Sapajus apella

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Como ler uma caixa taxonómicaSapajus apella
Sapajus apella apella (French Guyana) 4.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Cebidae
Género: Sapajus
Espécie: S. apella
Nome binomial
Sapajus apella
(Linnaeus, 1758)
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição
Mapa de distribuição
Sinónimos[2]
  • capillatus Gray, 1865
  • cirrifer É. Geoffroy, 1812
  • crassiceps Pucheran, 1857
  • cristatus G. Cuvier, 1829
  • fallax Schlegel, 1876
  • fistulator Reichenbach, 1862
  • frontatus Kuhl, 1820
  • hypomelas Pucheran, 1854
  • leucogenys Gray, 1866
  • lunatus Kuhl, 1820
  • monachus F. Cuvier, 1820
  • niger É. Geoffroy, 1812
  • subcristatus Gray, 1865
  • variegata Humboldt, 1812

Sapajus apella é uma espécie de macaco-prego, um macaco do Novo Mundo da família Cebidae e gênero Sapajus. É a espécie-tipo, Simia apella do subgênero Sapajus, e todas as espécies de macacos-pregos já foram incluídas numa única, Cebus apella, de acordo com a classificação de Hill (1960).[3] [4] Groves (2001) considerou quatro espécies de macacos-pregos, e a então considerada Cebus apella possuí as seguintes subespécies:[2]

  • C. a. apella
  • C. a. fatuellus
  • C. a. macrocephalus
  • C. a. margaritae
  • C. a. peruanus
  • C. a. tocantinus

Silva Jr (2001) considerou as espécies de macacos-prego da Amazônia como duas: uma do oeste amazônico, Sapajus macrocephalus; e uma do leste, Sapajus apella.[5] Alguns estudos genéticos sugerem que essas duas espécies não são separadas.[5] Se reconhece duas subespécies de S. apella: S. a. apella e S. a. margaritae.[1]

A espécie ocorre em floresta do centro-leste da Colômbia, sul da Venezuela, Guianas e Brasil, com os limites norte definidos pelo rio Orinoco e os limites sul, sudeste e leste pela própria Floresta Amazônica, ocorrendo na Zona dos Cocais no Maranhão.[5] Os limites oeste são pouco definidos, mas provavelmente, é por meio do interflúvio do rio Negro e rio Solimões. A subespécie S. a. magaritae é endêmica da ilha de Margarita, no litoral venezuelano. Habita todos os tipos de floresta em sua área de distribuição geográfica.[5]

Os machos possuem entre 38 e 46 cm de comprimento, e a cauda tem entre 38 e 39 cm; pesam entre 2,3 e 4,8 kg. As fêmeas pesam entre 1,3 e 3,4 kg.[5] A pelagem é comprida e densa, com o tronco tendo uma coloração marrom escura, com as pares ventrais avermelhadas ou amareladas. Os membros, o topete e a cauda são pretos.[5] A subespécie da ilha de Margarita é mais escura e possui as partes externas dos membros de cor amarelo pálida.[5]

S. apella na Guiana Francesa.

Se alimenta predominantemente de frutos e sementes, mas também preda pequenos vertebrados. As espécies da família Arecaceae, Moraceae, Fabaceae, Sapotaceae, são comumente consumidas.[5] Os grupos possuem entre 10 e 20 indivíduos, mas na ilha de Margarita os grupos têm entre 4 e 6 indivíduos, e os territórios são grandes, tendo entre 355 e 850 hectares.[5] A gestação é de cerca de 155 dias, e o ciclo estral de 20,8 dias: o filhote tem cerca de 210 g quando nasce. A maturidade sexual e alcançada com 5 anos de idade, e os machos só se reproduzem quando asseguram posições elevadas na hierarquia.

A espécie não é considerada como em risco de extinção e a IUCN a lista como "pouco preocupante":[1] somente a subespécie da ilha de Margarita é listada como "criticamente em perigo", e as estimativas não apontam para mais de 300 indivíduos em liberdade.[6] Apesar de ser intensamente caçado, possui distribuição ampla e ocorre em inúmeras áreas remotas e intocadas da Amazônia. A subespécie S. a. margaritae ocorre no Parque Nacional Cerro El Copey (7130 ha) e no Monumento Natural Cerro Matasiete y Guayamuri (1672 ha).[5] A subespécie S. a. apella ocorre em muitas unidades de conservação, no Brasil (como a Reserva Biológica Gurupi e o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque) e nas Guianas (como o Parque Nacional Kaieteur).[1]

Referências

  1. a b c d Rylands, A.B., Boubli, J.-P., Mittermeier, R.A., Wallace, R.B. & Ceballos-Mago, N. (2008). Cebus apella (em Inglês). IUCN 2013. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2013 Versão 1. Página visitada em 12 de julho de 2013.
  2. a b Groves, C.P.. Order Primates. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 136–138 pp. ISBN 978-0-8018-8221-0 OCLC 62265494
  3. Rylands, A.B.; Kierulff, M. C.; Mittermeier, R. A.. (2005). "Notes on the taxonomy and distributions of the tufted capuchin monkeys (Cebus, Cebidae) of South America". Lundiana 6 (supplement): 297-110 pp..
  4. Lynch Alfaro, J.; Silva Jr, J. S.; Rylands, A. B.. (2012). "How Different Are Robust and Gracile Capuchin Monkeys? An Argument for the Use of Sapajus and Cebus". American Journal of Primatology 74 (4): 273-286 pp.. DOI:10.1002/ajp.22007.
  5. a b c d e f g h i j Anthony B. Rylands, Russell A. Mittermeier, Bruna M. Bezerra, Fernanda P. Paim & Helder L. Queiroz. In: Mittermeier, R.; Rylands, A.B.; Wilson, D. E.. Handbook of the Mammals of the World - Volume 3. [S.l.]: Lynx, 2013. Capítulo: Family Cebidae (Squirrel Monkeys and Capuchins). , 952 pp. ISBN 978-84-96553-89-7
  6. Ceballos, N. (2008). Cebus apella ssp. margaritae (em Inglês). IUCN 2013. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2013 Versão 1. Página visitada em 12 de julho de 2013.
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