Mário Sottomayor Cardia
| Mário Sottomayor Cardia | |
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| Ministro de |
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| Mandato | I Governo Constitucional
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| Vida | |
| Nascimento | 19 de Maio de 1941 Matosinhos |
| Falecimento | 17 de novembro de 2006 (65 anos) Lisboa |
| Partido | Partido Socialista e Partido Comunista Português |
| Profissão | Jornalista e Professor universitário |
Mário Augusto Sottomayor Leal Cardia (Matosinhos, 19 de Maio de 1941 — Lisboa, 17 de Novembro de 2006) foi um jornalista, professor universitário e político português.
Criado numa família da alta burguesia, foi expulso do liceu aos catorze anos, por apoiar a independência da Índia Portuguesa. Tendo terminado os estudos liceais no Porto, aí apoiou a campanha presidencial de Humberto Delgado, em 1958. Rumou a Lisboa para cursar Direito, mas rapidamente se mudou para Filosofia. Licenciado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, destacou-se como dirigente estudantil, o que o levaria para as fileiras do Partido Comunista Português, em 1961. Foi redactor e chefe de redacção da revista Seara Nova, entre 1963 e 1968. Candidato à Assembleia Nacional, pela Oposição Democrática, em 1965 e 1969, foi preso e espancado pela PIDE, em Outubro de 1970, experiência abordada em O Dilema da Política Portuguesa (1971)[1].
Afastado do PCP em 1971, participa na fundação do Partido Socialista, em 1973[2]. A seguir ao 25 de Abril, é escolhido para porta-voz do PS e director do Portugal Socialista, o jornal oficial do PS. Foi Deputado à Assembleia Constituinte, de 1975 a 1976, e à Assembleia da República, de 1976 a 1991. Foi membro dos I e II Governos Constitucionais, como Ministro da Educação e Investigação Científica e da Educação e Cultura, respectivamente. Foi, então, autor de um modelo de gestão do ensino superior e outro do ensino básico e secundário, tendo planeado o sistema de concurso nacional no acesso ao ensino superior, bem como a divisão do ensino superior em universitário e ensino superior de curta duração, depois designado politécnico. Enquanto Ministro contribuiu para o saneamento da influência ideológica comunista no ensino, a consumação da introdução das ciências sociais no ensino superior português e a influência significativa na criação da Universidade Nova de Lisboa[3].
Em 1978, deixando o governo e a direcção do PS, inicia o último ciclo da sua vida política. Voltou à Assembleia da República, em 1983. Propõe a retirada do cunho marxista do programa do PS, publica Socialismo Sem Dogma (1982), com prefácio de Mário Soares, e alimenta tensões com a bancada parlamentar socialista, dirigida por Vítor Constâncio, atingindo a rotura com Jorge Sampaio. Só em 1997 abandonaria o partido, sem contemplações com o estilo de António Guterres. Em 1996 chegara a anunciar a sua candidatura a Presidente da República, da qual acabaria por desistir.
Este percurso de marginalização política foi alimentado por uma crescente autonomização do seu pensamento. Entretanto passara de convidado a efectivo no Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa, onde leccionava desde 1979 e se doutorou em 1992, com a dissertação intitulada Da estrutura da moralidade.
O seu nome foi dado à Biblioteca Central da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
[editar] Funções governamentais exercidas
- I Governo Constitucional
- Ministro da Educação e Investigação Científica
- II Governo Constitucional
- Ministro da Educação e Cultura
| Precedido por - |
Ministro da Educação e Investigação Científica I e II Governo Constitucional |
Sucedido por Carlos Lloyd Braga |
Referências
- Mortos em 2006
- Ministros da Educação de Portugal
- Ministros da Cultura de Portugal
- Deputados da Assembleia Constituinte de Portugal de 1975
- Deputados da Assembleia da República de Portugal
- Naturais de Matosinhos
- Políticos do Partido Socialista (Portugal)
- Políticos do Partido Comunista Português
- Escritores de Portugal
- Políticos de Portugal que mudaram de partido