Madeira petrificada

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Madeira petrificada
Madeira petrificada do Jardim Paleobotânico de Mata.

Madeira petrificada, madeira silicificada ou xilopala é, como o nome indica, madeira petrificada por calcedônia. Esta variedade de quartzo é na realidade madeira fossilizada e em alguns casos pode conter vestigios de opala tal como diz o nome xilopala.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Conforme um mapeamento realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, foram identificadas cerca de 17 afloramentos de árvores petrificadas nos municípios de Santa Maria, Mata e São Pedro do Sul, demarcando-as com área de fácil acesso para os turistas e estudiosos interessados[1] Em São Pedro do Sul ocorre a maior área reservada dos afloramentos, existem cerca de 12 afloramentos, porém boa parte de seu sub-solo está repleto dos antigos troncos, encontrados em abundância em todos os bairros da periferia, impedindo, muitas vezes, a construção de casas, cercas e, mesmo, a formação de plantações.[1] A melhor visualização ocorre em Mata, em decorrência de uma maior depredação dos afloramentos.[1] A praça Santo Brugalli localizada no centro é feita com troncos de madeira petrificada, onde há uma escadaria em madeira petrificada que termina no topo de um morro. Entre essa praça e a Igreja Matriz ainda há a escadaria da Gruta Nossa Senhora de Lurdes, com 129 degraus em madeira petrificada.[1] Em outros estados como São Paulo, Amazonas e Ceará também foram observadas madeiras petrificadas, mas sem caracterização de floresta como a que ocorre no Rio Grande Do Sul.[1]

No mundo[editar | editar código-fonte]

Existem existem troncos de madeira petrificada em pé, nos Estados Unidos, mas sem a quantidade observada em Mata e São Pedro do Sul. Em menor quantidade também podem ser encontrados na Patagônia, no extremo-sul da Argentina.[1]

Referências

Centro do Rio Grande do Sul/br.[editar | editar código-fonte]

Um mapeamento feito há alguns anos pelo Departamento Nacional de Produção Mineral identificou 17 afloramentos de árvores petrificadas, em campos e bairros das cidades gaúchas de Santa Maria, Mata e São Pedro do Sul, com as seguintes áreas, muitos dos quais de fácil acesso para os turistas e estudiosos interessados:

SANTA MARIA: Bairro de Chácaras das Flores, com cerca de seis hectares, em pátios das casas; e em cinco hectares do distrito de Pinhal, a cinco quilômetros do centro da cidade; MATA: 23 hectares no distrito de Demétrio Ribeiro, de 10 a 12 quilômetros da cidade; 116 hectares ocupando quase toda a área urbana da sede do município e arredores, em boa parte já depredados, incluindo-se aí o Jardim Paleobotânico, de três hectares, adquirido pela Universidade de Santa Maria para preservação de uma área intocada. Ainda em Mata foi localizado o afloramento de São Rafael, com nove hectares, em distrito próximo à sede, onde se encontra muito pouca coisa no topo de uma coxilha; SÃO PEDRO DO SUL: Neste município, onde há a maior reserva, existem 12 afloramentos, alguns muito importantes e próximos à sede, embora se possa dizer que boa parte de seu sub-solo está repleto dos antigos troncos, encontrados em abundância em todos os bairros da periferia, impedindo, muitas vezes, a construção de casas, cercas e, mesmo, a formação de plantações. O afloramento do Chiniquá, um dos mais importantes, tem 57 hectares e está distante 38 quilômetros da sede do município; afloramento do Passo do Leonel, a 15 quilômetros da sede, encontrando-se as árvores espalhadas pelo mato e pasto de propriedades particulares; afloramento da Carpintaria, 10 hectares em campo e mato, distante oito quilômetros da sede; Antonio Lima, 78 hectares a 10 quilômetros; Água Boa, 60 hectares, a seis quilômetros; Faxinal, 40 hectares, a quatro quilômetros; Capeletto, 68 hectares em pasto e mato, a 10 quilômetros; Inhamandá, dois hectares a três quilômetros. Dentro da própria sede do município de São Pedro do Sul há o afloramento de São Pedro, com 92 hectares abrangendo pátios de casas, beira de estradas e ruas