Mário Negrão

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Mário Negrão
Nome completo Mario Negrão Borgonovi
Nascimento 18 de novembro de 1945 (68 anos)
Campinas, SP
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação compositor, baterista e percussionista

Mario Negrão Borgonovi (Campinas, 18 de novembro de 1945) é compositor, baterista e percussionista brasileiro.[1]

Estudo[editar | editar código-fonte]

Começou a estudar acordeon aos cinco anos de idade com a Professora Lucia Gomes Pinto, sobrinha neta de Carlos Gomes. Veio para o Estado do Rio de Janeiro em 1964 estudar engenharia agronômica e florestal. Formou-se em 1968.[2] Nesta época começara a estudar bateria. No segundo ano da faculdade conheceu amigos na cidade do Rio, ligados ao jazz, gênero este que tornou-se muito importante para sua formação musical.

Ao formar-se não exerceu a engenharia, pois resolvera seguir a profissão de músico. A esta altura já se dedicava totalmente ao estudo da música tornando-se aluno do Maestro Guerra Peixe, no Fundação Museu da Imagem e do Som.

Começou seus primeiros trabalhos como músico profissional nas casas noturnas da Cidade do Rio de Janeiro. Nesta época foi aprovado em concurso promovido pela Orquestra Sinfônica Brasileira em 1972 onde estagiou durante dois anos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em sua carreira, Mario Negrão acompanhou como instrumentista Baden Powell, Carlinhos Lyra, Claudete Soares, Clara Nunes, Chico Buarque, Egberto Gismonti, Leila Pinheiro, MPB4, Paulinho Nogueira, Quarteto em Cy, Rosinha de Valença, Sergio Ricardo, Toquinho, Vinícius de Moraes, entre outros.

Tocou ao lado de vários músicos, entre êles Alberto Chimelli, Antonio Adolfo, Arthur Verocai, Bebeto Castilho, Cristóvão Bastos, Edson Lobo, Edson Frederico, Franklin da Flauta, Jota Moraes, Kimson Plaut, Luiz Roberto (Os Cariocas), Luiz Claudio Ramos, Luiz Eça, Luiz Carlos Vinhas, Luíz Alves, Mauro Senise, Marvio Ciribelli, Nilson Matta, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orival Boreli, Paulo Moura, Paulo Pugliesi, Rafael Rabello, Rio Jazz Orquestra, Ricardo do Canto, Sydney Moreira, Tião Neto, entre outros.

Gravou disco solo[3] com músicas de sua autoria, em 1980, classificado para o Prêmio Icatu Hartford de Artes.

Trabalhou em composição em parceria com Miltinho (MPB4), Cristóvão Bastos, Alberto Chimelli, e Paulinho Pinheiro.

Ganhou o 1° Prêmio no Festival de Friburgo[4] com a música “Samba Antigo” em parceria com Miltinho (MPB4) e Paulinho Pinheiro — agosto/2000.

Com o choro “Respira Fundo” - composição de sua autoria em parceria com Cristóvão Bastos, chegou aos 12 finalistas dentre 264 chorinhos que concorreram ao prêmio “Chorando no Rio” — setembro/2001[5] .

Nova faculdade[editar | editar código-fonte]

Formou-se em 2007 no Conservatório Brasileiro de Música - Centro Universitário, graduando-se em percussão.[6] Foi percussionista da Orquestra da Universidade Católica de Petrópolis (2002 – 2003), professor de percussão e bateria do Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário, Rio de Janeiro, RJ. (2008 – 2012)

Aluno especial na pós graduação da UNIRIO (mestrado) - Prof. Dra. Laura Rónai. (2009) e Prof. Dr. Silvio Merhy.

Tem ante-projeto de Músicologia (A aplicação do Jazz na Bateria, Base Técnica para Execução do Samba)aprovado para o mestrado 2012[7]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

  • Phono 73 (1973 CBD PHONOGRAM)
  • Mané do Cavaco (1973 RCA VICTOR)
  • Botequim Toquinho & Guarnieri (1973 RGE DISCOS)
  • Canto do Homens MPB4 (1976 PHILIPS)
  • Antologia vol 2 MPB4 (1977 PHILIPS)
  • Chico Buarque (1978 PHILIPS)[8]
  • Cobra de Vidro MPB4/QUARTETO EM CY (1978 PHILIPS)
  • Coração Marginal Eduardo Gudin (1978 DISCOS CONTINENTAL)
  • Encontro Marcado MPB4/MILTON NASCIMENTO (1978 Polygram 518332-2)
  • MPB4 em Bons Tempos Hein (1979 PHILIPS)
  • Cenas Riberti (1979 GRAVAÇÕES CHANTECLER LTDA)
  • Nas Asas do Moinho Paulinho Nogueira (1979 ARLEQUIM)
  • Madeira em Pé Mario Negrão (1980 COOMUSA) (P-VINE RECORDS 2012)
  • MPBC Luis Claudio Ramos (1980 PHILIPS)
  • Francisco Mario Revolta dos Palhaços (1981 F.MARIO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS E COMERCIO DISCO)
  • Bimba (1981 DISCO INDEPENDENTE)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  • Chico Buarque (1978 Philips)
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRRJ
  • Orquestra Sinfônica Brasileira
  • Registro em CD do Museu da Imagem e do Som — Rio de Janeiro
  • Diploma registrado sob o numero 0499, livro 02, folhas 85v, 10 de junho de 2008 Conselho Federal de Educação
  • Universidade Católica de Petrópolis
  • Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário, Rio de Janeiro, RJ
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO
  • Cooperativa dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro

Referências

  1. Mário Negrão. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Página visitada em 12 de janeiro de 2012.
  2. Ministério da Educação e Cultura,diploma registrado sob o número 56, livro AG-1, folha 6/V, processo 03049/69, 24 de abril de 1969
  3. Pasquim - 06/11/1980, Roberto Moura; 2.Jornal do Brasi l- 06 outubro 1980, Tarik de Souza; 3. Jornal do Brasil caderno B - 17 agosto 1981, José domingos Rafaelli
  4. Jornal A Voz da Serra, Nova Friburgo, 24 agosto 2000
  5. publicação "Caderno de Partituras", Sala Cecília Meireles 2001, fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, pg 31
  6. diploma registrado sob o numero 0499, livro 02, folhas 85v, 10 de junho de 2008 Conselho Federal de Educação
  7. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  8. http://www.discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/consulta/detalhe.php?Id_Disco=DI00766 Chico Buarque (1978 PHILIPS)]