Mandala (telenovela)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Mandala
Logotipo da telenovela.
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 50 min. aproximadamente
Criador(es) Dias Gomes substituído a partir do capítulo 35 por Marcílio Moraes
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Ricardo Waddington e José Carlos Pieri
Elenco Vera Fischer
Nuno Leal Maia
Felipe Camargo
Lúcia Veríssimo e grande elenco
Tema de abertura Mitos - César Camargo Mariano
Transmissão original 12 de outubro de 198713 de maio de 1988
N.º de episódios 185
Cronologia
Último
Último
O Outro
Vale Tudo
Próximo
Próximo

Mandala é o nome de uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 12 de outubro de 1987 a 13 de maio de 1988, em 185 capítulos.

Escrita por Dias Gomes e Marcílio Moraes e dirigida por Ricardo Waddington (que também foi seu diretor-geral) e José Carlos Pieri. É uma livre adaptação do texto clássico de Sófocles Édipo Rei.

A trama apresentou Vera Fischer, Felipe Camargo, Lúcia Veríssimo, Gianfrancesco Guarnieri, Nuno Leal Maia, Ângela Leal, Oswaldo Loureiro, Gracindo Júnior e Carlos Augusto Strazzer nos papéis principais.

Trama[editar | editar código-fonte]

O enredo transporta o mito de Édipo para o Rio de Janeiro do século XX.

Rio de Janeiro, 1961. O presidente Jânio Quadros, inesperadamente, anuncia sua renúncia. Nesse contexto, a jovem Jocasta, uma estudante de sociologia, filha do dramaturgo e militante comunista Túlio Silveira, tem um romance com Laio, um alienado e rico jovem que sonha em se tornar um grande gângster. Depois desse envolvimento, ela engravida e dá à luz a Édipo, que acaba retirado de seus braços ao nascer. A razão disso foi pelo fato de Laio, que era um rapaz místico, consultar seu amigo e guru Argemiro, um paranormal que, ao jogar búzios, chega à conclusão de que no futuro, a criança o mataria e teria um romance com a própria mãe. Assustado, Laio planeja o sequestro do bebê e se desfaz dele.

Édipo então acaba recolhido pelo casal Américo e Mercedes e se torna um promissor produtor de vídeo, porém com fortes poderes paranormais, o que lhe causa muitos tormentos. 25 anos depois, Jocasta é uma bem-sucedida empresária, amparada pela amiga Vera, mas é frustrada e insatisfeita pelo fato de nunca ter conhecido o filho. Laio, um bissexual (tem um amante na trama, Cris, além de, nas entrelinhas, sentir uma atração diferente pelo amigo Argemiro), enfim conseguiu se transformar em um ilustre fora-da-lei, ampliando a fortuna e os negócios do pai, o comerciante Michel Lunardo, com o jogo do bicho e outros negócios ilegais, mas encontra em Tony Carrado seu maior rival.

Édipo e o pai se reencontram, por acaso, numa briga de trânsito. Sem saber da verdadeira identidade de Laio, Édipo acidentalmente o mata, empurrando-o de um penhasco. Mais tarde, ao procurar trabalho, acaba conhecendo e se apaixonando por Jocasta. Os dois se envolvem e, só posteriormente, descobrem que são mãe e filho. Em meio a isso, Jocasta é permanentemente assediada por Tony Carrado e passa a ser perseguida pelo seu antigo inimigo Argemiro, além de sofrer com os negócios escusos do irmão Creonte, um mau-caráter, e se interessar por Pedro Bergman, um charmoso advogado que contrata para localizar seu filho.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Participações especiais na primeira fase[editar | editar código-fonte]

