Magnetismo animal

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Mesmerismo, ou magnetismo animal são expressões criadas por Franz Anton Mesmer. Seria um suposto estado ou resultado de alguém ser mesmerizado, ou magnetizado, por um magnetizador humano. Segundo seu criador, o magnetizador utilizaria um estado particular de vibração, ou "tom de movimento" do suposto fluido universal.[1]

Em 1781 o Rei Luis XVI, sua esposa e membros de sua corte solicitaram à Academia Francesa de Ciências que investigasse Mesmer e suas supostas curas. A Academia nomeou uma comissão de notáveis composta por Benjamin Franklin, Antoine Lavoisier, o então prefeito de Paris Jean Bailly e Joseph Guillotin. Esta comissão foi encarregada de investigar Mesmer e suas afirmações de cura. Um dos testes se constituiu na magnetização de uma árvore por um preposto de Mesmer, e a posterior identificação desta por um jovem com os olhos vendados. Ele deveria identificar a árvore que apresentasse maior força magnética. O rapaz reportou várias sensações e afirmava que a força magnética estava aumentando mesmo quando se distanciava da árvore. O experimento terminou com o rapaz desmaiando.[2]

O relatório da comissão concluiu que não havia evidência científica do magnetismo animal e que as curas a ele atribuídas podiam ser explicadas pela remissão normal do problema ou que as curas eram alguma forma de auto-engano.

Mesmo com essas antigas evidências o magnetismo animal é um tipo de medicina alternativa ainda praticado em alguns países. Essas práticas não são reconhecidas pela ciência médica. Além disso, essa prática não tem suporte do consenso científico de campos como a física, a química e a biologia.

Referências

  1. Mesmerismus oder System der Wechselwirkungen: Theorie und Anwendung des thierischen Magnetismus als die allgemeine Heilkunde zur Erhaltung des Menschen
  2. Benjamin Franklin . Inquiring Mind . Mesmer | PBS Public Broadcasting Service (2002). Página visitada em 10/08/2014. "The commission's public report concluded that there was no scientific evidence of animal magnetism and that the cures attributed to it may have either happened through a normal remission of the problem or that the cure was some form of self-delusion."