Mâneton

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Mâneton (em grego: Μανέθων, transl. Manethōn, ou Μανέθως, Manethōs) ou Manetão[1] [2] foi um historiador e sacerdote egípcio natural de Sebenitos (em egípcio antigo, Tjebnutjer) que viveu durante a era ptolemaica durante aproximadamente o século III a.C., embora alguns historiadores afirmam que ele seria natural de Roma, e teria escrito sua obra por volta de 200 d.C.[3]

Mâneton escreveu a Aegyptiaca (História do Egito), em grego e aparentemente encorajado pelo primeiro Ptolemeu;[4] a obra tem grande interesse para egiptólogos, e que frequentemente é utilizada como evidência para a cronologia dos faraós. A referência mais antiga à sua obra foi feita pelo historiador judeu Josefo em sua obra Contra Ápion.

Fontes utilizadas[editar | editar código-fonte]

Mâneton tinha conhecimento dos registros antigos, e o seu texto foi largamente baseado neles, mas ele inclui também algumas lendas populares egípcias.[4] Quando Mâneton menciona as lendas, ele assim o diz, mostrando os casos em que sua fonte não eram os documentos.[4]

Importância história[editar | editar código-fonte]

A história de Mâneton foi o mais completo e autêntico registro da história egípcia que os gregos e romanos tiveram.[4] O texto foi perdido, mas importantes fragmentos foram preservados, por Flávio Josefo e outros autores.[4] Quase toda informação sobre o Antigo Egito, até o século XIX, quando os europeus decifraram a escrita egípcia, vinha de Mâneton.[4]

Comparação com Hecateu[editar | editar código-fonte]

O historiador grego, Hecateu de Abdera, que viveu no tempo do primeiro Ptolemeu, escreveu uma história do Egito, Aegyptiaca, escreveu baseado em informações locais, mas muito do seu texto foi inventado, de forma a apresentar aos gregos uma versão idealizada do Antigo Egito.[4] Hecateu deu aos gregos o que eles queriam.[4] Mâneton, com sua listagem seca de dinastias de deuses e reis, não tinha chance de competir com a versão romanceada de Hecateu.[4]

Referências

  1. Bellomo 2008, p. 208
  2. Ki-Zerbo 2010, p. 2
  3. Comentários de David Hoffman sobre o Livro do Êxodo, Mossad Harav Kook, 2010
  4. a b c d e f g h i E. R. Bevan, The House of Ptolemy (1927), Chapter IV. The People, The Cities, The Court [em linha]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bellomo, Harry R.. Cemitérios do Rio Grande do Sul: arte, sociedade, ideologia. [S.l.]: EDIPUCRS, 2008. ISBN 8574307173
  • Ki-Zerbo, Joseph. História Geral da África – Vol. I – Metodologia e pré‐história da África. [S.l.]: UNESCO, 2010. ISBN 8576521237

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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