Mandarim (título)

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Retrato do mandarim chinês Jiang Shunfu (1453–1504) da dinastia Ming. O quadrado de mandarim indica quer era um funcionário público de primeiro nível.
Fotografia de um funcionário governamental da dinastia Qing, com o quadrado de mandarim à frente.

Mandarim ou mandari (do sânscrito mantri, ‘conselheiro de Estado’; pelo malaio mantari) era um título que se dava a altos funcionários públicos, na antiga China.

Os mandarins dividiam-se em duas categorias: a civil e a militar. Cada uma destas categorias divide-se em nove graus, subdividindo-se cada um destes em duas classes: a dos grandes mandarins e a dos mandarins ordinários.

O acesso a esta classe privilegiada era feito por concurso, depois de obtido o grau de bacharel, licenciado e de doutor.

As promoções na carreira eram obtidas por mérito ou por favor. Existem ainda os mandarins honorários que são cargos comprados e que lhes conferem o direito de usar as insígnias de autoridade, sem usufruírem contudo das suas atribuições.

No que diz respeito às suas funções, os mandarins não podiam exercer cargos no mesmo lugar por um período superior a três anos, sendo responsáveis pelos seus atos. Uma vez não cumpridas as suas obrigações, eram destituídos do cargo e sujeitos a multas avultadas. Quanto à sua indumentária, os mandarins costumavam usar uma fivela no cinturão e bordados na sua túnica. Estes bordados representavam uma ave ou um animal terrestre, consoante o mandarim fosse civil ou militar.

O símbolo mais característico da sua dignidade é o grande botão que colocam na parte traseira do seu chapéu. Os mandarins mais importantes ou de primeiro grau usam este botão feito de rubis e os outros que lhes sucedem na hierarquia usam o botão feito de coral, safiras, lápis-lazúli, cristal, madrepérola, ouro ou prata.

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