Mário Vianna

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Mário Gonçalves Vianna (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1902 - Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1989), conhecido como Mário Vianna, foi um árbitro de futebol, técnico de futebol, comentarista esportivo e radialista brasileiro.

Mário Vianna trabalhou como engraxate na infância e como operário em uma fábrica de velas.[1] Mais tarde, se juntou à Polícia Especial do Estado Novo, formada por Getúlio Vargas, onde chegou a ser oficial. Foi lá que começou a apitar partidas de futebol entre os policiais e foi então convidado a se juntar ao quadro de árbitros da federação carioca.[2]

Como árbitro foi severo e polêmico,[3] alcançando fama nacional e o direito a apitar jogos de Copa do Mundo. Mário Vianna apitou o jogo Espanha 3 x 1 Estados Unidos na Copa do Mundo de 1950 e o jogo Suiça 2 x 1 Itália na Copa do Mundo de 1954.[4] Foi expulso da FIFA em 1954 por fazer críticas de corrupção.

Em 1957, abandonou a arbitragem e recebeu a posição de técnico do Palmeiras. Vianna comandou a equipe por 14 jogos, acumulando 8 derrotas.

A partir do fim da década de 1960 foi contratado pela Rádio Globo como comentarista de arbitragem, função que exerceu por mais de 20 anos. Participou de equipes de transmissão integradas por radialistas como Waldir Amaral, Jorge Curi e João Saldanha. Fez famosas máximas como "Mário Vianna com dois enes" e "Gol Le...gal", que bradava após a maioria dos gols narrados pelo locutor.

Mário Vianna faleceu aos 87 anos de pneumonia em sua cidade natal.[5]

Referências

  1. Artigo do site "World Referee", em inglês.
  2. Entrada no Blog "Terceira Via Verdão".
  3. Artigo no Blog "O Universo da Arbitragem de Futebol".
  4. Página de dados sobre Mário Vianna no site "scoreshelf.com".
  5. Morre Mário Vianna Diário de Pernambuco (10 de dezembro de 2001). Visitado em 13 de novembro de 2012.
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