Mão Santa

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Mão Santa
Governador Mão Santa e esposa Adalgiza..jpg
Mão Santa
Senador pelo  Piauí
Mandato 1º de fevereiro de 2003
até 31 de janeiro de 2011
Governador do  Piauí
Mandato 1º de janeiro de 1995
até 6 de novembro de 2001
Antecessor(a) Guilherme Melo
Sucessor(a) Kléber Eulálio
Prefeito de Bandeira Parnaíba.jpg Parnaíba
Mandato 1º de janeiro de 1989
até 31 de dezembro de 1992
Antecessor(a) João Tavares da Silva Filho
Sucessor(a) José Hamilton Furtado Castelo Branco
Deputado estadual do  Piauí
Mandato 1º de fevereiro de 1979
até 1º de fevereiro de 1983
Vida
Nascimento 13 de outubro de 1942 (71 anos)
Parnaíba-PI
Dados pessoais
Esposa Adalgisa Moraes Souza
Partido MDB, ARENA, PDS, PPR, PMDB e PSC
Profissão Médico
Assinatura Assinatura de Mão Santa
linkWP:PPO#Brasil

Francisco de Assis de Moraes Souza (Parnaíba, 13 de outubro de 1942), mais conhecido por Mão Santa, é um político brasileiro. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, é especialista em proctologia. Foi intitulado de "Mão Santa" em razão de suas atividades profissionais na área médica.

Médico formado pela Universidade Federal do Ceará com especialização em cirurgia geral pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, iniciou sua vida política pelo MDB, entretanto foi pela ARENA que conquistou seu primeiro mandato político ao ser eleito deputado estadual em 1978.

Extinto o bipartidarismo ele ingressou no PDS partido pelo qual perdeu a eleição para prefeito de Parnaíba em 1982 e pelo qual foi eleito primeiro suplente de deputado federal em 1986 renunciando a essa condição quando foi eleito prefeito de Parnaíba em 1988. Encerrado o seu mandato iniciou conversações para sair candidato a vice-governador na chapa da aliança situacionista, mas como não recebeu o apoio de seu partido o PPR (sucessor do antigo PDS) ingressou no PMDB e saiu candidato a governador do Piauí em 1994 pela coligação Resistência Popular.

O início de sua campanha foi marcado por índices modestos nas pesquisas eleitorais sendo que o mesmo contava com o apoio de apenas três dos então 148 prefeitos do estado, mas apesar disso venceu a disputa. A disputa mais renhida travada por Mão Santa viria em 1998 quando foi reeleito governador do Piauí em segundo turno pela coligação O Piauí em Boas Mãos derrotando os partidários da coligação Avança Piauí. Seu período como chefe do executivo piauiense foi marcado por frases de efeito e ações consideradas de cunho social. Em 2002 foi eleito Senador da República. Ativo no plenário, é um dos que mais discursam na tribuna. Com um estilo peculiar, usa bordões como "Atentai bem!”

Percebendo que o seu partido, o PMDB não lhe daria legenda para concorrer ao Senado federal em 2010, Mão Santa pediu desfiliação do partido e filiou-se ao PSC.

Governador[editar | editar código-fonte]

Encerrado o seu mandato iniciou conversações para sair candidato a vice-governador na chapa da aliança situacionista, mas como não recebeu o apoio de seu partido o PPR (sucessor do antigo PDS) ingressou no PMDB e saiu candidato a governador do Piauí em 1994 pela coligação Resistência Popular.

O início de sua campanha foi marcado por índices modestos nas pesquisas eleitorais sendo que o mesmo contava com o apoio de apenas três dos então 148 prefeitos do estado, mas apesar disso venceu a disputa contra o candidato Átila Lira, da coligação Vontade do Povo, em segundo turno.

A disputa mais renhida travada por Mão Santa viria em 1998 quando foi reeleito governador do Piauí em segundo turno pela coligação O Piauí em Boas Mãos derrotando os partidários da coligação Avança Piauí liderada pelo senador Hugo Napoleão (PFL). Seu período como chefe do executivo piauiense foi marcado por frases de efeito e ações consideradas de cunho social.

Cassação[editar | editar código-fonte]

Eleito, Mão Santa enfrentou um processo na Justiça Eleitoral por abuso do poder econômico durante a campanha impetrada por seu adversário. Após julgamento de 7 votos a zero Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato em 6 de novembro de 2001 dando lugar a Hugo Napoleão empossado em 19 de novembro daquele ano, após breve investida no cargo, do deputado Kléber Eulálio presidente da Assembleia Legislativa.

