Música ambiente

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Música Ambiente
Origens estilísticas Música clássica do Século XX
Música eletrônica
Música minimalista
Música drone
Rock psicodélico
Krautrock
Space rock
New age
Contexto cultural Década de 1970 no Reino Unido
Instrumentos típicos Instrumentos de música eletrônica e de Eletroacústica, instrumento folclóricos (com processamento eletrônico)
Formas derivadas Ambient house
Ambient techno
Chill out
Downtempo
Subgêneros
Dark ambientLowercaseBlack ambientDetroit techno
Gêneros de fusão
Ambient dubIllbientPsybientAmbient industrialAmbient houseSpace music

Música ambiente (Ambient Music) é um gênero musical substancialmente focado nas características timbrais dos sons, geralmente organizados ou executados com o intuito de se denotar ou estimular a criação de uma "atmosfera", uma "paisagem sonora" ou mesmo para apenas soar como um "discreto complemento” a uma ambiência.

Primórdios[editar | editar código-fonte]

John Cage (dir.) e David Tudor no Shiraz Arts Festival 1971

As raízes da música ambiente regressam ao início do século 20. Em particular, nos períodos imediatamente anterior e posterior à Primeira Guerra Mundial surgem dois movimentos artísticos significativos que encorajaram a experimentação com várias formas musicais (e não musicais também), que de certa forma rompiam com os convencionalismos e a tradição linear que as formas de expressão artística possuíam até então: o futurismo e o dadaísmo. Apesar de serem mais conhecidos por seus pintores e escritores, esses movimentos também atraíram músicos experimentalistas e "anti-músicos", como Francesco Balilla Pratella, oriundo do movimento futurista no pré-Guerra, e Kurt Schwitters e Erwin Schulhoff, ambos do movimento dadaísta do pós-Guerra.

Este último movimento também teve um papel influente no desenvolvimento musical de Erik Satie.

Compositor francês daquele início de século 20, Erik Satie utilizou-se dos ideais estéticos dadaístas como ponto de partida para criar uma forma primordial de música ambiente, na verdade uma espécie de música de fundo que ele chamou de "música-mobília" (Musique d'Ameublement em francês, Furniture Music em inglês). Conforme o próprio Satie descrevera, era um tipo de música que poderia, por exemplo, ser executada durante um jantar e funcionar como uma discreta atmosfera de fundo para o evento em si, ao invés de servir como foco de atenção e apreciação direta. Extrapolando esta perspectiva histórica, Satie é de certa forma a ligação entre esses novos movimentos artísticos e o trabalho de Brian Eno, que, musical e artisticamente treinado que era, também conseguiu contextualizar essa importância que ambos, arte e música, possuíam.

Anos 1970: estabelecimento[editar | editar código-fonte]

Brian Eno é geralmente apontado como o responsável pela criação do termo “Ambient Music” ("Música Ambiente"), usado por ele em meados dos anos 1970 para se referir à música que, como ele afirmou, “pode ser tanto apreciada atentamente como sutilmente ignorada, conforme a escolha do ouvinte” ("actively listened to with attention or as easily ignored, depending on the choice of the listener"), e que é algo que existe no "limite entre melodia e textura". Eno se descreve como um "não-músico", e classifica seus experimentos sonoros como "tratamentos" (“treatments”) em vez de performances tradicionais. Ele usou a palavra "ambient" para descrever o tipo de música que cria uma atmosfera que leva o ouvinte a um estado de espírito diferente. “Ambient” é uma palavra com base no termo latino ambire, "cercar" (no sentido de estar em volta, nos arredores, envolver).

Sob a forma de notas explicativas em seu álbum Ambient 1: Music for Airports, de 1978, Eno incluiu um manifesto descrevendo a filosofia por trás de sua música ambiente: "A música ambiente deve ser capaz de acomodar vários níveis de atenção auditiva sem impor um em particular; ela deve ser tão ignorável quanto interessável." ("Ambient Music must be able to accommodate many levels of listening attention without enforcing one in particular; it must be as ignorable as it is interesting.").

Eno reconheceu a influência que Erik Satie e John Cage tiveram sobre sua música. Em particular, compreendia o uso que Cage fazia do acaso na criação musical - como ao deixar que os resultados de um jogo de I Ching interferissem diretamente na criação de uma composição -, de maneira que ele próprio, Eno, também se valia da aleatoriedade para conceber suas criações. Foi essa a abordagem na criação do álbum Oblique Strategies, onde Eno utilizou um conjunto de cartões especialmente desenhados para criar dilemas sonoros que, por sua vez, eram resolvidos ao se ir explorando as várias possibilidades que cada um oferecia até que a composição encontrasse uma resolução por ela mesma.

