Luiz Felipe Scolari

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Luiz Felipe Scolari
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Informações pessoais
Nome completo Luiz Felipe Scolari
Data de nasc. 9 de novembro de 1948 (65 anos)
Local de nasc. Passo Fundo (RS),  Brasil
Nacionalidade  Brasileiro
Altura 1,83 m
Apelido Felipão
Big Phil
Gene Hackman
Informações profissionais
Clube atual Brasil Grêmio
Posição Treinador
(ex-Zagueiro)
Clubes de juventude
1966–1973 Brasil Aimoré
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1973–1979
1980
1980–1981
1981
Brasil Caxias
Brasil Juventude
Brasil Novo Hamburgo
Brasil CSA
Times que treinou
1982
1983
1983
1984–1985
1986
1986–1987
1987
1988
1988–1990
1990
1990
1991
1991
1992
1993–1996
1997
1997–2000
2000–2001
2001–2002
2003–2008
2008–2009
2009–2010
2010–2012
2013–2014
2014–
Brasil CSA
Brasil Juventude
Brasil Brasil de Pelotas
Arábia Saudita Al-Shabab
Brasil Pelotas
Brasil Juventude
Brasil Grêmio
Brasil Goiás
Kuwait Qadsia SC
Flag of Kuwait.svg Kuwait
Brasil Coritiba
Brasil Criciúma
Arábia Saudita Al-Ahli
Kuwait Qadsia SC
Brasil Grêmio
Japão Júbilo Iwata
Brasil Palmeiras
Brasil Cruzeiro
Brasil Brasil
Flag of Portugal.svg Portugal
Inglaterra Chelsea
Uzbequistão Bunyodkor
Brasil Palmeiras
Brasil Brasil
Brasil Grêmio

Luiz Felipe Scolari ComIH, também conhecido apenas como Scolari ou como Felipão (Passo Fundo, 9 de novembro de 1948), é um ex-futebolista e atual treinador brasileiro, que atuava como zagueiro. Atualmente, treina o Grêmio.[1]

Foi campeão do mundo de futebol como técnico da Seleção Brasileira em 2002 na Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul. Entre os clubes que treinou, teve importantes e vitoriosas passagens por Grêmio e Palmeiras, com os quais conquistou a Copa Libertadores da América. Em 2013, foi campeão da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira.

É descendente de italianos (seus avós eram imigrantes da região do Vêneto), fato comum para a região. Além da nacionalidade brasileira, possui também a italiana.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

O zagueiro Scolari começou sua carreira futebolística aos dezessete anos, jogando nos juvenis do Aimoré, da cidade gaúcha de São Leopoldo. Seu interesse pelo futebol ocorreu por influência de seu pai, Benjamin Scolari, que, na sua época, também havia atuado como zagueiro no sul do Brasil. Apesar de não ser reconhecido como um jogador habilidoso, destacou-se pelo seu estilo aguerrido e de liderança, muitas vezes sendo capitão nas equipes por onde passou. Depois do Aimoré, transferiu-se para o Caxias, uma equipe de maior prestígio dentro do cenário gaúcho, onde jogou por sete anos. Depois disso, jogou ainda por Juventude, Novo Hamburgo e CSA — neste último, conquistou seu único título como jogador, já no seu último ano de zagueiro: o Campeonato Alagoano de 1982.

Professor[editar | editar código-fonte]

Luiz Felipe Scolari foi professor de educação física na Escola A. J. Renner, também conhecida como Escola Industrial, localizada no município de Montenegro, cidade localizada a, aproximadamente, 60km de Porto Alegre. Naquela época, não era tão famoso, mas dedicava-se intensamente às atividades educacionais.

Além disso, também foi professor de educação física na cidade de Caxias do Sul, em instituições como a Escola Estadual Cristóvão Mendonza e o Colégio La Salle Carmo.

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Começo em Alagoas pelo CSA[editar | editar código-fonte]

Mostrando o mesmo estilo que o definiu como jogador, Scolari começou como técnico no próprio CSA, levando o clube maceioense ao título alagoano de 1982.

