Manacapuru

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Município de Manacapuru
"Terra das Cirandas"
"Princesinha do Solimões [1] "
Bandeira de Manacapuru
Brasão de Manacapuru
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de julho de 1932 (82 anos)
Gentílico manacapuruense
Prefeito(a) Jaziel Nunes de Alencar (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Manacapuru
Localização de Manacapuru no Amazonas
Manacapuru está localizado em: Brasil
Manacapuru
Localização de Manacapuru no Brasil
03° 17' 59" S 60° 37' 14" O03° 17' 59" S 60° 37' 14" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[2]
Microrregião Manaus IBGE/2008[2]
Região metropolitana Manaus
Municípios limítrofes Leste: Iranduba e Manaquiri;
Sul: Beruri;
Oeste: Anamã e Caapiranga;
Norte/Noroeste: Novo Airão.
Distância até a capital 84 km
Características geográficas
Área 7 329,234 km² [3]
População 92 996 hab. (AM: 4º) –  IBGE/2014[4]
Densidade 12,69 hab./km²
Altitude 60 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,614 (AM: 11º) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 372 365,834 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 366,44 IBGE/2008[6]
Página oficial

Manacapuru é um município brasileiro do estado do Amazonas. Pertencente à Mesorregião do Centro Amazonense e Microrregião de Manaus, localiza-se a sul de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 84 quilômetros. Ocupa uma área de 7 329,234 km²[3] e sua população, estimada pelo IBGE em 2012, era de 86 985 habitantes,[7] sendo assim o quarto município mais populoso do estado do Amazonas, superado por Manaus, Parintins e Itacoatiara, e o segundo de sua microrregião. Juntamente com outros sete municípios, integra a Região Metropolitana de Manaus, a maior região metropolitana brasileira em área territorial e a mais populosa da Região Norte do Brasil. Sua área representa 0.4666 % da área do estado do Amazonas, 0.1902 % da Região Norte e 0.0863 % de todo o território brasileiro.[8]

O município possui uma temperatura média anual mínima de 24 °C e de 35 °C como média máxima.[1] Na vegetação do município predomina uma formação arbórea esparsa. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 12 492 veículos.[9] O município contava, em 2009, com 24 estabelecimentos de saúde.[10] O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,614, sendo considerando inferior à média nacional e médio, comparando com o IDH apresentado pelo estado que foi de 0,674.

A história de Manacapuru está fortemente ligada à aldeia dos Índios Mura, que se estabeleceram na margem esquerda do rio Solimões por volta do século XVIII, fazendo com que surgisse a localidade.[11] A etimologia de Manacapuru é desconhecida, tendo em vista que seu nome foi sempre o mesmo, desde sua origem até o momento atual. Além dessas características, Manacapuru é conhecida nacionalmente como a Princesinha do Solimões, apelido que ostenta desde meados do século XIX.[11] Muitos de seus atrativos naturais são conhecidos nacionalmente, assim como suas festas populares que estão entre as mais visitadas por turistas na Amazônia.[11]

A vegetação, típica da região Amazônica é formada por florestas de várzea e terra firme, tendo ao seu redor um relevo composto por lagos, ilhotes e uma pequena serra. Todos os anos ocorre a tradicional festa das cirandas, com o desfile de vários grupos de ciranda da cidade. Sua padroeira é Nossa Senhora de Nazaré.[12]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Manacapuru é uma palavra de origem indígena, que deriva das expressões Manacá e Puru. Manacá é uma planta brasileira das dicotiledôneas, da família solanaceae. Em tupi-guarani, a palavra significa "Flor". Já a palavra "Puru" possui a mesma origem, sendo distinto apenas o significado, que quer dizer enfeitado ou matizado. Assim sendo, Manacapuru em tupi-guarani significa Flor Matizada.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Os índios Muras, antigos habitantes da região, habitavam a área que pertence ao município de Manacapuru, já no século XVII. Os Muras eram conhecidos pelos Portugueses como índios belicosos e hostis, motivo pelo qual foram alvos da pacificação imposta por Matias Fernandes, a partir de 1774. Matias Fernandes era diretor da aldeia de Santo Antônio do Imaripi, situada no Japurá, muito distante da região.[13] Os Muras também tornaram-se conhecidos por integrarem a luta com os cabanos em meados do Século XIX, no movimento que ficou conhecido como Cabanagem.[1]

