Mamonas Assassinas
| Mamonas Assassinas | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Origem | Guarulhos, SP |
| País | |
| Gênero(s) | Rock cômico Hard rock Heavy metal Punk rock Metal alternativo Rock Brasileiro |
| Período em atividade | (Utopia) 1990 - 1995 (Mamonas Assassinas)1995–1996 |
| Gravadora(s) | EMI |
| Afiliação(ões) | Utopia |
| Integrantes | |
| Dinho Bento Hinoto Júlio Rasec Samuel Reoli Sérgio Reoli |
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Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1990, sob o nome de Utopia. O som era uma mistura de punk rock com influências de gêneros populares, tais como forró (Jumento Celestino), brega (Bois Don't Cry), heavy metal (Débil Metal), pagode (Lá Vem o Alemão), música mexicana (Pelados em Santos), rap (Zé Gaguinho), reggae (Onon Onon) e vira (Vira-Vira). A carreira da banda, com o nome de Mamonas Assassinas, durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996 (pouco mais de 7 meses). Tiveram um sucesso meteórico. Com um único álbum de estúdio, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, o grupo acarretou a venda de mais de 3 milhões de cópias no Brasil, sendo certificado com disco de diamante em 1995, comprovado pela ABPD1 . Álbum este que, com letras bem-humoradas, levou os Mamonas ao estrelato. Porém, no auge de suas carreiras, os integrantes da banda foram vítimas de um acidente aéreo fatal2 .
Índice |
Início e sucesso [editar]
Utopia [editar]
Em março de 1989, Sérgio Reoli, ao trabalhar na Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Bento. Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Bento e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, não se interessava em música, preferindo desenhar aviões.
Contudo, ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa, Samuel se interessou pela música e passou a tocar baixo elétrico. Estava formada, assim, a "cozinha", com baixo, guitarra e bateria.
Os três formaram o grupo Utopia, especializado em "covers" de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Rush, entre outras. Em um show, em julho de 1990, o público pediu para tocarem uma música dos Guns N' Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Alecsander Alves, conhecido como Dinho, voluntariou-se para cantar e provocou grandes risadas da plateia, com sua performance escrachada, garantindo o posto de vocalista da banda. Por meio de Dinho, entrou o quinto integrante da banda, o tecladista Júlio Rasec.
O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo e lançou um disco que vendeu menos de cem cópias: A Fórmula do Fenômeno. Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia que faziam nos ensaios para se divertirem eram mais bem recebidas pelo público do que "covers" e músicas sérias. Gradualmente, foram apresentando nos shows algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público. O público, porém, aceitava muito bem as músicas escrachadas. O Utopia percebeu a chave para o sucesso da banda.
Por meio de um show em uma boate em Guarulhos, conheceram o produtor Rick Bonadio(mesmo empresário da banda de Santos Charlie Brown Jr.). Gravaram duas músicas, Pelados em Santos e Robocop Gay, e decidiram mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, Mamonas Assassinas do Espaço, criado por Samuel Reoli e reduzido para Mamonas Assassinas.
Mamonas Assassinas [editar]
A banda enviou uma fita demo com as músicas Pelados em Santos, Robocop Gay e Jumento Celestino para três gravadoras, entre elas Sony Music e EMI. Rafael Ramos, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu na contratação. Após assistir a uma apresentação do grupo em 28 de abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os Mamonas.
Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os Mamonas saíram em uma exaustiva turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal, Programa Livre, Domingão do Faustão e Xuxa Park. Tocavam cerca de oito vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia. O cachê dos Mamonas tornou-se um dos mais caros do país, variando entre R$50 mil e R$ 70 mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias.
Em 1992, quando eram o Utopia, os integrantes tentaram tocar no Estádio Paschoal Thomeo (conhecido como Thomeozão), em Guarulhos. Foram, porém, expulsos pelo dirigente do estádio, considerando que a banda nunca iria fazer sucesso devido a seu nome. Em janeiro de 1996, já como Mamonas, os cinco lotaram o estádio.