Clubes gaúchos, Goiás e Oriente Médio[editar | editar código-fonte]

Após a primeira experiência como técnico, retornou à sua terra natal para passar por diversos clubes gaúchos. Com duas passagens pelo Juventude, uma por Brasil de Pelotas e Pelotas. Após conseguir destaque nas passagens pelo Juventude, onde realizou uma série de amistosos no Oriente Médio voltando invicto, com vitórias sobre grande clubes e até seleções daquele continente, foi para o Grêmio (estreou em 3 de junho e logo depois conquistou o Campeonato Gaúcho de 1987), teve reconhecimento regional, tendo ainda realizado trabalhos no Al-Shabab, da Arábia Saudita, e no Goiás.

Em 1989, foi para o Kuwait, onde foi campeão da Copa do Emirado com o Qadsia SC e campeão da Copa do Golfo em 1990 com a Seleção do Kuwait.

Criciúma e novas passagens no Oriente Médio[editar | editar código-fonte]

Em 1991, levou o Criciúma ao título da Copa do Brasil, maior glória da história do clube, feito pelo qual ganhou reconhecimento no Brasil. No mesmo ano, foi contratado pelo Al-Ahli e treinou mais uma vez o Qadsia, não obtendo sucesso.

Grêmio[editar | editar código-fonte]

Felipão retornou ao Grêmio em 1993, onde conquistou vários títulos, dentre eles a Copa do Brasil de 1994, a Copa Libertadores da América de 1995 e o Campeonato Brasileiro de 1996, além dos títulos estaduais.

No Mundial de Clubes de 1995, o time de Felipão perdeu nos pênaltis para o Ajax, depois de empatar sem gols e atuar boa parte do jogo com um jogador a menos. Na época, o time holandês possuía a base da seleção do país que disputaria a Copa do Mundo FIFA de 1998.

No início, Felipão recebeu duras críticas por ser considerado um técnico "retranqueiro", de "jogo feio" e que "mandava bater nos adversários", porém com o decorrer do tempo ficou marcado para sempre como um dos maiores ídolos do Grêmio, e até hoje é lembrado e respeitado pelos torcedores do clube gaúcho.

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Em 1997, após dirigir o Júbilo Iwata, do Japão, transferiu-se para o Palmeiras, foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, perdendo o título para o Vasco da Gama, do artilheiro Edmundo, empatando as duas partidas finais, mas pelo fato do clube carioca ter melhor aproveitamento na primeira fase acabou ficando com o título.

Em 1998, após receber algumas críticas, deu a volta por cima com o time alviverde, sagrando-se campeão da Copa do Brasil, quando venceu a final da competição contra o Cruzeiro. E também conquistou o primeiro título continental da história do Palmeiras: a Copa Mercosul, também em cima da Raposa.

Meses depois, em 1999, alcançou seu ápice no clube, conquistando a Libertadores da América, um título inédito, e novamente marcando seu nome na história de um clube brasileiro. No Mundial de Clubes, acabou novamente sendo vice-campeão, desta vez perdendo para o Manchester United por um placar mínimo, com direito a um gol anulado do meia Alex enquanto o placar ainda estava zerado.

Em 2000, o seu último ano de sua primeira passagem no clube, chegou mais uma vez a final da Copa Libertadores da América, onde fez uma semifinal épica contra o maior rival do Palmeiras — o Corinthians. E, novamente, viu seu time eliminar o maior rival nos pênaltis, mas acabou perdendo o título para o Boca Juniors também na decisão por penalidades. E, antes de deixar o clube, ainda esteve em frente a conquista do Torneio Rio-São Paulo, dando ao time a vaga na Copa dos Campeões, competição que daria vaga ao time na próxima edição da Libertadores.

Cruzeiro e Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Foi quando esteve no Cruzeiro, após uma campanha exemplar, culminando no título interestadual da Copa Sul-Minas de 2001 — no time badalado à época pelo capitão argentino e ídolo celeste Juan Pablo Sorín — que foi convocado para dirigir pela primeira vez a Seleção Brasileira, em 2001. No ano seguinte, conquistou o maior título de sua carreira: a Copa do Mundo de 2002. Realizando uma campanha perfeita, com 7 vitórias, venceu a Alemanha por 2 a 0 na decisão, em Yokohama.

