Madragoa

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Rua de São João da Mata, na Madragoa, vendo-se ao fundo o estuário do Tejo.

A Madragoa é um bairro popular de Lisboa, junto à foz do Tejo, cujo nome deriva da presença em tempos do Convento das Madres de Goa.

À beira do Tejo, Madragoa sempre foi um local de cruzamento de raças e culturas diferentes, sem distinção, albergava os negros que amanhavam os campos e dava abrigo aos pescadores que fainavam no rio, e, na memória dos mais velhos, ainda ecoa o pregão das varinas.[1]

A lenda conta que o bairro nasceu dos milhares de grãos de areia que as gaivotas transportaram para ali. A origem do nome perde-se no tempo. Há quem afirme que a palavra corresponde ao apelido de uma fidalga madeirense "Mandragam" ou que vem de "Madre de Goa". Antes do terramoto, no século XVIII, o bairro tinha o nome de "Moçambo" e não era mais do que uma pequena póvoa habitada essencialmente por pessoas de origem africana.[2]

No passado, parte da Madragoa foi um aglomerado de conventos e palácios, onde viveram as Trinas, as Bernardas ou as Inglezinhas. Mas foram os trabalhadores que deram vida ao bairro. Entre os séculos XVlll e XlX, a população sofreu grandes alterações. Nessa altura, veio para Lisboa muita gente da região da ria de Aveiro, em especial de Ovar (e daí derivará a designação de varinas, a partir de ovarinas), de Ílhavo e da Murtosa. Comercializavam legumes frescos e peixe. Posteriormente, grande parte destas pessoas optou por ficar na Madragoa. Na maioria, eram casais de pescadores e varinas. Era habitual ouvi-las apregoarem o peixe de canastra à cabeça. O poeta Filinto Elísio terá nascido na Madragoa, filho de um destes casais, de origem ilhavense.

De entre muitas das obras arquitectónicas da Madragoa, destaca-se o Palácio dos Duques de Aveiro, a Casa dos Marqueses de Abrantes e a mais antiga e modesta das capelas lisboetas, a dos Mártires. Também lá se encontra a Embaixada de França, onde Gil Vicente (depois do Castelo de São Jorge), deu início ao teatro português.

Madragoa (< «Madrugada») < Mandr-água (< «Mãe-d´água») < «Mandrágora». Embora a Madragoa fique junto ao Tejo mas a poente do centro da cidade de Lisboa nada obsta a que o bairro tenha nascido do nome dum lugar pré-existente onde se daria culto em tempos arcaicos a uma deidade da Madrugada. Na verdade, os cultos da Aurora e da Sr.ª das Dores de Parto, aliviadas pelo suco da Mandrágura são os mesmos da Sr.ª da Esperança, da morte e do nascimento na Mãe-d´água à beira mar!

Referências

  1. Madragoa em Terras de Portugal Página visitada em 12.9.2013
  2. A imagem da cidade como património vivo Página visitada em 12.9.2003