Manaquiri

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Município de Manaquiri
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação Não disponível
Gentílico manaquiriense
Prefeito(a) Aguinaldo Martins Rodrigues (PRTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Manaquiri
Localização de Manaquiri no Amazonas
Manaquiri está localizado em: Brasil
Manaquiri
Localização de Manaquiri no Brasil
03° 25' 41" S 60° 27' 34" O03° 25' 41" S 60° 27' 34" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Manaus IBGE/2008[1]
Distância até a capital pelo rio 80 km
Características geográficas
Área 3 975,759 km² [2]
População 27 480 hab. (AM: 26º) –  IBGE/2014[3]
Densidade 6,91 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,596 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 72 120,574 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 588,98 IBGE/2008[5]
Página oficial

Manaquiri é um município brasileiro do estado do Amazonas. Situa-se ao sul de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 54 quilômetros. Sua altitude é de apenas 48 metros acima do nível do mar.

Pertencente à Mesorregião do Centro Amazonense e Microrregião de Manaus, é um dos municípios que integram a Região Metropolitana de Manaus. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, sua população era de 27 480 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1849, o cientista britânico Alfred Russel Wallace passou dois meses em Manaquiri, fazendo pesquisas sobre peixes, insetos, aves e mamíferos, como ele mesmo narra no seu livro Viagens pelos rios Amazonas e Negro, tradução brasileira do original inglês A Narrative of Travells on the Amazon and Rio Negro, with an Account of the Native Tribes, and Observations on the Climate, Geology, and Natural History of the Amazon Valley.

Naquele tempo, meados do século XIX, Manaquiri era apenas uma pequena fazenda do português Antônio José Brandão, que ali criava animais de grande e de pequeno portes, cultivava fumo e cana-de-açúcar, e produzia todo tipo de frutas tropicais, como goiaba, banana, laranja e muitas outras.

Ele era casado com uma mestiça, neta do chefe manau Comadri, de Mariuá, havida por uma filha desse cacique com um português da tropa ao serviço do governador do Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que fora a Mariuá estabelecer a vila que seria sede da Capitania de São José da Barra do Rio Negro.

O referido governador escolheu Mariuá, cujo nome alterou para Barcelos, atendendo às determinações do Diretório dos Índios, proposta do seu irmão Marquês de Pombal, e aprovado por alvará de 1758. Este documento legal determinava, entre outras providências, a mudança dos nomes de aldeias e vilas de língua indígena para a portuguesa.

Durante a chamada Cabanagem, revolução que se iniciou no Pará e se estendeu até o alto Amazonas, os índios vizinhos de Antônio José Brandão, com quem se davam bem, foram aliciados pelos cabanos, atacaram a fazenda, chacinaram quase todos os empregados, mataram os animais e incendiaram a casa de moradia. Sua família não foi trucidada porque logrou esconder-se na floresta, durante três dias, até que conseguiu sair para a Barra do Rio Negro, como se chamava Manaus, naquele tempo.

Antônio José Brandão reconstruiu sua fazenda, mas não refez sua casa-grande, por desgosto. Pai de doze filhos, ele era sogro de Henrique Antony (nome de rua em Manaus), casado com Leocádia Brandão Antony, de quem descende toda a família Antony, do Amazonas; e, também, de Alexandre Paulo de Brito Amorim, português de Arcos de Valdevez, casado com Amélia Brandão de Amorim, o qual, como Vice-Cônsul, foi o primeiro representante consular do governo português em Manaus, de 1854 a 1873, e um dos fundadores da Associação Comercial do Amazonas.

Em 1866, Alexandre Paulo de Brito Amorim constitiu a Companhia de Navegação do Alto Amazonas, que obteve concessão para explorar as linhas dos rios Negro, Purus e Madeira, a partir de Manaus.

Na capital amazonense, existe, em sua homenagem, a Rua Alexandre Amorim. Ele foi o pai de Antônio Brandão de Amorim, tupinólogo, autor do livro Lendas em Nheengatu e em Português, publicado originalmente pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1928, e, depois, em 1987, pela Associação Comercial do Amazonas.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Sua festa mais popular, que atrai turistas de toda a região, é celebrada na semana que se encerra a 29 de junho, dia de São Pedro.
  • Quando se viaja pelo meio fluvial, veem-se caboclos ribeirinhos morando em palafitas, casas construídas sobre os rios, e transportando-se em canoas.
  • Os veículos utilizados no transporte terrestre em Manaquiri são os moto-táxis. E tem como um ponto de entretenimento uma Lan House.Manaquiri.com

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Estimativas populacionais para os municípios brasileiros em 01.07.2014 Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Página visitada em 30 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
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