Seleção Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Após a conquista, Felipão manifestou seu desejo de dirigir uma equipe europeia, o que veio a ocorrer em 2003, após convite da Federação Portuguesa de Futebol para dirigir a Seleção local. Desde então, levou a equipe à final da Eurocopa de 2004, sendo derrotada pela Grécia no Estádio da Luz, em Lisboa. Pelos resultados obtidos na competição, foi agraciado pelo então Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, a 5 de julho desse ano, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[3] Dois anos mais tarde, atingiu as semifinais da Copa do Mundo FIFA de 2006, na Alemanha. Após eliminar a Holanda e a Inglaterra nas oitavas e quartas-de-finais, respectivamente, caiu diante da França. Na decisão do terceiro lugar, foi derrotado pela Alemanha. Apesar da quarta colocação, o resultado foi muito festejado, pois a Seleção Portuguesa não chegava às semifinais de uma Copa do Mundo desde o Mundial de 1966. É considerado um dos responsáveis pela ascensão da carreira de Cristiano Ronaldo, pelo qual mantém grande amizade, tanto que, quando o pai do jogador faleceu, em 2005, poucas horas antes de um jogo entre Portugal e Rússia, foi Scolari quem contou a CR7 sobre o falecimento.

Em partidas amistosas, Felipão dirigiu a Seleção Portuguesa contra o Brasil em duas oportunidades. Na primeira, em 2003, Portugal venceu por 2 a 1, na cidade do Porto. Em 2007, nova vitória portuguesa, desta vez por 2 a 0, em jogo disputado em Londres.

Após a eliminação frente à Alemanha na Eurocopa 2008, nas quartas-de-final, Scolari deixou a Seleção Portuguesa para assumir o comando do Chelsea, seu primeiro clube de ponta no futebol europeu.

Chelsea[editar | editar código-fonte]

Felipão foi apresentado à imprensa londrina no dia 1 de julho de 2008, e fez sua estreia oficial pelos Blues no dia 17 de agosto de 2008, pelo Campeonato Inglês, contra o Portsmouth, vencendo o jogo por 4 a 0.[4] Big Phil ajudou o Chelsea a atingir em dezembro a marca histórica de 11 vitórias consecutivas fora de casa pelo campeonato inglês[5] (oito delas sob comando dele), superando um antigo recorde do Tottenham que perdurava desde 1960, porém o desempenho do clube nos jogos em casa deixava a desejar, principalmente nos clássicos.

Depois de uma série de resultados considerados ruins pela diretoria do Chelsea, Felipão acabou sendo demitido pelo time londrino, no dia 9 de fevereiro de 2009, após um empate contra o Hull City, que deixou o time sete pontos atrás do líder, Manchester United. O auxiliar-técnico, Ray Wilkins, foi promovido interinamente ao lugar de Scolari no cargo de treinador. Segundo a imprensa, Luiz Felipe não recebeu reforços, o que fez sua passagem pelo Chelsea ser prejudicada, visto que as equipes que disputavam o título da Premier League contrataram novos jogadores.[6] Além disso, haveria problemas de relacionamento do técnico com seus comandados.[6] Na sua passagem, Felipão teve um aproveitamento de 62%, com 19 vitórias, 10 empates e 7 derrotas, totalizando trinta e seis partidas disputadas.[7] Em uma nota oficial, o treinador desejou sorte ao seu ex-time, "lamentou que a convivência com todos não tivesse sido duradoura", mas ressaltou que "seguirá morando em Londres".[7]

Após a demissão de Felipão, o seu assessor de imprensa, Acaz Felleger, disse que crer que a decisão da demissão foi de Roman Abramovich, uma vez que Felipão sempre teve o apoio de Peter Kenyon, chefe executivo do Chelsea. Ele ainda lembrou que a falta de contratações foi um fator preponderante para o trabalho aquém às expectativas de Felipão no clube.[8]

Como indenização por quebra de contrato, Scolari teria recebido 15 milhões de libras.[9] O seu salário era de cerca de 600 mil libras mensais e valia até julho de 2010[10]

Bunyodkor[editar | editar código-fonte]

Scolari começou a treinar o Bunyodkor do Uzbequistão em 1 de julho de 2009, em princípio, por 18 meses.[11] [12] Na chegada a Tashkent, em 26 de junho de 2009, Felipão foi recebido com festa pela torcida do clube.[13] Em outubro do mesmo ano, conquistou de forma invicta, com quatro rodadas de antecipação e um incrível recorde de 23 vitórias seguidas, o Campeonato Uzbeque de Futebol de 2009.[14] [15] Foram 28 vitórias, dois empates e nenhuma derrota (aproveitamento de 95,55%).[16]

Em 4 de junho de 2010, o site oficial do clube anunciou a saída de Scolari, que durante as fases finais da Copa do Mundo FIFA de 2010 foi comentarista em uma emissora de TV da África do Sul.[17]

Retorno ao Palmeiras[editar | editar código-fonte]

No dia 13 de junho de 2010, após semanas de especulações e negociações, foi oficializado seu retorno ao Palmeiras, após a Copa do Mundo.[18] [19] Assinou o contrato no dia 15 de julho de 2010.

