Luis Garavito

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Luis Alfredo Garavito Cubillos
Nascimento 25 de janeiro de 1957 (57 anos)
Génova, Quindío, Colômbia
Nacionalidade Colômbia colombiano
Pseudônimo(s) A Besta
Crime(s) - Assassinatos
- Estupros
Pena 22 anos de prisão
Situação Preso

Luis Alfredo Garavito Cubillos (Génova, Quindío, Colômbia, 25 de Janeiro de 1957), conhecido como "La Bestia" ("A Besta") or "Tribilín" (que significa da tradução para espanhol do personagem de desenho animado Pateta), é um estuprador e serial killer de nacionalidade colombiana.

Em 1999 admitiu ter estuprado e assassinado 140 meninos.[1] O número de suas vítimas é baseado na localização de ossadas que foram listadas num mapa desenhado pelo próprio assassino, este número pode superar 300 vítimas. Ele foi descrito pela imprensa local como “o maior serial killer do planeta” em virtude de seu número de vítimas.[2]

Quando foi capturado, Garavito foi condenado ao máximo de pena possível na Colômbia, que foi de 30 anos. Entretanto, como confessou seus crimes e ajudou as autoridades policiais locais a localizar os corpos de suas vítimas, a lei colombiana permitiu que recebesse alguns benefícios legais, incluindo a redução de sua pena a 22 anos e possibilitando sua saída ainda mais cedo caso fosse considerado um preso cooperativo e de bom comportamento.[3]

Nos anos seguintes, a população colombiana sentiu que a possível saída de Garavito de prisão estava cada vez mais perto, considerando que sua sentença não foi punição suficiente pelos crimes por ele cometidos. A lei colombiana não autoriza a prolongamento da sentença, porque em casos de serial killers, como Garavito, não tem precedentes no país, assim não tendo o sistema legal como analisar este caso. No final de 2006, entretanto, uma revisão criminal dos casos contra Garavito por uma jurisdição diferente da que o condenou poderia prolongar o cumprimento de sua pena, devido a existência de crimes que ele não admitiu e, logo, não fora condenado.

Infância[editar | editar código-fonte]

Luis Alfredo Garavito nasceu em 25 de Janeiro de 1957 em Genova, Quindío, Colômbia. Ele é o mais velho de 7 irmãos e aparentemente sofreu abusos de violência física e psicológica por parte de seu pai. Em seu testemunho, ele se descreveu como vítima de abuso sexual quando era mais jovem.

Assassinatos[editar | editar código-fonte]

As vítimas de Garavito eram crianças pobres, camponeses ou crianças de rua, suas idades variavam de 8 a 16 anos. Garavito se aproximava delas nas ruas oferecendo presentes e pequenas quantias de dinheiro. Depois de ganhar sua confiança, ele levava sua vítima para passear, assim quando a vítima se cansava ele poderia se aproveitar dela. Ele as estuprava, cortava suas gargantas e, geralmente, as desmembrava. A maioria dos corpos das vítimas apresentava sinais de tortura.[4] Garavito foi capturado no dia 22 de Abril de 1999. Ele confessou o assassinato de 140 crianças. Entretanto, ele ainda é investigado pelo homicídio de 172 crianças em mais de 59 cidades colombianas.[5]

Sentença[editar | editar código-fonte]

Ele foi considerado culpado em 138 dos 172 casos em que fora acusado; outros casos ainda continuam em investigação. As sentenças para estes 138 casos somaram 1853 anos e 9 dias de prisão. Em virtude das restrições na lei colombiana, entretanto, ele não pode ser mantido preso por mais de 30 anos. Considerando, ainda, sua ajuda às autoridades colombianas sua pena fixou-se em 22 anos de prisão.[6]

Comoção pública[editar | editar código-fonte]

Devido à redução da pena de Garavito, muitos cidadãos colombianos começaram a criticar a possibilidade de sua saída da prisão e alguns alegavam que ele merecia prisão perpétua ou a pena de morte, porém nenhuma dessas alternativas era possível na Colômbia. Em 2006, um canal de televisão local conseguiu uma entrevista com Garavito, que foi ao ar em 11 de Junho de 2006. Nesta entrevista, Pirry explica que durante a entrevista o assassino tentou minimizar seus crimes e demonstrou vontade de seguir a carreira política com vista a combater a exploração sexual infantil. Pirry também descreveu as condições em que se encontrava Garavito, que devido a seu bom comportamento ele poderia ser solto em até 3 anos. Depois que esta entrevista foi ao ar, as críticas a Garavito aumentaram na mídia e círculos políticos. Uma revisão criminal nos casos de Garavito por uma jurisdição diferente da que o condenou poderia prolongar o cumprimento de sua pena, devido à existência de crimes que ele não admitiu e, logo, não fora condenado.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. [1] (PDF) Benecke.com.
  2. [2] (em inglês) British Broadcasting Corporation.
  3. [3] Caracol.com.co.
  4. (Benecke, pp. 161–162)
  5. (Benecke, p. 162)
  6. (Benecke, p. 166)

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]