Luislinda Valois

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Luislinda Dias de Valois Santos (Salvador, 20 de janeiro de 1942) é a primeira juíza negra do Brasil.[1] [2] [3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de um vaqueiro de bonde e de uma costureira e neta de escravo, sofreu ainda na infância o preconceito racial, circunstância que lhe inspirou a buscar a judicatura. Relata que um professor solicitou a compra de material de desenho, tendo o pai de Luislinda adquirido material precário. À vista do material, o professor teria dito: “Menina, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Ela chorou, mas teria lhe respondido que: “Vou é ser juíza e lhe prender”.

Estudou Teatro e Filosofia antes de se formar em Direito.

Foi procuradora-geral do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) e mais tarde passou em primeiro lugar num concurso para a Advocacia Geral da União (AGU).

Tornou-se juíza em 1984, adotando o uso de colares de candomblé em suas audiências. Foi autora da primeira sentença de condenação por racismo no país, em 1993.[2] [4] Criou em 2003 o projeto Balcão de Justiça e Cidadania, para resolução de conflitos em áreas pobres de Salvador.

Em 2009, publicou o livro O negro no século XXI.[2]

Em 2011, foi promovida por antiguidade, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) se aposentando alguns meses depois.[2] [5]

Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, alguns relacionados aos projetos que criou.[2] [3]

Referências

  1. Justificativa ao Projeto de Lei 63/2011. Câmara Municipal de São Paulo.
  2. a b c d e Primeira juíza negra do Brasil recebe Medalha do Mérito Judiciário. JusBrasil, acesso em 9 de maio de 2013.
  3. a b Mulher, negra e juíza. UOL, acesso em 9 de maio de 2013.
  4. Mais sobre Luislinda Valois dos Santos. Sindjus.
  5. Após oito anos de espera, Luislinda Valois é nomeada desembargadora. Portal G1, acesso em 19 de dezembro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]