No dia 11 de julho de 2012, conquistou a Copa do Brasil de forma invicta, interrompendo um jejum de 12 anos sem títulos nacionais da equipe[20] .

Mesmo assim, devido a má campanha da equipe no Brasileirão, acabou deixando o Palmeiras no dia 13 de setembro de 2012. Em sua segunda passagem pelo clube, Felipão fez 165 jogos, sendo 70 vitórias, 50 empates e 45 derrotas, um aproveitamento de 52,5%. Somando suas duas passagens, dirigiu o Verdão em 407 jogos, somando 192 vitórias, 111 empates e 104 derrotas. Na história palmeirense, só fica atrás de Osvaldo Brandão, com 580 jogos, como treinador que mais vezes comandou equipe.

Segunda passagem pela Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Em 28 de novembro de 2012, foi confirmado o seu retorno à Seleção Brasileira após pouco mais de dez anos do pentacampeonato. Foi apresentado oficialmente no dia seguinte, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. Ele venceu, com a Seleção Brasileira, a Copa das Confederações FIFA de 2013.[21] [22]

Na Copa do Mundo de 2014, acumulou três vitórias (3–1 sobre a Croácia e 4–1 sobre Camarões na primeira fase; 2–1 contra a Colômbia nas quartas de final) e dois empates (0–0 contra o México na primeira fase e 1–1 contra o Chile nas oitavas de final, superando-os na disputa por pênaltis por 3–2), porém a Seleção sofreu duas derrotas seguidas na fase final: para a Alemanha, por expressivos 7–1 na semifinal; e para os Países Baixos por 3–0, durante a disputa do terceiro lugar. Em decorrência destes resultados, na madrugada de 14 de julho de 2014, foi anunciada a demissão dele e de sua comissão técnica.[23]

Retorno ao Grêmio[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de julho de 2014, depois de 18 anos separados, um dos técnicos mais vitoriosos da história do clube foi anunciado como novo treinador do clube no lugar de Enderson Moreira.[24] [25] [26]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ano Equipe Jogos Vitórias Empates Derrotas % aprov.
1993–1996 Brasil Grêmio 85 35 18 32 48,2
1997 Japão Júbilo Iwata 30 20 0 10 66,7
1997–2000 Brasil Palmeiras 242 122 61 60 50,4
2000–2001 Brasil Cruzeiro 57 23 16 18 49,7
2001–2002 Brasil Brasil 24 18 1 5 76,4
2003–2008 Flag of Portugal.svg Portugal 74 42 18 14 64,9
2008–2009 Inglaterra Chelsea 36 20 11 5 65,7
2009–2010 Uzbequistão Bunyodkor 38 30 4 4 82,5
2010–2012 Brasil Palmeiras 165 70 50 45 52,5
2013–2014 Brasil Brasil 29 19 6 4 72,4
2014– Brasil Grêmio 2 1 0 1 50

Jogos pela Seleção Brasileira principal[editar | editar código-fonte]