Eno também foi influenciado pela “drone music” de La Monte Young (a quem definiu como "o pai de todos nós", no sentido artístico), e da “mood music” de Miles Davis e Teo Macero (em especial a sua peça épica de 1974, He Loved Him Madly, sobre a qual Eno declarou: "essa peça me pareceu ter a tal ‘espacialidade’ que eu tanto procurava... passei a bater nessa tecla com frequência").

Após Eno, outros músicos e bandas aderiram ao núcleo criativo crescente que se desenvolveu em torno dessa "ambient music". Em especial, não se pode ignorar as influências paralelas de Wendy Carlos, que produziu uma peça musical original intitulada "Timesteps", que fez parte da trilha sonora do filme Laranja Mecânica, assim como seu trabalho posterior Sonic Seasonings. Outros artistas importantes como Mike Oldfield, Jean Michel Jarre e Vangelis também foram decisivos fomentando ou influenciando diretamente a evolução da música ambiente. Somam-se ainda as influências de trabalhos de bandas como Pink Floyd (Ummagumma , Meddle e Obscured by Clouds), Yes (Tales from Topographic Oceans), The Hafler Trio, e o krautrock dos alemães Tangerine Dream, Popol Vuh, Can, Kluster e Kraftwerk. Todos adicionando aspectos distintivos ao gênero, fazendo-o crescer e se diversificar.

Também é importante ressaltar as influências das experimentações eruditas emanadas da música concreta e eletroacústica de experimentalistas como Pierre Schaeffer e Pierre Henry, a vanguarda eletrônica de Karlheinz Stockhausen, além dos estudos conceituais acerca das paisagens sonoras (soundscapes) liderados por Murray Schafer.

Anos 1990: novos desdobramentos[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 1990, artistas como The Orb, Aphex Twin, Seefeel, Irresistible Force, Biosphere e Higher Intelligence Agency estavam sendo referidos pela imprensa musical como ambient house, ambient techno, IDM ou simplesmente "ambient", seguindo as definições de Brian Eno no álbum Ambient 1: Music for Airports :

Com base nisso, o termo 'chillout', originado da cultura ecstasy britânica, começa a ser aplicado para designar as salas ou instalações criadas como um espaço paralelo às pistas de dança dos clubes, e onde era oferecida uma ambientação alternativa, calma e descontraída, sempre ao som de downtempo, ambient music e dub, que eram tocados para estimular um clima viajante e o relaxamento da mente.

Artistas da cena de Londres, como Aphex Twin (especificamente em Selected Ambient Works Volume II, 1994), Global Communication (76:14 , 1994), The Future Sound of London (Lifeforms, ISDN), The Black Dog (Temple of Transparent Balls, 1993), Autechre (Incunabulla, de 1993, e Amber ), Boards of Canada, e The KLF (com o seminal Chill Out, de 1990) tomaram parte na popularização e diversificação da música ambiente, quando esta passou a ser usada como uma pausa relaxante em contraponto à euforia intensa do hardcore e do techno, populares naquela época. Mais tarde, uma leva mais experimentalista da eletrônica (particularmente os artistas ligados à chamada sound art, tais como Pole, Mika Vainio, Ryoji Ikeda, Christian Fennesz, Aphex Twin e Autechre) recontextualizou do termo “ambient” ao resgatar as referências sonoras do ambient e do dub dos anos 1970, acrescidas de texturas mais abstratas e de intenso uso de eletrônica digital, de maneira que a sonoridade começa a se assemelhar às composições minimalistas e de música concreta primordiais.

Músicos da era digital e artistas sonoros, incluindo Brian Eno, são notáveis em suas tentativas para criar as chamadas "esculturas sonoras”, algo como interagir com a arquitetura física do espaço de escuta usando avançadas instalações eletrônicas.

Além destes, outras frentes também exploravam o conceito de ambient music. Havia, por exemplo, os que iam rumo a formas mais “literais”, baseando-se na captação pura de sons diretamente do meio ao redor. Noutro front, a influência vinha da música eletroacústica.

Já a glitch music dos anos 2000 explorava o uso mais ruidoso e às vezes atonal de sintetizadores e fragmentos de amostras sonoras (samples), quase sempre gerados e/ou retrabalhados com o auxílio de computadores. Mais recentemente, alguns produtores de dubstep, notadamente Burial e Kites (ambos de Bristol, Inglaterra), têm incluído em suas produções referências nostálgicas àquele ambient "pós-rave” dos anos noventa.

