Márcia Furnila

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Márcia Furnila no Promptuarii Iconum Insigniorum

Márcia Furnila foi uma nobre romana do século I d.C. e segunda e última esposa do futuro imperador romano Tito.

Família[editar | editar código-fonte]

Márcia veio de uma família nobre e distinta de Roma, a gens Márcia, de status plebeu[1] e que alegava descender do rei Anco Márcio. Ela era filha do senador Quinto Márcio Barea Sura com Antônia Furnila. Sua irmã era Márcia, a mãe de Úlpia Marciana e do futuro imperador Trajano. O pai de Márcia era amigo do futuro imperador Vespasiano (que era pai de Tito), seu tio paterno era o senador Quinto Márcio Barea Sorano e sua prima paterna era a nobre Márcia Servília Sorana. O avô paterno de Márcia era Quinto Márcio Barea, cônsul sufecto em 26 e por duas vezes procônsul da África, enquanto que o materno pode ter sido Aulo Antônio Rufo, um cônsul sufecto em 44 ou 45.

História[editar | editar código-fonte]

Márcia Furnila nasceu e foi criada na capital imperial e se casou com Tito, viúvo de seu primeiro casamento, em 63. Como era costume na época, o enlace foi arranjado entre as famílias e ajudou a promover a carreira do marido. Suetônio[2] descreve Furnila como "muito bem conectada".

Em 17 de setembro de 64, o casal teve uma filha, Júlia Flávia.

Como o primeiro, o segundo casamento de Tito foi curto. A família de Furnila tinha relações com os opositores do imperador Nero. Em 65, depois do fracasso da conspiração pisoniana, a família toda caiu em desgraça. Tito avaliou que não valia o risco e se divorciou, mas continuou criando a filha. Não se sabe o que aconteceu com Márcia Furnila.

Quando ela morreu, ela foi sepultada com a mãe no mausoléu de Caio Sulpício Platorino e sua irmã, Sulpícia Platorina, em Roma. Ele era um magistrado na época do primeiro imperador romano, Augusto.

Referências

  1. Pauly-Wissowa, RE 14.2, 1535-1600.
  2. Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Tito

Ligações externas[editar | editar código-fonte]