Por conta da grande distância de Japurá à localização dos Muras, por volta de 1785, já existia à margem do Rio Solimões, pouco abaixo da foz do Rio Manacapuru, uma Feitoria de Pesca denominada Caldeirão, cuja produção era destinada ao abastecimento da guarnição militar sediada em Barcelos, que a essa época era sede da Capitania. A Feitoria de Pesca era administrada por Sebastião Pereira de Castro.[13]

Sebastião Pereira de Castro comunicou ao General Pereira Caldas a grande migração de índios muras vindos de outras regiões para a localidade. Segundo Castro, em 27 de setembro daquele ano, haviam chegado ali um "grosso número de gentio mura", que desejavam estabelecer-se nas vizinhanças. Em resposta a essa comunicação, o General Pereira Caldas recomendou que os índios fossem deslocados para o povoado de Anamã - que mais tarde viria a ser um município - ou um outro lugar designado pelo administrador. O local escolhido para o estabelecimento dos Muras foi a margem do lago Manacapuru. Ali, cerca de 290 indígenas Muras se estabeleceram em 15 de fevereiro de 1786, edificando assim, a povoação, que recebeu o nome de Manacapuru, nome este pertencente ao lago.[13]

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

A Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré de Manacapuru foi criada em 12 de agosto de 1865, a partir da Lei n.° 148. A Freguesia tinha sede no povoado de Manacapuru. Com a Lei n.° 83, de 27 de setembro de 1894, criou-se o município de Manacapuru, com território desmembrado do município de Manaus. A instalação só ocorreu em 16 de junho de 1895.[13]

A Comarca de Manacapuru foi criada pela Lei n.° 354, de 10 de setembro de 1901. Através da Lei n.° 1.126, de 5 de novembro de 1921, a Comarca foi extinta, e só restabelecida no ano seguinte, em 1922, por força da Lei n.° 1.133 de 7 de fevereiro.[13]

Foi concedido ao município foros de cidade em 16 de julho de 1932, com o Ato estadual n.° 1.639. Com a divisão administrativa vigente em dezembro de 1959, três distritos formavam o município: Manacapuru, Beruri e Caapiranga,[13] sendo que os três já foram emancipados.[14] [15] Atualmente, o município possui apenas o distrito de Caviana, o qual também já foi proposto, em 2010, sua emancipação, juntamente com outros vinte e sete distritos no estado do Amazonas.[16]

História recente[editar | editar código-fonte]

Em decorrência do crescimento demográfico de Manacapuru, que atualmente ostenta a posição de quarta cidade mais populosa do Amazonas e uma das maiores em população da região Norte, o município foi incluído à Região Metropolitana de Manaus em 2008.[17] Possui atualmente 7,329  km²[3] e seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,663.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Manacapuru está situado à margem esquerda do rio Solimões, na confluência deste com o rio Manacapuru, a sudoeste da capital do Amazonas, Manaus, da qual dista em linha reta, 68 quilômetros. Suas coordenadas geográficas são as seguintes: 3° 18' 15" de latitude sul e 60° 37' 03" de longitude W. Gr.[18]

Há um grande potencial aquático, florístico e faunístico em seu território. Foi o primeiro município do Amazonas a ter em sua área territorial um Sistema Municipal de Unidade de Conservação (SMUC) - a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piranha - além da Área de Proteção Ambiental do Miriti e dos Lagos de Manutenção do Paru e Calado.[1] A vegetação da localidade caracteriza-se em quase sua totalidade por áreas de várzea e terra firme, do qual recebe intensa influência.[1]

Municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

Manacapuru limita-se com seis municípios, a saber: Iranduba e Manaquiri ao leste; Beruri ao sul; Anamã e Caapiranga ao oeste; e Novo Airão ao norte e noroeste.[19]

Com o município de Iranduba

O limite de Manacapuru com Iranduba se inicia na cabeceira do Igarapé Açú, divisor de águas entre os rios Negro e Manacapuru. Este divisor se estende para sudeste, alcançando as cabeceiras do Igarapé da Anta, por sua linha mediana, até alcançar a confluência no lago Aracapuri. A partir daí, o Igarapé Açú, dividindo os dois municípios, estende-se até alcançar o lago Ubim. Na região norte do município, a linha divisória deste com Iranduba é a rodovia AM-070, que liga Manaus a Novo Airão. Também nesta região, o divisor do município é o Paraná do Ariaú, lago que desemborca no Rio Solimões.[19]