Trilhas Sonoras[editar | editar código-fonte]

Muita ambient music tem sido usada em filmes, séries de TV e Video games, contribuindo para a criação de uma atmosfera, ou paisagem sonora (soundscape). Vangelis escreveu as partituras para o filme britânico Carruagens de Fogo (Chariots of Fire), e para Blade Runner, sucesso de Ridley Scott de 1982, além de outros trabalhos pontuais. Em 1984, Dune, de David Lynch, renuncia aos grandiosos temas épicos sci-fi popularizados por Star Wars em favor da música mais atmosférica de Toto e Brian Eno. Ao longo da década de 1980, o Tangerine Dream compôs faixas para mais de vinte filmes, mais notadamente as trilhas sonoras de Flashpoint e Heartbreakers, ambos lançados em 1984, e Legend, outro filme de Ridley Scott, lançado em 1985. Já músico eletrônico Paddy Kingsland contribuiu com a sonoridade em vários episódios da série de televisão Doctor Who, que até então era sustentada principalmente por trilhas de ação ou música minimalista para grande parte da suas histórias.

No mundo dos games, a trilogia Fallout e seus spinoffs usam a música ambiente para sutilmente retratar a desolação do mundo pós-apocalíptico no qual os jogos são abientados; em Homeworld a música é usada para realçar a imensidão e o vazio do espaço sideral que permeia uma estação espacial.

Outra série de games que utiliza a música ambiente é Oddworld, sobretudo em Oddworld: Strange’s Wrath, composta por Michael Bross. Os jogos apresentados na série Valve’s Half-Life, incluindo spinoffs como Portal, usa trilhas sonoras compostas por Kelly Bailey e Morasky Mike. Mirror’s Edge, da EA, também usou a música ambiente, composta e produzida por Magnus Birgersson sob seu disfarce Solar Fields, para dar uma sensação futurista ou atmosfera intrigante em diversas fases do jogo. O clima de horror sci-fi de Doom 3 usa uma trilha sonora ambiente feita por Chris Vrenna (Nine Inch Nails), na verdade um arquivo MIDI executado em loop por toda a duração. Silent Hill é outro jogo notável que utiliza trilhas de ambient. Akira Yamaoka compôs músicas em toda a série e é especialmente conhecido pela utilização de elementos industriais em suas partituras.

gêneros relacionados e derivados[editar | editar código-fonte]

música ambiente orgânica (organic ambient music)[editar | editar código-fonte]

Música ambiente orgânica se caracteriza pela integração de instrumentos musicais eletrônicos, elétricos e acústicos. Para além das habituais influências de música eletrônica, esse tipo de ambient tende a incorporar influências de world music, especialmente drones e percussão manual, intentando mais em ser uma forma de integração harmoniosa com a natureza do que orientada ao ritmo ou à dança. Entre os principais artistas deste sub-gênero há Robert Rich, Steve Roach, Vidna Obmana, O Yuki Conjugate, Voice of Eye, Vir Unis, James Johnson, Loren Nerell, Atomic Skunk, Tuu e Robert Scott Thompson.

Alguns trabalhos de pioneiros do ambient, tais como Brian Eno, Laraaji ou Popol Vuh, usam uma combinação de instrumentos tradicionais (como piano, dulcimer ou percussão manual, geralmente pós-processados através de gravações em fita ou outros dispositivos) e instrumentos eletrônicos, que de certa forma podem ser considerados como sons new age ou de música ambiente orgânica nesse sentido. Nas décadas de 1970 e 1980, Klaus Schulze por várias vezes usou gravações de seções de intrumentos de cordas e performances individuais de violoncelistas integradas a longas levadas de sintetizador Moog.

música ambiente inspirada na natureza[editar | editar código-fonte]

A música é composta a partir de amostras e gravações de sons naturais. Às vezes estas amostras podem ser tratadas para ganhar uma caracterização mais instrumental. As amostras podem ser dispostas em formas repetitivas para formar uma estrutura musical convencional ou podem ser aleatórias e sem um foco definido. Às vezes são mixadas com sons urbanos ou “incidentais”. Exemplos incluem a maior parte do álbum Substrata, do Biosphere, da musica com insetos de Mira Calix e em Weather Report, de Chris Watson. Não raro composições desse ambiente inspirado na natureza se confundem com a sonoridade new age do ambiente orgânico.

