Manchester United Football Club

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Manchester United)
Ir para: navegação, pesquisa
Manchester United
Manchester United FC logo.png
Nome Manchester United Football Club
Alcunhas Red Devils (Diabos vermelhos)
Manchester Utd
Man United
United
Man Utd
Mascote Fred the Red
Fundação 1 de janeiro de 1878 (136 anos)
Estádio Old Trafford
Capacidade 75,731[1]
Localização Manchester, Inglaterra
Presidente Estados Unidos Joel Glazer
Treinador Países Baixos Louis van Gaal
Patrocinador Estados Unidos Chevrolet
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição Inglaterra Premier League
Inglaterra Copa da Inglaterra
Inglaterra Copa da Liga Inglesa
PL 2014–15
CI 2014–15
CL 2014–15
em disputa
a disputar
a disputar
Website ManUtd.com
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

O Manchester United Football Club é um clube inglês de futebol sediado em Trafford, na região metropolitana de Manchester, sendo um dos times mais populares e mais bem sucedidos da Inglaterra e do mundo.

O Manchester United é uma das maiores equipas da história do futebol inglês, tendo ganho 23 títulos importantes desde que Sir Alex Ferguson tornou-se treinador em 6 de novembro de 1986.[2] Em 1968, eles se tornaram o primeiro clube inglês a vencer a Copa dos Campeões atual Liga dos Campeões, batendo o Benfica por 4-1. Eles ganharam a segunda Liga dos Campeões, em 1999, antes de ganhar sua terceira em 2008. O clube passou seu rival Liverpool em 2011, ao atingir a marca de 19 títulos do campeonato inglês, e também detém o recorde da Copa da Inglaterra, com 11 troféus.[3]

É conhecido como "Diabos Vermelhos", bem como por abreviações de seu nome, como Manchester Utd, Man United, Man Utd e United. Em muitos lugares, é referido como "o Manchester" ou apenas como o "UNITED" assim referido pela grande maioria dos fãs,[4] devido à apenas recente grande projeção mundial de seu rival Manchester City. É necessário deixar claro que, para a grande maioria dos fãs que conhecem a história do clube, o termo "Man U" é pejorativo, já que sua origem data da época do desastre de Munique, quando os torcedores de outras equipes criaram músicas exaltando a tragédia e o fato de vários jogadores terem falecido.

Inicialmente um clube de média expressão no futebol inglês, tem sua história de conquistas confundida com a trajetória longeva de dois técnicos pela equipe, ambos escoceses, ambos agraciados com o título de Sir após fazerem o clube conquistar a Europa: Matt Busby (que treinou o United de 1945 a 1969, além de um pequeno período de dezembro de 1970 ao início do verão de 1971) e Alex Ferguson, o maior técnico da história do clube (treinou o clube de novembro de 1986 a maio de 2013).

Desde a década de 1990, o clube tem sido um dos mais ricos do mundo e com a maior receita entre todos os clubes de futebol,[5] em fevereiro de 2012 foi classificado como o clube mais rico e valioso em qualquer esporte, com um valor estimado de 490 milhões (R$ 1,1 bilhão).[6] O Manchester United foi um dos fundadores do extinto G-14, grupo dos principais clubes do futebol europeu, e da sua substituição, a Associação Europeia de Clubes.[7] O clube foi eleito pela FIFA o 2° maior clube de futebol do século XX e o primeiro entre todos os clubes ingleses.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Foi fundado em 1 de janeiro de 1878 como Newton Heath L&YR Football Club, sendo o time dos operários do depósito da Lancashire and Yorkshire Railway no distrito de Newton Heath. Entrou, juntamente com outro time de Manchester, um certo Ardwick AFC, para a Liga de Futebol Inglesa em 1892, mudando de nome no ano seguinte para apenas Newton Heath Football Club.

O nome Manchester United Football Club veio apenas em 1902, quando o time, à beira da falência, conseguiu reestruturar-se com investimentos de John Henry Davies, empresário cervejeiro que comprou a equipe, sendo seu presidente até sua morte, em 1927. Foi de Davies a sugestão de alterar o uniforme: verde e dourado, que dividiam a camisa,[8] foram substituídos por vermelho e branco. Na temporada 1905–06, o novo time conseguiu promover-se para a Primeira Divisão.

Aproveitando-se de uma punição imposta ao outro time da cidade, o ex-Ardwick (que, desde 1893 passara a chamar-se Manchester City), que estava pagando a seus jogadores salários superiores ao teto imposto pela Associação Inglesa de Futebol, o United provocou um primeiro atrito com o clube que seria seu rival: contratou alguns dos jogadores dele, suspensos até o ano novo de 1907. Dentre eles, o grande destaque do City, o "bruxo galês" Billy Meredith. Na primeira temporada com o elenco cheio de ex-jogadores do outro time, o United conquistou seu primeiro título no campeonato inglês.

Gráfico mostrando a evolução do Manchester United no futebol inglês desde que entrou como Newton Heath em 1892-93 até 2007-08.

Na temporada seguinte, a de 1908-09, veio os primeiros títulos na Supercopa da Inglaterra e na Copa da Inglaterra. Uma nova conquista só viria na de 1911-12, com o segundo título no campeonato inglês, na temporada marcou a inauguração do novo campo, Old Trafford. Entretanto, a partir dali a equipe entrou em declínio, até sofrer seu primeiro rebaixamento, em 1922. Promovida novamente em 1925, voltaria a cair em 1931.

Em decadência na época, uniu-se ao concorrente Manchester City, em situação não muito melhor, para vetar a inclusão de um terceiro time da cidade na liga inglesa: o Manchester Central, clube surgido de dissidentes do mesmo City, revoltados com a saída deste da zona leste após perder seu estádio no local em um incêndio. Apesar de apoio popular ao Central, United e City conseguiram impor seu veto e a nova equipe fechou as portas em 1932.[9]

Estátua de sir Matt Busby.

O United, alternando na década de 1930 subidas e quedas entre a primeira e a segunda divisão, conseguir manter-se na elite durante a temporada de 1938-39. Depois dela, o campeonato foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial.

A era Busby[editar | editar código-fonte]

Em 1945, com o fim da Guerra, um ex-jogador escocês que havia participado do conflito e conhecido entre os apreciadores de futebol na cidade por ter jogado pelo Manchester City chega para ocupar o cargo de técnico. Matt Busby veio não apenas para limitar-se a dar instruções táticas ao elenco, e sim para participar na contratação de novos jogadores e de dirigir os treinamentos pessoalmente, tarefa até então comumente feita apenas pela diretoria. Sua primeira contratação não é a de um jogador, mas a de um assistente, um ex-jogador galês que conhecera na guerra: Jimmy Murphy.

Os resultados logo aparecem: na primeira edição pós-guerra do campeonato, a de 1946-47, o United termina em segundo, apenas um ponto atrás do campeão Liverpool. Na temporada seguinte, novo vice no campeonato e título na FA Cup, primeiro troféu relevante que o clube conquista desde o título inglês de 1911. O terceiro vice na liga vem consecutivamente, e outro é tido em 1951. Até que, na temporada 1951-52, o United volta a ser campeão inglês após 51 anos.