Segunda fase[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.
  • Mandala foi uma novela polêmica que tratava de vários temas "complicados", como incesto, misticismo, bissexualidade, repressão política, jogo clandestino, racismo, alcoolismo, drogas e, pelo teor de sua sinopse, chegou até a ser vetada pela terminal porém ainda ativa Censura Federal do governo Sarney para o horário nobre das oito e meia da noite. Após alguns reparos feitos por Dias Gomes e negociações entre a cúpula da Globo e o governo federal, a trama foi finalmente liberada. Os primeiros 16 capítulos, no ar entre 12 de outubro e 29 de outubro de 1987, equivalentes ao prólogo da trama, foram fortes e bastante bem-sucedidos, revelando a atriz Giulia Gam e indicando um caminho promissor. Mas a confusão na ação contemporânea, tomada por um clima de paranormalidade e prejudicada pelos cortes oficiais, comprometeu o resultado final. Graças a tudo isso, Mandala ficou conhecida como "o samba do grego doido".
  • Dias Gomes escreveu Jocasta pensando em Dina Sfat para interpretá-la. A atriz não topou. Vera Fischer viveu a personagem. Dina, já debilitada pelo câncer de mama, fez Bebê a Bordo, em 1988, vindo a falecer pouco tempo após o término da novela.
  • A interpretação memorável de Carlos Augusto Strazzer como o atormentado paranormal Argemiro e a engraçada criação de Nuno Leal Maia como Tony Carrado garantiram a audiência. Apaixonado por Jocasta, a quem chamava "minha deusa" e "minha flor", o bicheiro Tony Carrado fazia metáforas com o nome de seu advogado - Pinto - e soltava pérola atrás de pérola, como "Depois da tempestade vem a ambulância" e "Vê se tu vai decorar necrotério, que dá mais certo". O jeito do personagem Giovanni Improtta (José Wilker em Senhora do Destino, de 2004) é muito semelhante.
  • Carlos Augusto Strazzer já havia interpretado um paranormal antes: Daniel do Prado, o protagonista de O Profeta, telenovela exibida pela TV Tupi em 1977.
  • Primeira novela de Marcos Palmeira, Giulia Gam e Jandir Ferrari.
  • O personagem de Jandir, Toninho, o filho único de Tony, não queria fazer faculdade, o que muito desgostava o pai, pois este queria que o rapaz alcançasse uma instrução que ele não obteve. O moço preferiu trabalhar na banca de jogo do pai.
  • Em dada cena, Toninho teve febre alta. O quadro não cedia, até que Tony, quase que em desespero de causa, autorizou Argemiro a tentar curar o moço, o que foi conseguido com imposição de mãos, não sem antes o paranormal contar com a resistência de Dalva, a mãe de Toninho, coadjuvada pelos médicos. Assim, porém, que veio a cura, Tony exclamou: "Tu conseguiste, Argemiro!", perante a incredulidade dos facultativos e da mãe.
  • Aliás, a intérprete de Dalva, Betty Erthal, foi muito mal aproveitada na novela. De início, dava aulas de etiqueta ao marido, um homem que queria adquirir finesse, embora este pretendesse conquistar Jocasta. Pouco depois, novela vai, novela vem, Dalva simplesmente desapareceu da trama.
  • Dias Gomes escreveu só até o 35º capítulo, deixando o desenvolvimento a cargo de Marcílio Moraes. Lauro César Muniz ajudou a escrever os capítulos finais, mas não foi creditado por seu trabalho.
  • O personagem de Gianfrancesco Guarnieri, Túlio Silveira (pai de Jocasta), um dramaturgo comunista que enfrentava vários problemas com a polícia e o governo, embora guardasse semelhanças com a vida de seu próprio intérprete, foi inspirado em Mário Lago, grande amigo do autor Dias Gomes.
  • Paulo Gracindo, que na vida real era pai de Gracindo Júnior, interpretou o avô do personagem de seu filho.
  • Vera Fischer e Felipe Camargo viveram um romance dentro e fora da novela e acabaram se casando. A novela costuma ser bastante lembrada por esse fato.
  • A tão aguardada cena do beijo entre mãe e filho demorou além do previsto para acontecer. Isso porque a Censura naturalmente resistiu a liberá-la. Após convencimentos de que a cena era justificável, já que ambos desconheciam seus laços familiares, os representantes do órgão federal finalmente consentiram. Mas, para evitar um mal-estar com o governo e com o público, nenhuma cena ou sequer insinuação de ato sexual entre os dois foi planejada.
  • Uma música da trilha sonora é inconfundível, um verdadeiro clássico da década de 1980: "O Amor e o Poder", na voz de Rosana, mais conhecida pelo seu refrão: "Como uma deusa…".
  • Apesar de todos os problemas, Mandala se tornou um sucesso, principalmente por ser um autêntico novelão brasileiro, repleto de grandes dramas, paixões, mistérios e maniqueísmo, sem falar no fabuloso elenco que deu vida à história. Porém, ainda assim, a novela jamais foi reprisada pela emissora.
  • Última novela da atriz Célia Helena, que depois de seu término se afastaria definitivamente da televisão. Ela faleceu em 1997.
  • Raul Cortez entrou no meio da trama e declarou, em várias entrevistas, que esse foi seu pior trabalho em televisão. Seu personagem, Pedro Bergman, foi muito mal aproveitado.
  • O personagem de Nuno Leal Maia marcou época na TV. Seu personagem, Tony Carrado, fez tanto sucesso que foi lançado na época a coletânea musical As Preferidas de Tony Carrado, em vinil.
  • Lúcia Veríssimo fez de sua personagem Letícia, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de abril de 1988.