O logotipo da banda é uma inversão da logomarca da Volkswagen, colocada de ponta-cabeça, formando assim um M e um A de "Mamonas Assassinas". Dois veículos da empresa alemã são citados nas canções: em "Pelados em Santos", a Volkswagen Brasília, e em "Lá vem o Alemão", a Volkswagen Kombi. Os Mamonas preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de março de 1996.
Acidente e fim trágico [editar]
No dia 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo LR-25D - PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremeter vôo, matando todos que estavam no avião.
O enterro, no dia 4 de Março no cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos-SP, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs (em algumas escolas, até mesmo não houve aula por motivo de luto)3 4 . O enterro também foi transmitido na televisão, com canais interrompendo sua programação normal5 .
O acidente [editar]
A aeronave havia sido fretada com a finalidade de efetuar o transporte do grupo musical para um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. No dia 1º de março de 1996, transportou esse grupo de Caxias do Sul para Piracicaba, onde chegou às 15h45. No dia 2 de março de 1996, com a mesma tripulação e sete passageiros, decolou de Piracicaba, às 07h10, com destino a Guarulhos, onde pousou às 7h36. A tripulação permaneceu nas instalações do aeroporto, onde, às 11h02, apresentou um plano de voo para Brasília, estimando a decolagem para às 15h00. Após duas mensagens de atraso, decolaram às 16h41. O pouso em Brasília ocorreu às 17h52. A decolagem de Brasília, de regresso a Guarulhos, ocorreu às 21h58. O voo, no nível (FL) 410, transcorreu sem anormalidades. Na descida, cruzando o FL 230, a aeronave de prefixo PT-LSD chamou o Controle São Paulo, de quem passou a receber vetoração por radar para a aproximação final do procedimento Charlie 2, ILS da pista 09R do Aeroporto de Guarulhos (SBGR). A aeronave apresentou tendência de deriva à esquerda, o que obrigou o Controle São Paulo (APP-SP) a determinar novas provas para possibilitar a interceptação do localizador (final do procedimento). A interceptação ocorreu no bloqueio do marcador externo e fora dos parâmetros de uma aproximação estabilizada.
Sem estabilizar na aproximação final, a aeronave prosseguiu até atingir um ponto desviado lateralmente para a esquerda da pista, com velocidade de 205Kt a 800 pés acima do terreno, quando arremeteu. A arremetida foi executada em contato com a Torre, tendo a aeronave informado que estava em condições visuais e em curva pela esquerda, para interceptar a perna do vento. A torre orientou a aeronave para informar ingressando na perna do vento no setor sul. A aeronave informou "setor norte". Na perna do vento, a aeronave confirmou à Torre estar em condições visuais. Após algumas chamadas da Torre, a aeronave respondeu e foi orientada a retornar ao contato com o APP-SP para coordenação do seu tráfego com outros dois tráfegos em aproximação IFR. O PT-LSD chamou o APP-SP, o qual solicitou informar suas condições no setor. O PT-LSD confirmou estar visual no setor e solicitou "perna base alongando", sendo então orientado a manter a perna do vento, aguardando a passagem de outra aeronave em aproximação por instrumento. No prolongamento da perna do vento, no setor Norte, às 23h16, o PT-LSD chocou-se com obstáculos a 3.300 pés (1006 metros), no ponto de coordenadas 23º25'52"S 046º35'58"W. Em consequência do impacto, a aeronave foi destruída e todos os ocupantes faleceram no local.
Nota adicional [editar]
Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aviação Civil (DAC) para explicar o acidente com o jatinho que causou a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas na noite de 2 de março de 1996, em São Paulo. A 10 quilômetros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Guarulhos, o piloto repetia, a pedido da torre de controle, o procedimento de aterrissagem. No entanto, em vez de fazer uma curva para a direita, virou o avião Lear Jet 25, prefixo PT-LSD, para a esquerda, chocando-se com a Serra da Cantareira. Além dos componentes da banda, Dinho, que completaria 25 anos dali a três dias, os irmãos Samuel (que completaria 23 anos no dia 11 de março) e Sérgio, Júlio e Bento, também morreram no acidente o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas, Isaque Souto, primo de Dinho, e Sérgio Saturnino Porto, segurança do grupo. A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção em todo o Brasil, menos de dois anos depois da morte de Ayrton Senna em 1994. Dias após, houve um minuto de silêncio no Maracanã, antes do jogo entre Botafogo e Flamengo.