Busby Babes[editar | editar código-fonte]

Matt Busby

Apesar do título, o clube ficaria longe dele pelas quatro temporadas seguintes. Foi então que Busby e Murphy coordenaram a ascensão de uma geração jovem no elenco. O plantel, com média de idade de 22 anos, assombraria o país ao reconquistar o campeonato na temporada 1955-56.[10] Apelidados de Busby Babes, "bebês de Busby", a safra marca 103 gols no processo, e fazem do United o primeiro clube inglês a competir na recém-criada Copa dos Campeões da UEFA, na temporada 1956-57, em que conquistam o bi nacional. No torneio europeu, só são parados nas semifinais, pelo detentor do título e força dominante do continente, o Real Madrid de Alfredo di Stéfano. Dennis Viollet termina a competição como artilheiro, com nove gols.

Credenciados a participar pela segunda edição consecutiva da Copa dos Campeões devido ao bicampeonato inglês, o time tem de fretar um avião para poder disputar parelamente os torneios nacionais com o europeu.[11] Até que, em 6 de fevereiro de 1958, acontece uma das maiores tragédias relacionadas ao futebol: no viagem de volta para a Inglaterra após ter conseguido classificar-se para as semifinais da Copa dos Campeões em um 3–3 em Belgrado contra o Estrela Vermelha (derrotado previamente em Old Trafford por 2–1), o avião que leva jogadores e comissão técnica do time faz escala em Munique, na Alemanha Ocidental. A aeronave só consegue decolar na terceira tentativa, para logo em seguida desabar sobre a cerca do aeroporto e desintegrar-se em uma casa desabitada.[11]

A aeronave após o acidente.
Os Busby Babes na última partida antes do desastre aéreo de Munique: da esquerda para a direita, Edwards, Colman, Jones, Morgans, Charlton, Viollet, Taylor, Foulkes, Gregg, Scanlon e Byrne. Em itálico, os sobrenomes dos que morreram.

O desastre aéreo de Munique provocou a morte, dentre outros passageiros, de oito jogadores do clube e de três membros da diretoria. Dos jogadores mortos, quatro já haviam chegado à Seleção Inglesa: o celebrado Duncan Edwards, tido como o grande craque do elenco, Tommy Taylor, Roger Byrne e David Pegg. Outro, Liam Whelan, também já jogava por sua seleção, a Irlandesa. O acidente também obriga outros dois jogadores a encerrar suas carreiras: Johnny Berry, também da Seleção Inglesa, e Jackie Blanchflower, da Norte-Irlandesa.

O técnico Busby é um dos mais gravementes feridos, chegando a receber a extrema unção duas vezes,[11] mas sobrevive, bem como Bobby Charlton, Dennis Viollet, Bill Foulkes e Harry Gregg.

Reconstrução, era Best e glória continental[editar | editar código-fonte]

Murphy, que não estava no voo fatal por compromissos com a Seleção Galesa, ao qual comandara no dia anterior na partida de repescagem contra Israel que classificou o selecionado para a Copa do Mundo de 1958, passa a comandar interinamente o United. Consegue fazer a equipe em frangalhos chegar à final da Copa da Inglaterra, perdida para o Bolton Wanderers. Na semifinal da Copa dos Campeões, o time é eliminado pelos italianos do Milan.

Com Busby de volta, o United consegue ser vice-campeão inglês na primeira temporada após o acidente, a de 1958-59. No início da década que se segue, ordena a contratação de Denis Law, a quem convocara para a Seleção Escocesa no breve momento em que treinou paralelamente seu país, no segundo semestre de 1958, e autoriza a vinda de George Best, descoberto por um olheiro do clube na Irlanda do Norte.[12] Ambos chegam em 1963 e logo participam do título da Copa da Inglaterra, o primeiro do time após Munique. Na temporada seguinte, consegue-se a segunda colocação no campeonato inglês.

Na edição 1964-65, o título é conquistado em disputa acirradíssima com o Leeds United. Após empate em números de pontos, vitórias, empates e derrotas, o troféu é decidido no goal average, quociente do número de gols marcados pelo do de gols sofridos. A temporada marca o início da rivalidade com o Leeds, onde joga Jack Charlton, irmão de Bobby: os dois times se enfrentam também na semifinal da FA Cup em dois jogos de bastante pancadaria, e a classificação dos adversários veio apenas com um gol os 44 minutos do segundo tempo da partida de volta. De volta à Copa dos Campeões na temporada seguinte como campeões ingleses, os vermelhos priorizam o torneio europeu, ficando apenas em quarto no inglês. Na Copa, o United encara nas quartas-de-final o poderoso Benfica de Eusébio, Coluna e José Torres. Após 2-1 em Old Trafford, o time consegue a classificação após fazer 5 x 1 em pleno Estádio da Luz, em atuação magistral de Best, autor de três gols, dois deles nos doze primeiros minutos.[13] George Best depois disso se tornou um dos maiores ídolos do clube, sendo considerado por muitos críticos e fãs o maior deles.

Na década de 1960, este trio, representante de três das quatro nações do Reino Unido, comandou o United: na ordem, o norte-irlandês George Best, o escocês Denis Law e o inglês Sir Bobby Charlton (estátua A Trindade United, do lado de fora do Old Trafford).
Homenagem aos jogadores do Manchester United mortos no Desastre aéreo de Munique no ano de 1958

Pelas semifinais, o time volta à Iugoslávia para realizar outro jogo em Belgrado, desta vez contra o Partizan, que o elimina. Na temporada seguinte, a de 1966-67, o time tem de voltar a se focar apenas no campeonato inglês e é novamente campeão. Novamente credenciado a representar na posterior a Inglaterra na Copa dos Campeões, o United procura conseguir ambos os troféus, inglês e europeu. A liga nacional, entretanto, é perdida por dois pontos de diferença para o rival Manchester City.

A decepção é superada com os Red Devils, apelido do time desde o início da década e já incorporado ao distintivo, vencendo a decisão da Copa dos Campeões em reencontro com Eusébio e os demais portugueses do Benfica. Em Wembley, o jogo termina em 1–1 no tempo normal e o United faz fulminantemente 3 gols na prorrogação, tornando-se o primeiro inglês a levantar o mais importante troféu europeu de clubes. Com o feito no turbulento ano em que completavam dez do acidente aéreo, a Rainha Elizabeth II concede a Busby seu título de Sir.[11]

Ao final daquele ano, George Best (autor do terceiro gol do time na final) torna-se o terceiro jogador do elenco a receber a Bola de Ouro da France Football, depois de Denis Law (em 1964) e Bobby Charlton (em 1966; autor dos dois primeiros), mas a Copa Intercontinental é perdida para os argentinos do Estudiantes La Plata.

A seguir, ao fim do primeiro semestre de 1969, em que o United fica apenas na 11º colocação no campeonato inglês enquanto o rival Leeds ganha pela primeira vez após três vice-campeonatos seguidos, Busby decide deixar o cargo de técnico, que ocupara por vinte e quatro anos. Seu sucessor, o ex-jogador do time nos anos 1950 Wilf McGuiness (que não esteve em Munique por estar lesionado), não se dá bem, e Busby volta a comandar o time em dezembro de 1970, saindo definitivamente ao final da temporada 1970-71 para tornar-se membro da direção do clube. Quando saiu, o United era um dos quatro times que mais haviam vencido o campeonato nacional, com sete títulos, igualado a Arsenal, Everton e Liverpool, além de ser o único inglês campeão europeu. Antes de Busby, o clube era apenas o nono colocado nesse ranking de vencedores do campeonato.

