Luís XV de França

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde fevereiro de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Luís XV
Rei da França e Navarra
Reinado 1 de setembro de 1715
a 10 de maio de 1774
Coroação 25 de outubro de 1722
Predecessor Luís XIV
Sucessor Luís XVI
Regente Filipe II, Duque d'Orleães
(1715–1723)
Esposa Maria Leszczyńska
Descendência
Luísa Isabel de França
Henriqueta Ana de França
Luísa de França
Luís, Delfim de França
Filipe, Duque de Anjou
Maria Adelaide de França
Vitória de França
Sofia Filipa de França
Teresa de França
Luísa Maria de França
Casa Bourbon
Pai Luís, Duque da Borgonha
Mãe Maria Adelaide de Saboia
Nascimento 15 de fevereiro de 1710
Palácio de Versalhes, Versalhes, França
Morte 10 de maio de 1774 (64 anos)
Palácio de Versalhes, Versalhes, França
Enterro Basílica de Saint-Denis
Assinatura

Luís XV, o Bem-Amado (Versalhes, 15 de fevereiro de 1710 – Versalhes, 10 de maio de 1774), rei da França (1715-1774), filho de Luís, duque da Borgonha, e bisneto de Luís XIV, a quem sucedeu. Após seu falecimento por varíola foi sucedido pelo neto Luís XVI.

Tinha apenas cinco anos quando o trono ficou vago com a morte de Luís XIV. O reino teve dois regentes enquanto o príncipe não atingia a maioridade: Filipe (duque de Orléans), sobrinho de Luís XIV e, depois, o duque de Bourbon, que o fez casar-se com Maria Leszczynska, princesa da Polônia.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Luís XV quando criança, em 1712, vestido como uma menina. Na época, era costume vestir assim garotos muito novos da aristocracia.

De acordo com a tradição real francesa, de que os príncipes deviam ser colocadas sob os cuidados dos homens quando eles chegassem ao seu sétimo aniversário, Luís foi separado de sua governanta, Madame de Ventadour, em fevereiro de 1717, e posto sob os cuidados de François de Neufville, Duque de Villeroi, que havia sido designado como seu tutor segundo a vontade de Luís XIV de agosto de 1714. O duque de Villeroi serviu sob a autoridade formal do duque de Maine, que estava encarregado de supervisionar a educação do rei. Ele foi auxiliado por Fleury (que viria a ser cardeal de Fleury), que serviu como tutor do rei.

Como seu tutor, Fleury deu-lhe uma excelente educação. Luís foi ensinado por professores de renome, como o geógrafo Guillaume Delisle. Luís XV tinha uma personalidade curiosa e de mente aberta. Ele era um ávido leitor, e desenvolveu um gosto eclético. Mais tarde, Luís XV defendeu a criação de departamentos de Física (1769) e mecânica (1773) no Collège de France.

Durante a Regência de Filipe (duque de Orléans), em consonância com suas promessas, favoreceu a nobreza (aristocracia) que tinha sido privada de influências e poder no governo durante o reinado de Luís XIV. Ele estabeleceu o chamado Polisínodo (15 de Setembro 1715) , uma estrutura de conselhos que teve vida curta e que deu maior possibilidade para a aristocracia tomar parte nas decisões governamentais. Ele concluiu uma aliança com a Grã-Bretanha e a Holanda em 1717 (Tríplice Aliança), em um esforço para evitar que Filipe V de Espanha reivindicasse a coroa da França se o jovem Luís XV morresse.

Confrontado com uma total falta de competência da aristocracia nos assuntos do governo, o regente reverteu o sistema de polisínodos para a organização monárquica de governo que existia no reinado de Luís XIV e, em 1718, reintegrou as secretários de Estado. O Cardeal Dubois, confidente do Regente, foi nomeado primeiro-ministro em 1722. Em uma tentativa de recuperar as finanças francêsas, a regência tentou uma série de experimentos financeiros originais, destacando-se o que deu origem ao regime inflacionário do famoso John Law. O estouro da bolha especulativa acionária e financeira alimentada pelo sistema de Law trouxe a ruína de muitos aristocratas e burgueses.

Governo[editar | editar código-fonte]

Luís XV, o Bem-Amado.

Luís XV destituiu o duque, que se tornara impopular, e escolheu, em 1726, seu antigo preceptor, o cardeal de Fleury (1726-1743), para governar. Este engajou a França na guerra da Sucessão da Polônia (1733-1735), que terminou com o Tratado de Viena (1738) e a aquisição do ducado de Lorraine, e na guerra da Sucessão da Áustria, em aliança com Frederico II da Prússia, até o final das hostilidades selada pelo Tratado de Aquisgrão (1748). Após a morte de Fleury, em 1743, Luís, exibindo amantes oficiais — Mmes de Châteauroux, de Pompadour e du Barry, com quem ele esbanjou enormes quantias de dinheiro - decidiu governar sem primeiro-ministro, assumindo verdadeiramente o poder, mas provou ser um rei fraco, que reduziu o prestígio da monarquia francesa tanto interna quanto externamente. Dirigiu, sobretudo, as relações exteriores.