Legenda:      Vitórias —      Empates —      Derrotas
Data Competição Local Placar Adversário Ref.
2013
1 6 de fevereiro Amistoso Londres 1 – 2 Flag of England.svg Inglaterra [27]
2 21 de março Amistoso Genebra 2 – 2 Flag of Italy.svg Itália [28]
3 25 de março Amistoso Londres 1 – 1 Flag of Russia.svg Rússia [29]
4 6 de abril Amistoso Santa Cruz de la Sierra 4 – 0 Flag of Bolivia.svg Bolívia [30]
5 24 de abril Amistoso Belo Horizonte 2 – 2 Flag of Chile.svg Chile [31]
6 2 de junho Amistoso Rio de Janeiro 2 – 2 Flag of England.svg Inglaterra [32] [33]
7 9 de junho Amistoso Porto Alegre 3 – 0 Bandeira da França França [34]
8 15 de junho Copa das Confederações (grupo A) Brasília 3 – 0 Flag of Japan.svg Japão [35]
9 19 de junho Copa das Confederações (grupo A) Fortaleza 2 – 0 Flag of Mexico.svg México [36]
10 22 de junho Copa das Confederações (grupo A) Salvador 4 – 2 Flag of Italy.svg Itália [37]
11 26 de junho Copa das Confederações (semifinal) Belo Horizonte 2 – 1 Flag of Uruguay.svg Uruguai [38]
12 30 de junho Copa das Confederações (final) Rio de Janeiro 3 – 0 Flag of Spain.svg Espanha [39]
13 14 de agosto Amistoso Basileia 0 – 1 Flag of Switzerland.svg Suíça [40]
14 7 de setembro Amistoso Brasília 6 – 0 Flag of Australia.svg Austrália [41]
15 10 de setembro Amistoso Foxborough 3 – 1 Flag of Portugal.svg Portugal
16 12 de outubro Amistoso Seul 2 – 0 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul
17 15 de outubro Amistoso Pequim 2 – 0 Flag of Zambia.svg Zâmbia
18 16 de novembro Amistoso Miami 5 – 0 Flag of Honduras.svg Honduras
19 19 de novembro Amistoso Toronto 2 – 1 Flag of Chile.svg Chile
2014
20 5 de março Amistoso Johannesburgo 5 – 0 Bandeira da África do Sul África do Sul [41]
21 3 de junho Amistoso Goiânia 4 – 0 Flag of Panama.svg Panamá
22 6 de junho Amistoso São Paulo 1 – 0 Bandeira da Sérvia Sérvia
23 12 de junho Copa do Mundo São Paulo 3 – 1 Bandeira da Croácia Croácia [42]
24 17 de junho Copa do Mundo Fortaleza 0 – 0 Flag of Mexico.svg México
25 23 de junho Copa do Mundo Brasília 4 – 1 Flag of Cameroon.svg Camarões
26 28 de junho Copa do Mundo Belo Horizonte 1 – 1 Flag of Chile.svg Chile
27 4 de julho Copa do Mundo Fortaleza 2 – 1 Flag of Colombia.svg Colômbia
28 8 de julho Copa do Mundo Belo Horizonte 1 – 7 Bandeira da Alemanha Alemanha
29 12 de julho Copa do Mundo Brasília 0 – 3 Países Baixos Países Baixos

Estilo[editar | editar código-fonte]

Scolari conquistou credibilidade em quase todas as equipes que dirigiu. Para tanto, conduz seus elencos com "mão de ferro", não se importando em sacar as tidas estrelas de suas equipes. Usa deste expediente para garantir a união e, consequentemente, obter sucesso nas equipes que dirige.

Quando assumiu o Brasil, não hesitou em sacar do grupo um jogador que era reconhecidamente um craque e uma unanimidade nacional: o atacante Romário. Felipão não gostava da postura do craque fora de campo. Foi pressionado, antes do Mundial de 2002 a levar o atacante, então no Vasco, mas não o fez. Com isso, fechou seu grupo no intuito de vencer a Copa. Conseguiu o título e, finalmente, recebeu o reconhecimento merecido.

Felipão usou da mesma fórmula na Seleção Portuguesa. Excluiu nomes como o goleiro Vítor Baía, e afastou definitivamente jogadores da seleção anterior. Foi muito criticado pela imprensa local. Mas obteve semelhante sucesso que no Brasil. Scolari levou Portugal aos melhores resultados de sempre, conseguindo um 2º lugar na Euro 2004 e um 4º lugar no Mundial de 2006.

Recorde de vitórias seguidas em mundiais[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo de 2006, por Portugal, Felipão tornou-se o primeiro treinador da história dos mundiais a obter 11 vitórias consecutivas: sete pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2002 (quando conquistou o Penta para a Seleção Canarinho) e quatro pela Seleção Portuguesa na Copa do Mundo de 2006, encerrando essa série de vitórias consecutivas nas quartas-de-final, no empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação com a Inglaterra. Nesta partida, obteve a classificação nos pênaltis após o goleiro Ricardo, que estava substituindo o ídolo português Vítor Baía, conseguir a inédita marca de defender três cobranças em uma mesma partida de Copa do Mundo, superando nove outros goleiros que já haviam defendido duas cobranças, como o brasileiro Taffarel e o argentino Sergio Goycochea.

