Jure)'''

Chefe do Estado da França
Sucedido por:
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Precedido por
Luís de Bourbon
Delfim de França
17651774
Sucedido por
Luís José de Bourbon


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