Apesar de tradicionalmente ser conhecido como homem voltado ao prazer e aos caprichos, Luís XV fez destacar o Reino no plano intelectual e das artes. Entre as amantes do rei, destacou-se a marquesa de Pompadour, que o influenciou fortemente, sobretudo na área da política externa. A extravagância da corte e o alto custo da guerra absorveram todos os recursos da França e os esforços de racionalizar o sistema tributário fracassaram.

Empreendida, como decorrência da "revogação das alianças", para pôr em xeque os desígnios ambiciosos da Prússia e da Inglaterra, a guerra dos Sete Anos (1756-1763) resultou (apesar do Pacto de Família concluído por Choiseul em 1761 entre os quatro ramos da casa de Bourbon) na perda das possessões na Índia e no Canadá (Tratado de Paris de 1763).

Luís XV

Luís XV levou a cabo uma dura campanha de perseguição aos protestantes quando iniciou o seu governo. A política religiosa do rei provocou a oposição do Parlement de Paris, que obteve a dissolução da Companhia de Jesus (1764) mas, por outro lado, fracassou em realizar reformas.

Em termos sociais, no campo os agricultores tinham baixíssimos rendimentos e os privilégios ainda pertenciam a uma minoria de nobres e do alto clero. O monarca propôs reformas fiscais relativamente a estes privilégios, mas de uma forma autoritária, o que veio a refletir-se negativamente, porque se voltaram contra si quer os privilegiados quer as facções contrárias ao absolutismo.

O agravamento da situação teve origem na política externa da França: a rivalidade com os Habsburgos e as necessidades impostas pela expansão marítima. O monarca não soube gerir simultaneamente com sucesso estes dois assuntos, dado que perdeu quase todos os territórios ultramarinos no Tratado de Paris, conseguindo no entanto fazer uma aliança com os Habsburgos contra a Prússia. O duque de Choiseul tentou restaurar a ordem, procurando soluções para os danos causados pela Guerra dos Sete Anos. Ele reorganizou a marinha e o exército, anexou a Lorena[desambiguação necessária] e a Córsega, mas, excessivamente favorável ao Parlement, teve de ceder seu lugar ao triunvirato constituído por Maupeou, Terray e d'Aiguillon (1770-1774). Sua profecia, "depois de mim, o dilúvio", cumpriu-se, duas décadas mais tarde, com a queda da monarquia francesa.

Maupeou suprimiu os parlamentos e substituiu-os por conselhos; Terray reorganizou as finanças; d'Aiguillon não conseguiu impedir a partilha da Polônia. Essa tentativa de reforma provocou a a oposição dos parlamentares, que foram banidos e em seu lugar foi convocado, em 1771, um Parlement submisso. Os últimos anos do reinado foram marcados por uma recuperação interna e pelo revigoramento da aliança com a Áustria. O reinado viu a prosperidade da aristocracia e da opulenta burguesia, apesar de o país estar à beira da bancarrota. O fracasso do rei em solucionar os assuntos financeiros fez com que ele deixasse para seu sucessor, Luís XVI, um governo insolvente.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Do seu casamento com Maria Leszczyńska, princesa da Polônia, teve os seguintes filhos:

  • Isabel (1727 – 1759), Madame ou Madame Première (depois Madame Infante)
  • Henriqueta (1727 – 1752), Madame Seconde (depois Madame Henriette e Madame)
  • Maria Luísa (1728-1733), Madame Troisième
  • Luís, o Delfim (1729 – 1765)
  • Filipe (1730-1733), Duque de Anjou
  • Adelaide (1732 – 1800), Madame Quatrième (depois Madame Troisième, Madame Adélaïde e Madame)
  • Vitória (1733 – 1799), Madame Quatrième (depois Madame Victoire)
  • Sofia (1734 – 1782), Madame Cinquième (depois Madame Sophie)
  • Teresa (1736-1744), Madame Sixième (depois Madame Thérèse)
  • Luísa (1737 – 1787), Madame Septième (depois Madame Louise)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Luís XV de França
Precedido por
Luís XIV
Rei de França

Blason France moderne.svg
1715-1774
Sucedido por
Luís XVI
Precedido por
Luís de Bourbon
Duque da Bretanha
Delfim de França

Blason province fr Dauphine.svg
17121715
Sucedido por
Luís de Bourbon


Ícone de esboço Este artigo sobre reis é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.