Luise Rainer

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Luise Rainer
Luise Rainer.
Nascimento 12 de janeiro de 1910 (104 anos)
Düsseldorf, Alemanha
Nacionalidade Alemanha Alemã
Ocupação Atriz
Cônjuge Clifford Oddets (1937-1940)
Robert Knittel (1945-1989)
Oscares da Academia
Melhor Atriz Principal
1937 - Ziegfeld, O criador de estrelas
1938 - Terra dos Deuses
Outros prêmios
NYFCC Awards
1937 - Ziegfeld, O criador de estrelas

Luise Rainer (Düsseldorf, 12 de janeiro de 1910) é uma atriz alemã que fez carreira nos Estados Unidos da América. Vencedora de dois Óscares da academia por sua performance em Ziegfeld, O criador de estrelas e Terra dos Deuses. É também a atriz que mais viveu depois de ganhar um Oscar e também a única alemã a vencer o prêmio.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Luise Rainer se mudou para Berlim, onde começou a trabalhar como atriz, na companhia Max Reinhardt. Trabalhou em algum filmes alemães de pouca expressão até que, em 1935, numa das viagens de Louis B. Mayer pela Europa, foi descoberta e assinou contrato com a MGM.

The Great Ziegfeld, 1936

Sua estreia em Hollywood foi no filme Escapade ("Flerte"), em 1935, ao lado de William Powell. Seu segundo filme em Hollywood foi Ziegfeld, O criador de estrelas que lhe renderia seu primeiro Oscar de melhor atriz, e um prêmio do New York Critic's de Melhor atriz; muitos criticos da época apontaram a vitória de Luise Rainer por um única cena, intitulada por Jean Cocteau como "conversação ao telefone", numa das cenas mais famosas do cinema.

Seu terceiro filme em Hollywood foi Terra dos Deuses, em 1937, papel que lhe rendeu o segundo Oscar; uma vez mais a crítica ficou revoltada como a vitória de Luise, pois muitos acreditavam que o Oscar iria para Greta Garbo. A revista (Picturegoer), porém, publicou um artigo do crítico James Agate descrevendo a atuação de Luise como simplesmente perfeita em tudo. Foi a primeira atriz da história a ganhar dois prêmios Oscar seguidos.

Luise foi considerada uma promissora estrela, mediante as grande estrelas da MGM da época como Norma Shearer, Joan Crawford e Greta Garbo. Muitos atribuem seu declínio à péssima escolha de papéis pelos estúdios, e outros o atribuem aos maus conselhos de seu marido na época, o dramaturgo Clifford Oddets, com quem foi casada de 1937 a 1940.[1]

Declínio[editar | editar código-fonte]

Dramatic School, 1938

Depois de 5 filmes em Hollywood e dois Oscares, Luise queria o papel de Madame Curie, reservado para Greta Garbo, papel que acabou sendo feito só em 1943, por Greer Garson. Luise foi pressionada por Louis B. Mayer a fazer alguns filmes mal recebidos pela crítica, episódio que resultou num pedido de demissão. Posteriormente, Luise tentou fazer o teste para o papel de Scarlett O'Hara, mas não o conseguiu. Em 1943, quatro anos depois de se afastar de Hollywood, fazendo somente teatro, Luise tentou voltar às telas com o papel de Madame Curie, e posteriormente o papel de Maria em Por Quem os Sinos Dobram mas os perdeu. Em 1943, fez Hostages ("Reféns"), e voltaria a atuar em 1997, com The Gambler.

Hoje Luise Rainer mora em Londres, em um apartamento que perteceu a Vivien Leigh, e é a atriz que mais tempo viveu depois de ganhar um Oscar. É a única atriz vencedora de Oscar nos anos 1930 que ainda está viva.

Possui uma estrela na Calçada da Fama, 6300 Hollywood Boulevard.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ano Filme Personagem Notas
1932 Sehnsucht 202 Kitty
1932 Madame hat Besuch
1933 Heut' kommt's drauf an Marita Costa
1935 Escapade (Flerte) Leopoldine Dur
1936 The Great Ziegfeld (Ziegfeld, O criador de estrelas) Anna Held Óscar de Melhor Atriz
NYFCC Awards
1937 The Good Earth (Terra dos Deuses) O-Lan Óscar de Melhor Atriz
1937 The Emperor's Candlesticks Countess Olga Mironova
1937 Big City Anna Benton
1938 The Toy Wife Gilberte 'Frou Frou' Brigard
1938 The Great Waltz Poldi Vogelhuber
1938 Dramatic School Louise Mauban
1943 Hostages Milada Pressinger
1997 The Gambler Grandmother

Premiações[editar | editar código-fonte]

Oscar

NYFCC Awards

Notas e referências

  1. ALBAGLI, F. Tudo Sobre o Oscar (1988), EBAL, p. 298

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • ALBAGLI, Fernando. Tudo sobre o Oscar. Rio de Janeiro: EBAL, 1988. Edições Cinemin
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