Polêmica religiosa [editar]
Em 8 de abril de 2013, foi divulgado na internet um polêmico vídeo em que o deputado federal e pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, afirmou que o acidente que causou a morte dos integrantes da banda foi provocado por Deus. Para o pastor, a banda "tocou na santidade das crianças", pois, por causa das suas músicas, "as crianças estavam falando palavrões". Ainda segundo o religioso, o vocalista Dinho "era da igreja Assembleia de Deus em Guarulhos" e "se vendeu ao Diabo pelo vil dinheiro". Por fim, ao descrever o que teria sido a vingança de Deus contra a Banda, o pastor disse que "o avião estava no céu, região do ministro do juízo de Deus, lá na Serra da Cantareira, ao invés de virar para um lado, o manche tocou para o outro. O Anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes nas bocas das nossas crianças"6 .
O pai de Dinho, Hildebrando Alves Leite, entrou com um processo por danos morais, em Brasília, contra Marcos Feliciano7 . Segundo Hidelbrando, Dinho não pertencia a nenhuma religião. Seu pai é católico e sua mãe envagélica. Dinho teria sido criado sob o catolicismo e, apesar de religioso, não era praticante8 .
Mamonas e os aviões [editar]
Os Mamonas Assassinas sempre tiveram uma certa relação com aviões.
- Quando adolescente, Samuel costumava desenhar aviões.
- No final dos anos 80, Sérgio, Bento e Samuel formaram a banda Ponte Aérea, que depois se tornaria Utopia. Todos os integrantes do grupo moravam perto do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. No disco homônimo do grupo Mamonas Assassinas, há um agradecimento a Santos Dumont "Por ter inventado o avião, se não a gente ainda estaria indo mixar o disco a pé".
- Um trecho da música 1406 cita um avião.
"Você não sabe como parte um coração/ Ver seu filhinho chorando querendo ter um avião"
- Existem registros em que Dinho cita o cantor norte-americano Ritchie Valens, conhecido pela música La Bamba, morto em um acidente aéreo em 03 de Fevereiro de 1959. Em um vídeo Júlio e Dinho cantam a música Donna de Ritchie Valens. Durante uma entrevista ao Top 20 MTV, à época comandado pela apresentadora Cuca, Dinho afirmou que os Mamonas Assassinas não lançariam um segundo disco "Vamos fazer um show no interior e nós vamos de monomotor, você já ouviu falar em La Bamba?".
- Em algumas oportunidades o vocalista chegou a assumir o lugar do piloto durante as viagens do grupo. As brincadeiras com um possível acidente era constante, e diversas brincadeiras com a morte foram registradas.
- Em uma entrevista dada em 1996, Sergio disse: “O avião em que costumávamos viajar caiu em Brusque, Santa Catarina, em novembro. Morreram três pessoas. Falha humana. O cara que vendeu as camisetas da banda em Porto Seguro, Bahia, bateu com o carro depois do show e também embarcou”9 .
- No dia 02 de Março de 1996, o tecladista Júlio disse a um amigo cabeleireiro que havia sonhando com um acidente de avião. O depoimento foi gravado e teve muita repercussão na época. 10
E se o acidente não tivesse acontecido? [editar]
Segundo o programa SBT Reporter, exibido em 2011, os Mamonas estavam prestes a se separar. Segundo a reportagem, Dinho, já havia acertado sua saída do Mamonas Assassinas para ingressar na carreira de humorista de TV11 12 13 .