Com o município de Manaquiri

O limite entre Manacapuru e Manaquiri se inicia na margem direita do Rio Solimões, subindo por essa margem até alcançar o lago Paraná do Barroso, na parte mais ocidental da ilha do Barroso. A partir daí, o limite entre os dois municípios se dá por uma linha atravessando o povoado de Paraná do lago Grande, até alcançar o lago Grande. A partir deste lago, o divisor entre os dois municípios torna-se novamente o rio Solimões, finalizando no lago Manaquiri e na nascente do Igarapé Sucuri.[19]

Com o município de Beruri

Manacapuru inicia seu limite territorial com Beruri também na nascente do Igarapé Sucuri. Após o Igarapé Sucuri, o divisor territorial dos municípios passa a ser o Igarapé Pupunha, que divide os limites através de uma linha mediana, até alcançar os lagos do Acarituba, Papagaio e Baruri. A partir daí, o divisor territorial torna-se o rio Solimões.[19]

Com o município de Anamã

Inicia-se na margem direita do rio Solimões, na parte mais ocidental da ilha Inuara, descendo o rio pela margem ocidental. A partir daí o divisor territorial entre Manacapuru e Anamã torna-se uma linha mediana, até alcançar sua interseção com o paralelo de 3º 30' sul.[19]

Com o município de Caapiranga

Começa no paralelo de 3º 30' sul. Este paralelo, para nordeste, alcança a nascente Igarapé Cuité. Outros divisores usados para os limites territoriais entre Manacapuru e Caapiranga são os lagos Cabaliana, Paraná do Anamã, Campina, Cláudio e Piraí e os rios Manacapuru e Solimões.[19]

Com o município de Novo Airão

O limite entre os dois municípios se inicia no Igarapé Piraí e alcança o Igarapé Posto da Petrobrás. O Rio Manacapuru é usado como limite entre os dois municípios, após o fim do Igarapé da Petrobrás. Por fim, o Rio Negro finaliza o limite geográfico e territorial entre Manacapuru e Novo Airão.[19]

Região metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Manaus, também conhecida como Grande Manaus, foi criada pel Lei Complementar Estadual nº 52 de 30 de maio de 2007. A Região metropolitana foi formada por sete cidades: Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Novo Airão. Inicialmente, o município de Manacapuru não foi acrescentado à região metropolitana da capital, porém, com a construção da Ponte Rio Negro, que ligará a capital ao interior do estado, Manacapuru foi incluído entre os municípios da Grande Manaus, aumentando o número de municípios para oito.[17]

A Região Metropolitana de Manaus, a qual pertence Manacapuru, é a maior Região metropolitana do Brasil em área territorial, com 101 474 km².[3] Com 2 106 866 habitantes, é a mais populosa da Região Norte do Brasil e a décima primeira mais populosa do país, de acordo com o Censo demográfico realizado pelo IBGE em 2010.[7]

Imagem de satélite da Região Metropolitana de Manaus, à qual Manacapuru pertence.
Dados dos municípios da Região Metropolitana de Manaus
Município Área (km²) População (2010) PIB (2008)
Careiro da Várzea 2 631,128 23 963 101 246,807
Iranduba 2 215,033 40 735 168 051,636
Itacoatiara 8 891,993 86 840 822 214,607
Manacapuru 7 329,234 85 144 372 365,834
Manaus 11 401,058 1 802 525 38 116 495,350
Novo Airão 37 771,246 14 780 41 705,570
Presidente Figueiredo 25 422,235 27 121 279 052,842
Rio Preto da Eva 5 813,197 25 758 123 765,404

Clima[editar | editar código-fonte]

Manacapuru possui clima tropical úmido, presente em toda a Amazônia. O clima é amenizado por alta pluviosidade e pelos ventos alísios que sopram do Atlântico. Quedas de temperatura são comuns no município e diminuem bastante os rigores de calor, acontecendo quase sempre à noite. Há duas estações distintas: inverno, que se inicia em dezembro, e verão, que se inicia em maio.[18]

Entre abril de 1958 e dezembro de 1960, a maior temperatura registrada em Manacapuru foi de 35,8 °C, observada no dia 15 de outubro de 1958.[20] A mínima foi de 18,1 °C, no dia 21 de julho de 1958.[21] Também durante este período, o maior acumulado de chuva ocorrido em 24 horas foi de 94 mm, em 29 de dezembro de 1958.[22]

