Mahabharata
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O Mahābhārata (devanagari: महाभारत), é um dos dois maiores épicos clássicos da Índia, juntamente com o Ramayana. Sua autoria é atribuída a Krshina Dvapayana Vyasa.O texto é monumental, com mais de 74.000 versos sânscritos, e mais de 1,8 milhões de palavras, e se formos incluir o Harivamsa como sendo anexo e parte do Mahabharata, teremos um total de 90.000 versos, compondo o maior volume de texto em uma única obra humana.
O Mahabharata é sem dúvida o texto sagrado de maior importância no hinduísmo e pode ser considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva de um ser humano. A obra discute o tri-varga ou as três metas da vida humana: kama ou desfrute sensorial, artha ou desenvolvimento econômico e dharma a religiosidade mundana que se resume em códigos de conduta moral e rituais, obrigatórios para quem deseja o desfrute e o poder econômico que adquire o desfrute.
Além dessas metas mundanas o Mahabharata trata de moksha, ou a liberação do ciclo de tri-varga e a saída do samsara, ou ciclo de nascimentos e mortes. Em outras palavras, é uma obra que visa o conhecimento da natureza do “eu” e a sua relação eterna com toda a criação e aquilo que transcende a ela.
O Mahabharata estabelece os métodos de desenvolvimento espiritual conhecidos como karma, jñana e bhakti, firmemente adotados pelo hinduísmo moderno.
O título pode ser traduzido como “a grande Índia”, ou como “a grande dinastia de Bharata”, mas o sentido verdadeiro é o de elucidar o grande trajeto percorrido pelo eu (atma) nesta criação material e fora dela.
A obra é considerada pelos hindus uma narrativa histórica real, e parte do Itihasa (lit. aquilo que aconteceu) hindu, juntamente com o Ramayana e alguns textos dos Puranas.
A obra, assim com todos os demais textos sagrados hindus, possui um aspecto externo mitológico, como o de uma simples lenda mitológica sobre reis e príncipes, deuses e demônios, sábios e santos, guerra e paz. Mas o sentido exotérico, de certa forma oculto, na verdade versa sobre tri-varga, e sobre o objetivo mais importande da existência, moksha e as atividades da alma liberada no seu relacionamento com a dualidade desta criação e a harmonia não-dual do Absoluto.
O Mahabharata contém todos os aspectos do hinduísmo e todos os fundamentos da filosofia advaita.
Algumas partes do Mahabharata são considerados e estudados como trabalhos fundamentais e analisados e reverenciados isoladamente, tais como:
• Bhagavad Gita, parte do Anushasanaparva.
• Damayanti ou Nala and Damayanti, uma fabulosa história de amor, parte do Aranyakaparva.
• Krishnavatara, a história de Krishna, a Krishna Lila, que se desenvolve em inúmeros parvas, ou capítulos da narrativa.
• Uma versão abreviada do Ramayana no Aranyakaparva.
• O Vixnu sahasranama (o hino que descreve os mil nomes de Vixnu, uma das preces mais famosas do hinduísmo, no Anushasanaparva.
Logo o primeiro parva , ou seção o Mahabharata anuncia o seu caráter excepcional: “ O que for encontrado aqui, pode ser encontrado em qualquer outro lugar. Mas o que não for encontrado aqui, jamais será encontrado em outro lugar.”
Inspirou o filme homônimo, de Peter Brook (1989) onde os atores eram de nacionalidade e raças variadas, para indicar a universalidade dos temas tratados neste livro.
E da novela televisiva homônima, uma das mais monumentais obras de "Bolyhood," enorme êxito televisivo em quase todo o Oriente, de B.R. Chopra.
[editar] Bibliografia Recomendada
The Mahabharata of Krishna-Dwaipayana Vyasa, tradução inglesa por Kisari Mohan Ganguli, primeira edição em 1883 e 1896, reedição de 1997.
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