Na semana em que a reportagem foi ao ar, Célia Alves, mãe de Dinho, negou que o filho deixaria o grupo.
| "Acho que ele (Dinho) estaria fazendo carreira solo. Eu acredito que eles durariam mais uns dois anos, porque o Dinho tinha um projeto com o Tom Cavalcante que não ia envolver o grupo e os caras ficaram com ciúme"14 | — Hildebrando Alves, pai de Dinho
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Formação [editar]
Membros [editar]
- Dinho (Alecsander Alves) - vocais e violão
- Bento Hinoto (Alberto Hinoto) - guitarra e violão
- Samuel Reoli (Samuel Reis de Oliveira) - baixo
- Sérgio Reoli (Sérgio Reis de Oliveira) - bateria
- Júlio Rasec (Júlio César) - teclados, backing vocals e vocais
Discografia [editar]
Demos [editar]
- 1992: A Fórmula do Fenômeno
Álbum de Estúdio [editar]
- 1995: Mamonas Assassinas
Coletânea [editar]
Álbum Ao Vivo [editar]
- 2006: Mamonas ao Vivo
Videografia [editar]
- 1996: MTV na Estrada (relançado em DVD em 2004)
- 2002: Show Ao Vivo (Arquivo Familiar) CineArts
- 2008: Por Toda Minha Vida - Mamonas Assassinas
- 2009: Mamonas, o Doc
- 2011: Mamonas para sempre
Bibliografia [editar]
- 1996: Mamonas Assassinas: Bla Bla Bla - A Biografia Autorizada
- 1996: O Último Voo - Investigação Sem Limites
- 1997: Pitchulinha - Minha Vida Com Dinho, Até que os Mamonas Nos Separem
- 1997: O Breve Voo de Longas Asas
- 2005: Mamonas Na Chaminé
Prêmios [editar]
- Troféu Xuxa Hits 1995
- Prêmio SBT de Música 1995 - Revelação
- Troféu Imprensa 1996 - Revelação do Ano 15
- Troféu Imprensa 1996 - Melhor Música (Pelados em Santos)
Números e Estatísticas [editar]
- No início, os Mamonas Assassinas cobravam oito mil reais por apresentação. Em fevereiro de 1996, esse valor já tinha subido para 70 mil (o mais alto cachê para bandas brasileiras, à época).
- Fizeram cerca de 190 shows em 180 dias5 .
- Eles só não se apresentaram nos estados do Acre e do Tocantins16 .
- Enquanto vivos, a EMI facturou cerca de R$80 milhões com a banda17 .
- 9o Lugar na lista de artistas que mais faturaram no ano de 1995 com R$ 275.000,0018
Recordes [editar]
- Recorde brasileiro de vendas num só dia: 25 mil exemplares em 12 horas19 .
- Disco de estréia mais vendido da história da música brasileira com Mamonas Assassinas20 .
- Recorde Mundial: Disco que mais vendeu em menos tempo: Mamonas Assassinas com 1,8 milhão de cópias, em menos de um ano21 .
- O álbum Mamonas Assassinas ocupa a 9a posição dos discos mais vendidos da história, no Brasil22 .
- 2a Maior Audiência da História do SBT - “Domingo Legal” apresentado por Gugu Liberato, chegou a picos de 47 pontos com a matéria dos “Mamonas Assassinas”23 .
Legado [editar]
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Muita gente se pergunta como o Mamonas conseguiu atingir tanto sucesso entre todas as faixas etárias e sociais da nossa população25 , mesmo com músicas "politicamente incorretas" que não deveriam tocar em rádios, por conta dos palavrões26 (e mesmo sendo formada pelos mesmos integrantes do "fracassado" grupo Utopia), e como se tornaram ídolos do público infantil27 .
Segundo a crítica especializada, a fórmula de sucesso do grupo estava calcada em letras de humor escrachado e músicas ecléticas, de apelo pop, que parodiavam estilos diferentes, como rock, heavy metal, brega e até o vira português, entre outros28 . Para Rafael Ramos, produtor musical que descobriu os Mamonas, “tinha muita coisa estourando na época, mas ninguém fazia algo tão engraçado. O que veio depois era cópia. Eles eram muito carismáticos e, além disso, chegaram antes de muita gente”26 .
