Luis Pastor

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Luís Pastor
Informação geral
Nascimento 9 de Junho de 1952 (62 anos)
Origem Berzocana
País  Espanha
Gênero(s) Música de intervenção
Página oficial www.luispastor.com

Luis Pastor nasceu em Berzocana (Cáceres), em 9 de Junho de 1952.E um cantautor espanhol, com uma vasta obra discográfica, contanto com perto de duas dezenas de discos editados, bem como diversas colaborações. Compôs uma versão da música "Coro da Primavera" de Zeca Afonso, e colaboraram nos seus álbuns artistas como Fausto entre outros.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Chegou a Madrid no início dos anos sessenta, ao bairro de Vallecas.

Desde pequeno que queria ser cantor. Aos catorze anos, deixou o colégio e começou a trabalhar como moço de recados numa companhia de seguros. Aos dezasseis anos comprou a sua primeira guitarra. Aos dezassete ouviu um disco de Paco Ibáñez e descobriu a poesia.

Começou a cantar na igreja do seu bairro, em centros juvenis, em casas particulares e em convívios com os amigos. Nestes locais as condições eram mínimas, no entanto enchiam-se de gente para ouvi-lo, porque as suas canções eram parte do protesto colectivo que se vivia em Espanha.No verão de 1970, corre a Europa com a sua guitarra actuando sobretudo nos centros de emigrantes na Alemanha, França e Bélgica. Perto de fazer vinte anos, na primavera de 1972, abandona a sua "brilhante" carreira de empregado de seguros e decide dedicar-se à música por inteiro.Do seu primeiro disco, por motivos de censura, só vieram a público quatro canções.

Em 1972, saiu um single que continha "La huelga del ócio" e "Com dos años" sendo muito apreciado nos círculos de protesto social e político.

Em 1975, Luis Pastor assina o contrato discográfico com a editora Movieplay, e grava o seu primeiro disco em LP, com o significativo título de Fidelidad, como se o autor quisesse reafirmar a sua postura combativa e comprometida por ter assinado com uma editora grande. Convém recordar, que esta gravação é de Abril de 75 meses antes do final do franquismo em Espanha.

Em 1976, surge Vallecas. Em 1977, aparece o seu terceiro disco, Nascimos para ser Libres. Um grande feito para um músico destas características: três LPs em três anos era o ritmo habitual para os solistas e grupos pop da época, mas toda uma raridade para cantores minoritários que não procuravam o êxito fácil. A situação política continuava crispada. Boa prova disso é o escândalo que gerou o seu programa de televisão, que dirigiu Alfonso Ungría, sobre Vallecas, dentro da série "Yo canto", e que terminou com a demissão do chefe dos programas musicais da T.V.E.

Depois destes três primeiros discos, retira-se e dirige a seu interesse perto do teatro, em concreto perto do Gayo Vallecano, compondo música para algumas das suas montagens. O mundo dos cantautores estava em crise: votada e aceite a Constituição e com um Parlamento onde se podiam expressar as diferentes opiniões, o papel dos cantores como porta-vozes dos que não tinham voz, perdia uma das suas principais razões de ser. Após quatro anos de silencio, voltou aos estúdios de gravação, e editou o seu quarto álbum, Amanecer. E não parou mais, seguiram-se em 1985 Nada es real, em 1986 Por la luna de tu cuerpo, em 1988 Aguas Abril, em 1991, grava em directo, no Teatro Romano de Mérida, um disco duplo sob o título Directo. O décimo disco surge em 1994 e chama-se La torre de Babel. Em 1995, cria a sua própria marca musical, com o nome de Flor de Jara, e edita um novo disco (triplo), intitulado Flor de Jara. Segue-se em 1996 um disco-livro com o título de Diario de a bordo e em 1998 outro com o nome Por el mar de mi mano. Em 2000 edita Piedra de sol. Em Agosto 2003 grava sob a direcção de Moncho Armendériz o documentário Unidades Móviles e em Setembro de 2003 recebe a condecoração Medalla de Extremadura. No ano seguinte surge um novo disco Pásalo, gravado e produzido por Chico César no Brasil.

Em Março de 2006 grava Dùos que compila todos os duetos de discos anteriores, (Miguel Ríos, Chico César, Pedro Guerra, Lourdes Guerra, Leo Minax, Luis Barbería, Bidinte, João Afonso, Javier Alvarez e Dulce Pontes), aos que acrescenta uma nova versão de "Aguas Abril" com Bebe.

Em Novembro de 2006, com desenhos de Javier Fernández de Molina e prólogo de José Saramago, surge o mais recente disco-livro com dois cd’s: em castelhano "En esta esquina del tiempo" e em português "Nesta esquina do tempo". Catorze poemas de José Saramago musicados por Luis Pastor e cantados em português e em castelhano, nos quais aparece a colaboração de João Afonso e de Pasión Vega.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Fidelidad (1975). Movieplay.

Vallecas (1976). Movieplay.

Nacimos para ser libres (1977). Movieplay.

Amanecer (1981). Movieplay.

Coplas del ciego (1983). RCA.

Nada es real (1985). Fonomusic.

Por la luna de tu cuerpo (1986). Fonomusic.

Aguas abril (1988). Poligram.

Directo (1991). Pasión.

La Torre de Babel (1994). Fonomusic.

Flor de Jara I, Directo Mérida (1995). Flor de Jara.

Flor de Jara II, La Torre de Babel (1995). Flor de Jara.

Diario de a bordo (1996). Edición de la revista El Europeo.

Por el mar de mi mano, (1998). Edición de la revista El Europeo.

Piedra de sol (2000). Edición de la revista El Europeo.

Soy (2002). Edición de la revista El Europeo.

Pásalo (2004). 52 PM 16.

"Dúos" (2006). Ariola.

"En esta esquina del tiempo" (Nesta esquina do tempo) (2006). Ariola.

Singles[editar | editar código-fonte]

"La huelga del ocio, Con dos años" (1972). Single, Als 4 Vents.

"Luis Pastor" (1973). Single, Als 4 Vents.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]