Maciço do Urucum

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Maciço do Urucum ou Morro do Urucum (recebeu este nome pela cor de suas terras que se assemelha ao urucum)é um morro localizado na zona rural de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Famoso por ser a maior e a mais culminante formação rochosa do Estado, com altitude de 1065 metros. Em razão da natureza das suas rochas, o Maciço do Urucum possui grandes reservas minerais, que se destaca o manganês tipo pirolusita e criptomelana (possui a maior reserva do Brasil e uma das maiores do mundo, podendo ser extraído 30 milhões de toneladas) e o ferro tipo hematita e itabirita (terceira maior do Brasil).

Suas jazidas estão sob o controle da seguinte empresa:

História[editar | editar código-fonte]

Datado da era proterozóica, a exploração ali começou em 1930 e se instalou com vários privilégios, como isenções da tarifa de importação de máquinas e equipamentos, além de concessões sem critérios. Sendo este setor produtivo atrelado às fases cíclicas de depressão da economia do café, considerado o centro dinâmico acumulativo. Nos anos 50 o desenvolvimento nacional trouxe um avanço, sendo que a produção de Corumbá deslanchou e atraiu a instalação de outras indústrias como a Companhia de Cimento Portland Itaú e a Sociedade Brasileira de Metalurgia. Com a crise mundial dos anos 70 em razão da divisão territorial do trabalho, dificuldade de acesso pela carência estrutural de transporte local a longa distância do minério e a crise do petróleo que compromete a economia do planeta, o governo do estado de Mato Grosso criou a Mineração do Estado de Mato Grosso (Metamat) e a Urucum Mineração, que é de capital misto, tendo como acionista a própria Metamat, a estatal Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e mais dois grupos menores de mineradores privados.

No ano de 1980, com a finalidade de aproveitar o potencial de minério, o governo estadual, tendo o apoio do Ministério das Minas e Energia, anuncia o projeto do Pólo Mínero-Siderúrgico de Corumbá, que conta com a participação da Urucum Mineração. Do ponto de vista produtivo, a mineração participa com aproximadamente 3,5% da receita do município, tendo chegado a empregar mais de 500 pessoas nos anos 90 (seu melhor momento), das quais 200 demitidas logo depois de concretizado o acampamento, que ainda estava sob júdice da Vale do Rio Doce. Mas na perspectiva sócio-ambiental vem apresentando alguns problemas de conflitos, pois a lavagem do minério extraído acaba provocando grande poluição nos afluentes do rio Paraguai e também em seu curso, além das imediações da localidade de Ladário e em distritos de Corumbá (Forte Coimbra e Nabileque). A empresa também tem enfrentado outras denúncias comprometedoras nos primeiros anos do século XXI, como ter desviado o curso de água do córrego Urucum, prejudicando mais de 50 famílias, na maioria das vezes produtores rurais de um projeto de assentamento do INCRA que são vizinhas das minas de extração de minério.

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