M16 (fuzil)

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United States Rifle, Caliber 5.56 mm, M16
Usarmy m16a2.jpg

M-16
Tipo Fuzil semi-automático
Local de origem  Estados Unidos
História operacional
Em serviço 1960- presente
Histórico de produção
Criador Eugene Stoner
Data de criação 1957
Período de
produção
1960 - presente
Variantes M16, XM16E1 e M16A1, M16A2, M16A3, M16A4, M4.
Especificações
Peso 3,9 a 4,2 kg
Comprimento 1003mm
Comprimento 
do cano
508mm
Calibre 5.56x45 mm NATO
Ação Gás (ação direto sobre o ferrolho)
Cadência de tiro 800 a 900 disparos por minuto (Dependendo do modelo)
Velocidade de saída (975 m/s) (M16A1)

(930 m/s) (M16A2)

Alcance efetivo 550 m
Sistema de suprimento Vários tipos de carregadores

M16 é a designação das forças armadas norte-americanas para uma família de fuzis de assalto derivados do AR-15. Este fuzil de assalto tem sido o principal fuzil de infantaria das forças armadas dos Estados Unidos desde 1967. Além de ser utilizado por 15 países da OTAN, o M16 é a arma de fogo mais produzida em seu calibre.

Cronologia do desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

A historia do desenvolvimento e adoção do fuzil 5,56mm americano, o M16, é longa e controversa, a seguir se encontra a mais provável:

  • 1948: O Operations Research Office (ORO) do exército americano realizou uma pesquisa sobre armas leves, a pesquisa foi concluída no inicio dos anos 1950,e teve como resultado que o calibre mais desejável para infantaria seria o .22, que possibilitaria uma arma de alta taxa de disparo, com seletor de fogo automático,e com precisão de até 300 metros.
  • 19531957: o US DOD realiza uma pesquisa similar que chega a mesma conclusão um calibre .22 de alta velocidade.
  • 1957: O exército americano pede a Armalite, uma divisão da Fairchild Aviation Corp. para desenvolver um fuzil calibre .22, leve com seletor de fogo, com capacidade para penetrar um capacete de aço a 500 metros. Eugene Stoner, um projetista da Armalite, desenha um novo fuzil de assalto com base no seu desenho anterior o AR-10 em calibre 7,62mm, ao mesmo tempo a Remington, em conjunto com a Armalite, começa o desenvolvimento de um cartucho com base nos .222 Remington e .222 Remington Magnum, ambos cartuchos de caça, sobre o nome inicial de .222 Remington Special e lançado sob a designação .223 Remington, com código M193.
  • 1958: A Armalite entrega os novos fuzis, sob o nome de AR-15, ao exército para testes; os testes iniciais mostraram sérios problemas de precisão e confiabilidade com o fuzil.
  • 1959: A Fairchild desapontada com o AR-15 vende os direitos de produção e patente para a Colt Manufacturing Company.
  • 1960: Eugene Stoner deixa a Armalite e se junta a Colt, no mesmo ano a Colt apresenta o AR-15 para o comandante da USAF, General Curtis LeMay. LeMay pretendia adquirir oito mil AR-15 para o Comando Aéreo Estratégico, para substituir as envelhecidas carabinas M1 e M2.
  • 1962: A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA),compra mil AR-15 da Colt e os envia ao Vietnã do Sul para experiências em combate. No mesmo ano excelentes relatórios chegam do campo que demonstram a eficácia do novo fuzil preto usado pelas forças do Sul.
  • 1963: A Colt recebe contratos de 85 mil unidades para o exército dos Estados Unidos, com a designação de XM16E1 e mais 19 mil fuzis para USAF, com a designação M16. O M16 da USAF não era nada mais do que um AR-15 com um novo nome. O XM16E1 difere do AR-15/M16 (modelos da época) por ter um dispositivo adicional chamado de frente auxiliar, que empurra o conjunto do ferrolho, forçando a cabeça de trancamento em caso de obstruções.
  • 1964: A USAF (United States Air Force, ou Força Aérea dos Estados Unidos) adota oficialmente o M16, e no mesmo ano o exército americano aprova o XM16E1 para ser usado no período de aposentadoria do M14 de calibre 7,62mm até a finalização do projeto SPIW.
  • 1966: A Colt é premiada com um contrato de 840 mil fuzis para as forças armadas americanas num valor de 92 milhões de dólares, cerca de 105 dólares por unidade.
  • 1967: O exército americano aprova o XM16E1 sob a designação M16A1 em 28 de fevereiro.
  • 19651967: Relatórios de campo do Vietnã lançam um olhar pessimista sobre a arma, os fuzis entregues para as tropas americanas travavam em meio ao combate, o que resultou em muitas baixas. Houve algumas causas para o mau funcionamento, o principal foram as munições que usavam, tinham como propelente uma pólvora em grânulos esféricos, a mesma utilizadas na munição 7,62mm OTAN, esse grânulos produziam resíduos muito incrustantes que se acumulavam e travavam o fuzil, isso aliado ao fato do kit de limpeza não acompanhar o fuzil, os soldados eram pouco treinados para limpar o seu fuzil e tinham poucas provisões para fazê-lo, e o sistema de ação direta sobre o ferrolho aumentavam os desgastes da arma reduzindo sua precisão rapidamente.
  • 19671970: Percebidas as deficiências do fuzil, começou-se a saná-las, utilizando-se novas munições que geram bem menos resíduos, o ferrolho e o duto de gases começam a ser cromados para aumentar sua resistência à corrosão, Kits de limpeza foram despachados para as tropas e programas de treinamento foram feitos. Inicialmente os kit eram levados separados da arma mas por volta de 1970 todos os M16A1 são fabricados com uma cavidade na coronha para levar o kit. No mesmo ano carregadores de 30 cartuchos foram introduzidos para se equiparar aos fuzis AK-47 de fabricação chinesa e soviética que vinham com essa capacidade.
  • 19771979: Ensaios da OTAN levam a adoção de um cartucho 5,56x45mm melhor, desenvolvido na Bélgica pela FN, desenvolvido em conjunto com a metralhadora leve FN Minimi, com um projétil 0,5 grama mais pesado e mais fino na ponta, com uma velocidade um pouco menor, como resultado um alcance e poder de penetração maior. O alcance melhorou porque a munição tinha um melhor coeficiente balístico, seu código é SS109. O cartucho SS109 precisa de um cano com um giro nas estrias a cada 7 polegadas (razão 1:7), o cano dos primeiros M16 que usavam munição M193 tinha razão 1:12, pois queriam que o projétil tomasse posição vertical para aumentar o dano. Hoje muitos fabricantes fazem seus canos com razão 1:9, para que eles aceitem razoavelmente bem ambas as munições.
  • 1981: A Colt desenvolveu uma variação do M16A1, denominado M16A1E1, adaptado para a munição de origem belga SS109. Possuía um cano mais pesado com razão 1:7, guarda-mato cilíndrico ao invés do triangular e miras ajustáveis e substituiu o fogo automático pela rajada de 3 tiros como medida para preservar munição.
  • 1982: O M16A1E1 é renomeado como M16A2.
  • 1983: O US Marine Corps aprova e adota o M16A2.
  • 1985: O US Army adota oficialmente o M16A2 como fuzil padrão da infantaria.
  • 1988: A FN Manufacturing, uma subsidiária da FN Herstal, torna-se o principal fabricante de armas das forças armadas americanas, porém a Colt continua o desenvolvimento e fabricação de armas baseadas no AR-15, porém fornecendo apenas para o mercado civil.
  • 1994: As versões mais recentes da família M16 são lançadas: M16A3 e M16A4 com alça removível e trilhos picatinny, sendo que o M16A3 possui capacidade de fogo automático diferente do M16A4 que, como o M16A2, é limitado a rajada de 3 tiros. Nesse mesmo ano foram lançados novos membros dessa "família" o M4 e M4A1 que não são nada mais do que, respectivamente, M16A2 e M16A3 com canos menores.