Outra questão levantada é qual o legado deixado por eles, já que as letras de suas músicas eram apelativas - como a de Robocop Gay, que sofreu duras críticas de grupos LGBTs29 - e mesmo sofrendo duras críticas da mídia especializada30 , e mesmo sendo tachados de ridículos e palhaços da música pela crítica especializada25 .
Para muitos, a alegria e o humor irreverente, marcas do comportamento de seus jovens integrantes, liderados pela comédia natural do vocalista, aliado a letras irreverentes, figurinos exóticos e performance estilo pastelão, foi o legado deixado pelo grupo31 32 .
| "Os Mamonas Assassinas foram os maiores heróis de carne e osso que o Brasil já teve. Heróis em cima do palco, onde tocavam sem reclamar até três vezes por noite. Heróis fora do palco, nas nossas casas, onde nos alegravam com suas músicas bacanas e suas piadas debochadas."33 | — Ivan Finotti, jornalista
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Homenagens [editar]
- No mesmo ano do acidente fatal com os integrantes do Mamonas Assassinas, o grupo de pagode Só Pra Contrariar, liderado por Alexandre Pires, gravou uma música intitulada Tributo aos Mamonas homenageando a banda34 .
- Os também paulistas Titãs dedicaram seu álbum Acústico MTV de 1997 aos Mamonas Assassinas35 . Em 1999, os Titãs regravariam o sucesso "Pelados em Santos" no álbum de covers As Dez Mais36 .
- A banda paulistana 365 compôs a música "Manhã de Domingo", presente no disco "Do Outro lado do Rio" (2005), em homenagem aos Mamonas. Vale lembrar que, quando ainda se chamavam Utopia, os Mamonas abriram vários shows para o 36537 .
- Os Mamonas Assassinas - e a Brasília Amarela - são citados na canção Festa da Música Tupiniquim, do disco Quebra-Cabeça de Gabriel o Pensador39 .
- Trechos das músicas dos Mamonas são citados em um trecho da música Pré-Sal, do disco Sei, de Nando Reis 41 42
- A Turma da Mônica fez a história "Mamonamania" pouco antes do acidente. Em outra história, Mônica conhece o grupo Azeitonas Assassinas, que toca uma versão de "Pelados em Santos": "Mina… seu jumento é da hora… mas como ele demooora…"
- Em uma história, o Professor Pardal tenta espantar um bando de gatos tocando "Babonas Rebeldes".[carece de fontes]
- Os Mamonas voltam do além em um episódio da Mega Liga MTV de VJs Paladinos, desenho animado da MTV Brasil, para impedir o vilão Roberto Leal.
- A canção "Robocop Gay" foi incluída na trilha sonora da telenovela Caminhos do Coração (2007/2008), da Rede Record, como tema do personagem Danilo, interpretado por Cláudio Heinrich.
- No dia 10 de julho de 2008 a Rede Globo exibiu o especial Por Toda Minha Vida, em homenagem ao grupo. O programa bateu o recorde de audiência do horário, com 26 pontos de média no IBOPE.
O especial foi reprisado no dia 10 de Março de 2010, além de ter sido lançado em DVD pela Globo Marcas/Som Livre em 2009.
- A torcida do Internacional canta uma paródia da música "Pelados em Santos" em jogos de seu time, versão esta posteriormente repetidas por outras torcidas, como as do Remo, Flamengo,América Futebol Clube (Teófilo Otoni), Bahia, Ceará e Estrela do Norte Futebol Clube/ES, além do Pesqueira Futebol Clube, que disputou a série A do Campeonato Pernambucano de Futebol em 2013.
- Até a escola de samba da Mangueira fez paródia da canção com "Manto sagrado verde e rosa.43
- No Carnaval de 2011, 15 anos após o trágico acidente, a banda foi homenageada pela escola de samba GRES Inocentes de Belford Roxo, com o enredo "De Guarulhos para o palco da folia, sonhos, irreverência e alegria. Mamonas para sempre!". A escola desfilou pelo grupo de acesso A do carnaval carioca arrancando aplausos do público que acompanhava o desfile.