Nuvola apps kweather.svg Temperatura e precipitação média em Manacapuru Weather-rain-thunderstorm.svg [23]
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Média das temperaturas máximas °C 30,7 30,8 30,8 30,8 30,8 30,9 31,3 32,4 32,7 35,1 32,1 31,4 32,5
Temperatura média °C 26,2 26 26,1 26,1 26,1 26,1 26,7 27,4 28,5 29,3 28,4 27,7 27,6
Média das temperaturas mínimas °C 22,9 23 23,1 23,1 23,1 22,8 22,5 22,8 23,2 23,4 23,5 23,3 22,8
Precipitação média mm 285,9 274,7 328,9 287,1 202,4 107,2 67,7 44,2 69,2 121,6 166,3 227,8 2012,2

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Manacapuru está localizada junto à bacia hidrográfica Amazônica. Os rios que passam por Manacapuru são os rios Solimões e o Manacapuru, que dá origem ao nome da cidade.[24] O rio Solimões começa no Peru e, ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões.[25]

Além dos rios Solimões e Manacapuru, banham o município os rios Purus e Jará.[18]

Fauna e flora[editar | editar código-fonte]

Vitória-régia, a maior flor do mundo.

A fauna e flora da Amazônia é diversificada, sendo encontrada a mesma fauna da floresta tropical úmida presente na Amazônia em diversos municípios. É possível encontrar no município, inúmeras espécies de plantas e pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insetos.[26]

Os grandes mamíferos da água, como o Peixe-boi e o Boto, são encontrados principalmente em regiões sem muita movimentação do Rio Negro. A hidrografia do município é privilegiada, principalmente na divisa com Novo Airão, este conhecido por ser a "terra do Peixe-boi".[27] Algumas árvores de origem amazônica, como a Andiroba e Mafumeira (também conhecida como Sumaúma), são encontradas em algumas regiões da cidade, principalmente em áreas intactas. Na área urbana, pouco se encontra tais árvores..[27] Répteis como tartarugas, caimões e víboras também ali habitam. Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Em algumas regiões ao longo dos rios, encontramos a planta Vitória-régia, cujas folhas circulares chegam a mais de um metro de diâmetro.[28]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população do município, de acordo com o Censo de 2010 promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 85 144 habitantes, sendo o 4º mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 9,9 habitantes por km².[7] Segundo o censo de 2000, 50,45% da população eram homens (9 159 habitantes), 49,55% (8 996 habitantes) mulheres, 94,72% (17 197 habitantes) vivia na zona urbana e 5,28 (958 habitantes) na zona rural.[29]

O crescimento populacional de Manacapuru na última década foi de 15,54%.[30] Em um período de nove anos, entre 1991 e 2000, a população de Manacapuru teve uma taxa média de crescimento anual de 2,97%, onde sua população se elevou de 57 173 habitantes em 1991 para 73 695 habitantes em 2000. Em contrapartida, a taxa de urbanização cresceu apenas 2,66% passando de 63% de urbanização no município, em 1991, para 64,67% em 2000.[29] Em 2000, a população do município representava 2,62% da população do estado e 0,04% da população do país.[29]

Ainda no período de 1991 a 2000, houve um declínio no quesito razão de dependência. Em 1991, a razão de depedência entre os habitantes era altíssima: 107,6%. Em 2000, com o declínio, este índice baixou para 85% dos habitantes.[29]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Manacapuru é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No ano de 2000, considerando apenas a educação, o valor do índice é de 0,761 enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da saúde é de 0,684 (o brasileiro é 0,787) e o de renda é de 0,544 (o do Brasil é 0,723).[29] Comparado aos outros municípios do Brasil, Manacapuru apresenta uma situação intermediária, ocupando a 3.555ª posição no quesito IDH, sendo que 3.554 municípios (64,5%) estão em situação melhor e 1.952 municípios (35,5%) estão em situação pior ou semelhante.[29] Comparando com os municípios do Amazonas, Manacapuru apresenta uma situação considerada razoável: ocupa a 15ª posição, sendo que 14 municípios (22,6%) estão em situação melhor e 47 municípios (77,4%) estão em situação pior ou semelhante.[29] No período de 1991 a 2000 o IDH de Manacapuru cresceu 11,24% passando de 0,596 em 1991 para 0,663 em 2000. A Longevidade foi o que mais contribuiu para este crescimento, com 51,2%, seguida pela Educação, com 49,8%.[29] Caso Manacapuru mantivesse esta taxa de crescimento de IDH, levaria 26 anos para alcançar São Caetano do Sul, o município com o melhor IDH do Brasil (0,919) e 12 anos para alcançar Manaus, o município com o melhor IDH do estado (0,774).[29]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Os traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e holandeses marcam o município de Manacapuru. Cresceu assim, mas voltando um pouco atrás na história, não se pode esquecer a importância dos ameríndios no quesito contribuição étnica. Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia, e seus descendentes, os caboclos, desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.