Na Copa do Mundo de 2002, Felipão levou a Seleção Brasileira a vitórias contra Turquia, China, Costa Rica, Bélgica, Inglaterra, Turquia novamente e, na grande final, a não menos poderosa Alemanha.

Em 2006, na Alemanha, Felipão levou a "Seleção das Quinas", como é conhecida a Seleção Portuguesa, a vitórias contra Angola, Irã, México e Holanda.

[editar | editar código-fonte]

Felipão sempre foi conhecido por sua fé católica. Na conquista do pentacampeonato mundial com a Seleção Brasileira, levou consigo e com seus jogadores uma imagem de Nossa Senhora de Caravaggio, santa venerada entre os descendentes de italianos do Sul do Brasil.

Se tornou inclusive garoto-propaganda de Farroupilha e do Antigo Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio ao estampar campanha para visitação do Santuário.[43]

A imagem acompanhou a Seleção Brasileira durante a campanha em que conquistou pela quinta vez o campeonato mundial. Felipão, em agradecimento, pagou uma promessa, indo de Caxias do Sul a Farroupilha, a pé, andando uma distância de aproximadamente 20km. Ao deixar a seleção, a imagem da santa permaneceu no Brasil, até que tempos depois, para impulsionar a participação de Portugal na Eurocopa, Felipão mandou buscá-la na Granja Comary.

Scolari passou a maior parte de sua carreira em Caxias do Sul, e deste fato surgiu sua devoção a Nossa Senhora do Caravaggio. A famosa imagem que o acompanha foi um presente ganho, em 2001, no quadro "amigo oculto" promovido todo final de ano pelo Fantástico, dado a ele pela atriz Fernanda Montenegro.

Em Portugal juntou à imagem da santa "brasileira" a imagem da Nossa Senhora de Fátima.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

CSA
Qadsia
  • Kuwait Copa do Emirado do Kuwait: 1989
Criciúma
Grêmio
Palmeiras
Cruzeiro
Bunyodkor
Seleção Brasileira

Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

  • Melhor treinador da América do Sul: 1999 e 2002
  • Melhor treinador do mundo: 2002
  • Melhor treinador da Copa Das Confederações (Equipe do Campeonato): 2013

