Lucílio de Albuquerque

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Lucílio de Albuquerque, auto-retrato

Lucílio de Albuquerque (Barras, 9 de maio de 1877Rio de Janeiro, 19 de abril de 1939) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Barras, no estado do Piauí, depois de uma breve passagem pela Faculdade de Direito de São Paulo, ingressou em meados dos anos 1890 na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde foi aluno de Daniel Bérard, Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli.

Na Europa[editar | editar código-fonte]

Despertar de Ícaro (1910), por Lucílio de Albuquerque. Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Em 1906, recebeu o Prêmio de Viagem da ENBA, com a tela Anchieta escrevendo o poema à Virgem, pertencente hoje ao Museu Dom João VI, da Escola de Belas Artes/UFRJ. Logo depois, casou-se com sua colega de Academia, Georgina de Albuquerque; ainda em 1906, ambos partiram para a França, onde permaneceram por cinco anos. Em Paris, Lucilio freqüentou a Academia Julian - onde estudou com Marcel Baschet, Henry Royer e Jean-Paul Laurens -, e também o ateliê de Eugène Grasset, mestre do art nouveau, como fizera alguns anos antes Eliseu Visconti; nessa estadia na cidade-luz, ainda expôs com sucesso no Salon des Artistes Français.

De volta ao Brasil[editar | editar código-fonte]

De volta ao Rio de Janeiro, em 1911, Lucilio fez juntamente com a esposa Georgina uma grande exposição na ENBA. No mesmo ano tornou-se professor de Desenho Figurado da instituição, assumindo definitivamente a cátedra em 1916. Nas Exposições Gerais recebeu sucessivamente: menção de 2º grau (1902, com Stella), menção de 1º Grau (1904, com um retrato), grande medalha de prata (1907, com Agnus Dei), pequena medalha de ouro (1912, com Despertar de Ícaro) e medalha de honra (1920, com Retrato de Georgina).

Obra e exposições[editar | editar código-fonte]

Pintor prolífico, destacou-se como retratista e paisagista, tendo sido entre os pintores de sua geração um dos mais dedicados cultores do gênero da pintura histórica. Projetou os vitrais para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Turim em 1911 e realizou diversas pinturas de caráter decorativo, como aquelas para as salas da Maioria e da Minoria, no atual Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. Lúcilio expôs em diversos estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco) e no exterior (Argentina, Estados Unidos da América).

Após sua morte, sua esposa organizou na residência do casal, em Laranjeiras, o Museu Lucilio de Albuquerque, cujo grande acervo se encontra dividido entre o Museu do Ingá e o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Lucílio de Albuquerque