Mandos

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Mandos, na obra Tolkieniana, é um dos Valar, irmão de Irmo Lórien e de Nienna. Seu nome é Námo, "Juiz", e Mandos (derivado de mbandos, prisão) é na verdade o lugar onde estão suas moradas. Sua esposa é Vairë, a Tecelã. Jamais se esquece de nada e é capaz de dizer tudo o que ainda vai acontecer, desde que já esteja decidido por Ilúvatar. É conhecido por ser severo e um tanto sem compaixão, mas suas predições não são vingativas como as de Morgoth; são apenas a vontade de Eru, além de ele reconhecer Manwë como Rei de Arda e obedecê-lo. Diz-se que, na Ainulindalë, foi o que dirigiu seu pensamento para mais longe, e por isso é o Vala que mais conhece sobre os destinos de Arda. Além de exercer o papel de oráculo, ele é também responsável por acolher e julgar os espíritos dos elfos. Os espíritos humanos vão pra outro lugar que só Manwë, Námo e Eru sabem onde é.

Dos Palácios de Mandos[editar | editar código-fonte]

Suas moradas estão longe no oeste e são freqüentemente visitadas por Nienna, sua irmã, e ela dá força aos espíritos que lá esperam. Seus palácios, mais profundos que os de Aulë, compreendem os Palácios da Espera, onde ficam os espíritos dos elfos que reencarnarão, as Prisões de Mandos, de onde nem mesmo os Valar conseguem fugir, e onde Melkor foi preso certa vez. Possivelmente há moradas para os Anões, onde Aulë, seu criador, os aguarda, e para os Humanos. Mas o real lugar para onde vão os Humanos somente Ilúvatar, Manwë e o próprio Mandos sabem. Os Palácios sempre se ampliam com o passar das Eras e suas paredes estão revestidas com a história do mundo, em telas tecidas por sua mulher, Vairë, a Tecelã. Esse grande complexo também é conhecido como Casas dos Mortos e Moradas de Mandos. Mandos julga os espíritos dos elfos mortos, e decide se eles vão reencarnar ou não. Se não reencarnam, há duas razões prováveis para isso: ou o espírito do elfo não quer voltar (como no caso de Míriel), ou por suas atitude más Mandos nega sua reencarnação, como no caso de Fëanor, e então o espírito permanece em seus palácios até o Fim dos Tempos (Cf. Dagor Dagorath).

As Profecias de Mandos[editar | editar código-fonte]

Como oráculo dos Valar, Mandos já fez várias profecias que ficaram famosas. São listadas a seguir:

  • O Despertar dos Elfos, anunciando o início da Idade das Árvores, juntamente com a afirmação de que seria Varda a Valië mais amada por eles, e que eram as estrelas dela a que os elfos deveriam contemplar de início.
  • O destino das Silmarils, anunciando que o destino da Terra, do Ar e da Água estariam ligados à sina das gemas de Fëanor.
  • A morte de Finwë, rei dos Noldor. Quando Fëanor, filho de Finwë, disse que seria o primeiro dos Elfos a morrer, Mandos disse "Não o primeiro", e Finwë morreu logo depois.
  • A Condenação de Mandos, de longe a mais conhecida, pronunciada contra os Noldor logo após o fratricídio de Alqualondë. Ela inclui a predição de que as Silmarils vão acabar não pertencendo à família de Fëanor além de outras coisas relacionadas especialmente a Fëanor e sua família.
  • A Segunda Profecia de Mandos (a Primeira é a Condenação de Mandos), que profetiza a última batalha, Dagor Dagorath, com a qual o mundo vai terminar.

Além disso, Mandos se caracteriza por estar geralmente em desacordo com a maioria dos outros Valar, devido à sua visão mais profunda do que é e do que será:

  • Não estava, por exemplo, de acordo com a Convocação dos Elfos a Valinor.
  • Não acreditou no arrependimento de Melkor quando ele cumpriu sua pena nas Prisões de Mandos durante a Era das Árvores em Aman.
  • Ao contrário de Ulmo, não apoiou a missão de Eärendil quando ele chegou, com a ajuda da Silmaril, às Terras Imortais para pedir ajuda aos Valar em nome dos povos livres da Terra-média.