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Grêmio anuncia a contratação de Felipão, que volta 18 anos depois. Globo Esporte. Página visitada em 29 de julho de 2014.
  2. Perfil do técnico Luiz Felipe Scolari. Jornal da Record.
  3. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas. Presidência da República Portuguesa. Página visitada em 2014-07-07. "Resultado da busca de "Luiz Felipe Scolari"."
  4. Deco deixa sua marca, e Chelsea goleia o Portsmouth na estreia oficial de Felipão. Página visitada em 17 de agosto de 2008.
  5. Deco marca golaço em 11ª vitória fora de casa do Chelsea. Página visitada em 06 de dezembro de 2008.
  6. a b GloboEsporte.com (9 de fevereiro de 2009). Felipão é demitido do Chelsea. Página visitada em 9 de fevereiro de 2009.
  7. a b GloboEsporte.com (9 de fevereiro de 2009). Felipão lamenta demissão precoce e diz que continuará morando em Londres. Página visitada em 9 de fevereiro de 2009.
  8. Bernardo Pires Domingues (9 de fevereiro de 2009). Para assessor de Felipão, demissão foi decisão de Abramovich. Página visitada em 9 de fevereiro de 2009.
  9. Scolari deixa o Chelsea com indenização milionária. Maisfutebol (9 de fevereiro de 2009). Página visitada em 10 de fevereiro de 2009.
  10. Desempregado. Zero Hora.com (10 de fevereiro de 2009). Página visitada em 10 de fevereiro de 2009.
  11. Clic RBS (9 de junho de 2009). Luiz Felipe Scolari assume Bunyodkor, do Uzbequistão (em português). Página visitada em 9 de junho de 2009.
  12. GloboEsporte.com (9 de junho de 2009). Felipão vai trabalhar no Uzbequistão (em português). Página visitada em 9 de junho de 2009.
  13. GloboEsporte.com (28 de junho de 2009). FOTOS: Felipão é recebido com festa no Uzbequistão (em português). Página visitada em 28 de junho de 2009.
  14. UOL Esporte (21 de outubro de 2009). Felipão leva o Bunyodkor ao título uzbeque com 4 rodadas de antecedência (em português). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
  15. GloboEsporte.com (21 de outubro de 2009). Sem entrar em campo, time de Felipão é campeão no Uzbequistão (em português). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
  16. Classificação Final do Campeonato Uzbeque de Futebol de 2009.
  17. See you later, senior Scolari! (em inglês). Site oficial (4 de junho de 2010). Página visitada em 13 de junho de 2010.
  18. Após novela, Felipão acerta com o Palmeiras por dois anos e meio (em português). GloboEsporte.com (13 de junho de 2010). Página visitada em 13 de junho de 2010.
  19. O Estado de S. Paulo (13 de junho de 2010). Felipão é o novo treinador do Palmeiras (em português). Página visitada em 13 de junho de 2010.
  20. "Palmeiras Palmeiras busca empate e é campeão da Copa do Brasil.
  21. Marin explica veto a Guardiola, elogia brasileiros e anuncia Felipão e Parreira (em português). GloboEsporte.com (29 de novembro de 2012). Página visitada em 29 de novembro de 2012.
  22. Apresentação de Felipão tem brincadeiras, gafe de Marin e 'paz' à primeira vista (em português). ESPN (29 de novembro de 2012). Página visitada em 29 de novembro de 2012.
  23. Luiz Felipe Scolari não é mais o treinador da seleção brasileira, diz TV (em português). ESPN (14 de julho de 2014). Página visitada em 14 de julho de 2014.
  24. Grêmio anuncia a contratação de Felipão, que volta 18 anos depois (em português). Globo Esporte (29 de julho de 2014). Página visitada em 29 de julho de 2014.
  25. Depois de 18 anos, Luiz Felipe Scolari volta a comandar o Grêmio (em português). Esporte Interativo (29 de julho de 2014). Página visitada em 29 de julho de 2014.
  26. Felipão é o novo técnico do Grêmio (em português). Zero Hora (29 de julho de 2014). Página visitada em 29 de julho de 2014.
  27. CBF confirma primeiro amistoso de 2013 contra a Inglaterra em Wembley (em português). GloboEsporte.com (12 de setembro de 2012). Página visitada em 9 de junho de 2013.
  28. Rivais na Copa das Confederações, Brasil e Itália farão amistoso em março (em português). GloboEsporte.com (21 de dezembro de 2012). Página visitada em 9 de junho de 2013.
  29. CBF confirma amistoso com a Rússia e Felipão elogia o adversário (em português). GloboEsporte.com (15 de janeiro de 2013). Página visitada em 9 de junho de 2013.
  30. CBF confirma amistoso entre Brasil e Bolívia para o dia 6 de abril (em português). UOL (13 de março de 2013). Página visitada em 9 de junho de 2013.
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  33. Brasil empata com a Inglaterra no reencontro com o Maracanã (em português). GloboEsporte.com (2 de junho de 2013). Página visitada em 9 de junho de 2013.
  34. Canônico, Leandro (9 de junho de 2013). Na base da vontade, Brasil vence a França e põe fim a incômodo jejum (em português). GloboEsporte.com. Página visitada em 9 de junho de 2013.
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  36. Match report - Brazil - Mexico (em português). FIFA.com (19 de junho de 2013). Página visitada em 26 de junho de 2013.
  37. Match report - Italy - Brazil (em português). FIFA.com (22 de junho de 2013). Página visitada em 26 de junho de 2013.
  38. Match report - Brazil - Uruguay (em português). FIFA.com (26 de junho de 2013). Página visitada em 26 de junho de 2013.
  39. Brasil - Espanha (em português). FIFA.com. Página visitada em 28 de junho de 2013.
  40. CBF anuncia amistoso entre Brasil e Suiça no dia 18 de agosto (em português). GloboEsporte.com (30 de janeiro de 2013). Página visitada em 9 de junho de 2013.
  41. a b Brasil: jogos e resultados (em português). FIFA.com. Página visitada em 16 de agosto de 2013.
  42. Partidas da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (em português). FIFA.com. Página visitada em 12 de julho de 2014.
  43. Em outdoor, Felipão incentiva visita ao Santuário de Caravaggio.

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