Nova decadência[editar | editar código-fonte]

Com Bobby Charlton envelhecido, Denis Law idem e atormentado por lesões e com George Best entregue ao alcoolismo, o time não sai da má fase. Charlton e Law deixam o clube no meio de 1973; Best faz seu último jogo no clube em 1 de janeiro do ano seguinte. Sem Busby e o trio, o clube termina a temporada de 1973-74 melancolicamente em penúltimo, rebaixado para a Segunda Divisão pela primeira vez em quase quarenta anos. A humilhação é maior pela queda ter sido decretada em derrota no clássico contra o City, que venceu por 1 x 0 com gol de Law, à beira da aposentadoria no rival. A única celebração é a concessão do título de Sir a Charlton, pois enquanto o time era rebaixado, o título ficava com os rivais do Leeds.

Bryan Robson, capitão entre 1982 e 1994.

O time logo volta à elite ao vencer a segundo na em 1975, e, para o deleita da torcida, vê o Leeds perder polemicamente a final da Copa dos Campeões da UEFA, mas ela não vê os Red Devils recuperarem a força de antes. Na temporada de volta à primeira divisão, vê o rival Manchester City disputar o título com o Liverpool, que termina vencedor. Este time, que já havia sido campeão na edição anterior do campeonato inglês (e também na de 1973, estando então com dez títulos e líder isolado dos vencedores ingleses), disputava paralelamente a Copa dos Campeões da UEFA por este título precedente. Ele avança na competição europeia e vai ficando perto daquilo que o United não conseguira: ser campeão dos dois torneios simultaneamente. Daí surge a rivalidade entre Reds e Red Devils, que extrapolará as rixas citadinas de cada um. O Liverpool consegue ser campeão inglês e chega à final da Copa dos Campeões, o mesmo com a Copa da Inglaterra. Determinado a impedir um ineditismo ainda maior, uma conquista tripla desse novo rival, um United em decadência vence por 2 x 1 um Liverpool em ascensão na decisão da Copa da Inglaterra.

Os liverpuldianos, quatro dias depois, entretanto, conseguem ser o segundo time a trazer o troféu europeu para a Inglaterra, repetindo o feito na temporada seguinte. A rivalidade em relação ao Liverpool só aumenta com a continuação do sucesso do vizinho, que passa a dominar de vez o cenário nacional com outros oito títulos até 1990, além de conquistar novamente a Copa dos Campeões em 1981 e 1984. O outro time da cidade vizinha de Liverpool, o Everton, é quem aparece, já nos anos 1980, como principal antagônico à nova força. Além disso, outros dois times ingleses também vencem a Copa dos Campeões: o minúsculo Nottingham Forest também ultrapassa o United ao consegui-la duas vezes, além do Aston Villa, que se igualara anteriormente aos diabos também em número de títulos ingleses, em 1981.

O United, por sua vez, angaria um pouco do respeito perdido ao vencer duas Copa da Inglaterra de 1983 e 1985, com Busby na presidência do clube[11] e com Ron Atkinson como técnico. Bryan Robson, Paul McGrath e Norman Whiteside e o goleador Mark Hughes são os ídolos do momento, embora não consigam superar o glorioso trio Best-Charlton-Law. Enquanto a rivalidade intermunicipal com o Liverpool se intensifica, a com o Leeds se enfraquece, com este time passando a década na segunda divisão.

Em dezembro de 1986, com o United novamente ameaçado de reabaixamento, entretanto, Atkinson é demitido. Para seu lugar, vem o treinador da Seleção Escocesa na Copa do Mundo daquele ano e que fizera recente sucesso como técnico do Aberdeen no início da década ao comandar o time a três títulos no campeonato escocês em oito anos, em uma liga polarizada pelos tradicionais Celtic e Rangers, além dos troféus europeus da Recopa e Supercopa em 1983.

A Era Ferguson[editar | editar código-fonte]

Antes de sua chegada, o United detinha de sete títulos no campeonato inglês, sendo apenas o quinto maior vencedor do torneio, igualado ao Aston Villa, e atrás de oito conquistas de Arsenal e Everton e dezesseis do rival Liverpool (os três últimos ganhariam posteriormente mais quatro, uma e duas vezes, respectivamente). Vinte anos depois, o decacadente clube que vivia de glórias passadas teria, ainda contando-se apenas títulos no campeonato, doze novos troféus, sendo seu maior vencedor, superando seu rival Liverpool e com a diferença em relação ao Manchester City mais que triplicada. Tornaria-se marca mundial e clube mais rico do mundo.[14]

Alex Ferguson chega já impondo a disciplina que o caracterizaria e consegue fazer o United encerrar a temporada a salvo, em 11º. Para a temporada seguinte, manda trazer de sua Escócia natal o atacante Brian McClair e o goleiro Jim Leighton, além de Steve Bruce. O time consegue terminar em segundo. A satisfação não é total por o título ter ficado com o rival Liverpool, nove pontos à frente.

O United, entretanto, não engata, nem com a volta de Hughes do exterior. Ferguson só saboreia seu primeiro título como técnico do clube em 1990, ao vencer a Copa da Inglaterra na final contra o Crystal Palace, após turbulenta temporada em que esteve próximo da demissão após humilhante derrota por 1 x 5 no dérbi contra o City.

O título da Copa credencia o time a disputar a Recopa Europeia na temporada 1990-91, em que o time fica em sexto no campeonato inglês, já com crias novas como Denis Irwin, Paul Ince, Lee Sharpe e Ryan Giggs, este um jovem galês que Ferguson descobrira na base do rival City três anos antes e trouxera imediatamente para Old Trafford.

O time chega à decisão do segundo troféu europeu em relevância. Pela frente, o favorito Barcelona, então campeão espanhol, de Ronald Koeman, Michael Laudrup, Julio Salinas e Ion Andoni Goikoetxea. Os Red Devils ganham por 2–1, com dois gols do já veterano Hughes. Ferguson promete que na temporada seguinte, virá o aguardado título inglês.

Para ela chegam dois novos futuros ídolos: da Dinamarca, o goleiro Peter Schmeichel; da então União Soviética, o meia ucraniano de origem lituana Andriy Kančelskis, que ficaria mais conhecido como Andrei Kanchelskis. O time, que em novembro vence o tirateima com o campeão da Copa dos Campeões (o Estrela Vermelha) na Supercopa Europeia, vence pela primeira vez a Copa da Liga Inglesa e lidera boa parte da nova liga, mas nela o título fica com o rival Leeds United, de volta à primeira divisão havia dois anos, reacendendo a rivalidade entre os dois United.

Domínio na Premier League e Doubles[editar | editar código-fonte]

A temporada posterior, a de 1992-93, marca a primeira edição do novo formato do campeonato, cuja divisão de elite passou a chama-se Premier League. O time inicia mal na nova liga, ocupando apenas o décimo lugar em novembro. Tudo muda com a chegada de Éric Cantona, vindo justamente do Leeds. O francês faz grande parceria com Kančelskis[15] (agora russo) e Hughes e, após vinte e seis anos, o United é novamente campeão inglês, o primeiro sob o novo formato. Ferguson é eleito o técnico do ano pela primeira vez.

