Luis Walter Alvarez

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Luis Walter Alvarez Medalha Nobel
Física
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Nascimento 13 de Junho de 1911
Local São Francisco
Morte 1 de Setembro de 1988 (77 anos)
Local Berkeley
Atividade
Campo(s) Física
Instituições Universidade da Califórnia em Berkeley
Alma mater Universidade de Chicago
Prêmio(s) Troféu Collier (1945), Medalha Nacional de Ciências (1963), Nobel prize medal.svg Nobel de Física (1968), Prêmio Enrico Fermi (1987)

Luis Walter Alvarez (São Francisco, 13 de Junho de 1911Berkeley, 1 de Setembro de 1988) foi um físico e inventor estadunidense, que passou quase toda a sua longa carreira profissional no corpo docente da Universidade da Califórnia em Berkeley. O American Journal of Physics, comentou: "Luis Alvarez (1911-1988) foi um dos físicos experimentais mais brilhantes e produtivos do século XX".[1] Ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física em 1968, e tirou mais de 40 patentes, algumas das quais conduziram à produtos comerciais.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Alvarez é descendente de espanhóis por parte de seu avô paterno. Alvarez era filho de Walter C. Alvarez, um médico que por um tempo foi um pesquisador da Mayo Clinic, e de Harriet Smythe, e um neto de Luis F. Alvarez, um médico do Havaí que encontrou um método melhor para diagnosticar lepra macular. Sua tia, Mabel Alvarez, era um artista da Califórnia especializada em pintura a óleo. Alvarez casou-se com Geraldine Smithwick em 1936 e tiveram dois filhos, Walter e Jean. Em 28 de dezembro de 1958,[2] ele se casou com Janet L. Landis e teve mais dois filhos, Donald e Helen.

Início de carreira[editar | editar código-fonte]

Luis Walter Alvarez

Alvarez estudou na Universidade de Chicago onde recebeu o grau de bacharel em 1932, o de mestre em 1934 e doutorado (PhD) em 1936.

Alvarez recebeu o Nobel de Física em 1968, pela "descoberta de um grande número de estados de ressonância, que foi possível pelo desenvolvimento de técnica de uso da câmera de bolhas de hidrogênio e analise de dados". Especificamente, sua pesquisa tornou possível detectar e estudar as partículas criadas em Aceleradores de partículas, o que permitiu que sua equipe descobrisse um grande número de estados de ressonância das partículas elementares.

Durante a Segunda Guerra Mundial, participou do Projeto Manhattan, onde junto com seu estudante Lawrence Johnston, projetou os detonadores usados nas bombas atômicas de Trinity e Nagasaki. Trabalhou também no desenvolvimento do Radar e projetou um sistema pelo qual aviões podem aterrissar com segurança em condições de baixa visibilidade. Voou como observador científico durante o bombardeio de Hiroshima. Após a guerra participou da invenção do Síncrotron.

Em 1980, junto com seu filho Walter Alvarez, um geólogo, propôs a teoria de que um impacto de asteróide explicaria a anomalia de irídio no período geológico conhecido como Extinção K-T. Dez anos depois, a descoberta da cratera de Chicxulub, uma grande cratera de impacto, no México, deu força a teoria de que esse impacto estaria relacionado com a extinção dos dinossauros.

Referências

  1. Wohl, C.G.. (2007). "Scientist as detective: Luis Alvarez and the pyramid burial chambers,the JFK assassination, and the end of the dinosaurs". American Journal of Physics 75: 968. DOI:10.1119/1.2772290. Bibcode2007AmJPh..75..968W.
  2. Alvarez, Luis Walter (em inglês). Scribner Encyclopedia of American Lives, Thematic Series: The 1960s. Highbeam Research. Página visitada em 08 de janeiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Hans Bethe
Nobel de Física
1968
Sucedido por
Murray Gell-Mann


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