Mallu Magalhães

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Mallu Magalhães
Mallu Magalhães
Informação geral
Nome completo Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães
Nascimento 29 de agosto de 1992 (22 anos)
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Indie rock, folk rock, indie folk, MPB, bossa nova
Instrumento(s) vocal, Guitarra violão, ukulele, gaita, banjo, escaleta e piano
Período em atividade 2008 — atualmente
Gravadora(s) Agência de Música (2008)
Sony Music (2009-presente)
Página oficial www.mallumusic.com.br

Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães (São Paulo, 29 de agosto de 1992)[1] mais conhecida pelo seu nome artístico Mallu Magalhães, é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Com três álbuns e um DVD lançados, seus maiores sucessos são "Velha e Louca" "Tchubaruba", "J1" e "Shine Yellow".

Seu mais recente trabalho recebeu elogios do jornal The New York Times, segundo o jornal, Mallu mostra uma "sensibilidade própria" e é "cativante". Ele também diz que ela "não se preocupa demais em encontrar o tom exato".[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mallu é filha de uma paisagista e de um engenheiro e músico amador apaixonado por rock clássico, que a influenciou em seus gostos musicais. Aos nove anos, Mallu ganhou um violão e aprendeu a tocar sozinha. Assim como o banjo, a gaita, a escaleta, o piano, e o ukulele.

Durante sua infância ouvia atentamente os CDs e LPs de seus pais e de seus avós, prestando atenção à música e aos encartes dos discos e, através deles, foi buscando outros artistas.

Aos doze anos, começou a compor músicas, grande parte delas escritas em inglês.

Em 2007, aos 15 anos, Mallu juntou algum dinheiro e gravou quatro de suas músicas, disponibilizando-as na internet por meio do site MySpace. Dentre elas destacaram-se "Tchubaruba", "J1" e "Get To Denmark".

Em janeiro de 2008 Mallu fez sua primeira apresentação acompanhada por músicos profissionais. Foi convidada a abrir o show da banda Vanguart no Clash Club, reduto alternativo paulistano, onde estavam presentes alguns jornalistas.

Além de suas composições, Mallu despertou a atenção de jornalistas e críticos musicais por suas interpretações das músicas "Folsom Prision Blues" de Johnny Cash e "It Ain´t Me" de Bob Dylan,[1] ambas registradas no programa Popload de Lucio Ribeiro. O programa registrou também muitas de suas composições ainda em fase germinal, que, somadas às suas ainda poucas apresentações ao vivo e ao seu myspace lhe deram espaço em jornais, revistas impressas e eletrônicas como fenômeno da internet.

Mallu Magalhães @ GIG ROCK 6 07.jpg

Partindo de seu show no Clash Club, Mallu percorreu com sua banda (Kadu Abecassis na guitarra, Thiago Consorti no contrabaixo, Jorge Moreira na bateria e Rodrigo Alencar no piano) todo o circuito de festivais brasileiros de música independente (Jambolada, Eletronika, MADA, Coquetel Molotov, Gig Rock e muitos outros), além do Festival Planeta Terra. Sua música "J1" foi usada por uma grande companhia de telefonia celular em comercial veiculado em rede nacional. Mallu também foi convidada a participar do primeiro disco solo do cantor e compositor Marcelo Camelo (Los Hermanos) , Sou, fazendo dueto na música Janta.

Gravou seu primeiro álbum num grande estúdio no Rio de Janeiro usando com exclusividade equipamentos vintage, como uma mesa de gravação do mesmo modelo da utilizada pelos Beatles no Estúdio Abbey Road.

Acompanhada por sua banda e com a produção do álbum assinada pelo produtor Mário Caldato (Beastie Boys, Beck, Bjork, etc), seu álbum de estréia confirmou seu estilo folk e pop rock com belas melodias sobre arranjos bem feitos e foi bem recebido pelo público e pela crítica especializada, alcançado boas vendas numa época onde a cultura do baixar músicas na rede se estabelecia cada vez mais.

Em outubro gravou seu primeiro DVD[3] ao vivo que reuniu algumas de suas apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em novembro do mesmo ano lançou seu álbum independente pela Agência de Música, num show realizado no Morro da Urca, Rio de Janeiro.

