Malabo

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Malabo
—  cidade  —
Malabo em 13 de outubro de 2001
Malabo em 13 de outubro de 2001
Malabo na província de Bioko Norte
Malabo na província de Bioko Norte
Ilha de Bioko com Malabo ao norte
Ilha de Bioko com Malabo ao norte
Malabo está localizado em: Guiné Equatorial
Malabo
Localização na Guiné Equatorial
3° 45' 7.43" N 8° 46' 25.32" E
País Guiné Equatorial
Região Região Insular
Província Bioko Norte
Distrito Malabo
Fundada 1827 (como Port Clarence)
Nome Port Clarence: 1827 a 1846
Santa Isabel: 1846 a 1973
Malabo: a partir de 1973
Administração
 - Prefeito Maria Coloma Edjang Mbengono
Altitude 0 m (0 pés)
População (estimativa 2007)[1]
 - Total 96 000
Gentílico: malabenho, malabenha
 - Idiomas espanhol, principal,
francês, também oficial,
mas pouco usado.
Fuso horário WAT (UTC+1)
Cidades gêmeas
 - Guadalajara  México
Sítio www.ayuntamientodemalabo.com/

Malabo (məˈlɑːboʊ) é a capital e maior cidade da Guiné Equatorial. Localizada na costa norte da Ilha Bioko (antiga Fernando Pó) sobre a borda de um vulcão submerso.[2] O porto da cidade está localizado no Golfo da Guiné. A população da cidade é de cerca de 96.000 habitantes (estimativa de 2007).[1] Os idiomas oficiais são o espanhol, principal, e o francês. Malabo é também a capital da Região Insular, da província de Bioko Norte e do distrito de Malabo.

É a cidade mais antiga da Guiné Equatorial,[3] onde pode ver uma abundância de edifícios de arquitetura colonial em coexistência com os edifícios modernos.[3] As ruas, veredas quadradas revelam uma pré-concepção de cidade moderna, com zonas pedonais em todas, mas pelo tempo da sua concepção, prevê espaços verdes e de lazer, um fenômeno que provoca uma sensação de arquitetura de pressão, temperada pela baixa altura dos edifícios, com uma mistura entre ocidentalização e africanismo equilibrado.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1472, na tentativa de encontrar uma nova rota para as Índias, o navegador português Fernão do Pó, descobriu a ilha de Bioko, que durante anos levou o nome do seu descobridor. No início do século XVI (1507), o português Ramos de Esquivel realizou uma primeira tentativa de colonização na ilha de Fernão do Pó. Estabeleceu uma feitoria em Concepción (Riaba) e desenvolveu as plantações de cana-de-açúcar. Porém, a hostilidade do povo nativo da ilha, da etnia bubi, e as doenças puseram fim rapidamente a esta experiência.[4]

Com os tratados de Santo Ildefonso em 1777 e de El Pardo em 1778, os portugueses assentados em Fernão do Pó cederam aos espanhóis uma região de influência de 800.000 km² na África, em troca da Colônia do Sacramento, no Rio da Prata, e a Ilha de Santa Catarina na costa brasileira (ocupadas pelos espanhóis). A região se estendia desde o delta do Níger até a foz do rio Ogooué (no atual Gabão) e compreendia as ilhas de Fernão do Pó e Ano Bom (Annobón). Com o fracasso das diferentes tentativas de colonização destas terras, a Espanha se desinteressou de suas colônias africanas deixando a porta aberta à colonização por parte de outras potências como a Grã-Bretanha.[4]

Em 1821 o capitão britânico Nelly chegou a ilha de Fernão do Pó. Ele encontrou a ilha abandonada e fundou os assentamentos de Melville Bay (Riaba) e San Carlos (Luba). Alguns anos mais tarde, outro capitão britânico, Fitz William Owen decidiu colonizar a ilha e estabelecer, no norte da mesma (no local da atual capital), uma base para os barcos britânicos que perseguiam os traficantes europeus de escravos.[4] É assim que surge, em 25 de dezembro de 1827, Port Clarence, sobre as ruínas de um assentamento português anterior, os bubis autóctones da ilha a chamaram Ripotó ("Lugar dos estrangeiros"). Algumas pessoas liberadas dos navios esclavagistas e procedentes da costa ocidental africana foram estabelecidas na ilha antes da formação de Serra Leoa como uma colônia de escravos liberados. Os descendentes destas pessoas escravizadas e liberadas ainda permanecem na ilha, são os chamados fernandinos, que constituem um grupo étnico distinto e que falam sua própria língua pidgin, bantú-inglês com elementos de espanhol.