A seguinte foi ainda melhor: com Cantona e Kančelskis em grande fase, o time conseguiu pela primeira vez a chamada the double, a dupla conquista no campeonato e na Copa da Inglaterra, esta vencida de forma arrasadora por 4–0 sobre o Chelsea. Ficou também marcada pela vinda de outro futuro ídolo, o irlandês Roy Keane, e a saída de outro do passado, Bryan Robson, que fora capitão do elenco por doze anos. Bem diferente foi a seguinte: desfalcado do francês, que pegou longa suspensão após agredir torcedor adversário no jogo contra o Crystal Palace, e de Kančelskis, por lesão,[15] o campeonato foi perdido na última rodada em empate em 1 x 1 com o West Ham United e o título ficou com o turbinado Blackburn Rovers. Na decisão da Copa da Inglaterra, o título foi perdido para o Everton.

Para o próprio Everton Kančelskis, após recuperar-se, iria supreendentemente embora, depois de briga com Ferguson.[15] Quem ocuparia seu lugar na equipe seria David Beckham, desde 1993 no time, que já contava também Paul Scholes, Nicky Butt e os irmãos Gary e Phil Neville. Inicialmente, entretanto, os jovens receberiam o nada afetuoso apelido de Fergie's Fledglings, os "inexperientes de Fergie". Outro a sair repentinamente foi Hughes, vendido ao Chelsea. O United, que chegou a ficar quatorze pontos atrás do Newcastle United na edição que se seguiu da Liga, ressuscitou com a volta de Cantona da suspensão. A vantagem foi revertida e nova double veio, com sabor especial: a decisão da Copa da Inglaterra foi contra o rival Liverpool, que então decaía. O título veio com um simples 1–0 com gol do francês; além disso, o clube alcançava a segunda posição no ranking de campeões, igualando-se ao Arsenal, com dez conquistas para cada.

A temporada que se sucedeu, a de 1996-97, terminou com o quarto título na Premier League em cinco edições dela e com o United ultrapassando o Arsenal, somando o décimo primeiro campeonato inglês conquistado. Entretanto, ao final dela Cantona decide aposentar-se. O time havia chegado às semifinais Liga dos Campeões da UEFA, novo nome da antiga Copa dos Campeões, sendo eliminado pelo futuro campeão, o Borussia Dortmund, da Alemanha. Na temporada seguinte, a equipe, sentindo falta da liderança de Cantona, acabou perdendo o título inglês para o Arsenal, que deixava novamente ambos igualados em número de títulos no campeonato. O clube londrino e seu técnico que chegara naquela temporada, Arsène Wenger, iniciariam um período de rivalidade com os mancunianos e Ferguson, respectivamente.

A treble[editar | editar código-fonte]

No verão de 1998 aportaram em Old Trafford aquele que fora escolhido o melhor atacante do campeonato anterior, o tobagense Dwight Yorke, além do zagueiro neerlandês Jaap Stam e o ala sueco Jesper Blomqvist. A temporada que se seguiu terminou como a mais memorável da história do clube, com uma inédita conquista tripla no futebol inglês, a treble que o United impedira o Liverpool de realizar em 1977: título no campeonato, na Copa da Inglaterra e na Copa dos Campeões, agora Liga. A Premier League é conquistada com um ponto de diferença sobre o Arsenal (novamente ultrapassado no número de conquistas), muito em conta pela dupla de ataque formada por Andy Cole e Yorke, que terminou como artilheiro. O caribenho foi o primeiro jogador do United a terminar na artilharia do campeonato desde George Best em 1968.

O feito nos outros torneios também teve requintes dramáticos: na Copa da Inglaterra, a vaga na final foi garantida após vitória na prorrogação sobre os novos rivais do Arsenal com o mais lembrado gol de Ryan Giggs (o galês aproveitou passe errado no meio de campo e, em arrancada fulminante, passou por quatro adversários, um duas vezes, antes de desferir forte chute no gol de David Seaman), tendo Schmeichel defendido pênalti de Dennis Bergkamp no último minuto do tempo normal.

Na decisão, vitória por 2–0 sobre o Newcastle, gols do veterano Teddy Sheringham (no time desde a temporada anterior) e Paul Scholes. A semifinal da Liga incluiu derrota parcial por 0–2 para a Juventus na casa do adversário revertida para 3–2 (e o jogo inicial, em Manchester, fora empatado em 1–1 com gol de Giggs nos acréscimos) em noite inspirada de Roy Keane,[16] autor do primeiro gol. A noite não lhe foi perfeita por ter levado cartão amarelo que lhe suspenderia da final.

Decisão, contra o Bayern Munique, que seria mais inacreditável ainda: nos acréscimos, o substituto Sheringham empataria a partida em 1–1 contra o Bayern Munique e, a segundos do fim dos três minutos complementares dados pelo árbitro Pierluigi Collina, o norueguês e também substituto Ole Gunnar Solskjær entraria para a história do clube ao marcar a virada. O United era novamente campeão do troféu europeu mais importante depois de 33 anos. Um mês depois após a conquista continental, assim como concedera a Matt Busby, a Rainha Elizabeth II também condecorou Ferguson com o título de Sir. O título marcou a despedida do ídolo Schmeichel; The Great Dane havia acertado sua transferência para o Sporting Clube de Portugal.

Ao final do ano, o time venceria pela primeira vez a Copa Europeia/Sul-Americana de 1999, com vitória por 1–0 sobre a equipe brasileira do Palmeiras, gol de Keane aproveitando cruzamento de Giggs, eleito o melhor na partida. Assim, o United tornou-se o primeiro clube britânico campeão mundial.

2000-2006[editar | editar código-fonte]

No início de 2000, o clube voltaria a disputar um mundial de clubes, desta a vez o primeiro realizado pela FIFA. O time terminaria eliminado na primeira fase pelo Vasco da Gama , em terceiro. Ao final do primeiro semestre, a decepção que poderia ter ficado é logo substituída por nova título inglês, e outro vem sem dificuldades em 2001, acertando ao final da disputa a contratação de Ruud van Nistelrooy, futuro goleador da equipe.

A série foi interrompida em 2002, em que o time, cujos reforços Fabien Barthez e Juan Sebastián Verón não corresponderam ao que se esperava, ficou em terceiro e viu o rival Arsenal, que havia aguentado um trivicecampeonato, garantir o título na penúltima rodada com vitória por 1–0 em Old Trafford. Naquele ano, após especulações de sua aposentadoria, Ferguson acertou sua permanência no cargo. No verão, vieram o zagueiro Rio Ferdinand pelo valor recorde de 30 milhões de libras em uma transferência britânica, e, para ser assistente de Ferguson, o português Carlos Queiroz. A transferência de Ferdinand foi um escândalo, por o jogador vir dos rivais do Leeds.

