Mallet (bairro do Rio de Janeiro)

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Mallet é o nome dado pela comunidade moradora em uma região para uma área com um raio de distância não delimitado oficialmente, a qual é cortada pela Avenida Marechal Fontinelli, que compreende o bairro de Magalhães Bastos e Realengo, situado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, pertencente a XXXIII Administração Regional-Realengo. Não é um bairro oficial da cidade do Rio de Janeiro, embora alguns o considerem como tal.

Possui população predominante de classe média. É basicamente formado por residências e comércios.

Clima[editar | editar código-fonte]

Localizado entre as Serras da Pedra Branca e do Mendanha, costuma apresentar uma das temperaturas mais altas da cidade do Rio de Janeiro, mesmo que as noites de inverno sejam freqüentemente frias devido à proximidade com as serras.

Referências[editar | editar código-fonte]

Principais Vias[editar | editar código-fonte]

Bancos situados no Sub-Bairro[editar | editar código-fonte]

Escolas Municipais e Estaduais e Particulares[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Deu-se o nome de "Mallet" ao bairro em homenagem à "Émile Louis Mallet" e também por sua proximidade a Vila Militar e a antiga fábrica de cartuchos do Exército Brasileiro. Como de costume nas redondezas nomear até mesmo as ruas com nomes de celebridades do Exército Brasileiro.

"Émile Louis Mallet" mais conhecido como Marechal Emílio Mallet, o Barão de Itapevi, (Dunquerque, 10 de junho de 1801 — Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 1886) foi um militar do Exército brasileiro nascido na França. Homem de grande porte físico, com 2,01 metros de altura e 120 quilogramas de peso. É Patrono da Artilharia do Brasil e na data de seu aniversário é comemorada o Dia da Artilharia.

"Mallet" veio para o Brasil com a família aos 17 anos de idade, fixou-se na então capital do Império. No Rio de Janeiro, recebeu, do Imperador Dom Pedro I – que estava reorganizando o Exército após a proclamação da Independência do Brasil –, convite para iniciar a carreira das Armas, na qual iria se consagrar como um dos maiores heróis de história militar brasileira. Matriculou-se na Academia Real Militar do Império, assentando praça como primeiro cadete em 13 de novembro de 1822. Em breve, optaria pela formação no curso de Artilharia.

Marechal Emílio Luiz Mallet, patrono da Artilharia do BrasilComo 2º tenente, Mallet comandou uma bateria de Artilharia a Cavalo na campanhas da Cisplatina, de 1825 a 1828. Recebeu seu batismo de fogo em Passo do Rosário pela bravura demonstrada, sendo promovido a Capitão. Ao término do conflito, em Bagé no Rio Grande do Sul casou-se com Joaquina Castorina de Medeiros Mallet, filha de um abastado estancieiro, parente próximo do mais tarde Marechal Manuel Luís Osório, seu amigo e companheiro por décadas no Exército.

Apesar de ter jurado a Constituição do Império em 1824, foi demitido do serviço ativo em 1831, por "não ser brasileiro nato". No entanto, em 1837, no decorrer da Revolução Farroupilha, foi convidado a servir sob as ordens do General Antônio Elisário de Miranda e Brito, na condição de comandante de uma bateria a Cavalo. Coube-lhe fortificar a vila de Rio Grande, objetivo estratégico dos farroupilhas, recebendo, por tal feito, o título de Major da Guarda Nacional, função privativa de brasileiros natos. Mais tarde, por decisão do Duque de Caxias, veio a ser Chefe de Estado-Maior de Bento Manuel Ribeiro. Após a assinatura da Paz de Ponche Verde, em 1 de março de 1845, Mallet retornou a atividades pastoris como oleiro em sua chácara no Quebracho, em Bagé.

A reintegração definitiva de Mallet ao Exército Imperial após longos anos afastado ocorreu em 1851, quando foi convocado por Caxias para participar da campanha contra Manuel Oribe e Juan Manuel Rosas, na chamada Guerra do Prata. Reiniciou-se, assim, sua brilhante trajetória profissional, durante a qual deu inúmeras mostras de ser um soldado de sangue frio, astuto e valente. Em todos os combates de que participou, fez-se respeitado pela tropa, pelos aliados e pelos inimigos.

Mallet combateu ainda na Guerra contra Aguirre e na Guerra do Paraguai. Nesta, à frente do primeiro regimento de artilharia a cavalo, teve participação fundamental na vitória de nossas tropas no Passo da Pátria, no Estero Bellaco e em Tuiuti.

Em Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul, suas bocas-de-fogo foram batizadas “artilharia revólver”, tal a precisão e a rapidez de seus fogos. Ainda nessa batalha, a previsão e a criatividade do chefe militar assegurou importante vitória do Exército Imperial. O profundo fosso que Mallet fez construir para proteção de suas peças constituiu-se em eficiente obstáculo que impediu o avanço da tropa inimiga. Esse fato passou para a História com a célebre frase do comandante da Artilharia brasileira: “Eles que venham. Por aqui não passam.” Em 20 de agosto de 1866, por ato de bravura em Tuiuti, ocorreu sua promoção ao posto de coronel.

Mallet foi, posteriormente, alçado à função de comandante da primeira brigada de artilharia e continuou apoiando as ações das forças aliadas nas batalhas de Humaitá, Piquiciri, Angustura, Lomas Valentinas, Ascurra e Campo Grande.

Durante a Campanha da Cordilheira, na fase final do conflito, foi Mallet o comandante-chefe do comando-geral de artilharia do exército. Finda a campanha, por merecimento, ascendeu ao posto de brigadeiro. Em janeiro de 1879, foi promovido a marechal-de-campo; em 11 de outubro de 1884, a tenente-general e, finalmente, em 15 de julho de 1885, a marechal-de-exército. Permaneceu no serviço ativo até então, vindo a falecer em 2 de janeiro de 1886, no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Sua invencível espada encontra-se no museu João Pedro Nunes, na cidade de São Gabriel. A espada de gala encontra-se no Museu Marechal Mallet, Santa Maria - RS. Hoje, seus restos mortais repousam em mausoléu, sob os cuidados do terceiro grupo de artilharia de Campanha Autopropulsado – o Regimento Mallet – situado em Santa Maria.