Rei Malabo Lopelo Melaka.

Quando a ilha voltou a ficar sob o controle espanhol, a cidade de Port Clarence passou a ser chamada Santa Isabel, em homenagem a Isabel II de Espanha. Após a independência da Guiné Equatorial, em 12 de outubro de 1968, Santa Isabel foi eleita a capital do país em 1969, substituindo a tradicional Bata, situada no continente.

Seu nome atual, Malabo, é de 1973, proveniente da campanha do presidente Macías de substituição dos topônimos de origem europeia com nomes propriamente africanos. Foi escolhido em homenagem a Malabo Lopelo Melaka, último rei bubi, que resistiu a invasão espanhola. Os clãs e localidades bubis tardaram em aceitar a soberania espanhola sobre a ilha, e até 1912, não foi obtida por meio de repressão a pacificação total da ilha.

Durante o chamado "reinado do terror", o ditador Francisco Macías Nguema liderou quase um genocídio da minoria bubi do país, que formavam a maioria na ilha de Bioko, e trouxe muitos habitantes de suas próprias tribos, os Fangs, para Malabo. Nos últimos anos de seu governo, quando a Guiné Equatorial era por vezes conhecida como a "Auschwitz da África", grande parte da população da cidade fugiu como, aliás, fez cerca de um terço da população do país. Malabo ainda tenta se recuperar das cicatrizes desse período, apesar de que o sucessor a chefe de estado, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, do Partido Democrático da Guiné Equatorial, ditador desde 1979 mediante um golpe que depôs Macías, não fez melhorias de qualquer natureza.

Em Punta Fernanda, um longo cabo que adentra no mar, se encontra a vergonhosa e famosa prisão de Black Beach também conhecida como prisão de Blay Beach onde foram encarcerados e torturados em numerosas ocasiões líderes políticos proeminentes como Martín Puye do Movimento para a Autodeterminação da Ilha de Bioko (MAIB) ou Plácido Micó Abogo do social-democrata CPDS.

Em 2011 foi anunciada pelo governo o planejamento de uma nova capital no país, com nome de Djibloho.[5] [6] [7] [8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Malabo está localizado ao norte da ilha de Bioko, nas coordenadas 3° 45' 7.43" Norte e 8° 46' 25.32" Leste. O sul de Malabo é limitado pelo Rio Consul. Do outro lado do rio, a sudoeste, encontra-se o hospital. A oeste encontra-se o aeroporto, recentemente renovado. A região costeira do norte da cidade é atravessada por baías e cabos. O maior cabo é a "Ponta da Unidade Africana" (Tip of African Unity), atrás do palácio presidencial, e abrange todo o lado leste da Baía de Malabo. Malabo faz parte de uma ampla baía que constitui a maior parte do litoral norte de Bioko, ela se estende da Ponta Europa, a oeste (local do aeroporto), até as terras áridas do leste.

Clima[editar | editar código-fonte]

Apesar da sua localização perto do equador, Malabo apresenta um clima tropical úmido e seco. Malabo possui, em média, 1.900 mm de chuva por ano. Malabo tem uma definida, ainda que pequena, estação seca entre dezembro e fevereiro e uma estação úmida muito longa que cobre os nove meses restantes. As temperaturas ao longo do ano são relativamente constantes na cidade, com média em torno de 25 °C.

Dados climatológicos para Malabo
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 32 33 32 32 32 31 29 30 31 31 31 31 33
Temperatura máxima média (°C) 31 32 31 32 31 29 29 29 30 30 30 31 30
Temperatura mínima média (°C) 19 21 21 21 22 21 21 21 21 21 22 21 21
Temperatura mínima registrada (°C) 18 19 19 19 19 18 18 17 18 18 19 17 17
Precipitação (mm) 5 31 193 163 262 302 160 114 201 231 117 20 1 799
Fonte: BBC Weather[9] 29 de março de 2010

Administração[editar | editar código-fonte]

A prefeita atual da cidade é Maria Coloma Edjang Mbengono. Os serviços municipais especificados em lei e que estão a cargo da prefeitura são: abastecimento de água potável e outras fontes públicas, iluminação pública, pavimentação de vias, cemitérios, limpeza e saneamento, o tratamento sanitário de lixo e resíduos, desinfecção e desinfestação, estojo de emergência (primeiros socorros), inspeções sanitárias e de bebidas, a inspeção sanitária de habitações insalubres, esgoto, bancos públicos, abatedouros, mercados, eliminação de água parada.[10]