A vingança sobre os Gunners veio ao fim da temporada 2002-03, com o United contando com a artilharia de Van Nistelrooy no campeonato (o neerlandês fizera 25 gols na Premier League - um a mais que o rival Thierry Henry, sendo 15 deles nas últimas dez partidas, ficando com 44 tentos no total da temporada),[14] [17] sagrando-se campeão após reverter uma vantagem de nove pontos que os rivais tinham a dois meses do fim do torneio. A que se seguiu não foi tão grandiosa: os Red Devils, cuja negociação com Ronaldinho Gaúcho para ocupar o lugar do ídolo Beckham (cedido ao Real Madrid) fracassou,[17] ficaram apenas em terceiro e o título voltou para o Arsenal. Paralelamente, o United foi eliminado na Liga dos Campeões pelo Porto, futuro campeão.

O reforço Kléberson, que se tornou o primeiro brasileiro no United, vindo por sua destacada participação na conquista do pentacampeonato mundial em 2002 pela Seleção Brasileira e para ocupar a vaga de Verón (que foi para o Chelsea),[17] desapontou, e não muito melhores foram os também primeiros estadunidense e camaronês no clube, respectivamente o goleiro Tim Howard e Éric Djemba-Djemba. Um outro reforço, desconhecido, também o primeiro jogador de seu país no clube, seria dado como promessa: o português Cristiano Ronaldo. Já sondado pelo United,[18] foi imediatamente contratado após insistência dos próprios jogadores do clube após terem enfrentado-o (e perdido por 1 x 3) no amistoso de reinauguração do estádio do Sporting Lisboa, onde o madeirense jogava.[19] Seis dias depois, o futuro melhor jogador do mundo premiado pela FIFA em 2008 já se apresentava ao novo clube, ao lado de Kléberson.[18]

A temporada 2004-05 ainda não veria um United bem engrenado: o time, que trouxe a celebrada promessa do Everton Wayne Rooney, ficou novamente em terceiro lugar, com o título novamente indo para Londres, desta vez para o Chelsea, desperto desda a temporada anterior com sua compra pelo magnata russo Roman Abramovich. Nos Blues e em seu técnico, José Mourinho, os vermelhos e Ferguson veriam novos rivais. A rixa com o Arsenal teria seu último grande capítulo com a final da Copa da Inglaterra, perdida para os Gunners. O antigo rival do Liverpool ressurgia ao vencer a Liga dos Campeões. Já o Leeds jogava a temporada na segunda divisão e, para o ódio de sua torcida, via seu ídolo Alan Smith ir jogar nos Red Devils após declarações de que ficaria no Leeds mesmo com o rebaixamento e de que jamais jogaria no Manchester. Smith logo torna-se querido entre os fãs dos Devils.

A temporada de 2005-06 ficaria marcada não por títulos e sim por outros fatores: a compra do clube pelo norte-americano Malcolm Glazer, o que gerou protestos de partes dos fãs; alguns, mais exaltados, criaram um novo clube, o United of Manchester,[20] após considerarem usar "Manchester Central";[9] os reforços do goleiro neerlandês Edwin van der Sar (que veio do Fulham para transmitir de volta segurança no gol do United,[20] ausente desde a saída de Schmeichel e não-solucionada com os titulares seguintes, o australiano Mark Bosnich, o francês Barthez e Howard), do defensor francês Patrice Evra e dos primeiros asiático e sérvio no clube, respectivamente o sul-coreano Park Ji-Sung e Nemanja Vidić, este vindo em janeiro; e a saída do ídolo Roy Keane para o Celtic.

2006-2011[editar | editar código-fonte]

Marcadora dos vinte anos de Ferguson junto ao United, temporada de 2006-07 marcou também um retorno ao sucesso do final do século anterior. A equipe começou desacreditada, boa parte em função da principal contratação ter sido gastar 18,6 milhões de libras pelo contestado Michael Carrick (vindo para substituir Keane), enquanto que, por 15 milhões de euros, ter se desfazido do ídolo Van Nistelrooy, que saiu às turras com Ferguson para o Real Madrid.[20] [21] Para surprir sua ausência, viria o sueco Henrik Larsson, para um curto período de três meses. Na Liga dos Campeões, o clube realizou uma das maiores goleadas da história da competição, ao vencer a Roma por 7-1 em Old Trafford, mas acabaria eliminado pelo eventual campeão, o Milan. Esta temporada marcou também a ascensão de Cristiano Ronaldo, que deixou de ser uma promessa para tornar-se de fato um jogador vitorioso, passando a ser presença constante nas escalações de Ferguson

A Premier League, que na temporada anterior havia ficado pelo segundo ano seguido com o Chelsea, voltou a ser conquistada, e de forma saborosa: o título foi decidido em vitória por 1–0 contra o Manchester City, no estádio do rival, com Van der Sar defendendo a dez minutos do fim o pênalti cuja conversão impediria a comemoração antecipada, tudo isso na rodada anterior ao do que poderia ser o confronto do ano, o jogo contra os londrinos. O clube de Stamford Bridge, entretanto, saiu vitorioso sobre o United na final da Copa da Inglaterra. Assim como viram o City no final dos anos 90, os fãs do United também veem os rivais do Leeds rebaixados à terceira divisão naquela temporada.

2007-08 viu a chegada de quatro reforços que logo se dariam bem no time: o canadense da Seleção Inglesa Owen Hargreaves, o brasileiro Anderson, o argentino Carlos Tévez e o luso-caboverdiano Nani que, como Cristiano Ronaldo, viera desconhecido do Sporting Lisboa. Em disputa cada vez mais intensa contra o Chelsea, o United conseguiu superar o novo rival duas vezes: na Premier League, novamente levada para Old Trafford após um mau início, e na primeira decisão entre clubes ingleses na Liga dos Campeões. A final marcava a quebra do recorde de partidas pelo United, com Ryan Giggs superando Sir Bobby Charlton. Giggs já havia igualado-o em grande estilo, marcando um dos gols da vitória por 2–0 sobre o Wigan Athletic fora de casa que garantiu o título inglês, na última rodada. Com isso, o clube passou a ficar a apenas um novo título para igualar-se ao rival Liverpool.

Em sua melhor fase, que lhe renderia a Bola de Ouro ao final do ano e depois o Prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, o português Cristiano Ronaldo (que tornaria-se o quarto vencedor do prêmio da France Football e o primeiro da FIFA pelo clube, sendo também o primeiro chuteira de ouro europeu pelo United, com sua artilharia de 31 gols no campeonato - no total na temporada, foram 44 gols em 49 jogos) abriu o placar da final, posteriormente empatado pelo capitão adversário, Frank Lampard. Na decisão por pênaltis, Ronaldo não conseguiu converter, pois seu pênalti foi defendido Petr Čech. O United esteve a um pênalti da derrota, salvando-se com o erro do zagueiro John Terry. Em sua noite recordista, Giggs deixaria posteriormente o United em vantagem, já nas cobranças alternadas. O chute do cobrador adversário seguinte, o francês Nicolas Anelka, esbarrou na defesa do novo heroi, Van der Sar, dando aos Red Devils seu terceiro título no torneio. Para a torcida, o sabor foi ainda melhor pelo fato do jogador adversário ter defendido os outros rivais do Arsenal, Liverpool e Manchester City anteriormente. Em dezembro, conquistou seu segundo título mundial, o primeiro no Mundial de Clubes da FIFA, com a vitória por 1–0 em cima dos equatorianos da LDU Quito, com um gol de Wayne Rooney aos 28 minutos do 2º tempo. A partida, realizada já durante a temporada 2008-09, foi a primeira etapa de grande ambição que os Red Devils tinham para ela, o de, dez anos após a treble, superar a própria marca e conquistar cinco troféus simultâneos.[22] Além de campeonato, Copa da Inglaterra e Liga dos Campeões, o outro seria a da secundária Copa da Liga Inglesa, vencida em fevereiro sobre o Tottenham Hotspur, de onde saíra o reforço mais badalado do United para a temporada, Dimitar Berbatov (primeiro jogador búlgaro do time). O sonho de uma eventual quintuple, entretanto, acabou em maio, quando o United caiu nos pênaltis para o Everton nas semifinais da Copa da Inglaterra.

