Maciel de Aguiar

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Sebastião Maciel de Aguiar (Conceição da Barra, 11 de fevereiro de 1952) é um poeta, jornalista e cronista brasileiro.

Maciel de Aguiar nasceu em Conceição da Barra, Espírito Santo, em 11 de fevereiro de 1952. Aos oito anos, mudou-se com os pais, Odete Maciel Aguiar e Walter Aguiar, para a vizinha São Mateus, onde passou a infância, realizou os primeiros estudos, foi líder estudantil e iniciou as pesquisas sobre personagens da escravidão “esquecidos” pela historiografia oficial, produzindo seus primeiros textos literários.

 No início da década de 1970, foi morar no Rio de Janeiro — levado pelo firme propósito de ser jornalista e escritor —, ocasião em que participou de várias atividades políticas de esquerda, em organizações clandestinas, até ser detido em Ponte Nova, Minas Gerais, e levado ao Comando do 4º Exército em Belo Horizonte. Libertado, continuou nas ações da resistência ao regime militar como intelectual e manteve-se fiel aos anseios das liberdades democráticas, da livre expressão do pensamento e da defesa dos direitos humanos. 

Durante o período em que viveu na Cidade Maravilhosa, escreveu e imprimiu — em edições mimeografadas — vários livretos. Muitos originais, no entanto, ficaram perdidos por quase 20 anos. Recentemente resgatados, possibilitaram a edição de sua obra poética, com a publicação da tetralogia Os anos de chumbo – 4 volumes, com cerca de 80 mil versos, convertendo-se na mais extensa obra da literatura brasileira em louvor à liberdade e contra a tortura praticada pelos órgãos de segurança em nosso País. Com a Anistia, voltou ao Vale do Cricaré, no Norte capixaba, e continuou as pesquisas para produzir a série História dos quilombolas, com 40 pequenos livros com depoimentos de ex-escravos, além de seus descendentes, que enfrentaram um dos sistemas de poder mais perversos do interior do Brasil e deixaram um extraordinário legado de lutas contra a escravidão. Maciel de Aguiar foi um dos pioneiros na pesquisa de campo que resultou no resgate da história dos quilombolas, com base na versão oral dos escravos e seus descendentes. Hoje, sua obra serve de contraponto com a história oficial e conta a versão “esquecida” por muitos livros escolares, além de contribuir para um melhor conhecimento dos que lutaram contra a escravidão, dos hábitos, costumes, folguedos e demais tradições populares.

Instalou no Porto de São Mateus, no Norte capixaba, e mantém para visitação, pesquisas e estudos, o Museu da História dos Quilombolas, onde são encontrados seus livros, documentos de época sobre o Quilombo do Morro — destruído em 1881 —, além de instrumentos de suplício, esculturas dos principais personagens negros em tamanho natural, quadros, máscaras, maquetes, objetos e fotos de Rogério Medeiros sobre os negros do Vale do Cricaré.

Também instalou o acervo Memorial Os Anos de Chumbo, que contém parte da história de inúmeros brasileiros que enfrentaram a ditadura militar — foram presos, deportados ou mortos, e alguns, os corpos ainda não tiveram direito à sepultura — onde também são encontrados seus livros, além de cartazes, fotografias e depoimentos sobre o regime pós-1964, um dos períodos mais dramáticos da História do Brasil. É autor de uma obra com 140 livros publicados, dentre eles Pelé: o rei da bola, sobre o “Atleta de Século XX” e “rei do futebol”, Édson Arantes do Nascimento, já traduzido para vários idiomas e vendido em dezenas de países, e Niemeyer: o gênio da arquitetura, sobre o arquiteto Dr. Oscar Niemeyer, também traduzido para várias línguas e com igual repercussão internacional. Maciel de Aguiar já publicou crônicas em O Globo, além de inúmeros outros jornais e revistas do País, e, sobretudo, nos sites congressoemfoco.com e seculodiario.com. fonte: Memorial Editora memorialeditora@terra.com.br


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