Making Love

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Making Love
Fazendo Amor (BR)
 Estados Unidos
1982 •  cor •  113 min 
Produção
Direção Arthur Hiller
Roteiro A. Scott Berg (história)
Barry Sandler
Elenco original Michael Ontkean
Kate Jackson
Harry Hamlin
Género Drama
Idioma original Inglês

Página no IMDb (em inglês)
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Making Love é um filme estadunidense de 1982 sobre um homem casado que assume sua homossexualidade e do triângulo amoroso que se forma a partir dele, sua esposa e um outro homem. É protagonizado pela "Pantera" Kate Jackson, Harry Hamlin e Michael Ontkean.

Sinopse[editar]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Zack Elliot (Ontkean) é um jovem médico bem sucedido da região de Los Angeles, casado com Claire (Jackson), igualmente uma bem sucedida executiva de uma rede de televisão. Estão casados há oito anos. Formam um casal relativamente feliz em seu relacionamento, compartilhando seu amor pela dupla de compositores Gilbert e Sullivan e pelos poemas de Rupert Brooke. Há pouco compraram uma casa maior juntos, com planos de aumentar a família.

No entanto, sem Claire saber, Zack vem lutando contra um sentimento de atração por outros homens. Ele pega homens em seu carro e começa a frequentar bares gays em West Hollywood na hora do almoço, apesar de não aceitar totalmente sua sexualidade. Isso muda quando conhece Bart McGuire (Hamlin), um novelista que o procura para tratar de assuntos médicos. Bart leva uma vida hedonista livre, procurando múltiplos parceiros sexuais e frequentando discotecas gays. Zack e Bart sentem-se silenciosamente atraídos um pelo outro e resolvem sair para almoçar juntos. Alguns dias depois, Zack liga para Bart e o convida para jantar. Ele mente para Claire, dizendo que vai trabalhar até mais tarde. Zack e Bart encontram-se de noite na casa deste último, conversam e Zack se diz ainda incapaz de considerar-se "gay", preferindo intitular-se um "curioso". Pela primeira vez Zack faz sexo com outro homem. Pede a Bart para passar a noite com ele mas Bart, seguindo seu padrão habitual, o manda embora. No entanto, apesar da resistência de Bart, pouco acostumado a relacionamentos estáveis, aos poucos ambos vão se envolvendo cada vez mais.

Claire, preocupada com o distanciamento em seu casamento, pede a seu chefe uma licença por um ano. Ao invés disso, é promovida e mandada para Nova York, numa viagem de fim-de-semana. Zack aproveita a oportunidade e passa mais tempo com Bart. Eles acabam brigando porém de noite, na cama, Zack confessa estar apaixonado por Bart. No dia seguinte, com medo de seus sentimentos cada vez mais fortes com relação ao parceiro, Bart o manda embora de novo.

Bart percebe que está interessado em Zack mas que não está preparado para o nível de comprometimento que Zack espera. Ele é visto pela última vez no filme de volta ao circuito, caçando homens.

Quando Claire volta da viagem, Zack pede para conversar com ela e confessa sua atração por outros homens. Apesar de Claire dizer que pode aceitar qualquer coisa que Zack lhe diga, ela reage mal à revelação e expulsa Zack de casa. Alguns dias depois, uma Claire emocional revista as roupas do marido e acha uma caixa de fósforos com um nome de homem e um número escritos nela. Ela localiza o homem, o procura e os dois conversam. Claire pensa, à primeira vista, ser ele o "outro homem". Ela descobre através dele que os homossexuais podem ter uma vida normal e feliz. Claire então tenta convencer Zack a permanecer casado com ela, mesmo que ele tenha casos com outros homens ao mesmo tempo, mas ele não aceita. Diz ainda que já tem um outro emprego em vista em Nova York, trabalhando com pacientes de câncer. Ao final, ambos concordam com o divórcio.

O filme acaba alguns anos no futuro, quando a morte de uma amiga em comum traz Zack de volta a Los Angeles. Zack está vivendo em Nova York uma relação estável com outro homem. Claire se casou novamente e tem um filho pequeno, chamado Rupert (nome que os dois haviam sonhado dar ao filho, caso o tivessem). Depois do funeral, Zack e Claire conversam sobre suas vidas e expressam sua própria felicidade e gratidão com a felicidade do outro.

Comentários[editar]

  • Em uma escolha estrutural pouco comum, Bart e Claire entregam pequenos mini-monólogos no decorrer do filme, falando diretamente com a platéia sobre aspectos de seus passados e sentimentos sobre as cenas que os precedem.
  • Making Love foi o primeiro filme dramático "mainstream" de Hollywood a abordar os temas da homossexualidade, do assumir-se e dos efeitos de "sair do armário" e abandonar um casamento. O filme contrasta duas visões do, por assim dizer, "estilo gay". Zack deseja estabelecer um relacionamento estável, similar ao casamento heterossexual, enquanto Bart representa de certa forma a visão estereotipada dos gays, promiscuos e desinteressados em assumir compromissos.
  • Making Love foi um dos vários filmes americanos lançados em 1982 a lidar com temas homossexuais de uma forma mais tolerante e simpática. Nesta categoria se colocam ainda Personal Best, Victor/Victoria, e Partners. de acordo com o livro do historiador gay Vito Russo, The Celluloid Closet, críticos heterosexuais acharam o filme monótono enquanto críticos homossexuais, felizes com a atenção dada ao assunto, louvaram-no. Making Love teve uma abertura forte de bilheteria em sua semana de estréia ams a pequena propaganda boca-a-boca fez o filme despencar em seguida.
  • O ator Harry Hamlin ficou marcado pelo seu papel e, depois do filme estrear, não conseguiu mais trabalhos importantes no cinema, migrando para a TV. Hoje é conhecido por seu papel em Veronica Mars, onde interpretou o personagem Aaron Echolls.

Ligações externas[editar]