Um dos primeiros álbuns do gênero, Sonics Seasonings, de Wendy Carlos, combina amostras de sons da natureza, sintetizadores, melodias ambient e drones, resultando num som particularmente relaxante. Transformation, de Suzanne Doucet e Christian Buehner, Second Nature, de Bill Laswell, Tetsu Inoue, e Atom Heart são exemplos de álbums de ambient que utilizam sons da natureza embebidos em reverbs e ecos para criar uma ambientação hipnótica. Em Entropical Paradise, de Douglas Leedy, lançada como uma composição inteiriça dentro de um LP triplo em 1971, sintetizadores modulares foram pré-configurados para executar composições de “environmental-music” automaticamente, sem qualquer outro tipo de intervenção.

dark ambient[editar | editar código-fonte]

Dark ambient é um termo geral para qualquer tipo de música ambiente que transmita uma sensação de obscuridade ou dissonância, muitas vezes envolvendo o uso ostensivo de reverb digital para criar vastos e assutadores espaços sonoros, climas pesados, drones profundos, coros masculinos sombrios, ecos de trovões e artilharias distantes. A idéia é transmitir uma sensação de estranhamento, de modo que poderia ser interpretado também como "ambient isolacionista" (mais detalhes adiante), conforme as perspectivas do artista e do ouvinte. Entre alguns artistas e trabalhos que resumem o estilo estão Ghosts on Magnetic Tape e Vajrayana, do Bass Communion, Cold Summer, do Lull, The Poisoner, do Controlled Bleeding, e Stalker, álbum colaborativo de Robert Rich e Lustmord.

ambient house[editar | editar código-fonte]

O termo ambient house foi usado no final dos anos 1980 para descrever o cruzamento da ritmicidade da acid house com elementos de música ambiente. Faixas de ambient house são tipicamente caracterizadas por batidas 4x4, synth pads e samples diversos, tudo integrado em um estilo atmosférico. Faixas de ambient house geralmente carecem de uma diatônica central e há o uso de muita atonalidade junto a cordas sintetizadas. Às vezes este gênero é referido ou assemelhado ao ambient techno, enquanto Illbient geralmente é apontada como uma variação dessa ambient house.

Entre principais expoentes da ambient house estão The KLF (e trabalhos individuais de Jimmy Cauty, um de seus fundadores), The Orb, Biosphere, Aphex Twin, The Future Sound of London e Pete Namlook.

ambient industrial[editar | editar código-fonte]

Ambient industrial é um gênero híbrido de ambient e música industrial, no caso com o termo industrial sendo usado em seu sentido original, experimental, ao invés de no sentido de metal industrial ou EBM. Um trabalho "típico" ambient industrial (se pode se dizer assim) pode consistir de evoluções de harmonias dissonantes de drones metálicos, ressonâncias, roncos e ruídos de máquinas em baixas freqüências, talvez complementados por gongos, ritmos percussivos, sinos, vozes distorcidas ou qualquer outra coisa que o artista tenha sampleado (e não raro processado até o ponto da amostra original não ser mais reconhecível). Obras inteiras podem ser baseadas em gravações de rádio telescópios, balbucio de bebês recém-nascidos, ou sons gravados através de microfones de contato sobre fios de telégrafo.

Entre os muitos artistas que trabalham nesta área estão Coil, Controlled Bleeding, CTI, Deutsch Nepal, Hafler Trio, Lustmord, Nocturmal Emissions, PGR, Thomas Köner, Zoviet France, Nine Inch Nails, Susumu Yokota, Scorn e Heimkveld Kunst. No entanto, muitos desses artistas são muito ecléticos em sua produção, no que não raro transcendem os limites do ambient industrial por conta própria.

Space Music[editar | editar código-fonte]

Também grafado spacemusic, inclui não só músicas do gênero ambient, bem como uma ampla gama de outros gêneros, mas todos com certas características em comum e o intuito de criar uma experiência de contemplação da espacialidade. A space music varia de simples a complexas texturas sonoras, não raro ausentes de uma linha melódica, rítmica ou componentes vocais convencionais, e geralmente evocando um sentido de "continuum de imagens espaciais e emoção”, de introspecção positiva, audição profunda e de sensações de flutuação, viagem ou vôo.

Space music tem sido utilizada para a escuta individual, como áudio de primeiro plano, muitas vezes apreciada com fones de ouvido, para estimular o relaxamento, contemplação, inspiração e geralmente estimular o humor pacífico através de suas paisagens sonoras. Ela também é comumente utilizada em trilhas sonoras de filmes, em planetários, e como uma ferramenta para auxiliar no relaxamento e na meditação.