Serviço[editar | editar código-fonte]

Soldado americano atirando com um M16

O M16 ainda é a principal arma das forças armadas americanas, também é amplamente utilizado pelas suas forças policiais quer sejam versões militares (por exemplo na polícia de Los Angeles(LAPD) havia alguns M16, que foram aposentados pelo exército americano) ou em versões civis que são limitadas a fogo semi-automático. Os fuzis da família AR-15 são fabricados nos EUA por, pelo menos, dezenas de grandes empresas como Armalite, Bushmaster, Colt, FN Manufacturing, Hesse, Les Baer, Olympic, Wilson Combat, e por um número ainda maior de pequenas empresas, que montam seus M16 a partir de peças fabricadas por outras empresas, a família AR-15 também é fabricada fora dos EUA, mais notavelmente no Canadá, pela Diemaco Co. A China também produz um modelo de AR-15. Os M16 são utilizados por várias forças fora dos EUA, destacando o serviço aéreo especial (SAS) britânico, que preferiu utilizar o M16 durante a era desastrada do L85. Hoje a maior parte dos defeitos do M16 foram sanados, ele é considerado um dos melhores fuzis de assalto do mundo, mesmo não podendo rivalizar, no quesito confiabilidade em qualquer ambiente, com os seus maiores rivais, os fuzis kalashnikov, ele é razoavelmente confiável, especialmente quando mantido com boa manutenção, e ele é uma das armas mais ergonômicas e precisas já produzida. A principal vantagem do projeto de Eugene Stoner é a modularidade: diversos calibres de rifles e pistolas podem ser adaptados. Vão desde o pequeno e rápido .17 Remington até o monstruoso .458 SOCOM, ou do .22LR até o .50AE, apenas intercambiando as partes superior e inferior da caixa da culatra.

Descrição técnica[editar | editar código-fonte]

O AR-15/M16 é operado a gás, alimentado por carregador, com seletor de fogo. O M16 e o AR-15 são basicamente a mesma arma, sendo que os AR-15 para o mercado civil são limitados a fogo semi-automático. O coração do AR-15 é o sistema de ação direta de gases sobre o transportador do ferrolho (direct impingement), desenvolvido por Stoner no inicio dos anos 1950, esse sistema não utiliza o convencional de pistão e biela para impulsionar o transportador do ferrolho, em vez disso os gases quentes e pressurizados do disparo são conduzidos por um tubo de aço inoxidável para a caixa da culatra, na caixa da culatra os gases encontram apêndice do transportador do ferrolho, lá eles se expandem e impulsionam para trás o transportador, forçando a rotação que abre a cabeça de trancamento. Logo que o ferrolho se destranca o transportador continua sua viagem sob inércia e pressão residual dos gases, esse mesmo movimento extrai o estojo deflagrado, quando a força da mola de recuperação, localizada na coronha, se torna maior que a inércia o conjunto volta levando um novo cartucho para o cano, trancando o ferrolho. O ferrolho possui 7 ressaltos de trancamento e mais um localizado na garra de extração, desde a introdução do XM16E1, existe um dispositivo, já mencionado, que ajuda no trancamento do ferrolho, ele está presente em todos a família AR-15 tanto nos fuzis militares, quanto nos civis, é composto apenas de uma mola e um botão que encaixa em serrilhas na lateral direita do transportador do ferrolho, que o empurra forçando o trancamento, quando a pressão da mola de recuperação não é suficiente para fazê-lo, e o fuzil não dispara quando o ferrolho não está trancado, há ainda um retém que mantém a arma “aberta” quando a munição do carregador acaba, para libera o ferrolho deve-se pressionar um botão localizado à esquerda da caixa da culatra em cima do carregador, a alavanca de maneja em forma de “T” fica em cima da caixa da culatra e ela não é solidária ao ferrolho quando a arma dispara A janela de ejeção fica ao lado direito da caixa da culatra, ela tem uma tampa que se abre automaticamente quando o transportador do ferrolho é puxado, o M16A2 introduziu um defletor de cartuchos que protege o rosto do atirador canhoto. Há alguns anos, a Alemanha vem utilizando partes de seu fuzil HK, tendo grande sucesso com a criação de uma nova linha de armas que nada mais são que a montagem de um fuzil utilizando basicamente a parte inferior do AR 15 "LOWER" e o sistema superior da arma "UPPER" nas peças HK formando assim o fuzil HK 416 em calibre 5,56x 45 e HK 417 para o calibre 7,62 x 51. Essa nova arma vem ganhando vários adeptos e defensores. Forças policias do Brasil vêm adotando essa arma como arma principal, como por exemplo as forças especiais da Polícia Federal.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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