Inspiração[editar | editar código-fonte]

Mandos foi inspirado no deus grego do Mundo Subetrrâneo Hades, que também podia fazer de suas moradas um lugar agradável ou desagradável. Hades era o nome tanto do Deus como de seus domínios, assim como Mandos é o nome compartilhado entre o Vala e suas moradas. Assim como Hades é na mitologia Grega, Mandos é o Juiz na mitologia Tolkieniana. Inclusive, a história de Beren e Lúthien lembra uma de suas inspirações: a lenda de Orfeu, que vai ao mundo dos Mortos em busca de sua amada Eurídice e comove o deus dos Mortos com a música. No Livro dos Contos Perdidos', o precursor do Silmarillion, Mandos chamava-se Vefantur, e seus palácios eram conhecidos como Ve. Sua esposa era Fui, que tinha as características de Nienna, que é irmã de Mandos. Vefantur julgava os Elfos e Fui os Humanos.

Trecho de "O Silmarillion"[editar | editar código-fonte]

“Os fëanturi, senhores dos espíritos, são irmãos; e são geralmente chamados de Mandos e Lórien. Contudo, esses são de fato os nomes dos locais onde moram, sendo verdadeiros nomes Námo e Irmo. Námo, o mais velho, mora em Mandos, que fica a oeste, em Valinor. Ele é o guardião das Casas dos Mortos, e o que convoca os espíritos dos que foram assassinados. Nunca se esquece de nada; e conhece todas as coisas que estão por vir, à exceção daquelas que ainda se encontram no arbítrio de Ilúvatar. Ele é o Oráculo dos Valar; mas pronuncia seus presságios se suas sentenças apenas em obediência a Manwë.”

Significado Externo[editar | editar código-fonte]

Quando a mulher de Tolkien, Edith Tolkien, veio a falecer, o escritor enviou ao seu filho Christopher uma carta, que dizia ter sido Edith a inspiração para a personagem Lúthien. Um trecho da carta diz o seguinte, referindo-se a Edith:
"[...]Nessa época, o cabelo dela era preto e sedoso, a pele clara, os olhos mais brilhantes do que os que vocês viram, e sabia cantar... e dançar. Mas a história estragou-se, e eu fiquei para trás, e não posso suplicar perante o inexorável Mandos.[...]

A carta faz referência à história de amor entre Beren e Lúthien. Ele era mortal, e ela, imortal e a mais bela entra os Filhos de Ilúvatar. Lúthien então abandona a imortalidade para viver com Beren, e quando este morre, ele se demora nos palácios de Mandos para encontrar uma última vez sua amada. Lúthien então canta diante de Mandos, que se comove (segundo O Silmarillion: Ele, que jamais se comovera até então, e nem depois) e, sob concessão de Eru, permite que ambos voltem à vida em corpos mortais.
Na carta, Tolkien diz não ter escolha, ele havia perdido Edith, e não teria poder para implorar pela vida da mulher a Mandos.

Informações Resumidas e Adicionais[editar | editar código-fonte]

  • Nome: Námo Mandos
  • Nomes Antigos: em escritos primitivos era chamado de Nurufantur, que virou Námo.
  • Parentesco: Possui um irmão, Irmo Lórien e uma irmã, Nienna, e é casado com Vairë, a Tecelã.
  • Títulos: o Inabalável.
  • Divisão: Fëantur, Senhor dos Espíritos, Vala, Aratar.
  • Cargos: É o Juiz dos Valar, convoca os espíritos que estão em suas moradas e desempenha papel de oráculo dos Valar.
  • Maia a seu serviço:Cf. Alatar e Pallando.
  • Objetos e/ou animais: ?

Ver também[editar | editar código-fonte]