Na sua formação histórica, a demografia de Manacapuru é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses[31] e judeus vindos do Marrocos,[32] formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida. A cidade abriga uma notável comunidade marroquina, em sua maioria judeus.[32]

Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de Manacapuru está composta por: pardos (69,99 % ou 51 579 habitantes), brancos (22,21 % ou 16 371 habitantes), pretos (5,26 % ou 3 874 habitantes), indígenas (0,85 % ou 630 habitantes) e amarelos (0,18 % ou 129 habitantes).[33] [34] Há ainda, 1 113 pessoas que não declararam suas etnias, representando 1,51 % do total da população.[33] [34]

Religião[editar | editar código-fonte]

A variedade cultural em Manacapuru se faz presente e são diversas as manifestações religiosas presentes na localidade. Assim como diversos municípios brasileiros, o município se desenvolveu sobre uma matriz social eminentemente católica e é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes. Também é notório o crescimento dos sem-religião que, segundo dados de 2000, correspondem a 6,09 % da população religiosa da cidade.[35] Manacapuru está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[36] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[37]

De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Manacapuru é composta por: Católicos (65,68%), evangélicos (25,73%), pessoas sem religião (6,09%), budistas (0,01%) e 2,14% estão divididas entre outras religiões.[35] Entre as igrejas protestantes, destacam-se a Assembleia de Deus (15,36%), Igreja Batista (2,09 %) e Igreja Adventista do Sétimo Dia (1,72 %).[35] Entre as denominações cristãs restauracionistas, destacam-se A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1,16 %) e as testemunhas de Jeová (0,40 %).[35] O espiritismo, judaísmo, a umbanda e o candomblé não foram identificados entre a população religiosa.[35]

Política[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Constituição de 1988, Manacapuru está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[38] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[39]

O Poder executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pelo artigo 29 da Constituição do Brasil.[40] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O município de Manacapuru se rege por leis orgânicas.[41]

O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por quinze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[42] ) e está composta da seguinte forma:[43] três cadeiras do Partido Verde (PV); duas cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); duas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); duas do Partido Republicano Progressista (PRP); e uma do Partido Social Cristão (PSC). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). A comarca de Manacapuru foi criada em setembro de 1901, sendo extinta vinte anos depois, em 1921, e restabelecida no ano seguinte, em 1922.[44]

O atual prefeito de Manacapuru é Washington Régis, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Economia[editar | editar código-fonte]

Caracteriza-se especialmente pela coleta de borracha e castanha, exploração de caça, pesca, pecuária extensiva nos campos naturais e incipiente agricultura itinerante nas terras firmes, salientando-se nos últimos anos a cultura da juta e da pimenta-do-reino. Com relação a Manacapuru, observa-se que, embora tenha nas indústrias extrativas animal e vegetal expressiva fonte de riqueza, é a agricultura, em particular a cultura da Juta, a base econômica do município.

Produção agrícola[45]
Produto Quantidade (t)
Mandioca 31.622
Banana 1.666
Milho 1.344
Laranja 692
Feijão 17

Setor primário[editar | editar código-fonte]

A agricultura em Manacapuru é uma das principais fontes econômicas. O município é o maior produtor nacional de juta, tendo destaque também para outros produtos como a mandioca, banana, milho, laranja, feijão, café e hortaliças.[46]

A pecuária e a pesca também constituem um forte empreendedor econômico do município, com destaque para a criação de bovinos eqüinos e suínos. Em 2009, foram registradas 20.568 bovinos efetivos no município, além de 639 bubalinos e 294 eqüinos.[47] Na pesca, as as espécies mais comuns são o pacu, sardinha, curimatá, branquinha, jaraqui, matrinxã, acari-bodó e outras espécies de peixes oriundos de água doce.[46]

A avicultura também concentra uma representação econômica para a cidade, existindo uma granja com criação de galinhas de postura. O extrativismo vegetal ainda é uma atividade de grande significado para a economia local, através da exploração de produtos como a borracha, pupunha e madeira. Existem diversos viveiros de peixes na localidade, voltados à criação de espécies de peixes da Amazônia.[46] Na fruticultura, produz-se no município maracujá, cupuaçu, mamão, abacaxi, banana, abacate, laranja, limão e melancia.[46]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