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

Mandala Nacional
Trilha sonora
Lançamento 1987
Gênero(s) Vários
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Vera Fischer

N.º Título Música Personagem Duração
1. "Mitos"   César Camargo Mariano Abertura 2:02
2. "Viagem ao Fundo do Ego"   Egotrip Édipo 3:44
3. "Dou-Não-Dou"   Djavan Laio 2:35
4. "O Amor e o Poder (The Power Of Love)"   Rosana Jocasta 4:01
5. "Bobo da Corte"   Alceu Valença Vovô Pepê 2:46
6. "Um Dia, Um Adeus"   Guilherme Arantes Vera 2:37
7. "Meu Mestre Coração"   Milton Nascimento Gerson 3:25
8. "A Paz"   Zizi Possi Letícia 3:25
9. "Eu Já Tirei A Tua Roupa"   Wando Tony Carrado 3:50
10. "Personagem"   Fafá de Belém Mercedes e Américo 3:24
11. "Eu Quero o Absurdo"   Tânia Alves Eurídice 2:56
12. "Tempo de Don Don"   Zeca Pagodinho Apolinário 3:20
13. "Preconceito"   Via Negromonte Marlucy 2:30
14. "Perdão"   Areia Quente Débora 3:02
15. "Eu Já Sei"   Garotos da Rua Toninho 3:05
16. "Uma Mulher" (part. Léo Gandelman) César Camargo Mariano Jocasta e Édipo 2:53

Internacional[editar | editar código-fonte]

Mandala Internacional
Trilha sonora de Vários Artistas
Lançamento 1988
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Lúcia Veríssimo

N.º Título Música Personagem Duração
1. "A Matter Of Feeling"   Duran Duran Toninho e Marlucy 3:40
2. "Didn't We Almost Have It All"   Whitney Houston Jocasta 4:10
3. "Sugar Free"   Wa Wa Nee Geral 3:35
4. "With or Without You"   U2 Geral 3:24
5. "Nothing's Gonna Change My Love For You"   Glenn Medeiros Letícia 3:45
6. "Bitter Fruit"   Little Stevens Geral 4:00
7. "No Conversation"   View From The Hill Vera 2:56
8. "Luka"   Suzanne Vega Geral 3:49
9. "Never Say Goodbye"   Bon Jovi Gerson e Mariana 3:55
10. "Lost In Emotion"   Lisa Lisa & Cult Jam Solange 3:47
11. "I've Been In Love Before"   Cutting Crew Tony Carrado 3:44
12. "Let The Sun Shine In Your Heart"   Wind Édipo 3:02
13. "I Think We're Alone Now"   Tiffany Geral 3:44
14. "Songbird"   Kenny G. Romântico Geral 3:23

Trilha sonora complementar: As Preferidas de Tony Carrado[editar | editar código-fonte]

As Preferidas de Tony Carrado
Trilha sonora de Vários Artistas
Lançamento 1988
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Nuno Leal Maia

N.º Título Música Personagem Duração
1. "Eu Já Tirei A Tua Roupa"   Wando    
2. "Meu Dilema"   Fafá de Belém    
3. "Feristes Um Coração"   Zeca Pagodinho    
4. "A Semente"   Bezerra da Silva    
5. "Nossa História de Amor"   Gilson    
6. "Parabéns Pra Você"   Dicró    
7. "Pra Sempre Vou Te Amar"   Adriana    
8. "Estrada do Coração"   Agepê    
9. "Liga Pra Mim"   Gilberto Lemos    
10. "Boêmio"   Emílio Santiago    
11. "Na Certeza da Paz"   Almir Guineto    
12. "O Amor e o Poder (The Power Of Love)"   Rosana    
Ícone de esboço Este artigo sobre telenovelas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.