- Em 2012, os Mamonas Assassinas foram indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Trilha Sonora, pelo documentário Mamonas pra Sempre. 44
- No carnaval de 2013, a banda Mamonas Assassinas foi o tema da escola Acadêmicos do Porto Novo 45
- Em Abril de 2013, o colunista Flávio Ricco, do portal UOL, informou que o diretor e produtor Cláudio Kahns, responsável pelo documentário “Mamonas Para Sempre”, negociou com a Fox Channels a venda dos direitos para a realização de um filme sobre a banda. Ainda segundo Ricco, os trabalhos começarão logo. 46
Referências
- ↑ http://www.abpd.org.br/certificados_interna.asp?sArtista=Mamonas%20Assassinas
- ↑ Lançado CD com música inédita dos Mamonas Assassinas.
- ↑ 95fmdracena.com.br/ Atenção Creuzebeck: 17 anos sem Mamonas
- ↑ contigo.abril.com.br/ Mamonas Assassinas - relembre trajetória meteórica do grupo
- ↑ a b virgula.uol.com.br/ Nos 15 anos de sua morte, Mamonas Assassinas ganha tributo no cinema e no Carnaval
- ↑ http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/para-feliciano-anjo-desviou-aviao-e-deus-fulminou-mamonas,0dceb0923faed310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
- ↑ Pai do vocalista Dinho do Mamonas Assassinas processa pastor Marco Feliciano
- ↑ Pai de Dinho processará Feliciano após declarações contra Mamonas, diz jornal
- ↑ super.abril.com.br/ Mamonas: Cometa Loucura
- ↑ globotv.globo.com/ GLOBO REPÓRTER: Mamonas - Preocupação no ar
- ↑ musica.terra.com.br/ Jornal: SBT diz que Mamonas Assassinas iria acabar antes do acidente
- ↑ folha.uol.com.br/ Antes de acidente, Mamonas Assassinas planejavam se separar
- ↑ sbt.com.br/ Simplesmente Mamonas
- ↑ musica.terra.com.br/ Dinho, do Mamonas Assassinas, tinha projeto com Tom Cavalcante
- ↑ http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Trof%C3%A9u_Imprensa_de_1996
- ↑ 95fmdracena.com.br/ ENTREVISTA COM A DRACENENSE CÉLIA ALVES, MÃE DO DINHO DOS MAMONAS
- ↑ blitz.sapo.pt/
- ↑ veja.abril.com.br/ Os ricos e famosos: Quem são os vinte que mais faturam no meio artístico no Brasil, quanto eles ganham e como chegaram ao topo
- ↑ sabado.pt/ As Mamonas Assassinas 15 anos depois
- ↑ 95fmdracena.com.br/ ATENÇÃO CREUZEBECK: 17 ANOS SEM MAMONAS ASSASSINAS
- ↑ cabinedotempo.com.br/
- ↑ webcitation.org/ Livro traz os 10 discos mais vendidos no Brasil em todos os tempos
- ↑ resumodanoticia.com/ Maiores Audiências das principais emissoras do Brasil
- ↑ omelete.uol.com.br/ Mamonas Pra Sempre! Crítica
- ↑ a b whiplash.net/ Mamonas Assassinas
- ↑ a b mtv.uol.com.br/ 15 anos sem Mamonas Assassinas: relembre a história do grupo
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- ↑ musica.uol.com.br/ Morte de Mamonas Assassinas faz dez anos; grupo fez sucesso com humor escrachado e pop
- ↑ estadao.com.br/ Record enfrenta protestos contra trilha de personagem gay
- ↑ odocumento.com.br/ História dos Mamonas Assassinas vai virar filme em 2006
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- ↑ joaocarlos.net.br/ Mamonas Assassinas: Estudioso vê nas letras antevisão da sociedade pós-moderna. Mídia míope só viu irreverência.
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- ↑ http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/54472-trajetoria-do-grupo-mamonas-assassinas-vai-ganhar-cinebiografia.html
- Outras