A produção industrial no município está intimamente ligada à agricultura e à indústria extrativa local. Há indústrias voltadas a atividades agropecuárias, produção de minerais não metálicos, metalúrgica, mecânica, materiais elétricos, material de transporte, madeira, mobiliário, papel, borracha, couro, produtos farmacêuticos e veterinários, materiais plásticos, têxtil, vestuário, bebida, fumo, editorial e gráfica, calçados e construção.[46]

Em 2008, haviam 918 empresas regularizadas no município, de acordo com o IBGE, gerando cerca de 4.850 empregos diretos.[48]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

O município mantém transações comerciais com as praças de Manaus e Belém. Entre os produtos que importa aparecem em primeiro lugar gêneros alimentícios, tecidos, medicamentos, ferragens e material elétrico.[49] De acordo com dados de 2008, a sede municipal conta com 918 estabelecimentos de comércio, gerando aproximadamente 4 850 empregos diretos com salários de R$ 71.537, uma média de 3,3 salários mínimos.[50]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Habitação, infraestrutura básica e segurança[editar | editar código-fonte]

Manacapuru possui uma infraestrutura razoável. Em 2000 a cidade possuía 13 351 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 11 608 eram imóveis próprios, sendo 11 545 próprios já quitados (86,47%), 63 em aquisição (0,47%) e 678 alugados (5,08%); 1 010 imóveis foram cedidos, sendo 326 por empregador (2,44%) e 684 cedidos de outra maneira (5,12%). 55 foram ocupados de outra forma (0,41%).[51] Parte dessas residências conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 50,56% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[52] 57,26% das moradias possuíam coleta de lixo[53] e apenas 9,16% das residências possuíam escoadouro sanitário.[54]

No período entre 1991 e 2000 o acesso a bens de consumo era considerado baixo. Em 1991, apenas 34,6% das residências possuíam geladeira; 39,5% televisão; 8,3% telefone e nenhuma das residências possuía computador. Em 2000 o índice se elevou: 57,5% das residências possuíam geladeira; 62,6% televisão; 8,5 telefone e 0,9% computador.[29]

Por força da Constituição Federal do Brasil, a Guarda Municipal de Manacapuru, juntamente com a Polícia Militar, possui a função de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Ainda, atendendo o interesse público e no exercício do seu poder de polícia, atua na prevenção e repressão de alguns crimes, especialmente contra bens e serviços públicos, podendo inclusive prender em flagrante delito os infratores e conduzi-los até a presença de um delegado de polícia, de acordo com o disposto na lei processual penal.[55]

A criminalidade em Manacapuru está em elevado crescimento, como nos demais municípios brasileiros. Em 2006 a taxa de homicídios no município foi de 9,7 para cada 100 mil habitantes, sendo que em 2005 a taxa era de 8,8. O índice de óbitos por arma de fogo, após apresentar grande crescimento entre 2002 e 2005, caiu em 2006, sendo de 4,5 para cada 100 mil habitantes neste ano. A taxa de óbitos por acidentes de trânsito, que era de um em 2002, subiu para 12 por cada 100 mil habitantes em 2006.[56]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

O município possui vinte e quatro estabelecimentos de saúde, sendo que todos são públicos e municipais. Não há estabelecimento de saúde particular. Dos vinte e quatro estabelecimentos de saúde, quinze prestam serviços odontológicos e atuam como unidades básicas de saúde.[57]

Manacapuru possui escolas em todas as regiões do município.[58] O município em 2009 contava com aproximadamente 22 429 matrículas, 727 docentes e 171 escolas nas redes públicas e particulares, sendo 19 escolas estaduais e 150 municipais.[58] 23 escolas municipais atuavam em atividades pré-escolares.[58]

Oficina de horticultura do Projeto Rondon em Manacapuru (2009).

No ensino superior, o município possui um campus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Em Manacapuru está sediado o Centro Metropolitano de Estudos Superiores da UEA (CMESU -UEA). O Centro Metropolitano, que abriga os cursos de Engenharia Naval, Engenharia de Pesca, Produção de Alimentos, Produção de Fibras e Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas, dá ênfase a tais cursos para atender as demandas específicas de Novo Airão, onde se encontra um centro de indústria naval regional, Iranduba, que possui grandes sítios arqueológicos, e Manacapuru, maior produtor brasileiro de fibra vegetal.[59]

Manacapuru é uma das sedes do Projeto Rondon, uma iniciativa do governo brasileiro, coordenada pelo Ministério da Defesa, em colaboração com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.[60]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O município é abastecido pela Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada em Balbina, distrito do município de Presidente Figueiredo. Juntamente com a Usina Hidrelétrica de Samuel, Balbina abastece grande parte dos municípios da Amazônia Ocidental. A distribuição de energia no município é fornecida pela Eletrobras Eletronorte.[61]

O serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pelo Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto (SAAE).[62] Já a coleta de esgoto é realizada pela própria prefeitura. Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área (DDD) de Manacapuru é 092 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é 99825-000.[63]

Manacapuru recebe sinais de televisão aberta de várias emissoras brasileiras. Entre as emissoras regionais que veiculam programas ligados ao município, destacam-se a Rede Calderaro de Comunicação, que veicula a TV A Crítica, afiliada da Rede Record; o Grupo Raman Neves de Comunicação que veicula a TV Em Tempo, afiliada do SBT; e a Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo

Transporte[editar | editar código-fonte]

O município possui muita tradição no transporte hidroviário, tendo em vista a abundância dos rios que cortam a localidade. Manacapuru, assim como os demais municípios amazonenses, não é cortada por ferrovias em seu território. O transporte público em Manacapuru, assim como em toda a Região Metropolitana de Manaus, é administrado pela Superitendência de Transporte Urbano da Grande Manaus (STU-RMM). O transporte aéreo também é usado, embora em menor escala.[1]

Fluvial[editar | editar código-fonte]

Barco no rio Amazonas. O transporte fluvial nessa região é muito comum, pois existem poucas estradas.

Os rios amazônicos são ainda hoje, como no tempo do Brasil-Colônia, as únicas vias de penetração nessa região.[64] A navegação fluvial é muito intensa no Amazonas, que possui o maior rio em volume de águas do mundo, o Rio Amazonas. Os rios de pequeno porte da região são navegáveis até o alto curso, como acontece nos rios juruá e Purus. Os tipos de embarcação hidroviária utilizadas na região variam desde pquenos barcos até a navios de cruzeiro. São usadas ainda embarcações a vela, geralmente chamadas de "canoas", "geleiras" ou "vigilengas", que realizam grande parte do tráfego à capita, Manaus, e outras localidades rurais do município. O Terminal Hidroviário de Manacapuru, de responsabilidade da SNPH, é um dos maiores do Norte brasileiro.[65]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

As únicas rodovias existentes em Manacapuru são a AM-070, que interliga Manacapuru à Manaus, Iranduba e Manaquiri; e a AM-254, que interliga Manaus à Novo Airão, passando por Manacapuru.[1] Há ainda empresas de transporte público que realizam viagens para comunidades rurais do município. O acesso à Manaus é feito também pela Ponte Rio Negro, prevista para ser concluída em 2011.[66]

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

A cultura do município, assim como do Amazonas, foi largamente influencidada pelos povos nativos da região e pelos diversos grupos de imigrantes e migrantes que ali se estabeleceram, principalmente espanhóis.[67] Manacapuru tornou-se uma cidade com ampla miscigenação cultural e diversificadas culturas.[67] Os nordestinos que migraram para a Amazônia no fim do Século XIX e início do Século XX, atraídos pelo Ciclo da borracha, também contrbuíram para a formação da cultura municipal.[68] Tudo isso gerou na localidade e no estado uma cultura mestiça e com grande contribuição e permanência da cultura indígena.[68]

A cultura manacapuruense é rica em tradições e festas folclóricas bastante apreciadas. Por conta do Festival de Cirandas, que nos últimos anos tem atraído grande número de turistas para a cidade, Manacapuru ficou conhecido como a "Terra das Cirandas".[69]

Na música, os destaques são a ciranda e o forró. Manacapuru possui um projeto chamado "Caravana da Música", que conta com a participação de diversos artistas regionais e nacionais.[70]

Festival de cirandas[editar | editar código-fonte]

A exemplo de Parintins, Manacapuru também é conhecida por seu festival folclórico, porém, ao invés do característico boi bumbá de Parintins, a cidade é conhecida por suas cirandas, agremiações que tocam um estilo de música típico local, e apresentam desfiles competitivos. Realiza-se todos os anos, o Festival de Ciranda de Manacapuru, no Cirandódromo da cidade, localizado no Parque do Ingá.[71]

O primeiro Festival de Cirandas competitivo aconteceu em 1997. A partir de então, a manifestação cultural recebeu status de manifestação folclórica e a cada ano apresentou mais qualidade e nível técnico nas noites da festividade.[71]

São três as agremiações que compõem o festival do município: Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional.[72]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Manacapuru é um dos maiores destinos turísticos no Amazonas, recebendo um elevado número de turistas que visitam as praias, lagos e igarapés das proximidades, que contam com diversos hotéis de selva.[73]