Se a ambição máxima para a temporada já havia terminado, ainda assim o clube teve uma grande satisfação: na penúltima rodada do campeonato inglês, garantiu com folga seu 18º título, igualando-se ao rival Liverpool entre os maiores vencedores, em uma temporada com destaque para as revelações Federico Macheda (italiano que marcou em duas partidas seguidas o gol da vitória, ajudando o time a superar má fase momentânea),[23] Jonny Evans e os Da Silva Twins, os brasileiros Fábio e Rafael.[24] A conquista foi selada com um empate sem gols contra o Arsenal, a quem o United encontrara dias antes nas semifinais da Liga dos Campeões. Sem a mesma animosidade de antes, os antigos rivais encontram-se pela primeira vez no torneio[25] e os mancunianos superaram facilmente os londrinos, classificando-se para sua segunda final seguida do torneio com vitória por 3–1 em pleno Emirates Stadium.

Titulo da Champions League 2007-08

A final seria contra o Barcelona, constituindo um grande tirateima entre os dois melhores jogadores do mundo: Cristiano Ronaldo e o astro do oponente, Lionel Messi. Em noite apática do United, o time espanhol e seu craque argentino deram-se melhor: ele fez um dos gols da vitória por 2–0 da equipe catalã, fazendo os Red Devils perderem a invencibilidade de vinte e cinco jogos que tinham na competição e a invencibilidade em qualquer final de torneios internacionais em toda sua história .[26] A partida acabou sendo o último jogo de Ronaldo no clube: duas semanas depois, o ídolo acertou sua transferência para o Real Madrid, que já o assediara anteriormente.

Insatisfeito com a reserva do clube, Tévez também veio a se retirar do clube, indo para o rival Manchester City. Dentre as contratações, foram contratados Gabriel Obertan do Bordeaux, Antonio Valencia do Wigan e jogador da Seleção Equatoriana e a grande surpresa Michael Owen, vindo do Newcastle e ex-ídolo do rival Liverpool. Owen teria seu grande momento ao desempatar um dérbi contra o City de Tévez aos 52 minutos do segundo tempo, deixando a partida em 4–3.

Os duelos contra o City se incendeiam no decorrer da temporada, fazendo Ferguson tomar a incomum decisão de escalar titulares na Copa da Liga Inglesa, quando o time enfrenta o rival local. O City vence a partida de ida com dois gols de Tévez, que provoca o ex-time. Na partida de volta, o United abre 3–0 e vê um determinado Tévez diminuir. Rooney, novamente protagonista-mor do United, marca nos acréscimos e sela a classificação vermelha. Na outra Copa, a FA Cup, ressurge momentaneamente a rivalidade com o Leeds, que faz Ferguson experimentar pela primeira vez uma eliminação no torneio na terceira fase e para um clube de divisão inferior.[27]

Na temporada 2010-2011 o Manchester United anunciou as contratações do português Bebé,do mexicano Chicharito e do zagueiro inglês Chris Smalling,sendo que estes dois últimos fizeram sucesso e conquistaram espaço no elenco.o Manchester foi Campeão Inglês e chegou a final da Liga dos Campeões,sendo novamente derrotado pelo Barcelona por 3 a 1.

Já na temporada 2011-2012, os Uniteds começaram mal devido à derrota para seu maior rival Manchester City por 6–1. Com seu rival em acensão, o Red Devils pouco brilhava, até que uma polêmica relacionada ao jogador Tévez desestruturou seus rivais Citizens, mudando totalmente a campanha dos dois times e deixando o United na liderança com uma vantagem de 8 pontos sobre o segundo colocado, Manchester City. Nos últimos dez jogos, os CItizens voltaram a brilhar de um modo que ficavam apenas 3 pontos atrás dos Uniteds. Em um jogo decisivo valendo a 36ª rodada da Barclays e a liderança do campeonato, os citizens venceram os red devils e se postaram na liderança pela vantagem de gols. Seguido de duas vitórias dos dois times, o Manchester United terminou o campeonato em segundo lugar, perdendo a liga para seu rival Manchester City, que leva o título com uma vitória sofrida sobre o Queens Park Rangers com dois gols nos acréscimos. Assim, o United termina a temporada 2011-2012 sem levar nenhum título e tendo um grande prejuízo.

Na temporada 2012-13, disposto a buscar o título novamente, o United contrata o atacante Holandês Robin van Persie junto ao Arsenal por 23 milhões de libras e o meia Japonês Shinji Kagawa junto ao Borussia Dortmund por 15 milhões de euros. Liderado pelo holandês, o United foi arrasador, ganhando 28, dos 38 jogos (5 derrotas e 5 empates) na Premier League e conquistando seu vigésimo título inglês com 4 rodadas de antecedência, num jogo contra o Aston Villa que o United ganhou por 3 a 0, com um magnífico hat-trick de van Persie. Robin foi o goleador máximo da equipe com 26 gols, sendo também o artilheiro isolado da competição. Infelizmente o clube não conseguiu atingir o sucesso na Liga dos Campeões, sendo eliminado pelo Real Madrid em pleno Old Trafford por 2–1, em partida cheia de polêmica, onde o árbitro Turco Cüneyt Çakır expulsou o jogador do United Nani. Nesse jogo, o United dominava o Real completamente, mas após a expulsão, acabou por ceder a vitória ao adversário.

Aposentadoria de Alex Ferguson[editar | editar código-fonte]

Apesar do sucesso na temporada 2012-13, ela acabou marcada pelo anúncio da aposentadoria de Sir Alex Ferguson, após 27 anos no comando do clube. No dia 8 de maio de 2013, após várias especulações, o Manchester United anunciou que Sir Alex iria se aposentar e não seria mais treinador da equipe após o término da temporada. Foi sucedido por David Moyes, ex-treinador do Everton. Ao fim desta era, foram 38 títulos, sendo 13 Barclays Premier League e 2 Liga dos Campeões da UEFA.

Estádio[editar | editar código-fonte]

Old Trafford

O estádio do United é o Old Trafford, apelidado de Teatro dos Sonhos por Sir Bobby Charlton, é o segundo maior da Inglaterra e o maior estádio particular de toda a Grã-Bretanha. Após as obras de modernização, o estádio teve sua capacidade aumentada para cerca de 76.000 espectadores. Famoso pela sua média de público de 75, 76 mil torcedores por jogo, o Manchester praticamente não vende bilhetes para os jogos no Old Trafford, sendo estes comprados basicamente no início da temporada pelos sócios mais antigos, sendo que o clube possui cerca de 150.000 sócios e existem filas de 4 anos entre eles só para poderem adquirir um season ticket (o ingresso válido para uma temporada inteira), que pode rondar a quantia de 2.000 euros.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

A um patamar local, o Manchester City é o grande rival do United na cidade, e juntos fazem o clássico City vs. United, em que Billy Meredith, Denis Law, Peter Schmeichel e Carlos Tévez são os personagens de maior sucesso nos dois lados. As animosidades só se desenvolveram a partir da década de 1960, quando o United rebaixou o City. Até então, era comum torcedores de um clube assistirem amistosamente as partidas de outro, e toda a cidade se enluteceu à época da tragédia de Munique.