Hearts of Space (Corações do Espaço) é um conhecido programa de rádio afiliado a uma gravadora especializada neste tipo de música desde 1984, tendo lançado mais de 150 álbuns dedicados ao estilo musical. Artistas notáveis que trouxeram elementos de ambient à space music incluem Michael Stearns, Constance Demby, Jean Robert Ven Hal, Enigma, Jean Michel Jarre, Carbon Based Lifeforms, Robert Rich, Steve Roach, Fluid Emotion, Numina, Dweller At The Threshold, Jonn Serrie, Klaus Schulze, Tangerine Dream (assim como o fundador do grupo, Edgar Froese), e Vangelis.

ambient music isolacionista[editar | editar código-fonte]

Música ambiente isolacionista, também conhecida como isolacionismo, pode ser diferenciada de outras formas de música ambiente pelo seu uso da repetição, dissonância, microtonalidade e harmonias não resolvidas para criar uma sensação de desconforto insolúvel e desolação. O termo foi popularizado no meados da década de 1990 pela revista britânica The Wire e em Ambient 4: Isolationism, coletânea lançada pela Virgin, e começou mais ou menos como um sinônimo de ambient industrial, mas que passou a incluir inclusive de certas formas pós-metálicas de ambient, como Final, Lull, Main, ou artistas pós-techno como Autechre e Aphex Twin.

Por isso, pode ser meio desconfortável usar o termo isolacionista, que tanto pode ser usado para nomear um sub-gênero do ambient ou apenas a "pegada" de algumas obras específicas de artistas de outras vertentes do ambient. Isso ocorre porque muitos artistas mais conhecidos em outros estilos de trabalho podem, eventualmente, criar peças que o "soem" isolacionistas. (Por exemplo, Labradford, Seefeel, Kyle Bobby Dunn, Techno Animal, Voice of Eye, KK Null etc). E existem diversos selos lançando trabalhos que poderiam ser chamados de ambient isolacionista; entre estes estão Malignant Records, Cold Spring, Manifold Records e Soleilmoon, além do selo Sombient com suas séries de compilações com "drones". Alguns dos artistas conhecidos para este estilo de música ambiente incluem Lull, Final, Bass Communion, Deutsch Nepal, Inanna, Negru Voda, Thomas Köner, Robert Fripp, Steven Wilson, e Chuck Hammer (Guitarchitecture).

Ultimamente tem havido um afluxo de artistas de progressive metal que têm claras influências do ambiente. Bandas como Cult of Luna, Isis, Devil Sold His Soul, Porcupine Tree, e Between The Screams foram os pioneiros do gênero e são amplamente creditados por popularizar o som. Estas bandas são largamente conhecidas como pós-metal (post-metal).

ambient dub[editar | editar código-fonte]

dub sound system

Ambient dub é um termo originalmente cunhado pela hoje extinta Behind Records em 1990 em Birmingham, Inglaterra. A série de álbuns Ambient Dub 1, 2, e 4 inspirou muitos, incluindo o engenheiro de som e produtor Bill Laswell, que usou o termo para definir seu projeto de música Divination, onde colabora com músicos diferentes em cada álbum (apesar de às vezes os mesmos estarem em mais de um dos álbuns, como Tetsu Inoue e outros). Laswell também esteve presente em diversos discos de ambient dub e ambient house via seu projeto colaborativo Dub Axiom, produzindo com artistas como The Orb, Jah Wobble, Jaki Liebezeit, Scorn e DJ Spooky.

Ambient dub envolve a fusão das diversas formas de dub, gênero que ficou famoso por trabalhos de King Tubby e outros artistas sonoros jamaicanos, com trabalhos de musica eletrônica inspirados em ambient, tudo almagamado com drop-outs, ecos, equalizações e efeitos eletrônicos psicodélicos. Como o escritor e performer David Toop explicou em nota divulgada no início da Beyond Records, "Dub music é como um eco longo e contínuo, se repetindo ciclicamente através do tempo... transformando a ordem racional de seqüências musicais em um oceano de sensações."

Ethno ambient[editar | editar código-fonte]

Ethnoambient (Ethno ambient) é um tipo de música inspirado fortemente na música étnica acústica - tanto na estrutura musical como instrumentação -, world music elétrica, e combina essas influências com música ambiente, relacionando textura, manipulações tecnológicas, e gravações de campo.

Ethno ambient está relacionado em espírito ao tribal techno, techno étnico e, principalmente, à "música do quarto mundo" e à ambient music, lançadas no final dos anos 1970 por Jon Hassell e Brian Eno, respectivamente.

Entre os adeptos dessa ethno ambient music estão Bill Laswell, Steve Roach, Adi Lukovac, Robert Rich, Gayan Uttejak, Vidna Obmana, Ian Naismith, Jah Wobble, Max Corbacho, Bruno Sanfilippo e Paul Haslinger.

Bandas e artistas relevantes[editar | editar código-fonte]

Filmes notáveis que usaram ambient music ou sound design[editar | editar código-fonte]