O ecoturismo, também chamado de turismo de natureza, atrai milhares de turistas ao município.[73] Entre as atrações naturais da cidade, destacam-se: Reserva Ecológica de Manacapuru, possuindo uma vegetação típica de várzea, com gigantescas árvores, como a Sumaúma. Caracteriza-se como uma área migratória e de produção de aves, sendo também um dos melhores locais para a pesca esportiva, pela variedade de peixes como a piranha e o aruanã. Possui um hotel flutuante e um observatório de pássaros, de jacarés e aves. Situa-se na margem esquerda do Rio Solimões.[74]

A Comunidade Indígena Sahu-Apé também é um atrativo natural da localidade, onde se encontram especiarias indígenas.[74] A Ilha de Santo Afonso, no rio Solimões, também é um atrativo natural muito visitado.[74]

O Cais do Porto, no centro da cidade, é o principal ponto turístico, sendo um porto histórico. Além do Cais do Porto, há outros prédios e localidades históricas que servem como atrativos turísticos, como a Igreja Nossa Senhora de Nazaré, tendo sua construção iniciada em 1904 e concluída em 1907.

A verba empregada na obra foi oriunda da colaboração de prósperos comerciantes do lugar e de recursos obtidos com realizações de arraiais. Os materiais destinados a edificação do templo foram adquiridos em parte na capital do estado, Manaus, e em Coari;[74] Câmara Municipal, que abrigou durante a década de 1930 a sede do Poder Executivo, a Coletoria Estadual e o Fórum de Justiça. Em 1976 instalou-se definitivamente no prédio a Câmara Municipal de Manacapuru, fazendo com que este recebesse a denominação de Palácio Antero de Rezende;[74] o Colégio Nossa Senhora de Nazaré, teve suas obras iniciadas em 1946 e concluídas em 1951. Seu desenho arquitetônico tem muito haver com o estilo europeu. Foi construído com recursos oriundos da própria missão e do governo brasileiro, além da contribuição da comunidade local, que ajudou com a mão-de-obra; Prédio Fórum de Justiça, construído no início da década de 1930, por Francisco do Couto Valle, e destinava-se a cadeia municipal. Serviu como hotel. De 1991 a 1993 o prédio passou a ser utilizado com sede da Secretaria Municipal de Saúde. Passou a hospedar a sede do Fórum de Justiça da Câmara de Manacapuru. Destacam-se ainda os prédios da Prefeitura Municipal, um dos mais antigos da cidade, e a sede da Maçonaria.[74]

É notório ainda, o prédio da Restauração, um edifício centenário; Terminal Fluvial Turístico e Centro de Atendimento ao Turista; Mercado Municipal; Casa da Cultura; Parque do Ingá; Balneário do Miriti e Praça 16 de julho.[74]

Futebol[editar | editar código-fonte]

No futebol, o principal clube de futebol de Manacapuru é o Princesa do Solimões Esporte Clube, tendo sido fundado no dia 18 de agosto de 1971.[75] Sua sede é estabelecida na Avenida Getúlio Vargas, no Centro Histórico de Manacapuru. O Princesa do Solimões fez a primeira partida Oficial do Primeiro Campeonato Amazonense de Futebol em 1987, sendo o terceiro clube de futebol do interior amazonense a participar de tal evento, sendo precedido pelos clubes Penarol, de Itacoatiara e Olaria, de Humaitá.[75] Grande revelador de talentos, fez surgir uma gama de estrelas do futebol nortista, tais como Naílton, Zédvan e Alcimar.[75] O "Tubarão do Solimões", assim como é comumente conhecido pelos amazonenses, tem como símbolo um "Tubarão".[75] Conquistou vice-campeonatos estaduais, em 1985 e 1997, além da conquista do Torneio Início de 1997 e 2007. Em 1989, disputou seu único torneio nacional, ficando em sexto lugar no seu grupo, vencendo apenas dois clubes: O Mixto Esporte Clube, de Cuiabá, capital do Mato Grosso e o Dom Bosco Futebol Clube, da cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; este feito torna Manacapuru o único município do interior a ter sido representado na Segunda Divisão mais importante do futebol Brasileiro.

Outro clube de Manacapuru a chegar no futebol profissional foi o Operário, fundado em 10 de Junho de 1982 o clube profissionalizou-se em 2010 sagrando-se logo campeão da Série B do campeonato Amazonense, e em menos de dois anos chegando à Série A.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]