Entretanto, uma rivalidade mais intensa é nutrida contra o Liverpool, sendo a recíproca também verdadeira: em geral, os torcedores do Liverpool odeiam mais ao United do que ao rival citadino, o Everton.[28] Esta rixa intermunicipal desenvolveu-se a partir dos anos 1970, quando o Liverpool dominou o cenário inglês e também europeu, enquanto o United, força maior nos anos 60, estava decadente. A balança passou a pender para os Red Devils a partir dos anos 90. Peter Beardsley, Paul Ince e Michael Owen são os mais famosos jogadores a terem atuado nos dois clubes. As rivalidades com o City e o Liverpool são as mais tradicionais.

Antes de detestar o Liverpool, porém, o United já tinha outro rival intermunicipal, o Leeds United, marcada pela acirrada disputa pelo título inglês em 1965, decidida apenas nos critérios de desempate, e que resultou em muita pancadaria quando os times se enfrentaram também na semifinal da FA Cup naquele ano. Ambos já se estranhavam anteriormente por motivos históricos, a Guerra das Duas Rosas, deflagrada entre as casas de Lancashire, região onde fica a cidade de Manchester, e de Yorkshire, onde fica Leeds. Os dois times usam exatamente as cores das rosas-símbolo das respectivas casas: o vermelho de Lancashire e o branco de Yorkshire. Gordon Strachan, Éric Cantona, Rio Ferdinand e Alan Smith são os mais célebres a terem feito a troca entre as duas equipes. O ódio entre as torcidas continua mesmo com a decadência do Leeds, cujos torcedores estiveram entre os que mais celebraram em cânticos a tragédia de Munique. Em resposta, alguns fãs do United gostam de exaltar o Galatasaray, clube turco que derrotou o Leeds na final da Copa da UEFA de 2000, em jogo marcado pela morte de dois torcedores da equipe inglesa.

Outro grande rival é a equipe londrina do Arsenal. Esta rivalidade teve seu ápice no final do ano 1999 e começo dos anos 2000, quando os líderes dos dois times, o meia Roy Keane pelo Manchester e o volante Patrick Vieira pelo Arsenal, nutriam um certo ódio entre si[25] e trocavam acusações e entradas violentas que acabavam "contagiando" seus companheiros e torcida, criando um clima todo especial em volta do jogo, que foi, no final dos anos 90 e início dos 00 (quando o Liverpool esteve decadente e o City em situação ainda pior), o maior clássico na Inglaterra. Curiosamente, na mesma época, Keane também desenvolveu rixa semelhante com o capitão do Leeds United e Manchester City, o norueguês Alf-Inge Håland, que acabou levando a pior e teve de encerrar a carreira após violenta entrada do irlandês em um dérbi mancuniano.[29] [30] Viv Anderson, Frank Stapleton, Brian Kidd, Mikaël Silvestre e Robin van Persie são alguns jogadores que defenderam as duas equipes. Kidd atuou também pelo Manchester City.

Juan Mata, £37.1 milhões, segunda contratação mais cara da historia do clube

Ultimamente, o Manchester tem desenvolvido grande rivalidade com o Chelsea, também de Londres. Ambos passaram a disputar acirradamente o título da Premier League a partir de 2006. Esta nova rivalidade aflorou de vez na temporada 2007-08: no campeonato, o Manchester só foi campeão na última rodada após intensa disputa rodada por rodada. E semanas depois os dois times tiveram o maior duelo da história dos dois clubes, quando se enfrentaram na final da Liga dos Campeões. Decidida em dramática decisão por pênaltis que contou com o desperdício das cobranças de ídolos de cada lado, Cristiano Ronaldo e John Terry, a taça europeia foi para Old Trafford pela terceira vez após erro do atacante dos Blues Nicolas Anelka, ex-jogador dos rivais do Arsenal, Liverpool e City. Ray Wilkins e Mark Hughes são um dos poucos a ter feito sucesso nas duas equipes. O de maior renome é Juan Sebastián Verón, mas o argentino não se saiu bem em nenhuma delas, assim como Mark Bosnich. Além de tudo isso, o melhor jogador do Chelsea por dois anos consecutivos, Juan Mata se transferiu para o Old Trafford[31] .

Títulos[editar | editar código-fonte]

Mundiais
Competição Títulos Temporadas
FIFA Club World Cup.svg Copa do Mundo de Clubes da FIFA 1 2008Cscr-featured.png
Intercontinentais
Competição Títulos Temporadas
Copa Intercontinental.svgToyotaCupTrophy.svg Copa Européia/Sul-Americana 1 1999Cscr-featured.png
Continentais
Competição Títulos Temporadas
Coppacampioni.png Liga dos Campeões da UEFA 3 1967-68, 1998-99Cscr-featured.png e 2007-08Cscr-featured.png
Supercup.png Supercopa da UEFA 1 1991Cscr-featured.png
Coppacoppe.png Recopa Europeia 1 1990-91Cscr-featured.png
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Premier league trophy icon.png Campeonato Inglês 20 1907-08, 1910-11, 1951-52, 1955-56, 1956-57, 1964-65, 1966-67, 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1996-97, 1998-99, 1999-00, 2000-01, 2002-03, 2006-07, 2007-08, 2008-09, 2010-11, 2012-13
FA Cup.png Copa da Inglaterra 11 1908-09, 1947-48, 1962-63, 1976-77, 1982-83, 1984-85, 1989-90, 1993-94, 1995-96, 1998-99 e 2003-04
Carling.png Copa da Liga Inglesa 4 1991-92, 2005-06, 2008-09 e 2009-10
CommunityShield.png Supercopa da Inglaterra 20 1908, 1911, 1952, 1956, 1957, 1965, 1967, 1977, 1983, 1990, 1993, 1994, 1996, 1997, 2003, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2013

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 18 de setembro de 2014[32]
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Lesionado: Jogador lesionado/contundido
  • +: Jogador em fase final de recuperação
Goleiros
Jogador
1 Espanha David de Gea
13 Dinamarca Anders Lindegaard
40 Inglaterra Ben Amos
50 Inglaterra Sam Johnstone
Defensores
Jogador Pos.
4 Inglaterra Phil Jones Z
5 Argentina Marcos Rojo Z
6 Irlanda do Norte Jonny Evans Z
12 Inglaterra Chris Smalling Z
2 Brasil Rafael LD
36 Bélgica Marnick Vermijl LD
37 Suíça Saidy Janko LD
3 Inglaterra Luke Shaw LE
41 Inglaterra Reece James LE
42 Inglaterra Tyler Blackett LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
16 Inglaterra Michael Carrick V
17 Países Baixos Daley Blind V
24 Escócia Darren Fletcher Capitão² V
28 Brasil Anderson V
31 Bélgica Marouane Fellaini V
7 Argentina Ángel Di María M
8 Espanha Juan Mata M
11 Bélgica Adnan Januzaj M
18 Inglaterra Ashley Young M
21 Espanha Ander Herrera M
25 Equador Antonio Valencia M
35 Inglaterra Jesse Lingard M
44 BélgicaBrasil Andreas Pereira M
Atacantes
Jogador
9 Colômbia Falcao García
10 Inglaterra Wayne Rooney Capitão
20 Países Baixos Robin van Persie
48 Inglaterra Will Keane
49 Inglaterra James Wilson
Comissão técnica
Nome Pos.
Países Baixos Louis van Gaal T