Prefeitos desde 1960[11] [editar | editar código-fonte]

  • Wilwardo Jones Níger
  • Abilio Balboa Arking
  • Antonio Ribeiro Ebuera
  • Julio Bonete Eiye
  • Vidal Djoni Bekoba
  • Tomás Alfredo King Tomas
  • Rosendo Toichoa
  • Felipe Beta Tobachi
  • Antonio Reibeira Ebuera
  • Elias Manuel Macho Ricacha
  • Basilio Cañadas Idjabe
  • Cristina Djombe Djangani
  • Vicente Ebong Uwa
  • Bernardino Edu Oba
  • Victorino Bolekia Bonay
  • Gabriel Mba Bela
  • Maria Coloma Edjang Mbengono

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional de Malabo
ano população  %
1983[12] 31.650 -
1994[12] 60.065 89,8
2000[13] 73.117 21,7
2007[1] 96.000 31,3
1983 e 1994: censos
2000 e 2007: estimativas

Malabo possui uma população relativamente jovem. Aproximadamente 45% da população da cidade não supera os 15 anos. Em torno de 4% da população têm mais de 65 anos. A maioria da população ainda vive nas zonas rurais da ilha.

Religião[editar | editar código-fonte]

A cidade, em concordância com o país, é de maioria católica, refletindo o colonialismo ocidental. Mais de 80% da população intitula-se católica e e aproximadamente 4% têm religiões tribais. O islamismo também está presente na cidade, além do judaísmo. Algumas comunidades cristãs, como os mórmons e as Testemunhas de Jeová, também estão presentes em Malabo, embora em menor número.

Economia[editar | editar código-fonte]

Malabo é o centro comercial e financeiro do país. A economia de Malabo baseia-se na administração e outros serviços, o comércio é uma das atividades mais vigorosas desde a chegada e exploração pelas companhias americanas dos poços petrolíferos próximos à costa e a presença dos norte-americanos e latinos americanos, bem como nigerianos, camaroneses, espanhóis e outras pessoas procedentes dos países da África Central. As substanciais receitas provenientes do petróleo não têm sido aplicadas, pelo governo de Malabo, na redução da pobreza do país.[14]

A principal indústria da cidade é a do processamento do pescado, enquanto o cacau e o café são os principais itens de exportação.[15]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Apesar de seu status de capital da Guiné Equatorial por várias décadas, o sistema viário de Malabo continua pouco desenvolvido. Malabo possui poucas estradas pavimentadas que conduzem até ela, e menos de uma centena de ruas pavimentadas e desenvolvidas. Muitos dos nomes das ruas refletem um nacionalista africano ou um tema anti-colonial, como as importantes "Avenida Independência" ou "Estrada Patrice Lumumba". As poucas vias principais não designadas por uma africano ou ideal nacionalista são nomeadas por cidades da Guiné Equatorial ou outros locais ou países da África. O palácio e suas terras representam uma parte substancial do lado oriental de Malabo, e estão fora dos seus limites. O coração da cidade é a catedral colonial na Praça da Independência. Muitos prédios da cidade da época da colonização espanhola ainda se encontram de pé.

A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional de Malabo, enquanto balsas partem de seu porto para Douala, em Camarões, e Bata. Os edifícios têm realmente aumentado ao longo do tempo.

Atualmente Malabo sofre carências de água encanada e eletricidade. Malabo é uma cidade de contrastes, próprio de um país rico que se encontra em extrema pobreza por causa de sua classe política cleptocrática. Cabe destacar a presença de uma enorme favela conhecida como Campo Yaoundé, nas proximidades de bairros ricos como Pequeña España ("Pequena Espanha"). Outro bairro central é Los Ángeles, criado pela Espanha nos últimos anos de colonização, e um pouco afastado do centro se encontra Ela-Nguema. Outra carência importante é um serviço de bombeiros operativo, o que deixa a cidade regularmente exposta a incêndios, muitas vezes com consequências fatais.

A Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE) possui seu campus principal em Malabo, e a Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED), espanhola, também encontra-se presente na cidade. Existem umas 300 praças hoteleiras, das quais apenas 50 são de qualidade.

Apesar de ser uma cidade com população pouco inferior aos 100.000 habitantes, Malabo concentra uma variedade de opções de entretenimento que pode ser encontrada por toda a cidade. Teatros instalados em prédios coloniais e tradicionais, cinema, bares com karaoke, discotecas, pistas de boliche e uma abundância de opções de compras proporcionam lazer para os moradores e principalmente aos turistas que visitam a ilha durante todo o ano. O número de galerias de arte exibindo a arte dos nativos tem subido rapidamente nos últimos anos. A influência da arte espanhola também é notável entre a cultura e a arte local.

