Lula-colossal

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Como ler uma caixa taxonómicaLula-colossal
Mesonychoteuthis hamiltoni

Mesonychoteuthis hamiltoni
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Cephalopoda
Ordem: Teuthida
Família: Cranchiidae
Género: Mesonychoteuthis
Espécie: M. hamiltoni

A lula-colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni) é provavelmente a maior espécie de lula existente, e o único membro do gênero Mesonychoteuthis. A lula-colossal é considerada o maior invertebrado em termos de massa do planeta de que se tem conhecimento, podendo ultrapassar os 15 metros de comprimento.[carece de fontes?]

Biologia[editar | editar código-fonte]

O Mesonychoteuthis hamiltoni possui a maior cabeça de todos os tipos de lulas, excedendo até o do Architeuthis no tamanho e na robustez. A lula-colossal também possui os maiores olhos no reino animal chegando ao tamanho de um prato. Dispõe de dois bicos enormes e afiados, e garras giratórias em forma de ganchos, profundamente fixados em seus tentáculos.

Habita as profundezas do Oceano Antártico.

Pouco se sabe sobre a vida desta criatura. É caçadora como outras lulas e no mar profundo se utiliza da bioluminescência para encontrar a presa. Baseado na captação do bico das lulas em estômagos do cachalote, estima-se o tamanho de animais adultos (já que poucos foram capturados) e alguns hábitos como a vida na profundidade de pelo menos 22 metros, no caso de adultos, enquanto os mais jovens a cerca de 10 metros.

Muitos cachalotes carregam cicatrizes causadas pelos tentáculos da lula-colossal, que possuem ganchos em vez de ventosas que podem causar feridas profundas. A lula-colossal é uma das principais presas para os cachalotes que se alimentam no Oceano Antártico; 14% dos tentáculos de lula encontrados nestas baleias são da lula-colossal.

Recentemente pescadores da Nova Zelândia encontraram em águas antárticas uma lula-colossal com mais de 14 metros de comprimento. O molusco que pesava 495 quilos tinha olhos do diâmetro de pratos de comida. O animal foi fisgado por acidente, trazido a bordo e conservado no gelo, sendo enviado para estudo na Universidade de Tecnologia de Auckland, Nova Zelândia. Esse maior exemplo de lula-colossal já encontrado está exposto no Museu da Nova Zelândia Te Papa Tongarewa em Wellington.

Lula-colossal morta.

Quando nos referimos a tamanho, é importante diferenciar o tamanho total e o tamanho do manto. O tamanho total se refere ao tamanho do manto (a "cabeça" da lula) acrescido do tamanho dos tentáculos. Esta medida não é das melhores, porque o animal pode ser esticado, alterando assim o tamanho. Há notícias de que a primeira Architeuthys spp descrita, encontrada encalhada numa praia, tinha 22 metros, exatamente pela elasticidade dos tentáculos, por isso é importante que não se analise as informações parcialmente. O manto é uma das melhores medidas, se refere apenas à "cabeça" da lula.

A lula colossal, ao contrário das lulas-gigantes (Architetus) à medida que cresce vai adquirindo uma forma redonda em sua cabeça. Os tentáculos da lula-colossal são grandes para agarrarem a presa no gélido mar de Ross. Então o corpo apenas flutua, enquanto seus tentáculos buscam uma presa. Por esta capacidade de flutuar, as lulas moribundas sobem até a superfície. Essa é uma forma muito comum de se encontrar lulas gigantes ou colossais.

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

  • 1925 - A espécie foi descoberta na forma de dois tentáculos encontrados no estômago de um cachalote.
  • 1970 - Uma traineira russa, no mar de Ross, ao largo da costa da Antártida, capturou uma grande lula com um comprimento total de 4 metros, que foi identificado mais tarde como uma fêmea imatura do Mesonychoteuthis hamiltoni.
  • 2003 - Um espécime completo foi encontrado perto da superfície, com um comprimento total de 22 metros e um comprimento do manto de 8,5 metros.
  • 2007 - Pescadores neozelandeses capturaram a maior lula-colossal de até então; com 495 kg e aproximadamente 9,5 metros.[1] [2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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