Comissão técnica[editar | editar código-fonte]

Posição Nome
Treinador da equipe Países Baixos Louis van Gaal
Assistente técnico País de Gales Ryan Giggs
Assistente técnico Inglaterra Nicky Butt[33]
Assistente técnico Inglaterra Phil Neville[33]
Assistente técnico Inglaterra Paul Scholes[33]
Preparador de goleiros Flag of None.svg
Preparador físico Flag of None.svg
Coordenador de treinos Flag of None.svg
Olheiro Brasil Alexandre Torres

Transferências 2014-15[editar | editar código-fonte]

Legenda

Fairytale right.png: Jogador chegando
Fairytale left red.png: Jogador saindo
Volta de Empréstimo: Jogadores que voltam de empréstimo
Emprestado: Jogadores emprestados

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes dos jogadores[editar | editar código-fonte]

  • 1º Uniforme - Camisa vermelha, calção branco e meias azuis;
  • 2º Uniforme - Camisa branca, calção preto e meias brancas.
  • 3º Uniforme - Camisa azul-marinho com detalhes em um tom mais escuro, calção azul-marinho e meias azul-marinho;
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa verde, calção e meias verdes.
  • Camisa amarela, calção e meias amarelas.
  • Camisa azul, calção e meias azuis.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
'
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
'

Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa azul, calção e meias azuis.
  • Camisa preta, calção e meias pretas.
  • Camisa vermelha, calção e meias pretas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3

Material esportivo e patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Periodo Material Esportivo Patrocinadores
1945–1975 Umbro nenhum
1975–1980 Admiral
1980–1982 Adidas
1982–1992 Sharp Electronics
1992–2000 Umbro
2000–2002 Vodafone
2002–2006 Nike
2006–2010 AIG
2010–2014 Aon
2014–2015 Chevrolet
2015-2025 Adidas[34]

Notáveis jogadores[editar | editar código-fonte]

Estatísticas e recordes[editar | editar código-fonte]

Estatísticas atualizadas em 20 de maio de 2014.[35] [36]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Abaixo está a lista de treinadores do Manchester United desde 1892.[37]

Diretoria do clube[editar | editar código-fonte]

Direção
Proprietário: Malcolm Glazer
David Gill é o atual chefe executivo do United, após a saída de Peter Kenyon para o Chelsea.
Diretores
Presidente: Joel Glazer
Presidente honorário: Martin Edwards
Chefe executivo: David Gill
Co-presidentes: Joel Glazer e Avram Glazer
Diretores: David Gill, Maurice Watkins, Michael Edelson e Sir Bobby Charlton
Embaixador global: Bryan Robson

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Premier League Handbook Season 2013/14 (em inglês) premierleague.com (2013).
  2. Manager profile Alex Ferguson - ManUtd.com. Visitado em 3 de outubro de 2009.
  3. Trophy room - ManUtd.com. Visitado em 3 de outubro de 2009.
  4. "Tudo Azul", Rafael Maranhão e Sujay Dutt, Placar número 1314, janeiro de 2008, Editora Abril, págs. 38-41
  5. United top global rich list - Premier League.com. Visitado em 11 de janeiro de 2009.
  6. Man United passa Real Madrid e tem a marca mais valiosa do mundo
  7. Agreement heralds new era in football - UEFA.com. Visitado em 21 de janeiro de 2008.
  8. ErojKit: 1992-1994 Manchester United (Home, Away e Third)
  9. a b Balípodo.com.br: "O Manchester que assustou United e City", Ubiratan Leal
  10. "O cavaleiro inglês", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, pág. 31
  11. a b c d e "Um escocês imortal", Dagomir Marquezi, Placar número 1321, agosto de 2008, Editora Abril, pág. 114
  12. Revista Invicto: John, Paul, George, Ringo e... Best, George Best
  13. "George Best - Um craque de gênio difícil", Heróis do Futebol, Nova Sampa Diretriz Editora, págs. 37-38
  14. a b "O melhor do mundo?", Especial Placar - Guia Europeus 2003/2004, setembro de 2003, Editora Abril, pág. 30
  15. a b c Trivela.com: Kanchelskis: "Arshavin" dos anos 1990
  16. "Top 10 Maiores Viradas", Ubiratan Leal, Especial Trivela - Guia da LC 2008/9, Trivela Comunicações, pág. 64
  17. a b c "Ponto de interrogação", Especial Placar - Guia Europeus 2003/2004, setembro de 2003, Editora Abril, págs. 32-33
  18. a b "Ronaldo III", Rafael Maranhão, Placar número 1307, julho de 2007, Editora Abril, págs. 58-63
  19. "Os jovens Reis do futebol", Bruno Sassi e André Rizek, Placar número 1318, maio de 2008, Editora Abril, pág. 77
  20. a b c "Sob nova direção", Especial Placar - Guia Europeus 2005/2006, setembro de 2005, Editora Abril, págs. 33
  21. "O diabo e seus anjos", Especial Placar - Guia Europeus 2006/2007, setembro de 2007, Editora Abril, pág. 32
  22. Trivela.com: "Deu Manchester United, e daí?", Ubiratan Leal
  23. Trivela.com: "Macheda: jovem talismã", Guilherme Pannain
  24. "Iguaizinhos da Silva", Rafael Maranhão, Placar número 1328, março de 2009, Editora Abril, págs. 80-83
  25. a b Trivela.com: United e Arsenal: a primeira vez na LC
  26. A Tríplice Coroa veio: Barça campeão da LC
  27. "O Fascínio das Copas", Felipe Lobo, Trivela.com
  28. "Te odeio, logo existo", Gustavo Hofman, Trivela, nº 25, março de 2008, Trivela Comunicações, págs. 34-45
  29. "Reflexão Pós-Trauma", Carlos Eduardo Freitas e Ubiratan Leal, Trivela, nº 25, março de 2008, Trivela Comunicações, págs. 30-35
  30. "Rivalidade em novas proporções", Eduardo Camilli, Trivela, nº 25, março de 2008, Trivela Comunicações, págs. 34-45
  31. BBC Sports (26 de janeiro de 2014). Manchester United sign Chelsea midfielder for £37.1m (em Inglês).
  32. Players and Staff
  33. a b c Scholes back to assist Giggs (em inglês) Sítio oficial Manchester United (23 de abril de 2014).
  34. http://www.manutd.com/en/News-And-Features/Club-News/2014/Jul/Manchester-United-plc-reaches-agreement-with-adidas.aspx
  35. Lista de partidas disputadas em todas as competições. Visitado em 27 de julho de 2011.
  36. Lista de gols feitos em todas as competições.
  37. Managers menu - The Website of Dreams. Visitado em 3 de outubro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]