Em Malabo, menos de 5% da população detém mais de 90% do PIB, enquanto mais de 80% dos habitantes vivem sem eletricidade e sem água potável.[16]

Transporte urbano[editar | editar código-fonte]

Em Malabo, as distâncias são muito reduzidas, sendo possível se deslocar a pé. As outras alternativas são:[17]

  • ônibus: que realizam o trajeto do centro de Malabo ao bairro de Ela Nguema e vice-versa;
  • táxis: que circulam por toda a cidade e bairros periféricos;
  • aluguel de veículos.

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

Malabo é servida pelo Aeroporto Internacional de Malabo. Várias companhias aéreas nacionais e internacionais operam em Malabo. Localiza-se a cerca de 9 quilômetros a oeste da cidade. É um dos dois únicos aeroportos do país que possui pavimentação - além do Aeroporto de Bata. Até a década de 1990, o governo era o principal utilizador do aeroporto. Durante a Guerra Civil Nigeriana, o aeroporto foi usado como uma base para voos em Biafra.

O aeroporto já recebe uma quantidade confortável de tráfego de estrangeiros. Os hangares podem atender aeronaves de grande porte, como o McDonnell Douglas DC-10 ou C-130 Hercules. Em 2001, o aeroporto registrou 34.500 passageiros, número que desde então tem aumentado progressivamente.

Esportes[editar | editar código-fonte]

As equipes de futebol que representam a cidade são o Club Deportivo Elá Nguema, campeão de 2009 e o maior detentor de títulos da primeira divisão da Guiné Equatorial, o Renacimiento FC e o Atlético Malabo. Os principais estádios da cidade são o Nuevo Estadio de Malabo, com capacidade para 15.250 pessoas e o Estadio La Paz para 10.000 pessoas.[18]

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Locais de interesse[editar | editar código-fonte]

Construções de destaque em Malabo incluem a Catedral de Malabo, o Prédio do Governo de Malabo e o Prédio do Tribunal de Malabo. O centro conserva todavia alguns belos, porém deteriorados, edifícios coloniais de madeira do século XIX. Merecem destaques as vistas sobre o Monte Camarões, uma vez que as grandes montanha da ilha se encontram geralmente cobertas por nuvens. Na gastronomia, são famosos os restaurantes onde são servidos destacáveis pratos de pescado na brasa.

Algumas construções da época colonial:

  • Catedral de Malabo
  • Palácio da Presidência
  • Casa da Espanha
  • Praça da Independência
  • Casa Colonial
  • Bahia do Porto
  • Igreja Ela Enguema

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre cidades nacionais e estrangeiras que possuam relação cultural, econômica e desportiva entre si.

A integração entre as cidades é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações.

África
América

Referências

  1. a b c Equatorial Guinea - Summary statistics (em inglês). United Nations Statistics Division. Página visitada em 1 de abril de 2010.
  2. Malabo at britannica.com
  3. a b c Malabo (em espanhol). Bisila. Página visitada em 29 de março de 2010.
  4. a b c Historia de Malabo (em espanhol). Ayuntamiento de Malabo. Página visitada em 2 de abril de 2010.
  5. Empresas portuguesas planeiam nova capital da Guiné Equatorial
  6. Atelier luso desenha futura capital da Guiné Equatorial
  7. Arquitetos portugueses projetam nova capital para Guiné Equatorial
  8. Ateliê português desenha futura capital da Guiné Equatorial
  9. Average Conditions Malabo, Equatorial Guinea (em inglês). BBC Weather.
  10. Servicios Municipales (em espanhol). Ayuntamiento de Malabo. Página visitada em 2 de abril de 2010.
  11. Lista de Alcaldes (de 1960 hasta hoy) (em espanhol). Ayuntamiento de Malabo. Página visitada em 2 de abril de 2010.
  12. a b Equatorial Guinea - City Population - Cities, Towns & Provinces - Statistics & Map. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  13. [1]
  14. Luanda, Malabo strengthen link with US oil capital (em inglês). afrol News (31/7/2009). Página visitada em 2 de abril de 2010.
  15. History of Malabo (em inglês). The African Executive. Página visitada em 2 de abril de 2010.
  16. Guiné Equatorial prepara-se para ser o nono membro do bloco lusófono
  17. Moverse por la Ciudad (es)
  18. Malabo. Show de Bola. Página visitada em 2 de abril de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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