Família[editar | editar código-fonte]

Ficheiro:Governador Mão Santa e esposa Adalgiza..jpg
Mão Santa e a esposa D. Adalgiza Moraes Sousa em retrato oficial de casal, com a Faixa governamental do Piauí.
Faixa de governador(a) do Piauí criada por Mão Santa em 1998.
Lei Nº 5138, assinada por Mão Santa em 7 de junho de 2000 que dispõe sobre a menção do nome do autor nas leis oriundas do Poder Legislativo, publicadas no Diário Oficial do Estado do Piauí

Em quase sete anos à frente do governo do Piauí nomeou diversos familiares para cargos no primeiro escalão: sua esposa presidiu o Serviço Social do Estado e após sua saída do governo foi eleita sua primeira suplente no Senado Federal. Francisco de Assis de Moraes Souza Júnior, ("Júnior Mão Santa") foi chefe da Casa Civil.

Outro que ocupou uma posição de destaque em seu governo foi seu irmão, Paulo de Tarso de Morais Sousa, nomeado secretário de Fazenda. Outro de seus irmãos, Moraes Souza, foi secretário de Indústria e Comércio, sendo eleito deputado estadual por cinco vezes e deputado federal uma vez. Seu sobrinho, Moraes Souza Filho foi vereador e depois prefeito de Parnaíba,logo em seguida deputado estadual por dois mandatos e hoje é vice-governador do estado do Piauí.

O retorno[editar | editar código-fonte]

Apesar de sua cassação foi eleito senador em 2002, tendo como primeiro suplente sua própria esposa, Adalgisa Moraes Souza. Ativo no plenário, é um dos que mais discursam na tribuna.[1] Com um estilo peculiar, usa bordões como "Atentai bem!" ou "Ô Luiz Inácio!", ao se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2006 candidatou-se novamente ao governo do estado por uma coligação de nome idêntico àquela que lhe proporcionou a vitória em 1994, entretanto, importante parcela de seu partido apoiou a reeleição do governador Wellington Dias. Foi derrotado por este já em primeiro turno.

Saída do PMDB[editar | editar código-fonte]

Percebendo que o seu partido, o PMDB não lhe daria legenda para concorrer ao Senado federal em 2010, Mão Santa pediu desfiliação do partido[2] e filiou-se ao PSC.[3]

Denúncias[editar | editar código-fonte]

Em 2 de dezembro de 2010 os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram por unanimidade aceitar denúncia contra o senador Mão Santa. Mão Santa tornou-se réu em ações na qual é acusado de desviar recursos destinados ao pagamento de funcionários públicos (crime de peculato).

Mão Santa foi acusado pelo Ministério Público Federal de contratar funcionários fantasmas quando governou o Piauí. Segundo a denúncia, em 1998, Mão Santa e mais duas pessoas contrataram diversas pessoas para funções de assessoria na Secretaria Estadual de Administração, sem que estas tenham prestado qualquer serviço ao estado.

O julgamento havia sido interrompido em 2007 por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, após o relator Carlos Ayres Britto receber a denúncia contra Mão Santa. Em 2001, ele teve o mandato de governador cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. O TSE o declarou inelegível por três anos, a contar de outubro de 1998. Já livre da punição, ele se candidatou ao Senado em 2002 e foi eleito.[4]

Vida literária[editar | editar código-fonte]

É autor de algumas obras, notadamente sobre política, e é membro da Academia Parnaibana de Letras[5] .

Referências

  1. Portal GTerra, 8/1/2009.
  2. Estadão, 18/9/2009.
  3. Agência Senado, 1/10/2009.
  4. Agência Brasil: Supremo aceita denúncia contra parlamentares acusados de desviar dinheiro público. agenciabrasil.ebc.com.br. Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  5. Almanaque da Parnaíba. n° 68, ano LXXXII. Parnaíba; Academia Parnaibana de Letras, 2006.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Guilherme Melo
Governador do Piauí
19952001
Sucedido por
Kléber Eulálio
Precedido por
João Tavares da Silva Filho
Prefeito de Parnaíba
19891992
Sucedido por
José Hamilton Furtado Castelo Branco