Malandros na umbanda

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Malandros são entidades de Umbanda cultuadas no Rio de Janeiro cujo maior representante é Zé Pelintra.

Zé Pretinho, um representante da falange dos Malandros.
Malandro da Lapa.

História[editar | editar código-fonte]

Se vestem todos de branco com chapéu de igual cor, com exceção de alguns que se vestem de preto, como Zé Pretinho, ou com listras, Malandro Camisa Listrada. São confundidos muitas vezes com os exus, mas diferem destes por pertencerem à Linha das Almas, a mesma dos pretos-velhos, boiadeiros e mineiros.

Alguns são originários do culto conhecido como Catimbó. Na direita, são cultuados como baianos, sobretudo em São Paulo, onde possuem giras próprias. Há também representantes do sexo feminino, como Maria Navalha, Maria Branca, entre outros[1] .

Companheiro da prostituta, o malandro é figura recorrente no imaginário brasileiro. Sua avaliação, entretanto, tende a ser menos negativa do que a dela. Segundo Roberto DaMatta (1997), sua caracterização está relacionada à sua aversão pelo trabalho e à individualização da sua figura e de seus costumes. Contudo, é inegável em nosso meio social a valorização da sua desenvoltura para resolver problemas e quase sempre levar vantagem, inclusive nas situações francamente adversas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Augras, M. (1983) O duplo e a metamorfose: A identidade mítica em comunidades Nagô. Petrópolis: Vozes.
  • Bardin, L. (1994) Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70.
  • Bastide, R. (1978) O Candomblé da Bahia. Rito Nagô. (2ª ed.) São Paulo: Ed. Nacional; Brasília, INL. (Coleção Brasiliana, V. 313).
  • Birman, P. (1985) O que é Umbanda. (3ª ed.) São Paulo: Brasiliense. (Coleção Primeiros Passos, V. 97).
  • _________. (1991) Relações de Gênero, Possessão e Sexualidade. Phisis. A representação na Saúde Coletiva. 1(2), 37-57.
  • _________. (1995) Fazer estilo criando gênero: Possessão e diferenças de gênero em terreiros de Umbanda e Candomblé no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, Ed. UERJ.
  • Damatta, R. (1991) A casa & a rua: Espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan.
  • __________. (1997) Carnavais, Malandros e Heróis: Para uma sociologia do dilema brasileiro. (6ª ed.) Rio de Janeiro: Rocco.
  • Del Priore, M. (1993) Ao sul do corpo: Condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: Edunb.
  • Magnani, J.G.C. (1986) Umbanda. São Paulo: Ática. (Série Princípios, V. 34).
  • Meyer, M. (1993) Maria Padilha e toda a sua quadrilha: De amante de um rei de Castela a Pomba-Gira de Umbanda. São Paulo: Duas Cidades.
  • Montero, P. (1985) Da doença à desordem: A Magia na Umbanda. Rio de Janeiro: Graal. (Coleção Biblioteca de Saúde e sociedade, V. 10).
  • Mott, L. (1988) Escravidão, homossexualidade e demonologia. São Paulo: Ícone.
  • Negrão, L.N. (1996) Entre a cruz e a encruzilhada: Formação do Campo Umbandista em São Paulo. São Paulo: EDUSP.
  • Nogueira, C.R.F.(2000) O Diabo no imaginário cristão. Bauru: EDUSC.
  • Ortiz, R. (1991) A morte branca do feiticeiro negro: Umbanda e Sociedade Brasileira. (2ª ed.) São Paulo: Brasiliense.
  • Parker, R.G. (1991) Corpos, Prazeres e Paixões: A cultura sexual no Brasil contemporâneo. (2ª ed.) São Paulo: Best Seller.

Referências