Ainda em 2008 foi indicada no MTV Video Music Brasil 2008 às categorias Artista do Ano, Banda/Artista Revelação e Show do Ano. Também participou de diversos programas de TV. E novamente uma de suas canções, agora "Tchubaruba", foi veiculada num comercial em rede nacional.

Em janeiro de 2009 foi convidada a se apresentar na Europa onde fez shows em Portugal nas cidades de Lisboa e Porto. Voltando ao Brasil, participou dos maiores festivais nacionais como as edições do Planeta Atlântida, Festival de Inverno, João Rock e outros.

Participou do projeto Beatles´69 dirigido por Marcelo Fróes, interpretando e arranjando ao lado de sua banda (agora com André Lima no teclado) a música inédita de Paul McCartney, "How D´You Do", de 1969.[1]

No segundo semestre de 2009, Mallu grava seu segundo álbum. Acompanhada por sua banda e com participações especiais em algumas faixas (Maurício Takara, Kassin e um naipe de músicos eruditos), agora com produção assinada pelo produtor Kassin (Vanessa da Mata, Caetano Veloso, Jorge Mautner, Los Hermanos, etc), seu segundo álbum mostra maior abertura em termos de linguagens musicais. Embora mantendo suas raízes no folk e no pop rock,[1] Mallu agora flerta com o reggae, com o samba da tropicália e com ambientações da música sinfônica.

Dessa vez seu álbum é lançado em parceria com uma grande gravadora, a Sony Music. O álbum é recebido pelo público e pela crítica especializada, que entendem sua abertura musical como uma "evolução" ou "amadurecimento".

No final de 2011 Mallu lançou seu terceiro álbum, Pitanga. A música "Highly Sensitive" foi utilizada nos comerciais do Windows 8. Mallu trabalhou os singles "Velha e Louca" e "Sambinha Bom", cujo videoclipe causou certa polêmica ao mostrar um lado mais sensual da jovem cantora.

Em 15 de novembro de 2012 ela participou do episódio 11 da primeira temporada da série "Cantoras do Brasil", em homenagem à Elizeth Cardoso cantando novas versões de “Demais” e “Manhã de Carnaval”.

Em 2013 Mallu participou da música "Quando a Casa Cai" do novo dico de Dado Villa-Lobos, "O Passo do Colapso".

Em abril de 2013 Mallu escreveu a crônica "Viagem de Menina" para a edição 22 da revista bilíngue das lojas "Dufry".[4]

Em 6 de maio de 2014 Mallu anunciou que estava formando a Banda do Mar com Marcelo Camelo e o português Fred Pinto Ferreira.[5]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Mallu Magalhães é apontada como revelação da música brasileira, sendo aclamada por publicações como Rolling Stone Brasil,[6] Revista Trip[7] e Bravo![8] [9] pela sua precocidade, espontaneidade e talento para compor e cantar tanto em inglês como em português. Suas maiores influências são The Beatles, Belle and Sebastian, Bob Dylan, Johnny Cash, e incluem o rock clássico, o folk americano, a MPB, o samba Tropicalista entre outros estilos musicais semelhantes.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • Highly Sensitive (2013)

Singles[editar | editar código-fonte]

Título Parada Álbum
Brasil Hit Parade
"J1" 31 - Mallu Magalhães
"Tchubaruba" 23 -
"O Preço da Flor" 71 -
"Vanguart" 93 -
"Shine Yellow" 72 - Mallu Magalhães
"Nem Fé Nem Santo" 90 -
"Velha e Louca" 14 - Pitanga
"Sambinha Bom" 85 -

Outras gravações[editar | editar código-fonte]

Título Álbum
"Janta" (feat. Marcelo Camelo) Sou
"Shine Yellow" Festival International Nuits d'Afrique, 24e édition - Compilation 2010
"Elegia" Mulheres de Péricles
"It Ain't Me Babe" Letra & Música: Bob Dylan
"The Last Time I Saw You" Multishow Registro: Vanguart
"Velha e Louca" Mulheres do Brasil
"Sambinha Bom"
"Quando a Casa Cai" (feat. Dado Villa-Lobos) O Passo do Colapso

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]